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Viana do Castelo

Investimento de 150 mil euros requalifica zona ribeirinha de Viana do Castelo

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A envolvente ao navio-museu Gil Eannes, onde está localizada a estátua do navegador João Álvares Fagundes, na zona ribeirinha de Viana do Castelo, começou hoje a ser requalificada, num investimento de 150 mil euros, informou a Câmara local.

A obra, explicou aquela autarquia em comunicado, inclui “arranjos exteriores frente ao navio Gil Eannes, com a criação de uma série de percursos para automóveis e peões, assim como de extensas zonas verdes”.

A intervenção incidirá desde a estátua de João Álvares Fagundes até à proa do navio Gil Eannes, atracado há 20 anos na antiga doca comercial de Viana do Castelo, desde que foi resgatado da sucata e transformado em museu. Na envolvente encontra-se ainda o centro cultural, com assinatura do arquiteto Souto Moura.

Segundo o município, a intervenção, integrada no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) do Portugal 2020, pretende “ordenar o espaço público e qualificá-lo com a oferta de melhores zonas de fruição para o público, assim como criar uma faixa verde ordenada, paralela ao rio Lima”.

“O arranjo urbanístico decorre na envolvente da escultura de homenagem ao navegador vianense João Alvares Fagundes, que sofre agora uma valorização urbanística e paisagística, dignificando ao mesmo tempo a escultura, que se encontra atualmente numa zona de estacionamento”, especificou o município.

Neste espaço, acrescenta, “vai ser colocado um memorial de homenagem aos pescadores da pesca do bacalhau”.

Para o presidente da Câmara Municipal, José Maria Costa, citado no comunicado, “com este terceiro elemento, é criado um tríptico de homenagem, com o navegador responsável pela descoberta dos bancos de bacalhau da Terra Nova, o navio Gil Eannes que apoiou a frota bacalhoeira e o memorial aos pescadores”.

Anteriormente, aquela área, com cerca de 13.145 metros quadrados, de estacionamento ao ar livre, encontrava-se concessionada a um promotor local.

Em fevereiro de 2016, a Câmara Municipal “manifestou interesse” junto da proprietária dos terrenos, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), na concessão total daquela área para executar o projeto agora em curso, pretensão que recolheu parecer favorável da APDL, em maio deste ano.

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