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Braga

Investigadora do INL de Braga à frente de projeto que deteta cancro antes de se formar

Ciência e investigação

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Foto: INL

O INL – Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia e a spin-off RUBYnanomed acabam de receber o prestigiado Fundo Caixa Impulse Consolidate para apoio na luta contra o cancro.
O projeto, liderado pela investigadora do INL Lorena Diéguez, está a desenvolver um sistema automatizado para diagnóstico não invasivo e para a monitorização constante de pacientes oncológicos no sentido de conseguir detectar os tumores antes sequer de os mesmos terem a oportunidade de se formar


As metástases são responsáveis por 90% das 9,6 milhões de mortes anuais relacionadas com cancro em todo o mundo.

O principal motivo por detrás desta estatística é o facto de a disseminação precoce do cancro muitas vezes não ser detectada pelas tecnologias existentes, tais como como biópsias de tecidos para confirmar o subtipo de cancro, e que não podem ser realizadas regularmente. Para além disso, os medicamentos de terapia oncológica não são eficazes em 75% dos casos.

A solução encontrada pelo INL e pela RUBYnanomed passa por permitir uma monitorização regular e não invasiva dos pacientes através da tecnologia de biópsia líquida que isola e classifica automaticamente as células cancerígenas que estão em circulação na corrente sanguínea e que têm a capacidade de se fixarem noutros órgãos, dando origem a novos tumores, num processo silencioso que este projecto conseguiu “desmascarar”.

Essas células tumorais circulantes, ou CTCs, são responsáveis ​​pelo processo de metástase e a respetiva análise fornece informações em tempo real sobre a progressão do cancro, permitindo a previsão da agressividade da doença e a resistência à terapia oncológica.

O protótipo foi já testado com sucesso em pacientes, tendo demonstrado maior sensibilidade do que as tecnologias existentes, conseguindo mesmo detectar metástases 6 meses a 1 ano antes do que atualmente é possível em contexto clínico.

O apoio do CaixaImpulse Consolidate vai permitir ao INL, juntamente com a RUBYnanomed, finalizar um ensaio clínico de grandes dimensões e demonstrar a utilidade clínica do sistema, no sentido de promover o desenvolvimento do produto e obter a certificação CE.

A tecnologia está licenciada para a empresa spin-off do INL – RUBYnanomed – fundada em 2018 e liderada por uma equipa integralmente constituída por jovens mulheres cientistas, apaixonadas por conseguir resultados para o benefício dos doentes e da sociedade.

Lorena Diéguez sente-se privilegiada “por ver o nosso projeto reconhecido pelo prestigiado programa CaixaImpulse Consolidator. Este apoio é uma oportunidade única de fazer avançar a tecnologia do INL e da RUBYnanomed, melhorar o produto, expandir a nossa empresa e, finalmente, levar esta tecnologia inovadora aos doentes”.

Um total de três projetos da Caixa Impulse Consolidate foram premiados nesta edição. Dois da Catalunha (Espanha) e o INL (Internacional), com sede em Braga, Portugal, no valor de 300 mil euros cada.

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Braga

Braga: Padre propõe fotos dos entes falecidos no altar em vez de idas ao cemitério

Para evitar aglomerados nos dias 1 e 2 de novembro

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João Torres. Foto: Agência Ecclesia

O pároco de Priscos, Tadim e Guisande, freguesias do concelho de Braga, está a apelar aos paroquianos para que, no Dia de Todos os Santos e Dia dos Fiéis Defuntos, dadas as restrições nos cemitérios, que levem para a celebração das missas uma fotografia dos seus entes queridos falecidos. Os retratos serão colocados no altar e permanecerão na igreja até ao final do mês.

Em declarações a O MINHO, o pároco João Torres explica como surgiu a ideia para esta campanha intitulada ‘A falta que um rosto nos faz’: “As pessoas precisam de um sítio que as faça lembrar alguém que ainda está dentro delas, mas que já partiu. E normalmente vão ao cemitério no Dia de Todos os Santos e Fiéis Defuntos. A ideia desta campanha que lancei é que as pessoas levem um retrato de um familiar falecido para o local onde vamos celebrar a eucaristia e, assim, de certa forma, não estando no cemitério, poderia recordar o seu falecido num espaço religioso”.

As eucaristias em Tadim e Priscos estão a realizar-se em pavilhões e em Guisande numa tenda gigante.

“As pessoas levam o retrato do seu familiar, entregam a uma pessoa da equipa de acolhimento e esses retratos ficam todos ao pé do altar. É uma forma de a pessoa durante aquele tempo litúrgico recordar o seu familiar, evitando a ida ao cemitério”, afirma o padre, salientando que assim as pessoas “estão cumprir as normas da DGS, não estão aglomeradas como no cemitério e podem estar em família também”.

No final da missa, as fotos serão levadas para a respetiva igreja onde permanecerão durante o mês de novembro, que para os católicos é o “mês das almas”.

João Torres realça outro ponto que lhe parece importante: “Que façamos recordar aos outros aqueles que já fizeram parte da nossa família e da nossa terra. Ajuda a que as pessoas não percam a memória coletiva”.

“Estes rostos que vão passando nesta vida ensinaram-nos alguma coisa, enfrentaram as dificuldades da vida e também é importante nestes tempos que vivemos difíceis perceber que, se calhar, o avô, a avó, o tio já viveram tempos mais difíceis e conseguiram ultrapassá-los. Isto também nos faz falta”, acrescenta João Torres, considerando que o feedback dos paroquianos tem sido “muito bom”.

