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Lisboa prepara-se para receber “elite mundial” da exploração científica

Serão abordados temas como os oceanos, as alterações climáticas e o espaço

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Foto: DR / Arquivo

Lisboa recebe em julho uma conferência internacional dedicada à exploração científica, em que serão abordados temas como os oceanos, as alterações climáticas e o espaço, anunciou hoje a organização.


O evento, denominado “Global Exploration Summit (GLEx)”, decorre a 03, 04 e 05 de julho e tem o apoio do Turismo de Portugal, estando já prevista uma segunda edição, também na capital portuguesa, em 2021, de acordo com a informação divulgada à imprensa.

A iniciativa realiza-se em parceria com a The Explorers Club, organização fundada há cerca de 100 anos em Nova Iorque e que conta com 33 delegações espalhadas pelo mundo para promover a exploração científica em terra, no ar, nos oceanos e no espaço.

O GLEx insere-se também nas comemorações dos 500 anos da primeira viagem de circum-navegação e dos 50 anos da chegada do Homem à lua.

A organização promete reunir em Lisboa a “elite mundial” de exploradores, cientistas e investigadores, nas várias áreas do conhecimento, para partilhar experiências.

Entre os primeiros oradores confirmados estão Alexander More, cientista e diretor do World Ocean Forum, Bertand Piccard, médico e pioneiro na realização de um voo em balão à volta do mundo sem escalas, a arqueóloga Beverly Goodman, o explorador e cineasta Fabien Cousteau, e James Garvin, cientista-chefe da NASA, revelou a organização.

No final, será assinada uma declaração, a título individual, pelos participantes no encontro, apresentada como “Resolução de Lisboa”, cujo objetivo é ser “um documento orientador” para o futuro da exploração científica e da preservação ambiental.

Exploração científica, inovação, tecnologia e novas fronteiras serão alguns dos temas agendados para os três dias do encontro, que no primeiro dia vai decorrer à porta fechada, na Fundação Champalimaud.

O segundo dia será aberto ao público, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, e o terceiro terá um momento na Câmara Municipal de Lisboa, segundo o programa preliminar hoje apresentado.

“A primeira edição do GLEx constitui uma oportunidade única para cientistas e investigadores portugueses estabelecerem contactos com investigadores e exploradores de todo o mundo”, sendo a primeira vez que o grupo norte-americano realiza “uma cimeira” fora dos Estados Unidos, lê-se no comunicado distribuído hoje.

A curadoria está a cargo do The Explorers Club de Nova Iorque, apresentado como a mais antiga sociedade de exploração científica do mundo dedicada à “investigação de campo avançada”.

Entre os membros do clube, segundo a mesma fonte, estão o astronauta Buzz Aldrin, o realizador James Cameron, a cientista Jane Goodall e os empresários Jeff Bezos e Elon Musk, além de instituições como a NASA, o MIT e Harvard, entre outras.

Para a apresentação à imprensa, deslocaram-se a Lisboa, o presidente do clube norte-americano, Richard Wiese, e a vice-presidente, Ann Pascer.

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Marcelo espera que Portugal integre listas de países sem restrições a turistas até final do mês

Covid-19

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Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Presidencia.pt / Arquivo

O Presidente da República disse hoje ter esperança de que Portugal integre, até ao final de agosto, as listas de países sem restrições relacionadas com a covid-19, em termos de circulação de turistas, incluindo o Reino Unido.

“Tenho esperança de que, com o correr dos dias e até ao final do mês, haja a passagem integral das listas piores ou intermédias para as melhores listas em termos de turismo”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa no Porto Santo, arquipélago da Madeira, onde termina hoje um curto período de férias.

O chefe de Estado vincou que o turismo está a aumentar, ainda que lentamente, e, por outro lado, salientou que a situação pandémica em Portugal tem evoluído positivamente, o que favorece o levantamento de restrições à circulação de pessoas.

“Isso é muito importante para a Madeira, é muito importante para o Algarve, é muito importante para o Porto, é muito importante em geral para Portugal”, declarou, pouco antes de dar um mergulho no mar do Porto Santo, apesar da chuva que hoje se faz sentir na ilha.

“Há uma evolução nas listas negras – vamos chamar assim – favorável a Portugal”, disse, reforçando: “Portugal, aliás, tem vindo a ter um percurso oposto ao de muitas outras sociedades europeias, que estão a conhecer agravamentos, que alguns consideram que é já uma segunda vaga”.

O Presidente da República sublinhou que as previsões apontam para um aumento do turismo no país até ao final do mês, pelo que conta que o Reino Unido altere as restrições que impõe aos cidadãos que se deslocam a Portugal.

“Vamos lá ver se o nosso aliado de não sei quantos séculos alinha nisso também”, observou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 715 mil mortos e infetou mais de 19,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.746 pessoas das 52.351 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Exportações agroalimentares sobem 0,4% até junho para 3.285 milhões

Covid-19

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Foto: Twitter / Ministério das Infraestruturas

As exportações agroalimentares cresceram 0,4% entre janeiro e junho, face ao mesmo período de 2019, para 3.285 milhões de euros, enquanto as importações cederam 4,5% para 4.870 milhões de euros, avançou o Governo, citando dados do INE.

“No que respeita ao acumulado de janeiro a junho de 2020, em relação ao período homólogo de 2019, registou-se um ligeiro acréscimo das exportações, de 3.271 para 3.285 milhões de euros (+0,4%), e uma diminuição das importações, de 5.101 para 4.870 milhões de euros (-4,5%)”, apontou, em comunicado, o Ministério da Agricultura.

