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Famalicão

Lusodescendente de Famalicão vende vinho português a sessenta restaurantes de Paris

Karine da Costa fez “trabalho de formiguinha”

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Foto: DR

Seis dezenas de restaurantes de Paris servem vinhos portugueses graças a Karine da Costa [Linkedin], depois de um “trabalho de formiguinha” que desenvolve desde 2018 para divulgar os néctares de produtores de várias regiões demarcadas.


Karine da Costa. Foto: Facebook de Karine da Costa

“Nunca encontrava vinhos portugueses nos restaurantes da moda de Paris. Agora já começa a haver, mas há dois, três anos, não havia mesmo”, contou Karine da Costa à agência Lusa, durante o IV Encontro de Investidores da Diáspora, que está a decorrer até sábado, em Viseu.

Filha de pai natural de Vila Nova de Famalicão e de mãe de Mêda, Karine da Costa, de 26 anos, sempre viveu em Paris, mas “conhecia a qualidade dos vinhos portugueses” e lamentava não os conseguir encontrar nos restaurantes da capital francesa.

“Eu queria ter mais ligação a Portugal. Fui fazer uma formação em viticultura a Albufeira para ter bases sobre o setor e outra em enologia em Paris”, contou.

Karine da Costa começou nesta área em maio de 2018, com os vinhos verdes, mas atualmente trabalha também com produtores das regiões do Dão, do Douro e do Tejo. No próximo ano, juntar-se-ão os vinhos do Algarve, do Alentejo e de Lisboa.

“Primeiro começo pela seleção das vinhas, só trabalho com pequenos produtores independentes, que dão importância ao meio ambiente, e com castas autóctones”, explicou.

Como não fazia parte da área da restauração e dos vinhos, tem de ir “tocar às portas” dos restaurantes.

“Chego lá, apresento-me, combino um encontro para poderem provar os produtos. Vejo o tipo de restaurante, o tipo de comida, e faço uma seleção dos meus produtos que combinam mais”, explicou, acrescentando que, este ano, terão sido enviadas cerca de 2.500 garrafas para Paris.

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Ave

Mulher colhida por automóvel em Famalicão fica em estado grave

Acidente

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Foto: Facebook de Bombeiros de Famalicão

Uma mulher de 63 anos sofreu ferimentos graves, esta tarde de terça-feira, depois de ser colhida por um automóvel na cidade de Famalicão.

A vítima estaria a passar a Avenida de França, em Calendário, fora de passadeira, quando terá sido colhida por uma viatura ligeira.

A mulher foi assistida no local pelos Bombeiros de Famalicão e pela equipa médica da VMER de Braga, sendo transportada para o Hospital de Braga.

Também um jovem de 15 anos que seguia dentro da viatura acabou por sofrer ferimentos ligeiros, sendo transportado para o Hospital de Famalicão.

A GNR registou a ocorrência.

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Ave

Lidl refuta críticas do sindicato e diz oferecer “condições de trabalho de excelência”

Greve no entreposto em Famalicão

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Foto: DR

A Lidl Portugal recusou hoje as acusações do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), garantindo que “respeita inteiramente o direito dos colaboradores” à greve e que oferece “condições de trabalho de excelência”.

“A Lidl Portugal assegura que cumpre integralmente com as suas obrigações legais e convencionais e reforça que respeita inteiramente o direito dos seus colaboradores na adesão [à greve], não havendo acréscimo de colaboradores temporários nos dias para os quais a greve foi convocada”, lê-se numa nota enviada, à agência Lusa, por esta cadeia de supermercados.

Na segunda-feira, o CESP, que agendou uma greve para sexta-feira, sábado e domingo no Entreposto – Norte da rede de supermercados Lidl, que fica na freguesia de Ribeirão, em Vila Nova de Famalicão, acusou a Lidl Portugal de não respeitar o direito à greve e não estar aberta a negociações.

Em comunicado, o sindicato referiu que “com o receio esperado do impacto da luta dos trabalhadores neste armazém e o não abastecimento das lojas, já hoje, deram entrada cinco trabalhadores contratados a uma empresa de trabalho temporário, a Work Permit”.

O CESP também acusou esta cadeia de supermercados de recorrer “apressadamente a mão-de-obra barata e precária”, enumerando o recurso a trabalhadores oriundos de países do sul da Ásia, nomeadamente paquistaneses e indianos, e lembrando que esses “são países que se encontram com elevados níveis de contaminação do SARS-CoV-2 [novo coronavírus] e ainda recentemente impuseram medidas mais duras, como o confinamento das suas populações”.

“À estrutura sindical deste entreposto não lhe foi dado a conhecer o plano de contingência. E espanta-se, que estes novos trabalhadores estão a desempenhar as mesmas tarefas dos trabalhadores Lidl efetivos e sem qualquer medida de distanciamento”, lia-se na nota do sindicato.

Ainda de acordo com o CESP, os objetivos da greve são o aumento dos salários de todos os trabalhadores, a negociação do caderno reivindicativo, bem como a resolução dos problemas dos trabalhadores do Lidl.

Em resposta a estas acusações, a Lidl Portugal sublinhou que “cumpre todos os requisitos legais para a contratação de trabalhadores temporários, quando necessário, sendo a segurança e o bem-estar de todos uma das nossas maiores prioridades desde o início da pandemia”.

