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Viana do Castelo

Imóvel de Viana do Castelo reabilitado para hotel de peregrinos de Santiago

Investimento de um promotor local superior a 1,8 milhões de euros

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Foto: Turismo Porto e Norte

Um imóvel no centro histórico de Viana do Castelo vai ser reabilitado para hotel com oferta dirigida aos peregrinos do Caminho de Santiago pela Costa, num investimento de um promotor local superior a 1,8 milhões de euros.


Em declarações esta sexta-feira à agência Lusa, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, explicou que o projeto da nova unidade hoteleira de quatro estrelas, “com projeto já licenciado”, irá representar uma “oferta única e diferenciadora para os peregrinos do Caminho de Santiago de Compostela, com localização e serviços pensados especificamente para essa procura”

“Já foi aprovado o projeto de licenciamento, sendo que o promotor está a concorrer aos sistemas de incentivos do quadro comunitário Portugal 2020”, especificou.

Em janeiro, o autarca tinha referido que, nos últimos cinco anos, o concelho registou um “crescimento astronómico do número de peregrinos dos Caminhos de Santiago de Compostela, na Galiza, de 1.755%”.

“De 2013 a 2018 temos um crescimento espetacular (…). O Caminho de Santiago é um fator a ter em conta, sendo que esta tendência vai manter-se. A previsão é que, em 2021, iremos ter um recorde com cerca de 300 mil visitantes”, observou.

O novo hotel, a instalar em dois imóveis, na rua da Bandeira, em pleno centro histórico de Viana do Castelo, “terá 28 quartos e será dotado de uma piscina na cobertura e irá ainda oferecer respostas inovadoras para as pessoas que sofrem de asma”.

Na quinta-feira, o executivo municipal aprovou a atribuição de Interesse Municipal ao projeto da HCH – Investimentos Turísticos.

“O projeto de requalificação e refuncionalização de um conjunto edificado para unidade de turismo contribui, de forma objetiva, para a projeção e consolidação do setor turístico de Viana do Castelo, nomeadamente nas temáticas histórica, monumental, urbana, saúde, náutica e religiosa”, sustenta a declaração de Interesse Municipal.

José Maria Costa adiantou que o novo projeto, “além de ir ao encontro da estratégia municipal de reabilitação urbana, requalificando dois edifícios do centro histórico, enquadra-se na política de atração de novas unidades hoteleiras que a autarquia tem vindo a desenvolver para dar resposta às necessidades de alojamento do concelho”.

O autarca socialista referiu ainda estar em “fase de licenciamento a criação de um hotel temático, dedicado à filigrana, com 30 quartos que será criado num antigo restaurante situado na freguesia de Serreleis, junto ao rio Lima”.

Já para o Parque da Cidade, também “em fase final de licenciamento”, está previsto uma unidade hoteleira com 140 quartos, num investimento estimado em 11 milhões de euros do grupo espanhol Meliá Hotels International.

“No total, as três unidades hoteleiras representam um investimento de cerca de 14 milhões de euros e dotação o concelho de perto de 200 camas”, destacou.

Segundo dados hoje fornecidos pela autarquia, “a política de incentivos à reabilitação urbana e de dinamização das Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) em Viana do Castelo permitiu gerar, entre 2014 e 2017, investimentos que ascendem aos 60 milhões de euros”.

O “investimento privado rondou os 40 milhões de euros e, em curso e até 2020, o Município de Viana do Castelo está a investir cerca de 20 milhões de euros”.

A Câmara Municipal “está a investir, até 2020, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), 20 milhões de euros em trinta diferentes projetos, cuja intervenção será focada nas ARU”.

Financiado pelo Portugal 2020, “este programa visa a qualificação do sistema urbano, intervindo nos setores da mobilidade sustentável, regeneração urbana e comunidades desfavorecidas”.

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Alto Minho

Navio Gil Eannes em Viana do Castelo reabre com perda de 50 mil euros em receitas

Covid-19

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Foto: Fundação Gil Eannes

O navio-museu Gil Eannes, em Viana do Castelo, reabre portas na terça-feira, com restrições impostas pela pandemia de covid-19 e com uma perda de receitas, em mais de dois meses de encerramento, na ordem dos 50 mil euros.


“Por ano, tínhamos, em média, 100 mil visitantes. Com este encerramento perdermos 40% dessas pessoas. A perda de receitas geradas por esse movimento ultrapassa os 50 mil euros. É um rombo significativo no orçamento anual”, afirmou hoje o vice-presidente da fundação Gil Eannes, João Lomba da Costa.

O responsável, que falava em conferência de imprensa para anunciar a reabertura do navio-museu ancorado há 22 anos na doca comercial de Viana do Castelo, explicou que, “em termos de percentagem, aquela quebra de receitas representa entre 35 e 40% do orçamento anual da embarcação, que ronda 340 mil euros”.

