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Jornadas debatem durante três dias violência doméstica na comunidade portuguesa na Suíça

Em Lausanne e Zurique

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Foto: DR / Arquivo

Os problemas e consequências da violência doméstica, por vezes com casos fatais, na comunidade portuguesa na Suíça vão estão em debate num encontro promovido pela associação Change Mind – Global Aid em Lausanne e Zurique.

As Jornadas sobre Violência Doméstica, que decorrem entre sexta-feira e domingo, são a primeira iniciativa desta associação, com sede em Lucerna, na comunidade portuguesa na Suíça e têm como objetivo colaborar de “forma efetiva” para “combater a violência doméstica, quaisquer que sejam as suas formas de manifestação, promovendo o diálogo, o debate, a troca de experiências e boas práticas”.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da iniciativa em Portugal, João Pedro Gaspar, explicou que a Change Mind – Global Aid (CMGA) é uma associação que se preocupa com a comunidade portuguesa a residir na Suíça, mas também em Portugal, onde tem participado em diversas iniciativas e defendido várias causas.

“Desta vez, dada a preocupação crescente com os dados que vão surgindo de violência doméstica junto da comunidade portuguesa na Suíça, decidiu levar a cabo esta iniciativa”, disse o investigador da Universidade de Coimbra e coordenador da Plataforma de Apoio a Jovens (Ex)acolhidos (PAGE).

Em comunicado, a associação diz acompanhar com “profunda tristeza e preocupação” os casos veiculados pela comunicação social suíça que envolvem vítimas ou agressores de nacionalidade portuguesa.

Em Portugal, afirma, “a violência doméstica foi durante anos um problema camuflado, de que não se falava. Era socialmente aceite. Ainda hoje se ouve com frequência “entre marido e mulher, não se mete a colher”.

“Sendo a comunidade portuguesa uma das mais representadas na Suíça, preocupa-nos a reprodução destes comportamentos, no seu seio”, refere a CMGA.

Sublinha ainda que, “tendo em conta que apenas os casos mais graves e que culminam em homicídio são divulgados, desconhecendo-se a quantidade de vítimas que sofrem em silêncio”, é urgente “prevenir” e “combater” este fenómeno.

“A nossa diáspora acaba por refletir um pouco aquilo que são os costumes, neste caso péssimos costumes, que se relacionam com tudo o que é violência doméstica”, acrescentou João Pedro Gaspar

Na sua intervenção nas jornadas, o investigador irá abordar “as consequências duradouras da violência doméstica” nomeadamente nas crianças que assistem à violência doméstica entre os pais.

“Falamos de muitos milhares de crianças que anualmente assistem a situações de violência familiar, uma situação que depois se reflete na sua vida futura”, disse.

“O que se passa na infância, não fica na infância” e com este flagelo, “estamos a hipotecar gerações”, rematou.

Apoiadas pela Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, as jornadas pretendem “mobilizar a comunidade científica e técnica ou outros que de alguma forma atuem neste domínio, para as especificidades deste fenómeno”.

O encontro conta com a participação de jovens, pais, professores, movimentos associativos, técnicos de serviço social, estudantes.

Conta ainda com a presença do cônsul-geral de Portugal em Genebra, Bruno Paes Moreira, e da secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro.

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País

Espeleólogos portugueses resgatados “sãos e salvos” em Espanha

Resgate

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Foto: Telemadrid

Os quatro espeleólogos portugueses já foram resgatadas da gruta de Cueto-Conventosa, na Cantábria, Espanha, anunciou o Município de Cantábria. Dois dos “aventureiros” são da região do Minho, um de Esposende e outro de Guimarães.

Ficaram retidos dentro da gruta no sábado e só ao final desta segunda-feira conseguiram ser resgatados. A subida da água por causa da chuva bloqueou-lhes a saída.

A gruta de Cueto-Coventosa situa-se na região autónoma da Cantábria, na costa norte de Espanha, e é um desafio para todos os espeleólogos.

Os quatro portugueses entraram pelo Cueto, e cerca de 30 horas depois deveriam ter saído por Covendosa.

São 695 metros de desnível com um intrincado sistema de poços e túneis.

Os espeleólogos portugueses ainda conseguiram avançar 50 metros de profundidade durante hora e meia, mas a subida das águas impediu o resto do percurso.

O resgate foi feito pelas autoridades espanholas e concluído com sucesso ao final da tarde desta segunda-feira.

