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Desporto

Humberto Gomes lavado em lágrimas após resultado histórico no Europeu de Andebol

Veterano do ABC

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Foto: Facebook de Gonçalo Carvalho

O bracarense Humberto Gomes não conteve as lágrimas no final do Portugal-Hungria, no último jogo da segunda fase do Europeu de Andebol, que decorreu esta quarta-feira, em Malmo, na Suécia.


O veterano do ABC, aos 42 anos, jogou cinco minutos nesta partida, inscrevendo definitivamente o seu nome no melhor torneio de sempre da seleção nacional. E ainda fez uma defesa de belo efeito.

Nas redes sociais, as lágrimas daquele que será o jogador mais velho do torneio não passaram despercebidas, com alguns tweets a destacar o momento. E só um dos vídeos conta já com mais de 10 mil visualizações.

Também Gonçalo Carvalho, presidente da Associação de Andebol de Aveiro, realçou a emoção com que o bracarense ainda vive o jogo, através de uma publicação no Facebook.

Humberto prestou declarações à imprensa, no final da partida, mas voltou a não conseguir controlar as lágrimas, emocionando com ele também os adeptos portugueses desta modalidade.

A seleção venceu, esta tarde, a Hungria por 34-26. Apesar de ter falhado o acesso às meias-finais, garantiu a presença no jogo de atribuição dos quinto e sexto lugares (ao que tudo indica, com a Alemanha), que representará a melhor classificação de sempre, depois de um sétimo lugar em 2000.

Portugal já deixou um marco histórico neste campeonato depois de conseguir vencer França e Bósnia, apontadas como candidatas ao título.

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Desporto

Filipe Albuquerque vence 24 horas de Le Mans e sagra-se campeão do mundo de Resistência

Automobilismo

em

Foto: DR

O português Filipe Albuquerque (United Autosports) venceu hoje as 24 Horas de Le Mans em automobilismo, na categoria LMP2, a segunda mais importante, e sagrou-se campeão mundial de resistência.

O português, que faz equipa com os britânicos Phil Hanson e Paul di Resta, bateu a equipa Jota do outro português em prova, António Félix da Costa.

A prova foi ganha pelo Toyota oficial do suíço Sébastien Buémi, do neozelandês Brendon Hartley e do japonês Kazuki Nakajima.

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Desporto

Open de Portugal: Tacadas que inspiram confiança em tempos de pandemia

Golfe

em

Foto: Ilustrativa

O golfe mudou, como de resto tudo mudou em tempos de pandemia, com a covid-19, mas é uma modalidade que, garantem, é segura e transmite confiança, como prova o Open de Portugal, a decorrer no Royal Óbidos Golf Course.

“Nada é 100 por cento seguro, mas não há contacto físico, não há elevados níveis de transpiração, não há partilha de equipamento, o único ponto de contacto comum é a vareta da bandeira e o ancinho [para alisar os ‘bunkers’], que são desinfetados diariamente. Se os jogadores desinfetarem as mãos após cada utilização, penso que uma prova de golfe é bastante segura”, explica à Lusa João Coutinho, diretor técnico da Federação Portuguesa de Golfe (FPG).

O European Tour esteve suspenso cerca de quatro meses e, desde a retoma em julho, só há registo de um caso positivo ao novo coronavírus, detetado no pré-teste, efetuado seis dias antes do início do torneio. Garantido o resultado negativo, os jogadores e ‘staff’ da organização recebem autorização para se deslocarem para o evento, onde é obrigatória nova testagem no camião tir apetrechado com quatro máquinas de PCR, com capacidade para 14 testes ou 28 de cada vez.

Só apurado um segundo teste negativo, que em média é detetado ao fim de quatro horas, é permitida a entrada na bolha do European Tour. E, uma vez dentro da bolha, há uma série de novos procedimentos a cumprir e que rompem com o passado recente.

