Seguir o O MINHO

Braga

JSD desafia Governo a reverter decisão “centralista” de reduzir locais de prova de Medicina

Locais de prova foram reduzidos

em

Foto: DR/Arquivo

A Juventude Social-Democrata (JSD) desafiou hoje o Governo a reverter a decisão de reduzir os locais de realização da prova nacional de acesso à especialidade para os estudantes de Medicina, classificando-a de “centralista e centralizadora”.

Em comunicado, a Comissão Política Nacional da JSD contesta a redução dos locais da prova, dizendo que obrigará os estudantes de Medicina “a realizarem centenas de quilómetros adicionais e a suportarem os seus encargos, numa decisão centralista e centralizadora”.

“A par desta péssima decisão, junta-se a circunstância de este ter sido o primeiro ano em que terão de pagar taxa, deslocação, refeições e eventuais dormidas para realizar um exame obrigatório para a admissão na especialidade, um exame essencial para os estudantes de medicina”, critica a organização juvenil do PSD, presidida pela deputada Margarida Balseiro Lopes.

Os alunos de Medicina de Braga e da Covilhã deixam este ano de poder realizar a prova nacional de acesso à especialidade nas respetivas cidades, já que a prova para os recém-licenciados em Medicina será este ano realizada no Porto, em Coimbra, em Lisboa e no Funchal e em Ponta Delgada.

Os estudantes de Medicina reclamam que também os alunos das escolas médicas de Braga, da Covilhã e de Faro deviam poder fazer a prova nas respetivas cidades.

“Não só se perpetuou a prática errónea de deslocar os alunos da Universidade do Algarve para realizarem o exame a centenas de quilómetros, como se obrigou à mesma deslocação os alunos da Universidade do Minho e da Universidade da Beira Interior”, critica a JSD, considerando que a decisão agravou o “sentimento de injustiça” entre os estudantes.

Pela “quebra do pacto com a coesão territorial” e, sobretudo, “pelos constrangimentos causados a centenas de estudantes”, a Juventude Social Democrata manifesta “o seu profundo desagrado para com o Governo, desafiando-o a reverter todo o processo”.

“A juventude laranja acredita ainda que o seu repto será aceite, não só por uma questão de justiça, equidade e estabilidade, mas porque, pior do que errar, é não corrigir o erro”, refere esta organização.

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) já escreveu uma carta aberta aos vários intervenientes no processo da prova de acesso à formação especializada, manifestando-se surpreendida com a “alteração drástica de exclusão” da prova este ano em Braga e Covilhã.

Em declarações à Lusa na segunda-feira, o coordenador do Gabinete da Prova Nacional de Acesso, Serafim Guimarães, justificou que a escolha de cinco locais (três no Continente e dois nas ilhas) se deve à necessidade de tornar o mais uniforme e homogénea possível as condições de realização da prova.

Contactada pela Lusa, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), também envolvida neste processo, remeteu para informação disponível no seu ‘site’.

“As características físicas dos locais onde se realizam as provas são importantes para assegurar, por um lado, a qualidade da experiência e, por outro, o mínimo de perturbação durante a realização da mesma. Em anos prévios foram destacadas discrepâncias entre as condições de realização da prova em locais diferentes e reportes informais de candidatos que se sentiram prejudicados por tal”, refere a informação da ACSS.

A ACSS indica também que, depois de consultada a Associação Nacional de Estudantes de Medicina, a Ordem dos Médicos e o Ministério da Saúde, se entendeu importante “harmonizar as condições de administração da prova, por forma a reduzir o viés introduzido por estas na seleção”.

Anúncio

Braga

Braga com mais nove ruas com parquímetros, mas com preços à hora mais baixos

Medida foi hoje aprovada

em

Foto: DR /Arquivo

A Câmara de Braga vai alargar os parquímetros a nove novas ruas, passando a ser 44 as ruas com estacionamento pago à superfície, tendo a oposição acusado a maioria PSD/CDSPP/PPM de “mudança cabal” de atitude.

A medida foi hoje aprovada na reunião do executivo municipal, na qual foi também aprovada a redução de 0,20 euros por hora no estacionamento, com o PS a votar a favor, mas a acusar o presidente da autarquia, Ricardo Rio, de estar a protagonizar um “regresso ao passado”. A CDU votou contra o alargamento de ruas com parquímetro, defendendo que se deu “um passo atrás”.

Além do alargamento a mais nove ruas, o executivo decidiu também alterar, com o voto contra de toda a oposição, os estatutos da empresa municipal Transportes Urbanos de Braga (TUB), à qual caberá a fiscalização dos agora 1.897 lugares de estacionamento pago à superfície, que se espera gerem 500 mil euros anuais.

“É bom recordar que em 2013 uma das primeiras medidas desta maioria foi, precisamente, a revogação desta medida do PS que pressupunha o alargamento a mais 27 ruas. E agora, passados seis anos, esta mesma maioria decide a inclusão de 17 dessas 27 numa proposta de estacionamento pago”, disse, em declarações aos jornalistas no final da reunião, o vereador da CDU, Carlos Almeida.

Para o vereador, houve uma “mudança objetiva e que não tem grande explicação, os argumentos são tão válidos como os de há seis anos”.

