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Futebol

Vitória vê fugir final minhota na Taça da Liga com golo anulado aos 95 minutos

Taça da Liga

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O Vitória SC perdeu com o FC Porto, esta quarta-feira, por 2-1, na segunda meia-final da Final Four da Taça da Liga, em Braga.

As duas equipas até entraram neste jogo com pouca vocação ofensiva e preocupando-se em limitar os espaços do adversário, protagonizando musculadas, mas inconsequentes batalhas no meio-ampo, que afastavam a bola das ambas as balizas.

Esta toada durou cerca de 20 minutos, até o FC Porto descobrir, finalmente, uma brecha na defensiva vimaranense, com Marega a escapar-se e, de ângulo difícil, esboçar um remate,que Douglas desviou, acabando a bola por sobrar para Uribe, que, de longe, tentou um remate, mas sem a melhor pontaria.

A esta primeira investida dos ‘azuis e brancos’, o Vitória foi respondendo em contra-ataques a explorar a velocidade pelas alas, que, apesar de criarem alguns desequilíbrios na marcação do FC Porto, acabavam por pecar na definição final.

Apesar desses atrevimentos dos minhotos, o FC Porto, que com alguma surpresa se apresentou sem Danilo nos eleitos para este desfio, foi conseguindo impor um ligeiro ascendente, sobretudo a partir da meia hora de jogo, protagonizando as suas melhores oportunidades.

O guardião vitoriano, Douglas, mostrou-se em destaque, quando, aos 32 e 42 minutos, se impôs, com intervenções atentas, a um remate de Marega e um cabeceamento de Mbemba, respetivamente.

Ultrapassados estes apuros, o melhor momento ofensivo do Vitória nesta etapa inicial só surgiu em cima do intervalo, num remate de Davidson, que saiu um pouco por cima da baliza de Diogo Costa, mantendo o nulo com que se chegou ao descanso.

No reatamento, os dois conjuntos surgiram com mais intencionalidade, impondo velocidade nas saídas para o ataque, sobretudo o Vitoria, e aproveitando os erros contrários para se aproximarem das balizas.

A emoção do golo acabou por surgir em dose concentrada. Aos 65 minutos, o Vitória ‘desatou o nó’, colocando-se em vantagem, através de uma grande penalidade cobrada por Tapsoba, a castigar falta de Soares sobre Bonatini na área portista.

No entanto, os festejos dos vimaranenses não durariam mais do que um minuto, pois a reposta do FC Porto revelou-se letal, com Alex Telles a protagonizar um forte remate, de longe, que resgatou o empate, aos 66, impondo o primeiro golo sofrido pelos minhotos nesta edição da prova.

Com tudo, de novo, em aberto, a partida ganhou dinamismo, mas acabou por ser o FC Porto a ver premiada a insistência, operando a reviravolta, aos 75, num desvio precioso de Soares a um passe de Corona, que desenhou a jogada, aguentando a débil marcação de Florent.

Este segundo golo dos ‘dragões’ foi um golpe demasiado duro para os vimaranenses assimilarem, que, ainda assim, não atiraram a ‘toalha ao chão’ e no último lance do desafio, já aos 90+5, chegaram a introduzir a bola na baliza portista, no que seria o golo do empate, invalidado com recurso ao VAR.

Os portistas defrontam na final de sábado o SC Braga, que eliminou ontem o Sporting.

Ficha de Jogo

Jogo disputado no Estádio Municipal de Braga.

Vitória SC – FC Porto, 1-2.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores:

1-0, Tapsoba, 65 minutos (grande penalidade).

1-1, Alex Telles, 66.

1-2, Soares, 75.

Equipas:

– Vitória SC: Douglas, Victor Garcia (Rochinha, 83), Tapsoba, Pedro Henrique, Florent, Pêpê, André André (Dénis Poha, 71), Lucas Evangelista (João Pedro, 77), Marcus Edwards, Davidson e Léo Bonatini.

