Seguir o O MINHO

País

Deputado da extrema-direita anuncia candidatura à Presidência da República

Foi hoje anunciado

em

Foto: DR / Arquivo

O líder do partido Chega, de extrema-direita, anunciou esta manhã que será candidato à Presidência da República, através de um vídeo divulgado pela TVI24.


André Ventura aponta responsabilidades a Marcelo Rebelo de Sousa pelo “sistema” implementado na política portuguesa depois do 25 de Abril, assumindo-se como uma “alternativa”.

Embora tenha sido militante de base do PSD desde a juventude e apoiante dos sucessivos políticos e governantes do partido, vem agora demarcar-se do que considera ser “um grande problema em Portugal”.

“Marcelo Rebelo de Sousa é a face deste sistema, nasceu neste sistema, cresceu com este sistema e defende este sistema. Nós somos precisamente o oposto”, garante o radical de direita, muitas vezes apontado como sendo defensor de ideais que roçam a xenofobia e o racismo.

“Mais do que ganhar, interessa-nos que os portugueses fiquem a saber quão mal está o seu sistema político, o seu sistema democrático e o seu sistema social”, vincou.

André Ventura foi eleito deputado nas últimas eleições legislativas de 2019. É o único representante do partido na Assembleia da República, onde tem granjeado várias críticas por entre o hemiciclo, face à postura “populista” que adotou.

Anúncio

País

Covid-19: Mais 24 mortos, 3.960 infetados e 1.657 recuperados no país

Boletim diário da DGS

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

Portugal regista hoje mais 24 mortos e 3.960 novos casos de infeção por covid-19, em relação a terça-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS). É um novo recorde de casos diários.

2.114 dos novos casos são no Norte.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 124.432 casos de infeção confirmados e 2.371 mortes.

Há ainda 74.001 recuperados, mais 1.657 nas últimas 24 horas.

Continuar a ler

País

Presidente da Área Metropolitana do Porto quer Estado de Emergência

Covid-19

em

Foto: DR

O presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP) disse hoje querer que o Governo decrete o Estado de Emergência, generalizando as medidas de combate à covid-19 “a todo o país” de forma “coerente e homogénea”.

“Neste momento é difícil defender outra coisa que não seja o Estado de Emergência. Tem de existir cobertura jurídica e legal para tomar medidas imprescindíveis. Isto não se resolve com medidas milagrosas. As medidas em concelhos em concreto não são viáveis. Temos interdependências regionais e pendularidades diárias”, disse Eduardo Vítor Rodrigues, líder da AMP.

Eduardo Vítor Rodrigues, que é também presidente da câmara de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, recordou que “as medidas que se tomam hoje não têm um efeito imediato”, daí a “urgência” de “avançar rapidamente”.

“Os números a que estamos a chegar não são nenhuma surpresa. Estava bem claro que tínhamos uma evolução muito preocupante. Olhar para os números de forma territorializada tem levado a que andemos sempre atrás do prejuízo. Isto é suficientemente grave para que, mesmo em zonas onde não há nenhum fenómeno conhecido, as populações sejam envolvidas”, defendeu.

Admitido que, neste momento, o Norte do país apresenta números de infeção pelo novo coronavírus “muito preocupantes”, Eduardo Vítor Rodrigues criticou as “mudanças de medidas em função de momentos conjunturais”, pedindo “um esforço nacional”.

“Até para se perceber que chegamos a um momento de uma gravidade que não pode ser atenuada com medidas concelhias ou metropolitanas”, frisou.

Eduardo Vítor Rodrigues defendeu mudanças na comunicação sobre a covid-19, lembrando que “as pessoas estão exaustas de ter informação que às vezes é contraditória”.

O autarca considera que a tutela devia considerar fazer “um alívio na intensidade nas conferencias de imprensa da Direção-Geral da Saúde”.

“É preciso ter comunicação mais direcionada, informação mais precisa e discurso mais homogéneo. Andamos a pedir às pessoas que no Dia dos Fiéis não vão aos cemitérios e depois temos 30 mil pessoas a ver corridas de Fórmula 1. Ontem tivemos o retorno do público aos estádios de futebol [referindo-se ao FC Porto-Olympiacos para a Liga dos Campeões que decorreu no Estado do Dragão]. Se calhar é justo, mas se calhar já podia ter acontecido antes e vem na pior altura pelo significado que representa”, considerou.

