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Braga

Joaquim Barreto e Ricardo Costa na corrida à Federação de Braga do PS

Política

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Foto: DR/Arquivo

O deputado Joaquim Barreto e o vereador na Câmara de Guimarães Ricardo Costa já anunciaram a sua candidatura à liderança da Federação Distrital de Braga do PS, nas eleições marcadas para 14 de março.


Joaquim Barreto preside à Federação do PS desde 2014 e candidata-se a um novo mandato, com o slogan “Primeiro o distrito. Primeiro o partido”.

Já Ricardo Costa, na primeira vez que concorre à Federação, escolheu o slogan “Todos como um. Todos um”.

Em relação ao mandato que agora está a terminar, Barreto destaca a vitória do PS em Braga nas eleições Europeias e nas Legislativas.

Neste último caso, refere que, a seguir ao Porto, Braga foi o distrito em que o PS mais cresceu em número de votos, elegeu mais um deputado do que em 2015.

Já Ricardo Costa coloca o foco nas autarquias, sublinhando que o PS “apenas” governa 4 dos 14 concelhos do distrito de Braga.

Diz ainda que, nas Autárquicas de 2017, em seis concelhos do distrito houve listas independentes protagonizadas por dissidentes do Partido Socialista, designadamente em Barcelos, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vizela e Fafe.

Ricardo Costa lembra ainda que, dos 4 atuais presidentes de Câmara do PS, dois foram escolha da Direção Nacional do partido, “contra a vontade da Federação”.

A esta leitura, Joaquim Barreto responde com a mensagem de apoio de Ricardo Costa quando, em 2018, se candidatou a um novo mandato à frente da Federação.

“Se as Autárquicas foram em 2017 e se o cenário foi assim tão negro, como se compreende o testemunho de apoio que [Ricardo Costa] publicou em 2018?”, refere Barreto.

Ricardo Costa alude ainda à avocação, pela Direção Nacional do PS, da lista de deputados pelo círculo de Braga, considerando que é reveladora dos “erros e da falha da estratégia” da Federação na coordenação do processo.

Para as eleições de 14 de março, Barreto diz que conta com o apoio dos presidentes de 11 das 14 concelhias, sendo as exceções Barcelos, Vila Verde e Famalicão.

Ricardo contrapõe que a sua candidatura é “das bases”, de cada militante do PS, e lembra que “o voto do militante mais prestigiado vale tanto como o voto do militante mais anónimo e desconhecido”.

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Braga

Arqueóloga de Ponte de Lima recebe louvor da Câmara de Braga

Fernanda Magalhães é natural da Correlhã

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Foto cedida a O MINHO

O Município de Braga vota, segunda-feira, em reunião do executivo, uma proposta de louvor a Fernanda Magalhães, arqueóloga da Universidade do Minho, natural de Ponte de Lima, pelo “contributo prestado para o incremento do conhecimento possuído sobre a antiga cidade romana, a Bracara Augusta”.

A iniciativa partiu do vereador do Urbanismo, Miguel Bandeira, que lembra o contributo científico dos seus trabalhos, o de Mestrado de 2010, intitulado «A arquitetura doméstica em Bracara Augusta» e o de doutoramento, em 2019, sobre o tema A domus romana no Noroeste Peninsular. Arquitetura, Construção e Sociabilidades.

Esta última tese valeu-lhe, há dias, o Prémio de arqueologia Eduardo da Cunha Serrão 2020 e que, por isso, será publicada em livro, ainda em 2020.

Arqueóloga de Ponte de Lima vence mais importante prémio da área em Portugal

A investigadora da Unidade de Arqueologia da UMinho (UAUM) e do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) analisou a arquitetura doméstica urbana romana, que tem ligações ao estudo das cidades atuais. Em particular, incidiu no tipo de habitações (domus) construídas entre os séculos I e IV, na última região peninsular a ser integrada na malha administrativa romana.

O estudo focou os casos de Braga, Tongobriga, Lugo e Astorga, mas contextualizou-os com as realidades da Galia, Britannia, restante Hispânia e Norte de África.

No caso de Braga – aliás, Bracara Augusta –, a investigação decorreu num quarteirão em que as casas das elites tanto ocupavam um lote completo como meio lote. Situação que foi similar na Galiza. Portanto, – concluiu – a riqueza do proprietário não significava uma área grande de ocupação da sua casa. Ou seja, a eventual expansão habitacional teria que ser na vertical e não na horizontal.

“Estas cidades romanas podiam apenas crescer, se necessário, para cima”, salienta a arqueóloga. O estudo discutiu ainda funções e usos sociais dos espaços domésticos.

Fernanda Eugénia Puga de Magalhães, que nasceu em 1980 em Correlhã, concelho de Ponte de Lima, vive atualmente em Braga.

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Braga

Construtora de Braga em disputa por causa de construção de hospital privado no Porto

Construção

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Foto: DR / Arquivo

A Unidade Cível do Tribunal de Braga tenta, em setembro, em audiência prévia, a conciliação de interesses entre o grupo Trofa Saúde e a construtora ABB, de Braga. Num litígio acerca da construção de um   hospital privado no Porto. A audiência prévia já esteve marcada duas vezes, mas foi adiada devido à pandemia.