“Perdemos períodos muito importantes. Até às férias da Páscoa tínhamos o navio-museu sempre cheio de visitas de estudo, durante a Páscoa recebíamos muitos visitantes espanhóis e também perdemos as visitas de estudo de final de ano letivo”, especificou.

O regresso do Gil Eannes à capital do Alto Minho aconteceu a 31 de janeiro de 1998. Ao longo de vários meses foi recuperado nos ainda Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), onde tinha sido construído, em 1955, para apoiar a frota bacalhoeira portuguesa nos mares da Terra Nova e Gronelândia.

Em agosto de 1998 abriu portas como navio-museu, gerido pela fundação, de iniciativa municipal, tendo desde então sido visitado por mais de um milhão de pessoas.

Os dois meses de encerramento devido ao surto do novo coronavírus foram aproveitados “para a reabilitação de áreas que seria muito difícil realizar com o navio-museu a funcionar”.

“Fomos às últimas reservas, mas não ficámos de mãos paradas. Com a ajuda de várias empresas do concelho recuperámos áreas que precisavam de intervenção e adaptámos o navio às regras da Direção-Geral da Saúde (DGS), obtendo a certificação ‘Safe and Clean’. Vamos abrir com total segurança”, reforçou.

João Lomba da Costa explicou que o navio-museu reabre, na terça-feira, a visitas com horário mais reduzido para “cumprir as duas operações de limpeza geral diária a que a embarcação vai ser sujeita e às seis higienizações do percurso dos visitantes e superfícies de toque”, sendo que encerra às segundas-feiras e as visitas de grupo continuam suspensas.

De acordo com aquele responsável, o navio-museu tem condições para receber “45 visitantes em simultâneo, nos 909 metros quadrados de área útil”.

Presente no encontro com os jornalistas, o presidente da Câmara de Viana do Castelo sublinhou que o encerramento do Gil Eannes foi “um ato doloroso para a fundação que ficou privada de mostrar a identidade e a memória de um concelho ligado ao mar” e que, com a reabertura, o Gil Eannes “volta a cumprir, na plenitude a missão que presidiu à sua reabilitação”.

“O Gil Eannes está em Viana do Castelo, mas assume-se como um património nacional porque comporta uma memória coletiva ligada ao mar”, sustentou o autarca socialista.

José Maria Costa agradeceu “às empresas que apoiaram a fundação durante o período difícil de encerramento, oferecendo donativos ou serviços que permitiram reabilitar o navio”.

As visitas ao navio consistem na passagem pela ponte de comando, cozinhas, padaria ou pela casa das máquinas, mas também pelo consultório médico, sala de tratamentos, gabinetes de radiologia e bloco operatório.

A bordo existe ainda um simulador que permite navegar, virtualmente, a saída da barra de Viana do Castelo.

O navio está ainda dotado de um percurso museológico e interpretativo sobre a cultura marítima de Viana do Castelo e de um Centro de Documentação Marítima.

Portugal contabiliza pelo menos 1.424 mortos associados à covid-19 em 32.700 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Novas medidas entraram em vigor hoje, com destaque para a abertura dos centros comerciais (à exceção da Área Metropolitana de Lisboa, que continuarão encerrados até, pelo menos, 04 de junho), dos ginásios ou das salas de espetáculos. Estas medidas juntam-se às que entraram em vigor no dia 18 de maio, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

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Viana do Castelo

Colisão com dois feridos graves corta estrada Barcelos-Viana

Acidente

em

Foto: DR

Uma colisão rodoviária provocou o corte total da EN 103, entre Alvarães e São Romão do Neiva, concelho de Viana do Castelo.


Há registo de dois homens com ferimentos graves, com idades compreendidas entre os 66 e os 70 anos.

No local estiveram os Bombeiros Sapadores de Viana, a Cruz Vermelha de Neiva, a VMER de Barcelos e a GNR.

O alerta foi dado cerca das 17:30.

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Viana do Castelo

IPMA alerta banhistas para perigo de toxicidade dos bivalves em Viana

Ameijoa-relógio, mexilhão, lapa e ameijoa branca

em

Foto: Ilustrativa / DR

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) lançou um aviso para a zona litoral de Viana do Castelo face ao perigo de toxicidade de bivalves e outros moluscos que habitualmente se encontram nas praias.


Segundo aquele instituto, que atualizou o mapa de interdição de apanha e comercialização de “moluscos bivalves, equinodermes, tunicados e gastrópodes marinhos vivos”, está proibida a apanha deste género alimentar, tanto para profissionais como para os banhistas.

Em toda a costa de Viana do Castelo está interdita a apanha de ameijoa-relógio, mexilhão, lapa e ameijoa branca, “por conterem toxinas que provocam intoxicação paralisante”, sendo apenas permitida a apanha de ouriço-do-mar.

Ameijoa Branca

Lapa

De acordo com o IPMA, estes bivalves “podem conter toxinas que provocam intoxicação amnésica, intoxicação diarreica ou intoxicação paralisante”.

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