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Incêndio numa habitação em Coimbra provoca um morto

Octogenária

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Foto: Facebook

Um incêndio durante a madrugada numa habitação na freguesia de Castelo Viegas, concelho de Coimbra, provocou um morto, disse hoje o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS).

O incêndio ocorreu por volta das 01:30, tendo provocado a morte a uma pessoa “com mobilidade reduzida” que vivia no rés-do-chão da habitação e que não conseguiu escapar às chamas”, disse à agência Lusa fonte do CDOS de Leiria, acrescentando que se registou também um ferido ligeiro.

O fogo “cingiu-se apenas ao andar inferior da habitação”, onde uma garagem tinha sido adaptada para servir de habitação à vítima, referiu a mesma fonte, desconhecendo quantas pessoas habitariam a casa.

Segundo fonte da GNR de Coimbra, a vítima é do sexo feminino e tinha 85 anos.

No local, estiveram oito veículos e 23 operacionais dos Bombeiros Sapadores e Voluntários de Coimbra, GNR e INEM.

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Doentes com espondilite anquilosante perdem em média 110 dias de trabalho/ano

Hospitais de Santo António, de Lisboa, de Guimarães e Amadora-Sintra não têm reumatologia

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m doente com espondilite anquilosante perde em média 110 dias de trabalho por ano devido a baixas, dispensas médicas ou falta de produtividade, revela um estudo que é apresentado hoje em Lisboa.

O prejuízo causado na economia por esta doença reumática crónica chega a vários milhões de euros, conclui o estudo arEA – Avaliação de resultados na espondilite anquilosante, que visou perceber o impacto da doença na vida dos doentes e averiguar a perceção e resposta dos cuidados primários no diagnóstico e referência atempada dos doentes para a especialidade.

A amostra do estudo arEA, um projeto NOVA IMS e Novartis, que será divulgado na conferência Doença Crónica – Saúde, Trabalho e Sociedade, em Lisboa, foi constituída por doentes e especialistas de Medicina Geral e Familiar, tendo a recolha de dados decorrido entre maio e novembro de 2018 e sido obtidas 354 respostas.

Mais de sete em cada dez doentes (71%) referem que a doença tem um impacto razoável ou forte no trabalho, sendo que 69% teve que se reformar antecipadamente ou entrar em baixa permanente, refere a investigação realizado em parceria com a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, Liga Portuguesa contra as Doenças Reumáticas e Associação Nacional de Espondilite Anquilosante.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, Luís Miranda, afirmou que os resultados do estudo são “muito importantes relativamente aquilo que é uma doença reumática crónica” incapacitante, que atinge 0,7% da população portuguesa.

“Esta é uma das doenças reumáticas crónicas e todas elas têm um impacto semelhante (como o lúpus ou artrite reumatoide) na pessoa, no trabalhador, na família”, disse o reumatologista, observando que a espondilite anquilosante acaba por interferir anualmente num terço da vida laboral do doente.

Isto também acontece fundamentalmente pela “falta de acessibilidade à especialidade” e não pela falta de especialistas, afirmou.

“Enquanto especialidade de reumatologia conseguimos transformar estes números, mas o sistema nacional de saúde não tem isso em conta e, portanto, mantemos estes números perfeitamente aterrorizadores”, sublinhou.

Segundo o especialista, “14 dos hospitais que estão na rede de referenciação hospitalar não têm reumatologia” e “51% dos doentes em Portugal têm mau acesso ou não têm acesso à reumatologia e muito é por não haver um planeamento estratégico das vagas”.

Para Luís Miranda, “é inaceitável” que hospitais como o Santo António, no Porto, os hospitais civis de Lisboa, Guimarães, Amadora-Sintra “não tenham reumatologia quando existem pessoas disponíveis para irem para lá e abrir os serviços”.

“Não é tanto falta de recursos humanos, é má gestão de recursos humanos e fundamentalmente é a desvalorização destas doenças”, criticou.

O estudo também demonstra que “há muitos doentes que acabam por ir ao [serviço] privado nem que seja por uma questão de mais rapidamente terem acessibilidade à reumatologia, que existe em todas as clínicas e hospitais privados, mas não existe nos hospitais públicos”, salientou.

Luís Miranda advertiu que Portugal vai ser “um país de doenças crónicas” e que se não se começar a pensar como se pode “cuidar melhor destas pessoas o impacto vai ser cada vez pior”.

“Quando temos uma pessoa que não trabalha um terço do seu ano o impacto é tremendo, estamos provavelmente a falar de centenas de milhões de euros com uma única doença reumática e este é apenas um dos impactos” destas doenças.

Para o reumatologista, é preciso saber o que se pretende fazer com estes doentes, de que forma se podem integrar na sociedade e como Portugal pode “voltar a tê-los como plenos cidadãos, num país do primeiro mundo e não ter cada vez mais um sistema de saúde para ricos e um sistema de saúde para pobres”.

“Se um país não pensar globalmente onde ter os seus recursos humanos e qual o impacto destas doenças, se continuarmos a pensar que o financiamento dos hospitais deve ser por cirurgia, por ato médico ou apostar apenas em pagar por urgências e cirurgias, nós nunca iremos conseguir ter um sistema equilibrado porque não conseguimos tratar doenças crónicas, incapacitantes e que se vão prolongar no tempo”, sustentou.

