Seguir o O MINHO

Esposende

Julgados por sequestro e roubo de família de madrugada

em

Rui Miguel Ferreira Lima (“Campinhas” ou “Maquito”), o último detido pela PJ de Braga. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A quadrilha acusada de sequestro e roubo de uma família dentro da sua própria residência, em plena madrugada, na freguesia de Antas, do concelho de Esposende, começou já a ser julgada, no Palácio da Justiça de Braga, com um dos arguidos a assumir a autoria do caso.

Cristiano Ferreira, de 22 anos, residente no Bairro das Campinas, em Ramalde, no Porto, explicou as circunstâncias do assalto à mão armada, seguido de sequestro, na noite de 13 para 14 de junho de 2016, na moradia de um bancário do Millennium BCP, acompanhado da mulher, formadora, bem como dos dois filhos do casal, ela de 14 anos e ele de 12 anos.

Três dos arguidos entraram pelo jardim enquanto o quarto ficou fora de casa, num automóvel, tendo o trio acedido à residência pela janela de uma casa de banho do rés-do- chão, após o que se introduziram no escritório, roubando um envelope com quase 300 euros, que constituíam umas poupanças feitas pela locatária.

Depois dirigiram-se ao primeiro andar, entraram no quarto do casal, onde dormia também o filho mais novo, de 12 anos, ordenando-lhes que “virem a cara, não nos olhem de frente” e como o pai da criança não obedeceu logo, foi atingido com uma pancada na cabeça, tendo a filha mais velha, de 14 anos, sido retirada da cama do seu quarto no rés-do- chão e levada para junto dos pais e do irmão, todos já na cama, no primeiro andar.

Depois exigiram saber onde estava o cofre, mas como afinal não existia, acabaram ainda por roubar peças de ouro no valor global de 3.430 euros e telemóveis avaliados em cerca de 530 euros, após o que fecharam toda a família na casa de banho e fugiram de automóvel depois de terem estroncado os dois carros do casal que estavam parados junto da garagem.

Cristiano Etelvino Dias Ferreira, foi detido pela Polícia Judiciária de Braga a 3 de março de 2017, tendo quase 20 gramas de cocaína na sua casa, nas Campinas, bairro camarário da cidade do Porto, onde também residem mais dois suspeitos apanhados na mesma data, Paulo Alexandre Moreira Soares (22 anos) e Rui Miguel Silva Costa Oliveira (21 anos). O quarto suspeito, Rui Miguel Ferreira Lima (“Campinhas” ou “Maquito”), de 20 anos, foi detido depois pela PJ de Braga, a 30 de agosto, numa casa em Modivas, Vila do Conde.

Anúncio

Cávado

Mulher em estado grave após acidente na A28 em Esposende

Em Rio Tinto

em

Foto: DR / Arquivo

Uma mulher, cuja idade ainda não foi possível apurar, sofreu ferimentos graves na sequência de um acidente na A28, sentido Viana-Porto, cortando o trânsito naquela via.

O alerta foi dado cerca das 22:00 horas, mobilizando Bombeiros de Esposende, Bombeiros de Fão, VMER e GNR, no total de 21 operacionais e sete viaturas, disse a O MINHO fonte do CDOS de Braga.

A vítima foi transportada para o hospital em estado considerado “grave”.

Pelas 23:47, o trânsito ainda se encontra cortado no sentido Norte-Sul.

(Notícia atualizada às 23h47)

Continuar a ler

Cávado

Parlamento lamenta morte de Paulo Gonçalves: “O seu legado perdurará”

Motard de Esposende

em

A Assembleia da República lamentou hoje a morte do piloto de motociclos Paulo Gonçalves, no passado dia 12, considerando que o desporto nacional fica mais pobre mas o seu legado perdurará.

“Com a sua morte o desporto nacional fica mais pobre, mas o seu legado enquanto atleta e ser humano perdurará como referência nos anais do motociclismo português”, refere o voto de pesar, proposto pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e aprovado por unanimidade.

O piloto português Paulo Gonçalves, de 40 anos, morreu na sequência de uma queda na 7.ª etapa do rali Dakar, na Arábia Saudita.

Nascido a 5 de fevereiro de 1979, era natural de Esposende e tornou-se piloto profissional aos 17 anos.

“Internacionalmente reconhecido pela sua camaradagem, sempre pronto a ajudar os colegas em dificuldades, Paulo Gonçalves foi distinguido com vários prémios `fair-play´, de que se destaca o Prémio Ética no Desporto que lhe foi atribuído, em 2016, pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude”, assinala o voto.