Só em junho, as exportações progrediram 5,2% para 552 milhões de euros, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto as importações recuaram 0,7% para 801 milhões de euros.

De acordo com o ministério tutelado por Maria do Céu Antunes, por produto, as plantas vivas e os de floricultura cresceram, em junho, 39,7%, seguindo-se os vinhos e mostos (16%), os frutos (6,2%) e os produtos lácteos, ovos e mel (4,4%).

Para o Governo, “apesar do contexto ainda marcado pelos efeitos socioeconómicos da pandemia”, estes dados representam já um sinal de retoma.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 715 mil mortos e infetou mais de 19,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.746 pessoas das 52.351 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Vinhos portugueses em concurso ibérico à conquista do “difícil” mercado espanhol

Na província espanhola de Salamanca.

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Foto: DR / Arquivo

Os produtores de vinhos de várias regiões de Portugal estão a apostar no “difícil” mercado espanhol e da América Latina, através de um concurso ibérico que anualmente se realiza na aldeia raiana de Trabanca, na província espanhola de Salamanca.

Os produtores nacionais, principalmente, os de menor dimensão, garantem que o certame é uma porta aberta para os mercados internacionais como Espanha, Estados Unidos ou os países latinos da América do Sul.

Para a Câmara de Provadores do Concurso Ibérico Vindouro/Vinduero, que é constituída por cerca de 60 pessoas, repartida em partes iguais por homens e mulheres, há a garantia de que os vinhos portugueses “estão em crescendo em qualidade”.

Porém, os especialistas deixam a certeza de que “há néctares dos deuses” desde a Região Demarcada do Douro, passando pelo Dão, ou da região de Lisboa e Vale do Tejo, Beira Interior, Trás-os-Montes, Bairrada, sem esquecer os vinhos verdes e os vinhos produzidos nas ilhas dos Açores e Madeira.

“Ainda não temos os resultados dos vinhos provados. Contudo, posso antecipar que provámos vinhos do Douro que vão pontuar muito alto. O que está claro é que o Douro é a espinha dorsal no que respeita à qualidade, rivalizando com o que de melhor se faz em Espanha”, exemplificou à Lusa, a enóloga internacional Isabel Mijares.

A especialista, que já ocupou um lugar de conselheira nas Nações Unidades para área da alimentação, vincou que “Portugal é um país com um leque de vinhos diversificado e está conseguir conservar as suas variedades autóctones”.

“Portugal está a proteger as suas variedades autóctones, o que tem um grande interesses no mundo dos vinhos. É preciso animar os produtores portugueses a levar em frente este trabalho. Por outro lado, os vinhos portugueses, devido aos efeitos da pandemia, estão a aproximar-se mais dos consumidores”, indicou a especialista.

Para Isabel Mijares, para conquistar os mercados internacionais, os portugueses estão a fazer mais vinho para consumo do que para “filosofar”.

“Como os hábitos de consumo de vinho estão a mudar, os produtores portugueses estão no bom caminho. Este novo mundo teve um grande influência tantos nos produtores como nos consumidores, e os vinhos mais jovens e menos elaborados vão ganhado mercado”, concretizou a também investigadora.

Acreditando nesta oportunidade lançada pela Rota Internacional dos Vinhos, integrada no Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Duero/Douro, os produtores portugueses fizeram-se representar com 53% das mais de 900 amostras que estiveram ao alcance dos especialistas internacionais.

Por seu lado, Jorge Alvares, um provador da região do Douro, avançou que este concurso é uma “competição magnífica” entre os vinhos portugueses e espanhóis.

“Estavam muitos vinhos em prova. Nota-se que há vinhos ambiciosos que pretendem ir mais além, sendo natural que este tipo de evento traga oportunidades de promoção no mercado internacional para os vinhos portugueses. E nós precisamos de promoção dos nossos vinhos em Espanha, já que os espanhóis conhecem pouco os portugueses”, enfatizou o também membro do júri deste concurso ibérico.

Já o presidente da Comissão Vinícola da Beira Interior, Rodolfo Queirós, afiançou que faz todo o sentido fazer um concurso de vinhos no interior peninsular, sendo um território de baixa densidade.

“Este tipo de iniciativa também ajudar a promover o território raiano, já que há pessoas que vieram um pouco de toda a península ibérica e ilhas, para conhecer o que de melhor se faz no mundo dos vinhos quer em Portugal quer em Espanha”, frisou.

Rodolfo Queirós disse que com a pandemia provocada pelo novo coronavírus, praticamente não se realizaram outros concursos internacionais, o que vai dar novas oportunidades aos provadores que arrecadarem uma das três medalhas dos prémios Vindouro/Vinduero.

“À semelhança de outros setores de atividade, também a produção de vinhos está a passar por dificuldades. Mas, um vinho premiado internacionalmente tem sempre outro destaque no mercado e aos olhos dos consumidores”, vincou o também provador.

Helena Mira, que foi a primeira mulher portuguesa a integrar o júri deste concurso internacional de vinhos, acredita que esta iniciativa está em franco crescimento, tornando-se numa janela de oportunidades para o mercado de vinhos nacional.

Como se trata de um concurso que tem por base uma “prova cega” ainda não há pontuações conhecidas, o que deverá ser acontecer dentro de uma ou duas semanas.

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