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País

Quase 50 empresas vão promover frutas e legumes portugueses em Madrid

Fruit Attraction

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Foto: DR / Arquivo

Quase 50 empresas e organizações de produtores vão estar, através da associação Portugal Fresh, entre terça e quinta-feira, em Madrid, a promover legumes e frutas portuguesas, na Fruit Attraction, uma das maiores feiras do setor da Europa.

A comitiva portuguesa tem vindo a crescer, passando de 20 empresas e organizações em 2011, ano em que a associação se estreou no certame, para 46, conforme, avançou, em comunicado, a Portugal Fresh.

A área ocupada também será a maior de sempre, com o stand português a alcançar os 600 metros quadrados (m2), mais do dobro do que tinha em 2011 (275 m2).

“A diversidade da oferta portuguesa aumentou consideravelmente e os pioneiros da promoção internacional – empresas do setor das peras e maçãs – estão hoje muito bem acompanhados por pequenos frutos, laranjas, tomates, kiwis, uvas, abóboras, couve portuguesa, cenouras, batatas e tantos outras que garantem uma mistura de aromas, sabores e cores únicas”, destacou, citado no mesmo documento, o presidente executivo da Portugal Fresh, Gonçalo Santos Andrade.

A participação portuguesa nesta feira insere-se na estratégia de promoção externa da associação, que tem como objetivo alcançar 2.000 milhões de euros de exportações do setor em 2020.

Em 2018, as vendas para os mercados externos representaram 1.500 milhões de euros.

Entre as 46 entidades portuguesas que vão estar presentes na Fruit Attraction, encontram-se 29 empresas como a Lusomorango, a Beirabaga, a Quinta do Pizão e a Central Fruitas do Painho.

Por outro lado, vão também marcar presença nove associações, onde se encontram, a Associação Nacional de Kiwicultores (APK) e a Associação Portuguesa da Castanha (Refcast).

No stand português vão ainda estar oito parceiros como a Hubel, a Magos e a Caixa Agrícola.

Criada em, 2010, a Portugal Fresh conta, atualmente, com 87 sócios, que representam mais de 4.500 produtores portugueses.

Entre os objetivos desta associação encontram-se a valorização da origem Portugal e o incentivo ao consumo de frutas e legumes.

No total, a Fruit Attraction vai receber 1.800 empresas de 130 países e são esperados 90 mil visitantes.

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País

Especialista defende fixação de pessoas nas zonas florestais remotas

Domingos Xavier Viegas quer minimizar incêndios florestais

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Foto: DR / Arquivo

O professor universitário Domingos Xavier Viegas defendeu, na Lousã, a fixação de pessoas nas zonas florestais remotas, para que o interior possa enfrentar as alterações climáticas e minimizar os riscos de incêndio.

“Verificamos que muitos desses territórios são atualmente ocupados por cidadãos estrangeiros, que não são propriamente eremitas”, disse Xavier Viegas à Agência Lusa.

O investigador da Universidade de Coimbra, especialista em incêndios rurais, falava à margem de um encontro de discussão no âmbito do projeto europeu de investigação “Resilient Forest”, coordenado pela Universidade Politécnica de Valência, em Espanha.

“É possível fixar população nessas zonas florestais”, algumas das quais foram povoadas no passado, e “podemos pensar num outro tipo de pessoas” para o efeito, designadamente jovens que pretendam “encontrar condições ambientais” para uma nova vida, preconizou.

Nas últimas décadas, famílias de outros países, maioritariamente da União Europeia (UE), instalaram-se na Serra da Lousã, por exemplo, em diferentes concelhos que têm sido devastados pelos fogos, nos distritos de Coimbra e Leiria.

“Estes cidadãos não têm problemas em escolher para viver locais remotos no meio das serras”, salientou Xavier Viegas, indicando que esta tendência é comum a diversos municípios de norte a sul de Portugal.

Na sua opinião, a aposta no turismo deve ser acompanhada por medidas do Estado e das autarquias que promovam outras atividades económicas, que criem oportunidades de emprego e incentivem o regresso das pessoas às áreas florestais do interior.

“É mais agradável visitar um território onde vivem pessoas”, sublinhou o presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Cofinanciado pelo programa LIFE+ da UE, o projeto “Resilient Forest” tem a participação de uma equipa do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da ADAI, cujo laboratório funciona no aeródromo da Chã do Freixo, junto ao polo da Lousã da Escola Nacional de Bombeiros.

No encontro, com a presença de representantes das câmaras municipais e de outras entidades da região, foram debatidas iniciativas de índole ambiental que têm sido desenvolvidas na bacia hidrográfica do rio Ceira, afluente do Mondego, um dos casos de estudo do projeto.

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