Exigir que as empresas reforcem os desfasamentos de entrada e saída, repesar os horários do comércio de rua e dos centros comerciais, e fechar universidades e secundárias durante “pelo menos 15 dias”, de forma “a retirar jovens dos transportes públicos e da via pública”, são algumas das medidas que o autarca de Gaia diz serem “urgentes”.

À Lusa, Eduardo Vítor Rodrigues acrescentou a ideia de pedir aos clubes desportivos que suspendam durante 15 dias as atividades de formação”, porque “não vale a pena fechar escolas e introduzir o ensino à distância se depois pais, miúdos e técnicos andam de trás para a frente”, disse.

“Todas as medidas que proponho têm uma prévia auscultação com as entidades que gerem o processo no terreno”, sublinhou.

Hoje, o presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil do Porto, Marco Martins, apresentou uma proposta ao Governo para que, em função do aumento crescente do número de casos de covid-19 na região, decrete o recolher obrigatório no distrito.

Em declarações à agência Lusa, Marco Martins disse ter falado com a maioria dos autarcas do distrito e que todos concordaram que são necessárias “medidas mais graves, mas medidas que façam o equilíbrio entre a saúde pública e a economia”.

Especialistas alertaram hoje que a região Norte poderá atingir 7.000 novos casos de infeção pelo SARS-CoV-2 na próxima semana.

Ouvidos pela Lusa, afirmaram existirem “vários concelhos” num “patamar semelhante” aos três do Tâmega e Sousa onde, na sexta-feira, foram impostas medidas mais restritas.

A câmara de Matosinhos anunciou na terça-feira o encerramento dos centros comerciais às 21:00 e pede ao Governo que “adote medidas” para os concelhos da AMP.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 2.371 em Portugal.

Continuar a ler

País

PSD compara orçamento a um prato de “strogonoff” e vegan

Orçamento do Estado 2021

em

Foto: DR

O PSD comparou hoje o Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) a um prato de “‘strogonoff’, para ter o apoio do PCP”, e “vegan, para ter o apoio do PAN” e criticou a falta de medidas para as empresas.

A comparação causou algumas risadas durante a manhã do segundo dia de debate do orçamento, no parlamento, depois de o deputado Duarte Pacheco ter dito que o PS e o Governo andaram na “pesca à linha” de apoios para um orçamento que é uma “mão cheia de nada” e serve, acusou, para “preservar o poder”.

O OE2021, sintetizou, em linguagem gastronómica, é “um prato especial, tão especial que ninguém consegue perceber o que tem”, embora tenha dito que “tem falta de transparência, dados misturados entre medidas novas e antigas para baralhar” e uma lista de medidas que “já foram prometidas, mas nunca foram executadas”.

E faltam, afirmou, medidas destinadas às empresas, prometendo, na sua leitura, que “não se aumentam impostos” e que, com isso, os “empresários já deveriam ficar felizes”.

Se o PSD usou linguagem gastronómica, a deputada do CDS Cecília Meireles recorreu ao ilusionismo para criticar o orçamento “oculto”, em resposta ao socialista Fernando Anastácio, que acusou a direita de ter um “orçamento oculto”, que passa pela austeridade.

É um orçamento “oculto em coisas fundamentais”, acusou, como, por exemplo, “o impacto orçamental das medidas covid-19” tanto nas contas de 2020 como de 2021.

A essa questão o ministro das Finanças não deu resposta, mas fê-lo ao PSD ao dizer que os sociais-democratas dizem que este OE2021 “dá o que tem e não tem, mas depois é preciso cortar nos aumentos de pensões para dar às empresas” ou ainda que “não se pode aumentar o salário mínimo nacional”.

À alegação de que faltam medidas para as empresas, o ministro realçou que há “mais 4 mil milhões de euros para as empresas a fundo perdido”,

André Ventura, do Chega, afirmou não saber se este é um orçamento ‘vegan’, mas qualificou-o de “orçamento mais fraco da história do PS”, dado que, por exemplo, reduz as verbas para os municípios em tempos de combate à pandemia.

E concluiu que os partidos que vão abster-se fazem-no porque “têm medo de ir a eleições”.

Continuar a ler

Populares