“Como tudo, o golfe teve de se adaptar. Mas acho que o golfe é um dos desportos com menos risco e nós tentamos minimizar ainda mais esse risco. Como é ao ar livre, jogado num espaço amplo e cada formação só pode ter três jogadores, uma vez que já não podemos fazer voltas de treino com quatro jogadores, permite-nos uma adaptação fácil”, defende Pedro Figueiredo, profissional português do European Tour.

Os cumprimentos e convívios no ‘clubhouse’ são para manter literalmente à distância, as bandeiras e os ancinhos são desinfetados diariamente e só podem ser tocados por um membro de cada formação, aconselhado a desinfetar as mãos logo após a utilização, o ‘high five’, avisa o ‘starter’, é para esquecer, e os sacos dos jogadores no ‘tee’ têm obrigatoriamente de ser colocados em locais próprios, com uma distância dois metros.

A máscara, essa, faz parte do ‘equipamento’ (seja voluntário, jogador, árbitro ou imprensa) e é para ser usada em todas as circunstâncias, com exceção durante o jogo e às refeições, que preferencialmente são servidas em ‘take-away’. O álcool gel, a julgar pelo exemplo praticado no Royal Óbidos Golf Course, parece ser a companhia perfeita e inseparável das águas e bananas colocadas ao longo do campo.

“É mais seguro jogar golfe nestas condições do que ir ao supermercado nestas condições. As entradas são controladas, todos são testados, há medidas de distanciamento e proteção e estamos ao ar livre”, justifica Coutinho, revelando que em Óbidos foram testadas 319 pessoas e todas entraram na ‘bolha’, tal como no ‘Swing Ibérico’, composto pelo Estrella Damm N.A Andalucia Masters, Portugal Masters e Open de Portugal, onde foram feitos 1.600 testes, todos negativos.

Além das regras restritivas do European Tour, todos os membros envolvidos, acrescenta o diretor da FPG, estão “sujeitos ao plano de contingência de cada país”.

“Sinceramente, sinto-me muito mais seguro quando estou em torneio, porque as medidas são tantas, além dos testes, que sentimos que é um ambiente muito controlado e fechado, até mais do que quando estamos em casa, em que saímos para ir ao supermercado, farmácia ou outro sítio qualquer. Aqui não podemos sair para fazer uma refeição fora ou ir ao supermercado. Vivemos durante uma semana entre o hotel e o campo de golfe. Sinceramente, quando me sinto mais seguro é quando estou a jogar torneios”, assegura Figueiredo.

Apesar de admitir não haver, contudo, “uma ‘bolha’ perfeita”, João Coutinho acredita ser o Open de Portugal e o golfe “um excelente exemplo de segurança em tempos de pandemia”.

“As pessoas sentem-se seguras no golfe. Há pessoas a aproximarem-se da modalidade, porque não querem estar fechadas num ginásio ou praticar desporto com contacto físico, mas querem continuar a fazer desporto. Na nossa Academia do Jamor e, em outros sítios, temos vindo a receber pessoas que estão a chegar ao golfe por considerarem que é uma modalidade segura. E se o golfe não for seguro, qual é a modalidade que é segura?”, questiona.

Mas, como a perfeição não existe, Pedro Figueiredo aponta a maior dificuldade dos jogadores em viver na ‘bolha’ “segura” do European Tour

“É o estarmos fechados semana, após semana. Em Inglaterra, por exemplo, tínhamos seis torneios seguidos e ficávamos uma semana, em cada um, fechados num hotel, sem poder ir a um restaurante ou dar um passeio. E isso é complicado, tanto que eu e o Ricardo [Santos, também jogador do European Tour], ao fim de três torneios, decidimos vir para casa antes de voltar a entrar duas semanas na ‘bolha’ em Portugal. Essa tem sido a maior dificuldade para nós, viver quase em clausura”, admite.

A estratégia aplicada no golfe, essa, parece estar a surtir efeito, no que respeita à minimização de riscos de contágio do novo coronavírus, pelo que o European Tour prepara-se para testar no Aberdeen Standard Investments Scotish Open, entre 01 e 04 de outubro, abrir as portas a 650 espetadores por dia nas últimas duas voltas.

