Seguir o O MINHO

País

Deputado da extrema-direita anuncia candidatura à Presidência da República

Foi hoje anunciado

em

Foto: DR / Arquivo

O líder do partido Chega, de extrema-direita, anunciou esta manhã que será candidato à Presidência da República, através de um vídeo divulgado pela TVI24.


André Ventura aponta responsabilidades a Marcelo Rebelo de Sousa pelo “sistema” implementado na política portuguesa depois do 25 de Abril, assumindo-se como uma “alternativa”.

Embora tenha sido militante de base do PSD desde a juventude e apoiante dos sucessivos políticos e governantes do partido, vem agora demarcar-se do que considera ser “um grande problema em Portugal”.

“Marcelo Rebelo de Sousa é a face deste sistema, nasceu neste sistema, cresceu com este sistema e defende este sistema. Nós somos precisamente o oposto”, garante o radical de direita, muitas vezes apontado como sendo defensor de ideais que roçam a xenofobia e o racismo.

“Mais do que ganhar, interessa-nos que os portugueses fiquem a saber quão mal está o seu sistema político, o seu sistema democrático e o seu sistema social”, vincou.

André Ventura foi eleito deputado nas últimas eleições legislativas de 2019. É o único representante do partido na Assembleia da República, onde tem granjeado várias críticas por entre o hemiciclo, face à postura “populista” que adotou.

Anúncio

País

Marcelo Rebelo de Sousa inicia hoje curto período de férias no Porto Santo

Madeira

em

Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: DR / Arquivo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inicia hoje um curto período de férias no Porto Santo, que o presidente da câmara local vai aproveitar para apresentar as suas preocupações, ainda de que forma informal.

A chegada de Marcelo Rebelo de Sousa está prevista para as 16:00, num voo da TAP, não havendo programa oficial estabelecido para a viagem.

O chefe de Estado vai permanecer na ilha até sábado, concretizando a décima visita à Região Autónoma da Madeira no decurso do mandato, agora a título particular e sem agenda conhecida, embora o presidente da Câmara Municipal, Idalino Vasconcelos, vá deslocar-se ao aeroporto para recebê-lo.

“Recebê-lo no Porto Santo é uma grande honra”, disse o autarca à agência Lusa, indicando que pretende apresentar “três grandes preocupações” ao Presidente da República, ainda que o faça de forma informal.

Transportes aéreos, mobilidade marítima e transferência de verbas do Orçamento do Estado para o município são os assuntos que Idalino Vasconcelos quer abordar com o chefe de Estado.

“O Porto Santo vive única e exclusivamente do turismo e não há turismo se não houver transportes”, afirmou, alertando para os “poucos voos e a preços incomportáveis” operados pela TAP, sobretudo no período de inverno – de outubro a maio – em que a companhia realiza apenas uma viagem por semana.

Por outro lado, Idalino Vasconcelos alerta para a operação do “Lobo Marinho”, que estabelece a ligação marítima entre a Madeira e o Porto Santo, suspensa todos os anos no mês de janeiro para manutenção do navio e que não se realiza às terças-feiras no resto do ano.

O autarca social-democrata quer pedir a ajuda de Marcelo Rebelo de Sousa para “pensar o inverno no Porto Santo” e, por outro lado, pretende alertá-lo para método utilizado na transferência de verbas do Orçamento do Estado para o município.

“Recebemos 1,4 milhões de euros e há municípios na Região Autónoma da Madeira com metade da nossa população, com metade da nossa área geográfica, que recebem três vezes mais do que nós”, afirmou.

Na última deslocação que efetuou ao Porto Santo, a 01 de novembro de 2018, Marcelo Rebelo de Sousa disse estar “atento” aos problemas da mobilidade que afetam a Região Autónoma da Madeira e às críticas à TAP, mas advertiu que não estava em condições de se pronunciar.

“Para já, não digo nada. Antes de dizer, oiço”, afirmou então, à chegada ao centro da cidade Vila Baleira, onde presidiu às comemorações dos 600 anos da descoberta da ilha do Porto Santo.

Continuar a ler

País

Pandemia agravou situações de depressão e perturbações alimentares nos jovens

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

A pandemia de covid-19 agravou muitas situações de ansiedade, depressão e perturbações do comportamento alimentar nos jovens, bem como os consumos de álcool e tabaco, segundo a coordenadora do centro de atendimento para adolescentes Aparece.

Devido ao confinamento imposto pela pandemia de covid-19, “os jovens ficaram em casa, comeram mais, engordaram. Outros começaram a fazer dietas restritivas porque tinham engordado muito”, afirmou em entrevista à agência Lusa Maria de São José Tavares.

Segundo a médica, estas são as situações mais evidentes nos adolescentes que recorrem atualmente ao Aparece– Saúde Jovem, um espaço criado há 21 anos pelo Governo no Centro de Saúde de Sete Rios, em Lisboa, para que os adolescentes tivessem um espaço dedicado exclusivamente aos seus problemas e pudessem partilhar todas as suas dúvidas num espaço de confidencialidade e privacidade.

“O Aparece tem tido um papel importantíssimo, e que vai continuar a ter, nesta fase de pandemia”, sendo que neste momento 90% dos atendimentos são por teleconsulta: “Todos os dias, são contactados oito a nove adolescentes com quem estamos mais preocupados e que são muitos”.

As grávidas têm sido sempre atendidas presencialmente, assim como os jovens que aparecem “sem marcação”.

Testes de covid-19 nas escolas decididos pelas autoridades de saúde locais

Neste momento, o Aparece tem “imensos apelos”, mesmo para primeiras consultas, “a que é preciso responder” de “uma forma eficaz” nesta fase “em que as famílias estão tão aflitas e os adolescentes também”.