Conforme O MINHO noticiou, o juiz juntou numa só ação cível as duas que haviam sido intentadas, uma pela ABB, e outra, de sentido contrário, pela Trofa Saúde.  Em causa está a construção, pela ABB, de um edifício em Campanhã, Porto, para um Hospital Privado daquele grupo empresarial de Saúde. Na primeira ação, a ABB pede ao Tribunal que anule o contrato com a Trofa Saúde e pede uma indemnização de 2,5 milhões de euros de indemnização, conforme uma claúsula penal do contrato.

Uma segunda ação, esta interposta pelo grupo trofense, é uma ação pauliana – de anulação de negócio – que intentou no Tribunal de Braga contra a venda pela ABB II-Imobiliária à empresa Predi 5 (esta do universo de empresas de Domingos Névoa) do edifício em construção no Porto destinado a acolher um novo hospital privado.

Nessa primeira ação, a ABB diz que o contrato assinado com o Trofa Saúde em 2014 previa a construção de um edifício, com 16 a 18 mil m2, mais 400 lugares de estacionamento.

A firma comprometia-se a comprar os terrenos e a entregar a obra em janeiro de 2017. O TS pagaria uma renda mensal de 130 mil euros, no primeiro ano, a qual subiria para 150 mil nos anos seguintes. Ao fim de três, o TS poderia comprar o prédio por 30 milhões, 15 por cento mais do que o custo previsto, 25 milhões.

A ABB diz que “o programa funcional” apresentado para a obra implicava a ampliação do projeto, de 18 para 32 mil m2 de área, elevando o custo para 37,5 milhões. Logo, o preço teria de aumentar.

Simulação de negócio?

Na ação pauliana entretanto intentada, o TS – que recusou o aumento do aluguer – nega que haja crescimento da área de construção, acusando a ABB de “má fé”. E diz que se fez um negócio simulado, logo nulo. É  este o argumento usado pelo  grupo contra a venda pela ABB II-Imobiliária à empresa Predi 5 (ambas de Braga) do edifício em construção no Porto destinado a acolher um novo hospital privado. Mas, os visados negam a acusação.

O TS argumenta que a ABB II vendeu o prédio inacabado aquela firma, do empresário Domingos Névoa, por três milhões de euros, quando ela própria dizia que já tinha investido 12 milhões na obra. Assim, concluiu que o negócio é simulado, pelo que quer a sua anulação.

Em resposta, a ABB II – do grupo com o mesmo nome, de Braga, gerido por Gaspar Borges – e a própria Predi 5, vieram contrariar a tese, afirmando que o preço de três milhões já pagos se referem, apenas, à compra dos terrenos, seguindo-se a liquidação de mais dez milhões. Ao todo, com o prédio concluído pode vir a pagar 48 milhões. Ou seja, não   há simulação. A Predi 5 sublinha que a ABB a informou de que já não tinha contrato com a Trofa Saúde, pelo que nada obstava à compra.

Litígio

O Trofa Saúde invoca, também, o Plano Diretor Municipal do Porto para dizer que a ABB contabiliza, indevidamente, na área bruta de construção, os telhados e as áreas de estacionamento. Pede, por isso, e igualmente, uma indemnização de 2,5 milhões e diz que o contrato ainda vigora.

O Trofa Saúde solicita, ainda, ao Tribunal que impeça a construtora de divulgar ou fornecer os planos arquitetónicos do hospital – que serão segredo da empresa – , de forma a que não possam ser aproveitados por outro.

Em resposta, a ABB II contrapõe que o contrato findou automaticamente quando o TS contratou um dos seus engenheiros, precisamente o que estava encarregue da obra, o que é motivo de rescisão.

Os dois contendores mantêm, ainda, relações comerciais, já que o TS instalou no edifício Savoy, no centro de Braga, um segundo hospital, pagando à ABB, uma renda mensal de 125 mil euros. Falta saber se o TS vai denunciar o contrato.

O grupo Trofa Saúde, gerido por António Vila Nova, o maior do Norte no ramo e um dos maiores do país, tem oito hospitais privados – um deles em Braga – e cinco clínicas médicas, duas delas em Braga.

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Braga

Carro desgovernado anda 100 metros em despiste na principal via de Braga

Acidente

em

Foto: Paulo Jorge Magalhaes / O MINHO

Uma viatura entrou em despiste na Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires, sentido Continente – Braga Parque, esta noite de sábado,

A viatura acabou por transpor o separador central e a imobilizar-se na via contrária, ao embater num poste suporte a um outdoor.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O carro terá andado mais de 100 metros em despiste, com os moradores da zona a sairem à rua após os barulhos fortes que ouviram.

O condutor saiu pelo próprio pé, não sendo solicitado até agora assistência pré-hospitalar.

A PSP está no local.

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