(Suplentes: Miguel Silva, Frederico Venâncio, Rafa Soares, Dénis Poha, João Carlos Teixeira, Rochinha e João Pedro).

Treinador: Ivo Vieira.

– FC Porto: Diogo Costa, Corona, Marcano, Mbemba, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Uribe (Manafá, 68), Otávio (Vítor Ferreira, 86), Luis Díaz, Marega (Romário Baró, 78) e Soares.

(Suplentes: Marchesín, Manafá, Diogo Leite, Vítor Ferreira, Romário Baró, Fábio Silva e Aboubakar).

Treinador: Jorge Silas.

Árbitro: Jorge Sousa (Associação de Futebol do Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Corona (30), Marcano (71), Luis Díaz (89) e Pepê (90+2).

Assistência: 13.102 espetadores.

(notícia atualizada às 23h04)

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Futebol

“Nenhum jogo vale mais do que uma vida”

FIFA

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reforçou hoje a ideia de que “nenhum jogo vale mais do que uma vida” e considerou que “seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar” face à pandemia da covid-19.

“Nenhum jogo, nenhuma competição, nenhuma liga vale mais do que uma única vida humana. Todos no mundo deveriam ter isto bem claro. Seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar, se as coisas não estiverem 100% seguras. Se tivermos de esperar um pouco mais, temos de o fazer. É melhor esperar um pouco mais do que correr riscos”, afirmou Infantino, em entrevista ao site brasileiro UOL.

O líder da FIFA reforçou, assim, uma opinião que já tinha emitido durante um congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), salientando que a principal prioridade deve ser “a saúde” e, depois, “ajudar a comunidade futebolística” a fazer face ao “impacto financeiro desta crise, que terá repercussões enormes”.

“Por isso, ouçamos o que as autoridades sanitárias têm a dizer. Ouçamos os peritos. Vamos trabalhar em estreita colaboração com eles e seguir sempre as suas orientações e conselhos”, vincou o italo-suíço.

No final de março, a FIFA revelou possuir uma reserva financeira de 1.400 milhões de euros e anunciou a intenção de ajudar todo o futebol o mundial, estando a ponderar a criação de um fundo económico de apoio a clubes e ligas, para ajudar a minimizar os efeitos provocados pela pandemia da covid-19.

Quase todos os países suspenderam as competições por tempo indeterminado, devido à propagação do novo coronavírus, sendo que as exceções são a Bielorrússia, o Tajiquistão, a Nicaráguia e o Burundi, onde os campeonatos continuam a decorrer.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil. Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 409 mortes e 13.956 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 1.173 estão internados, 241 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 205 doentes que já recuperaram.

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Desporto

Gil Vicente assume interesse em renovar com Vítor Oliveira

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Gil Vicente equaciona renovar o contrato com o treinador Vítor Oliveira, mas as negociações só avançarão quando a permanência na I Liga de futebol estiver consumada, assumiu hoje o diretor desportivo Tiago Lenho.

“Ao atingirmos os nossos objetivos, obviamente não seríamos inteligentes se não houvesse esse passo. Temos de reconhecer o seu trabalho e tudo o que ele já nos deu enquanto ser humano, pelo que fará todo o sentido convidarmos o ‘mister’ a renovar”, afirmou o dirigente, numa videoconferência promovida pelos minhotos nas redes sociais.

Lembrando que Vítor Oliveira assina contratos de uma época, Tiago Lenho sublinha a “força e impacto” que o experiente técnico aportou à formação de Barcelos, nona colocada a 10 jornadas do fim, com 30 pontos, 14 acima da zona de descida, numa altura em que o campeonato está suspenso por tempo indefinido devido à pandemia da covid-19.

