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Braga

Maior vitória de Luís Montenegro foi no distrito de Braga

Eleições PSD

em

Foto: Facebook de Luís Montenegro

Se a maior vitória de Rui Rio nas eleições diretas de sábado para a liderança do PSD registou-se, em votos, no Porto, de onde é natural, a de Luís Montenegro aconteceu no distrito de Braga.


Na terceira maior distrital do PSD (mas que na eleição de sábado foi a segunda em número de votantes), Montenegro consegue 2.485 votos e uma vantagem para Rui Rio de 353 votos, ainda assim menor do que a candidatura antecipava na reta final da campanha.

Eleições no PSD: Resultados nas maiores concelhias

De acordo com os resultados provisórios divulgados no sábado à noite pelo Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) do PSD, o atual presidente, Rui Rio, obteve 15.301 votos, correspondentes a 49,44% dos votos expressos, enquanto o antigo líder parlamentar Luís Montenegro conseguiu 12.767 (41,26%) e o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais Miguel Pinto Luz 2.878 votos (9,3%), o que obrigará a uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados no próximo sábado.

Numa análise por distrito dos dados disponibilizados no site do PSD, Rio tem as suas maiores vitórias percentuais em Vila Real (63,9%), Viana do Castelo (61%) e Guarda (59,9%).

No entanto, em número de votos, a grande vitória de Rui Rio registou-se no Porto, a maior distrital do PSD (em número de militantes com quota válida para a atual eleição), onde conseguiu 3.592 votos (59,6% do total no distrito), vencendo com 1.456 votos de vantagem em relação a Luís Montenegro.

Já o antigo líder parlamentar social-democrata tem os seus melhores resultados percentuais em Leiria (58,6%, com uma vantagem de 276 votos para Rio), Lisboa Área Oeste (57,8%) e Castelo Branco (57,2%), mas é em Braga que conquista a vitória mais expressiva em votos.

Na Área Metropolitana de Lisboa – segunda maior estrutura em inscritos, mas em que no sábado votaram menos pessoas do que em Braga – a disputa foi renhida: a vitória pertenceu, como esperado, ao antigo líder da distrital Miguel Pinto Luz, com 37,7% dos votos, e o segundo lugar para Montenegro (33% e 1.288 votos), mas com apenas 150 votos de vantagem em relação a Rui Rio, que ficou em terceiro na capital.

A outra distrital em que Rio ficou em terceiro foi em Setúbal, onde Pinto Luz também venceu, mas a diferença de votos entre os candidatos foi da ordem das dezenas.

Aveiro completa o leque das quatro maiores estruturas (em conjunto com Porto, Braga e Lisboa, que registavam mais de 57% dos militantes com quotas pagas) e, antes das eleições, tanto a candidatura de Rio como a de Montenegro antecipavam ganhá-la.

A vitória acabou por ser do atual presidente e por uma margem expressiva: Rio teve 2.116 votos (57,5% do total) e mais 593 votos do que Luís Montenegro.

No total do país, segundo os resultados provisórios anunciados pelo CJN, Rio teve mais 2.534 votos que Montenegro e, em termos de estruturas, venceu em 13, enquanto o antigo líder parlamentar ganhou sete e Pinto Luz duas.

O atual líder ganhou Porto, Aveiro, Bragança, Guarda, Viana do Castelo, Vila Real, Santarém, Faro, Beja, Portalegre, Évora, Açores e Europa, enquanto Luís Montenegro venceu Braga, Leiria, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Lisboa Área Oeste e Fora da Europa.

Pinto Luz saiu vencedor na Área Metropolitana de Lisboa e em Setúbal, reclamando também vitória na Madeira, mas os votos da Região Autónoma não foram contabilizados.

Em relação a 2018, quando disputou as diretas com Santana Lopes, Rio perdeu os distritos de Braga, Leiria e Viseu, mas ganhou estruturas em que não tinha vencido, casos dos Açores, Beja, Portalegre, Évora e Europa.

Fora da segunda volta ficou Miguel Pinto Luz – que garantiu que não irá declarar apoio a nenhum dos candidatos -, e a distribuição dos seus votos será importante sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa, onde teve 1.471 (37,7% do total), Setúbal (299 votos, 26%) e Porto (291 votos, 4,8%).

Para o resultado de dia 18 contará também o número de votantes, que no sábado foram 31.306, num universo de 40.604 inscritos, uma taxa de participação de 77,1%, a mais alta de sempre em percentagem em diretas, apesar de ser a mais baixa em números absolutos de todas as eleições do PSD em que houve disputa.

Das quatro maiores distritais, foi em Lisboa que a taxa de participação foi menor – 68,5%, bem abaixo da média nacional -, enquanto em Braga e Aveiro votaram, respetivamente, 84,3% e 85,7% dos militantes inscritos.

Em relação a há dois anos, o universo eleitoral ‘encolheu’ cerca de 30 mil militantes (tinham sido 70.692), fruto das novas regras de pagamento de quotas, mas o número de votantes apenas diminuiu 11.349 (em 2018 votaram 42.655 militantes).

Na primeira volta das diretas não foram contabilizados os votos de 13 secções onde o CJN considerou que se verificaram irregularidades: Amadora (Lisboa), onde estavam 309 militantes em condições de votar segundo o site do PSD, Alter do Chão (Portalegre), apenas com dez, e as 11 da Região Autónoma da Madeira, com um total de 104 inscritos.