No mesmo sentido, o PS, pela voz do vereador Artur Feio, considerou que com este alargamento há um “reconhecimento que o caminho que o PS tinha traçado era o caminho certo”.

“O que se vê hoje é uma reversão absoluta, uma mudança cabal em que se reconhece que o PS decidiu da melhor forma na altura”, defendeu Artur Feio.

Em resposta, Ricardo Rio contestou o argumento de “volta ao passado”, explicando que “há que ajustar as circunstâncias” às políticas para a cidade.

“Sempre defendemos que a gestão do estacionamento à superfície é uma ferramenta fundamental para a política de mobilidade de uma cidade”, referiu.

“Obviamente que essa política tem de se ajustar às circunstâncias atuais de cada momento. Aquilo que há cinco anos não deveria justificar o alargamento, hoje temos a perceção contrária, quer por força da reivindicação dos moradores, quer comerciantes, juntas de freguesia, que hoje defendem que essas ruas devem ser taxadas, não numa ótica de arrecadar mais receita, mas numa ótica de mobilidade e acessibilidade”, justificou.

Quanto à passagem da fiscalização para os TUB e não para a Polícia Municipal, com defenderam PS e CDU, que votaram contra aquela opção do executivo, Ricardo Rio considerou que a Polícia Municipal tem outras responsabilidades.

“A Polícia Municipal tem um leque de responsabilidade muito alargado e, por isso, não pode dar resposta a esta solicitação e entendemos entregar aos TUB, sendo que a receita arrecadada é imediatamente canalizada para outra área de mobilidade, um melhor serviço de transporte público”, esclareceu.

As novas vias com sistema de estacionamento pago à superfície são: Rua de Diu, Praça do Comércio, Rua Cândido Costa Pires, Rua dos Bombeiros Voluntários, Rua do Carvalhal, Rua de Santo André, Rua de S. Gonçalves, a Travessa Adaltiva Vieira e uma parte da Avenida Padre Júlio Fragata, que deixa, no entanto, de estar sujeita a pagamento de estacionamento pago à superfície na maioria da sua extensão.

Continuar a ler

Braga

Jovem sem carta detido após perseguição policial a alta velocidade em Braga

Não acatou ordem de paragem dos agentes policiais

em

Foto: O MINHO

Um jovem de 26 anos foi detido por agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Braga na sequência de este não ter parado numa ação de fiscalização por parte de uma patrulha, no passado sábado, pelas 01:00, na cidade de Braga.

Em comunicado, aquela força policial dá conta da ocorrência, indicando que o detido tinha sido detetado a uma velocidade superior a 100 quilómetros horários na Avenida Padre Júlio Fragata, sendo o limite de velocidade de 50 quilómetros horários naquele trecho.

Na sequência da infração, que foi detetada por um radar, “foi acionado o sistema luminoso que a viatura policial possui, respetivos sinais sonoros e efetuado o sinal de paragem com recurso a uma lanterna luminosa, dando-lhe indicação para encostar o veículo à berma”.

A PSP adianta que o “condutor não manifestou intenção de acatar a ordem policial, pelo que a viatura policial seguiu no seu encalce e foi colocada ao lado da dele, sendo que nesse momento lhe foi dada ordem verbal para parar o veículo um pouco mais à frente”, ordem que o mesmo não acatou, seguindo marcha.

“Dado os seus intentos em furtar-se à fiscalização, esta Polícia acelerou colocou a viatura policial de forma a impedir o condutor em infração de continuar a fuga”, acrescenta a PSP.

Aquando da interceção do suspeito, os agentes verificaram que este “não possuía qualquer documento que o habilitasse para o exercício da condução.

O detido foi notificado para comparecer no Tribunal Judicial de Braga.

Continuar a ler

Braga

Governo garante “apoio político” para que hospital de Braga seja hospital académico

Garante o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

em

Foto: DR / Arquivo

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior garantiu esta segunda-feira que a pretensão da Universidade do Minho de que o hospital de Braga tenha o estatuto de hospital universitário “terá todo o apoio político”.

Manuel Heitor, que falava em Braga, na Universidade do Minho, à margem de uma cerimónia de boas vindas aos novos estudantes daquela academia, afirmou que é “ambição” do Governo “ter mais investigação clínica e melhorar, facilitar, os espaços de aprendizagem aos estudantes que escolhem a área da Saúde”.

A Universidade do Minho reclama o estatuto de Hospital Universitário para o Hospital de Braga lembrando a “estreita colaboração” entre as duas instituições.

“Trabalhamos num nível e de uma forma que permite aos nossos estudantes vivenciarem em ambiente hospitalar aquilo que vão aprendendo em ambiente académico e essa estreita colaboração tem que ser reconhecida”, disse à Lusa o reitor da Universidade do Minho, Rui Viera da Silva.

Segundo garantiu o ministro, aquela pretensão “terá todo o apoio político para poder ser concretizada nos próximos anos”.

“É um processo simples, o centro académico do Minho tem uma grande reputação a nível nacional e internacional. Hoje há uma legislação própria, há uma agência da investigação clínica, que juntamente com as autoridades de Saúde (…) facilmente poderão responder a esse desafio”, referiu Manuel Heitor.

Continuar a ler

Populares