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Rede 8 de Março convoca greve feminista e apresenta manifesto contra desigualdade

Prevista uma greve nacional de mulheres para 08 de Março

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Foto: DR

A plataforma Rede 8 de Março convocou uma greve feminista para o Dia Internacional da Mulher e apresenta hoje em Vila Real um manifesto que diz basta às desigualdades, como as salariais ou no trabalho doméstico.

Este coletivo feminista integra várias associações, organizações políticas, sindicatos e pessoas a nível individual e convocou uma greve para 8 de março, dia em que se assinala o Dia Internacional da Mulher.

Hoje, em frente ao Tribunal de Vila Real vai ser apresentado o Manifesto 8M, que já foi aprovado pelos diversos núcleos grevistas já constituídos em Amarante, Aveiro, Braga, Coimbra, Covilhã, Évora, Fundão, São Miguel, Viseu, Lisboa, Porto e Vila Real.

“Consideramos que é muito importante a comparência das pessoas para que Vila Real fique no mapa desta que vai ser uma grande demonstração da força e união das mulheres em Portugal”, disse à agência Lusa Mariana Falcato, que integra a Rede 8 de Março.

A plataforma feminista convoca as mulheres a levantarem-se em “defesa dos seus direitos” e a “mobilizarem-se contra a violência, a desigualdade e os preconceitos”, fazendo greve ao “trabalho assalariado, ao trabalho doméstico e à prestação de cuidados, ao consumo de bens e serviços e greve estudantil”.

O Manifesto 8M diz basta às desigualdades no trabalho assalariado e salienta que a “desigualdade salarial com base no género está presente em todo o lado, nas empresas e instituições privadas e públicas”.

De acordo com os dados divulgados no documento, a diferença salarial é, em média, de 15.8%, ou seja, para trabalho igual ou equivalente os salários das mulheres são inferiores, o que faz com que trabalhem 58 dias por ano sem receber.

Para além do trabalho assalariado, muitas mulheres têm de desempenhar diversas tarefas domésticas e de prestação de cuidados e assistência à família.

“Este trabalho gratuito, desvalorizado e invisibilizado ocupa-nos, em média, uma hora e 45 minutos por dia, o que corresponde, durante um ano, a três meses de trabalho”, refere o manifesto.

A plataforma reclama o reconhecimento do valor social do trabalho doméstico e dos cuidados e a partilha da responsabilidade na sua prestação, defende que seja considerado no cálculo das reformas e pensões e ainda exige o reconhecimento do estatuto do cuidador.

Diz ainda basta às “reproduções das desigualdades e do preconceito nas escolas” e reivindica uma escola “da diversidade, da crítica, sem lugar para preconceitos (..), uma escola livre de agressões machistas e lesbitransfóbicas, dentro e fora das salas de aula, uma escola empenhada na educação sexual inclusiva como resposta ao conservadorismo”.

O documento aborda ainda a “difusão da cultura machista” nos media, publicidade e moda e recusa a mulher como “mercadoria” e a “exploração do corpo e das identidades”, bem como as questões ambientais, a perseguição às pessoas migrantes e as guerras que originaram milhões de refugiados, entre os quais muitas mulheres e crianças.

Segundo o Manifesto 8M, em Portugal são mortas duas mulheres a cada mês. As mulheres são também 80% das vítimas de violência doméstica e 90.7% das vítimas de crimes sexuais.

Para o dia 08, já apresentaram pré-aviso de greve o Sindicato das Indústrias, Energia e Águas de Portugal e o Sindicato Nacional do Ensino Superior e estão a decorrer, segundo Mariana Falcato, conversações com o Sindicato dos Trabalhadores de Call Center e o Sindicato de Todos os Professores (Stop).

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65% dos portugueses afirmam conhecer e saber como funcionam os veículos elétricos

No entanto, 60% diz precisar de mais informação sobre este tipo de automóveis

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A maioria dos automobilistas portugueses (65%) afirma conhecer com precisão o que são os veículos elétricos e o seu modo de funcionamento, embora, neste caso, se encontrem abaixo do valor médio do estudo realizado pelo Observador Cetelem Automóvel.

Refira-se que os espanhóis são os inquiridos que menos conhecem com precisão as premissas com que um VE funciona, sendo apenas 58%.

A maioria dos automobilistas de vários pontos do globo (69%), parecem conhecer como funcionam os veículos elétricos (VE). Surpreendentemente, a Noruega (67%) e a China (73%), pioneiras na utilização deste tipo de veículos, não integram a maior percentagem de automobilistas bem informados.

Os que afirmam ter mais conhecimentos, são mesmo os respondentes residentes na Polónia (88%), na Itália (80%) e na Turquia (76%).

Mas conhecer não significa saber e, numa média total do estudo, 70% dos inquiridos declaram não dispor de informações suficientes, nomeadamente sobre os desempenhos reais destes veículos ou a existência de ajudas públicas à compra.

No Japão, país de origem de alguns construtores de modelos elétricos, 83% dizer ter falta de informação. Os que se consideram mais informados são mesmo os condutores franceses (41%).

No caso nacional, cerca de 60% dos inquiridos diz querer mais informações.

A disponibilização de esclarecimentos sobre a existência de ajudas estatais, desempenhos reais dos veículos elétricos bem como conclusões das experiências dos primeiros utilizadores servirão para fazer desmistificar os mistérios destes veículos e fazer evoluir a perceção sobre os mesmos.

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