“Agora vamos ver se têm a coragem de levar o retrato. Porque acho que, de certa forma, podemos achar que esta iniciativa é uma espécie de evocação mortífera e deprimente, mas não é, é precisamente o contrário, é um verdadeiro testemunho de fé na ressurreição e na vida eterna que celebramos no Dia de Todos os Santos e Fiéis Defuntos”.
A

ludindo ao filme de animação ‘Coco’, inspirado na tradição mexicana do Dia dos Mortos, o padre conclui: “Colocar o retrato de alguém que amamos é fazê-lo voltar a viver no nosso seio”.

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Braga

Vila Verde vai ser ligada em rede de trilhos pedonais e ciciáveis

Turismo

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Foto: Armando Carriça / O MINHO

A Câmara de Vila Verde quer criar um Plano Municipal de Trilhos com o objetivo de “explorar e valorizar as potencialidades naturais e turísticas” do concelho, alicerçado nas redes ecológicas urbano-rurais centradas nas linhas de água.

Na apresentação do estudo que dará as bases à pretensão daquela autarquia, o plano considera que, “dadas as características do território concelhio, a maior oportunidade reside na criação e valorização de redes ecológicas urbano-rurais centradas nas linhas de água, também designadas infraestruturas verdes”.

Foto: Armando Carriça (2019)

Foto: Armando Carriça (2019)

Foto: Armando Carriça (2019)

O plano pretende a implementação de corredores pedonais e/ou cicláveis e a integração destas infraestruturas verdes com os percursos pedonais de montanha já existentes, assim como com itinerários equestres, de BTT e enduro, com o objetivo de “criar uma rede integrada, devidamente enquadrada e, assim, ajustada à realidade do território”.

Outro dos objetivos é “potenciar a valorização e qualificação” do espaço rural, “conciliando a reabilitação de caminhos antigos de floresta, de montanha e das proximidades das zonas ribeirinhas com corredores mais urbanos, nomeadamente ciclovias e passadiços”.

O traçado, uma “aposta na mobilidade pedonal, ciclável e equestre”, visa ainda criar “pontos de enlace entre freguesias, locais e património edificado de relevante interesse” para turistas, “afirmando-se como um importante catalisador de zonas do território concelhio a braços com uma crescente desertificação”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, António Vilela, “além da criação de uma rede de trilhos dinamizadora do turismo e da mobilidade urbano-rural, este plano visa igualmente a realização de intervenções de recuperação de habitats rurais percorridos pelos diferentes trilhos”.

Considerando um “plano de intervenção ambicioso”, António Vilela sublinhou que se pretende “uma maior equidade territorial” e “potenciar a já significativa vocação turística do concelho, ajudar a reduzir a perda de população nas zonas mais periféricas, dinamizar o turismo e a economia locais, potenciando a criação de emprego”.

Na apresentação foi lembrado que “já foi dado o pontapé de saída”, com o lançamento a concurso do projeto “Trilhos da Nóbrega”, que contempla a requalificação de trilhos que percorrem as freguesias de Aboim da Nóbrega e Gondomar e Valdreu, estando em “fase de arranque de obra” as Eco/ciclovias do Cavado/Homem e a ponte pedonal do Cávado.

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Braga

Hospital de Braga em obras, enfermeiros criticam ‘timing’

Obras públicas

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Foto: DR

O Hospital de Braga está a fazer obras no Serviço de Urgência, para a criação de uma nova Unidade de Decisão Clínica específica para doentes respiratórios, para reforçar o combate à pandemia de covid-19, anunciou hoje a administração.

À Lusa, a administração acrescentou que também serão instalados, nas próximas semanas, junto da zona onde se efetua o rastreio de infeções respiratórias, cerca de 18 contentores, num total de aproximadamente 300 metros quadrados, com o objetivo de se criar uma área mais ampla, exclusiva e dedicada à covid-19.

“Estas intervenções de espaço não impactam na atividade e nos circuitos já definidos, tratando-se de ações necessárias para o reforço ao combate da pandemia”, assegura o Hospital de Braga.

O “timing” é criticado pela Ordem dos Enfermeiros Norte, que considera “inaceitável e completamente incompreensível” que se façam obras num Serviço de Urgência “em pleno pico da pandemia de covid-19”.

“Não se podia ter feito isto em julho ou agosto, quando a pandemia deu tréguas?”, criticou o presidente da secção regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros.

João Paulo Carvalho ressalvou que não está em causa a pertinência e a necessidade da intervenção, mas sim o “timing” escolhido.

A administração do hospital refere que as obras no Serviço de Urgência (SU) já se encontravam previstas no atual Plano de Contingência outono-inverno e têm como objetivo a criação de uma nova Unidade de Decisão Clínicaespecífica para doentes respiratórios.

“Esta nova área destinar-se-á à avaliação clínica dos doentes com suspeita de infeção respiratória e pretende melhorar as condições de espaço físico existente, com circuitos bem definidos (covid e não covid)”, acrescenta.

O projeto, que se traduz num investimento de cerca de 185 mil euros, já se encontra a ser executado, estando a sua conclusão prevista para dentro de oito semanas.

Quanto aos contentores, a administração sublinha que se trata “de uma medida de antecipação e prevenção, caso a situação epidemiológica evolua substancialmente”.

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