“Tem gerido assim a sua carreira e com os bons resultados que se conhecem. É uma conversa que vamos certamente ter quando a manutenção for efetivada, até porque será do interesse do Gil Vicente continuar com alguém que cumpre os seus objetivos. Não apontamos já metas pontuais para isso, até porque o ‘mister’ também não o faz”, referiu.

O diretor desportivo considerou que Vítor Oliveira teve um papel “importante” no regresso “perfeitamente tranquilo” dos minhotos à I Liga, após uma reintegração administrativa a partir do Campeonato de Portugal, na sequência do ‘caso Mateus’, já que o discurso “assertivo e correto” do técnico permitiu gerir as expectativas além dos resultados.

“É uma pessoa reconhecida no futebol português e respeitada por todos. Quando fala sobre algo, todos o assumem como verdade. A sua experiência foi fundamental num plantel novo, em que 85% dos jogadores não conhecia a realidade do futebol português. O treinador manteve a equipa crente do seu valor e é excedível nisso”, valorizou.

O Gil Vicente “abordou mais de 40 jogadores” no verão até chegar aos 23 reforços com que assinalou o regresso à elite, mas Tiago Lenho espera que esta “revolução” não seja repetida na preparação da próxima temporada, até porque o projeto dos barcelenses deixou de ser “totalmente desconhecido” e tem adquirido “outro tipo de credibilidade”.

“É normal que haja entradas e saídas, mas já temos 15 jogadores com contrato para 2020/21 e uma base que não havia há um ano. Dos que terminam contrato, esperamos que dois ou três continuem. Também estamos a aproveitar esta fase em casa para ver muita coisa, analisar jogadores e colocar hipóteses em cima da mesa”, notou.

Para já, os pupilos de Vítor Oliveira mantêm-se em casa, com planos de treino individuais, enquanto o futebol português trabalha “no sentido de se voltar a jogar”, e o responsável até delineou “cenários otimistas” para o regresso da competição, cujos princípios serão adaptados à evolução do novo coronavírus e às recomendações das autoridades sanitárias.

“É difícil prever, porque isto é algo desconhecido para todos. Acredito fortemente que vamos voltar a jogar, porque o futebol faz-nos falta e é importante que se jogue por razões económicas. Há esse objetivo claro por parte de todas as entidades, que só acontecerá se a pandemia evoluir de forma positiva e for possível fazê-lo em segurança”, afiançou.

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Desporto

Onze adeptos banidos de recintos desportivos em março

Violência no desporto

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Foto: Divulgação / PSP

A Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD) decidiu impedir 11 adeptos de acederem a recintos desportivos em março, de acordo com o relatório de atividade divulgado hoje.

Num mês em que a atividade desportiva foi totalmente suspensa, devido à pandemia de covid-19, a APCVD concluiu 112 casos, de um total de 674 desde a sua criação, em julho de 2019.

Além da atividade desportiva, também a celeridade da ação da APCVD foi afetada pelo estado de emergência que vigora em Portugal desde 19 de março e que suspendeu os prazos dos processos de contraordenação em curso.

Com as decisões de março, aumentam para 58 o número de adeptos sujeitos a medidas de interdição a recintos desportivos, metade dos quais punidos como sanção acessória e outra como medida cautelar, entre as 357 condenações aplicadas pela APCVD, nos oito meses de atividade.

O recurso a material pirotécnico e a prática de atos ou incitamento à violência, racismo ou xenofobia são os ilícitos mais recorrentes nos processos decididos em março.

Segundo este documento, entre 01 e 31 de março, ocorreram ainda 35 condenações com multa, das quais 15 ainda aguardam trânsito em julgado, nove admoestações e seis foram alvo de impugnação judicial.

Durante este mesmo período, 62 processos foram arquivados, tendo cinco deles sido remetidos para o Ministério Público (MP), por constituírem crime, enquanto os restantes foram encerrados por falta de identificação dos infratores (29), falta de provas (18) ou por outros motivos (10).

No total, a APCVD já encaminhou 84 processos para o MP.

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