Questionada se os jovens estão com receio de voltar à escola e contrair a covid-19 e contagiar os familiares, a médica afirmou que há “um receio muito grande”.

“Temos vários adolescentes que se infetaram neste percurso, mesmo muitos, e famílias inteiras”, disse Maria de São José Tavares, contando que houve muitos jovens que, “quando foi o período de maior liberdade, exageraram e fizeram disparates, e outros que têm mesmo medo de sair e estão isolados”.

“Isto é muito heterogéneo, mas o ambiente na generalidade é de fragilidade em muitos adolescentes”, afirmou, sublinhando que a pandemia “veio a agravar a fobia, os medos”, mas também o aumento dos consumos de tabaco e de álcool.

Covid-19: Aplicação para rastrear contactos de infeção disponível dentro de dias

Para a coordenadora do Aparece, o impacto desta pandemia na sociedade é enorme: “Temos imensos adolescentes que os pais estão desempregados” e, por isso, apontando que é preciso dar-lhes atenção e não tirar “a energia a um serviço que é tão importante”.

Neste momento, há 3.500 adolescentes inscritos no Aparece, metade dos quais do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Lisboa Norte e os restantes de outros agrupamentos da Área Metropolitana de Lisboa.

“Nós temos por mês a entrada, no mínimo, de 30 novos adolescentes. Com a pandemia tivemos um decréscimo, o que tem a ver com o contexto ambiental e social”, disse, esperando que as consultas presenciais reabrem em setembro.

Como razões para este decréscimo, apontou o facto de os jovens saírem menos de casa e as aulas presenciais terem dado lugar à telescola.

“Muitos dos adolescentes são referenciados para primeiras consultas pelas escolas o que neste período não existiu”, explicou.

Covid-19: Mais de um milhão de pessoas em teletrabalho no 2.º trimestre

Por telescola, os professores não tiveram a oportunidade de avaliar algumas perturbações dos adolescentes ou até o absentismo e o abandono escolar, razões pelas quais muitas vezes são referenciados.

“Portanto, tudo isto mudou muito” e “os adolescentes vão sair desta pandemia com tantas fragilidades, com tantos medos acrescidos, com tantas impossibilidades para compensar todo este período em que estiveram confinados”.

Por estas razões, defendeu, “é preciso estar muito atento às suas necessidades e evitar a criação de novas barreiras no acesso ao centro de atendimento aos adolescentes Aparece.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 701 mil mortos e infetou mais de 18,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.740 pessoas das 51.848 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Continuar a ler

País

Beirute/Explosões: Governo aponta 137 mortos e pelo menos 100 desaparecidos

em

As violentas explosões que abalaram Beirute na terça-feira provocaram pelo menos 137 mortos, enquanto pelo menos 100 pessoas continuam desaparecidas, disse hoje o ministro da Saúde libanês, Hamad Hassan.

“Até agora, o número de mortos atinge os 137 e há mais de 5.000 feridos”, disse, acrescentando que um novo balanço pode ser anunciado durante o dia.

As enormes explosões, que as autoridades dizem ter sido causadas por um incêndio num armazém que abrigava uma grande quantidade de nitrato de amónio no porto de Beirute, deixou também cerca de 300.000 pessoas sem casa.

O ministro adiantou que os trabalhos continuam a decorrer na tentativa de encontrar sobreviventes entre os escombros, acrescentando que estão a ser feitos contactos com países árabes e europeus para garantir a chegada de assistência médica ao país.

As autoridades libanesas estão já a determinar as necessidades imediatas e a instalar hospitais de campanha.

Por outro lado, um responsável libanês indicou que o Conselho de Ministros realizado na quarta-feira mostrou que o Líbano quer realmente responsabilizar os culpados pelas explosões, tendo decidido impor prisão domiciliária aos acusados, além de declarar estado de emergência em Beirute.

Beirute/Explosões: Marcelo envia condolências ao homólogo libanês

Na terça-feira, uma explosão no porto de Beirute seguiu-se a um incêndio suspeito de estar ligado a uma segunda explosão por motivos ainda não determinados. A explosão levou à deflagração de 2.750 toneladas de nitrato de amónio que estavam no porto de Beirute, segundo o Governo.

A explosão gerou uma grande onda de choque que afetou milhares de casas e prédios, destruindo janelas e paredes, deixando grande parte da população daquela zona da cidade desalojada.

As autoridades de Beirute informaram que os danos podem atingir um valor entre os 2,5 e os 4,5 milhões de euros e acrescentou que ainda há cerca de 100 pessoas desaparecidas.

Beirute/Explosões: Português pediu ajuda para regressar

O país determinou luto oficial de três dias, a partir de quarta-feira, e a capital libanesa está sob supervisão das Forças Armadas, encarregadas de manter a ordem.

Entretanto, o presidente francês, Emmanuel Mácron, partiu hoje para o Líbano, para se encontrar com vários responsáveis políticos libaneses e apresentar o apoio da França, segundo explicou a presidência francesa.

O chefe de Estado deve desembarcar por volta das 09:00 TMG (10:00 em Lisboa) em Beirute, onde será recebido pelo Presidente libanês, Michel Aoun.

Macron irá diretamente para o porto, local das explosões, devendo encontrar-se, durante o dia com os principais responsáveis libaneses, políticos e “representantes dos movimentos civis”, realizando uma conferência de imprensa às 15:30 TMG (16:30 em Lisboa).

Continuar a ler

Populares