A empresa garante que “neste período crítico” tem ido “além do exigido legalmente” e enumera que garante a remuneração de grupos de risco e grávidas entre março e fim de junho, disponibiliza máscaras, gel desinfetante e luvas, colocou proteções de acrílico nas linhas de caixa, assim como autocolantes com distâncias de segurança e investiu em limpeza adicional.

A Lidl Portugal acrescenta ainda que criou estações de limpeza de carrinhos, contadores de clientes à porta, bem como um microsite interno com informação em tempo útil, tendo incluído os colaboradores nos grupos de acesso às lojas em horários exclusivos.

“No que diz respeito às acusações de precariedade dos seus colaboradores, sublinhamos que oferecemos condições de trabalho de excelência no setor, a par da progressão salarial, formação e desenvolvimento de carreiras, e contratos de trabalho sem termo, independentemente da carga horária”, lê-se ainda na resposta da empresa.

A título de exemplo, e de entre uma lista com mais de uma dezena de pontos, a Lidl Portugal indica que em 2019 aumentou para 670 euros o ordenado auferido no primeiro ano de trabalho, sublinhando que este valor é superior ao novo ordenado mínimo nacional: 635 euros mensais.

“Estar acima do ordenado mínimo nacional tem sido prática recorrente na empresa. Adicionalmente no Lidl, após dois anos, o salário ao nível de operador é de 820 euros, havendo uma progressão natural”, acrescentou a empresa que também diz ter aumentado, em janeiro, o valor do subsídio de refeição para 7,63 euros, “o máximo legal permitido sem encargos adicionais para o colaborador e que se traduz num aumento adicional líquido de 192 euros ao final do ano [16 euros/mês] para os colaboradores a tempo inteiro e que representa cerca de 1.800 euros no fim do ano”.

A Lidl Portigual acrescentou, por fim, que ofereceu um “obrigado monetário” aos “colaboradores que estiveram no ativo durante o período mais complicado da pandemia, chegando até 40% do ordenado”.

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Ave

Funcionários do entreposto de Famalicão do Lidl em greve

Ribeirão

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Foto: DR

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) acusou hoje a cadeia de supermercados Lidl Portugal de não respeitar o direito à greve e não estar aberta a negociações.

“Em causa estão situações muito precárias e pessoas que há anos procuram melhorar a sua situação laboral, mas ganham entre 300 e 400 euros, tendo de recorrer a outros empregos, quando são funcionários efetivos e necessidades essenciais. O Lidl prefere ter mais gente a trabalhar e pagar menos”, disse Bruno Silva, do CESP, coordenador do sindicato no distrito de Braga.

O CESP agendou uma greve para sexta-feira, sábado e domingo no Entreposto – Norte da rede de supermercados Lidl, que fica na freguesia de Ribeirão, concelho de Famalicão.

Em comunicado, o sindicato refere que “com o receio esperado do impacto da luta dos trabalhadores neste armazém e o não abastecimento das lojas, já hoje, deram entrada cinco trabalhadores contratados a uma empresa de trabalho temporário, a Work Permit”.

“À estrutura sindical deste entreposto não lhe foi dado a conhecer o plano de contingências. E espanta-se que estes novos trabalhadores estão a desempenhar as mesmas tarefas dos trabalhadores Lidl efetivos e sem qualquer medida de distanciamento”, acrescenta a nota.

Segundo Bruno Silva esta prática é “reiterada” nesta cadeia de supermercados que “naturalmente adivinha uma adesão à greve avassaladora”, à imagem, acrescentou o sindicalista, da greve que aconteceu a meio do ano passado, na qual o CESP diz ter registado uma adesão de 90%.

“Apressaram-se a contratar uma empresa de trabalho temporário para fazer face ao impacto que vão ter [devido à greve]. Temos conhecimento de que as lojas do Norte estão a receber orientações para que os produtos sejam encomendados [aos gestores do Entreposto] até ao fim de semana. Querem que os efeitos da greve sejam diminutos”, referiu Bruno Silva.

Ainda de acordo com nota do sindicato, os objetivos da greve são o aumento dos salários de todos os trabalhadores, a negociação do caderno reivindicativo, bem como a resolução dos problemas dos trabalhadores do Lidl.

O CESP acusa a empresa de “não quer conversar”. “Ao longo dos anos esteve disponível para ver o caderno reivindicativo, dialogar, mas nunca esteve disposta a negociar”, disse Bruno Silva.

Já na nota do CESP lê-se como slogan da greve “A um posto de trabalho permanente, exigimos um vínculo efetivo”, argumentando o sindicato que ao Lidl Portugal “tudo serve” e este “recorre apressadamente a mão-de-obra barata e precária”, enumerando o recurso a trabalhadores oriundos de países do sul da Ásia, nomeadamente paquistaneses e indianos.

“São países que se encontram com elevados níveis de contaminação do SARS-CoV-2 [novo coronavírus] e ainda recentemente impuseram medidas mais duras, como o confinamento das suas populações”, lê-se na nota.

Para o sindicato é “inaceitável” que “muitos trabalhadores aufiram salários bem inferiores ao salário mínimo nacional” o que faz com que, diz a estrutura sindicalista, “vivam abaixo do limiar da pobreza”.

“Importa para o Lidl é investir milhões de euros a cada ano em publicidade e campanhas de marketing, entrando pelas casas adentro publicidade enganosa e camuflando aos olhos de todos os portuguesas a dura realidade que vivem estes trabalhadores Lidl”, conclui a nota.

A agência Lusa contactou via email e telefone a cadeia de supermercados, tendo esta remetido esclarecimentos para mais tarde.

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