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Futebol

“Temos a certeza que o Braga vai animar o campeonato”

Carlos Carvalhal

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Foto: SC Braga

Declarações dos treinadores do FC Porto e do Sporting de Braga, Sérgio Conceição e Carlos Carvalhal, respetivamente, no final da partida da primeira jornada da I Liga portuguesa de futebol, que os ‘dragões’ venceram por 3-1:

Carlos Carvalhal (treinador SC Braga): “A palavra chave é o detalhe. No início, tivemos sempre o jogo controlado, não demos espaço entre linhas, e depois de estarmos a ganhar, acabámos por abrir para o FC Porto marcar.

Na segunda parte, ainda tivemos um remate do Ricardo Horta, que passou junto ao poste e uma outra jogada de Abel Ruiz, que podiam ter feito a partida ser diferente.

A minha proposta de ganhar o jogo foi posta em prática pelos jogadores, que foram bravos e valentes, mas defrontámos o campeão nacional, que é uma equipa muito forte.

Houve coisas positivas, como o nosso golo, que foi bonito, e outras coisas para ratificar, nomeadamente a questão dos detalhes que temos de trabalhar, porque temos a certeza que o Braga vai animar o campeonato.

O Paulinho não recuperou a tempo, há jogadores com apenas algumas semanas de trabalho e atrasados na recuperação, e outros lesionados, como Gaitan ou o Rui Fonte.

Alguns dos que apresentámos tiveram de acelerar a sua preparação, mas globalmente estou satisfeito com a prestação da equipa, mas insatisfeito com o resultado que me parece pesado.

Tenho certeza que vamos melhorar, se colocarmos toda a nossa energia em jogo, vamos mostrar o nosso real valor. O Braga é uma equipa competitiva, que pode discutir os três pontos com qualquer adversário, em Portugal e na Europa.”

Sérgio Conceição (treinador do FC Porto): “Foi um jogo bem disputado, estou feliz com esse facto, e com pena por não ter pessoas no estádio para ver duas boas equipas.

Entrámos bem na partida e tivemos ocasiões para fazer golos antes do Braga, com a equipa a perceber a ocupação dos espaços e a ter inteligência para recuperar bola, mas acabámos por sofrer no primeiro remate enquadrado do adversário.

Fomos à procura do empate, para depois conseguir algo mais, porque era importante não perder no intervalo, e com mérito no último terço, fizemos dois golos e podíamos ter feito mais.

Na segunda parte, o Sporting de Braga teve ocasiões, mas controlámos bem o jogo, e ainda chegámos a mais um golo, e se tivéssemos um pouco mais de critério podíamos ter feito mais. Foi um triunfo justo.

[Sobre a eventual saída de Alex Telles] O clube não me disse nada e estou tranquilo com o trabalho que temos feito com os jogadores.

Tenho de realçar o profissionalismo do Alex, que, apesar das notícias, fez um jogo muito competente, tal como a equipa. Tenho um grupo de jogadores com muito caráter, que sei que até ao último dia no clube, quer seja amanhã ou daqui a 10 anos, vão dar o máximo.

[sobre a ausência do público] Todos esperávamos ter público nos estádios, mas é uma coisa que não podemos controlar. O futebol é muito regulado, eu já fiz 23 testes [de despiste à covid-19], mas que o [Carlos] Carvalhal, e também tenho familiares na área da saúde e nunca foram testados.

Fico triste pelos adeptos, que não podem assistir a bons jogos como este. É uma atmosfera diferente, e apesar de quando começa o jogo os jogadores esquecerem tudo isso, no final é mau para o espetáculo.

[Sobre os reforços Taremi e Zaidu que se estrearam] Estiveram bem. Com todo o respeito com o Rio Ave e com o Santa Clara, jogar num clube com o FC Porto é diferente. O trabalho diário, a ambição e a exigência é outra. Mas, normalmente, os jogadores que vamos buscar, também pelo seu caráter, adaptam-se.

O Taremi é muito inteligente nas movimentações, procurando espaços onde não há, e o Zaidu é um jovem com muito potencial. Está em estado diferente de preparação, mas conto com eles.”

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