Na eleição, registaram-se 219 votos em branco e 141 votos nulos.

A confirmarem-se estes resultados provisórios, com um total de 30.946 votos expressos – só estes contam na decisão de haver ou não segunda volta – Rui Rio ficou a 173 votos (0,56%) da maioria absoluta com que evitaria ir novamente a votos no dia 18.

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Braga

Recuperados carros e identificado suspeito de viciação de viaturas em Póvoa de Lanhoso

Crime

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Foto: GNR

Duas viaturas e diverso material automóvel foram apreendidos, na segunda-feira, numa operação relacionada com tráfico e viciação de viaturas, na Póvoa de Lanhoso, anunciou hoje a GNR. Foi ainda identificado e constituído arguido um suspeito de 39 anos.

A operação levada a cabo pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da Póvoa de Lanhoso foi efetuada no âmbito de uma investigação relacionada com furto, recetação e viciação de viaturas e peças auto, iniciada em fevereiro deste ano, altura em que foram recuperadas três viaturas e diversas peças que deram origem ao processo.

Foto: GNR

A GNR indica que as viaturas eram furtadas na via pública nas cidades de Guimarães, Vila Nova de Gaia e Vila do Conde.

Foram realizadas 18 buscas – três domiciliárias, 14 em veículos e uma num stand automóvel – das quais resultaram a identificação de um suspeito, de 39 anos, e a recuperação de dois veículos, nove chaves de viaturas, 51 rádios e 37 quadrantes de veículo automóvel de várias marcas, 256 centralinas, seis programadores de centralinas, sete telemóveis, 3.890 euros e diverso material informático.

O suspeito foi constituído arguido e os factos remetidos para o Tribunal Judicial de Braga.

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Braga

Carlos Carvalhal atacado por encapuzados em Braga. “Instinto levou-me a resistir”

Crime

em

Carlos Carvalhal. Foto: DR / Arquivo

Três encapuzados tentaram assaltar, na madrugada desta terça-feira, o treinador do Rio Ave, quando este chegava a casa, em Braga, após o jogo com o Marítimo.

O MINHO apurou que os ladrões acabaram por fugir sem levar nada.

Carlos Carvalhal contou no Facebook como tudo se passou e admite que resistiu, com a ajuda do filho, acabando com ferimentos ligeiros.

“Ontem quando regressava da Madeira para a minha residência em Braga fui atacado por três indivíduos encapuzados por volta das 2:15”, explica o técnico.

“O meu instinto levou-me a oferecer resistência (se calhar inadvertidamente) e com a ajuda do meu filho, José Carlos, conseguimos resolver a situação”, da qual, acrescenta, “resultaram algumas escoriações e um hematoma, nada de preocupante”.

Agradecendo “todas as manifestações de amizade e solidariedade”, faz um pedido: “Agradeço que não liguem para mim nem para a minha família, de forma a ajudar-nos a ultrapassar mais rapidamente esta situação.”

Carlos Carvalhal deixou ainda uma palavra de elogio à PSP de Braga que “foi prontamente chamada ao local e foram inexcedíveis no apoio após incidente”.

“Tomaram conta da ocorrência e espero que em breve capturem os responsáveis por esta tentativa de assalto”, conclui o treinador.

Fonte do Rio Ave, sexto classificado da I Liga, disse à Lusa que o treinador “está abalado, mas bem fisicamente”, e que “já esta tarde estará no estádio para orientar a sessão de treino”.

Notícia atualizada às 10h46.

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Braga

GNR de Braga condenado por desviar 105 euros de carteira encontrada na rua

Justiça

em

Foto: DR / Arquivo

O Tribunal de Braga condenou a um ano e seis meses de prisão, com pena suspensa durante dois anos, um militar da GNR de Braga que, em 2018, se apoderou de 105 euros de uma carteira encontrada na via pública, avança o Jornal de Notícias (JN).

O militar da GNR de Braga ficou ainda obrigado a, no prazo de seis meses, doar mil euros à Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Na sentença, de acordo com o JN, o juiz lembrou que o arguido pertence a uma instituição militar, o que agrava o crime.

A advogada Mariana Agostinho disse àquele jornal diário que vai ponderar eventual recurso. Se não o fizer, o militar, que se encontra suspenso da GNR, será de imediato alvo de um processo disciplinar.

O arguido negou em julgamento a intenção de ficar com o dinheiro, dizendo que o colocou num envelope numa gaveta para o entregar.

Foi denunciado pela mulher que encontrou a carteira e a entregou, em outubro de 2018, no posto da GNR de Braga, com documentos e 105 euros.

Segundo a acusação, citada pelo JN, o militar elaborou um “auto de achado”, mas só ele próprio assinou e sem mencionar o que se encontrava na carteira.

Posteriormente, ainda de acordo com aquele jornal, a cidadã, que ficou com o nome da dona da carteira, voltou à GNR a perguntar pelo destino do dinheiro e concluiu que o mesmo desaparecera e não constava dos registos.

Desencadeou-se, então, um processo interno, com a consequente participação criminal.

Após este episódio, o militar devolveu o dinheiro à proprietária.

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