O parlamento destacou a “expressiva carreira desportiva” do piloto português, que se sagrou campeão mundial de ralis de todo-o-terreno em 2013 e alcançou o segundo lugar no Dakar 2015, “pertencendo ao lote restrito de pilotos que competiram nos três continentes (África, América do Sul e Ásia)”.

“Todos nós sentimos o falecimento” de Paulo Gonçalves, disse Ferro Rodrigues, propondo à câmara um aplauso, em homenagem ao piloto.

Continuar a ler

Cávado

Donos de casas em risco nas praias de Esposende querem retirada de esporão

Câmara de Esposende criou equipa de peritos e quer gerir o processo na zona

em

Foto: Divulgação / CM Esposende

Os proprietários de casas em risco junto às praias das Pedrinhas e de Cedovém, em Esposende, querem que o Governo e as autoridades marítimas destruam o esporão ali construído de forma a que as areias cheguem à praia, acabando com a erosão da costa na zona.

Rui Lajes, dono de uma das casas no local, disse a O MINHO que a necessidade de pôr fim ao esporão – ou paredão em linguagem popular – é defendida quer por peritos, quer pelos pescadores da zona: “a estrutura alterou as correntes marinhas e a areia deixou de ser depositada. O esporão tinha 100 metros, hoje tem cerca de metade, mas é preciso acabar com ele”, defende.

A posição de moradores foi já transmitida à Câmara Municipal numa reunião havida em novembro com a presença do presidente da Câmara Benjamim Pereira e de técnicos que o Município chamou para estudarem um projeto para a zona.

Entretanto, um grupo de cinco ou seus donos de casas em risco recorreu ao Tribunal de Esposende e este agregou num só processo seis ações de justificação de posse de habitações – ameaçadas de demolição – na zona das Pedrinhas/Cedovém em Esposende.

Estado perde em Tribunal

As ações de justificação de propriedade prendem-se com uma decisão judicial de 2009, dos Tribunais, Judicial e Administrativo de Braga, que deram razão a um residente na Apúlia, considerando que a sua habitação não estava no domínio público marítimo e que a culpa do avanço do mar, que pôs as habitações em risco com a erosão das dunas, era do Estado. O Administrativo impôs mesmo ao Governo o pagamento de 60 mil euros pelos danos causados – e a realização de obras para impedir o avanço do mar.

O advogado Vasco Jácome Correia, de Braga, que intentou a ação e cuja família é proprietária de uma residência na zona, revelou que com a justificação de posse, “os donos das casas podem pedir indemnizações, a preços de mercado, ao Ministério do Ambiente já que este não pode invocar que os prédios estão no domínio público marítimo”. O que elevaria para várias dezenas de milhões de euros as indemnizações em caso de demolição.

Vasco Jácome Correia esteve na reunião que a Câmara fez em novembro com os proprietários das casas e concluiu que a Autarquia já percebeu que “demolir será muito caro e não traz vantagens para ninguém”.

O jurista considera, ainda, que “a equipa técnica também já entendeu que é imprescindível retirar o esporão junto à praia: “mesmo que as casas sejam demolidas, o avanço do mar, devido à erosão provocada pelo esporão – que não deixa que as areias cheguem à praia – implica, a médio prazo, a destruição das dunas e a própria ruína da estrada que liga a Apúlia a Ofir”, salientou.

Acrescentou que aquela decisão judicial obrigara já o Ministério a reduzir para metade os 300 metros do esporão, mas sustenta que é preciso a sua “completa destruição”.

Município espera parecer técnico

Contactado a propósito, o investigador da Universidade do Minho, Renato Henriques, que integra a equipa técnica, esclareceu que tal “está em análise” mas sublinhou que só o relatório final fará, ou não, propostas nesse sentido.

Já o presidente do Município Benjamim Pereira adiantou que se pretende que seja a Câmara a assumir um projeto para a zona, decidindo sobre uma possível demolição de edifícios, casas, restaurantes e barracas (abrigos de pesca): “aguardámos o parecer dos peritos e depois disso faremos um projeto que entregaremos ao Governo”, afirmou, salientando que o novo Plano da Orla Costeira (POC) nem sequer foi publicado.

Ao todo, a zona tem 150 edifícios, entre os quais alguns restaurantes que a Câmara já decidiu que terão de ser realocados.

A este propósito, Rui Lajes diz que é compreensível que alguns demolidos, e postos noutro local, mas lembra que, “sem os restaurantes a economia da Apúlia fica a perder”.

O tema da erosão da costa motivou já a vinda ao local de uma equipa de televisão do canal franco-alemão Art, para uma reportagem a emitir em abril.

Continuar a ler

Populares