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Homem que tentou matar mulher num bar em Famalicão começa a ser julgado

Mulher fingiu estar morta para evitar mais agressões. Ficou cega

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Foto: Imagens CMTV

O Tribunal de Guimarães começa na quarta-feira a julgar um homem de 43 anos acusado de ter tentado matar por asfixia uma mulher num bar em Pedome, Famalicão, por causa de uma paixão não correspondida.

Em resultado das agressões, a vítima, de 37 anos, sofreu perda total da visão e perda parcial grave da audição, além de “dano estético importante”.

Ficou com incapacidade total para o trabalho.

O arguido responde pelos crimes de homicídio agravado, na forma tentada, e de roubo agravado.

Segundo a acusação, a que a Lusa teve acesso, os factos ocorrem na tarde de 03 de julho de 2018, num bar explorado pela vítima e onde o arguido trabalhava à noite.

O arguido “foi manifestando intenção de namorar” com a vítima e ficou “obcecado” por ela, dizendo mesmo a amigos e colegas de trabalho que ela era sua namorada.

No entanto, a vítima nunca aceitou qualquer relacionamento com o arguido.

No dia dos factos, numa altura em que estava sozinho com a vítima no bar, o arguido, e ainda segundo a acusação, decidiu matá-la, tendo-lhe desferido uma “violenta pancada” num ouvido com uma garrafa, seguindo-se um “violento murro” num olho.

Agrediu ainda a vítima com um manípulo da máquina do café, atirou-a ao chão e tentou asfixiá-la, com um saco plástico, uma corda e um pau.

A vítima fingiu estar morta e só então o arguido desistiu das agressões.

Tirou 200 euros que a vítima tinha no bolso, levou-lhe um telemóvel e ainda 80 euros que havia na caixa e abandonou o bar, trancando todas as portas.

A vítima conseguiu arrastar-se até uma janela e gritou por auxílio, tendo sido socorrida pela GNR e bombeiros.

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Moradora alvo de tentativa de violação nas escadas de um prédio em Famalicão

Agressão sexual

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Foto: Google Maps

Uma mulher, com cerca de 30 anos, terá sido vítima de uma tentativa de violação, ao início da tarde desta quinta-feira, na escadaria de um prédio na cidade de Famalicão.

Segundo avança a rádio Cidade Hoje, a mulher terá entrado no edifício onde reside, na Rua Luís Barroso, junto às escolas secundárias, quando um homem, “de porte forte, moreno” a terá abordado de surpresa quando esta saía do elevador.

A vítima terá tentado libertar-se do alegado agressor, que ainda lhe conseguiu rasgar parte da roupa, e conseguiu escapar. O homem terá caído nas escadas enquanto a vítima gritava por ajuda.

O alegado abusador ter-se-à posto em fuga pouco depois, quando o marido da vítima, que estava dentro do apartamento, chegou ao local da tentativa de agressão sexual.

A mulher foi depois assistida no Hospital de Famalicão, para onde se dirigiu pelos próprios meios, deslocando-se de seguida à esquadra da PSP local para apresentar queixa.

Amanhã será submetida a perícia no Instituto de Medicina Legal de Braga, para confirmar a prova de tentativa de violação.

O homem ainda estará em fuga.

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Biblioteca de Famalicão abre segunda-feira com acesso condicionado

Desconfinamento

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Foto: Divulgação

A Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco e os seus Polos de Leitura avançam na próxima segunda-feira para a terceira fase do plano de reabertura condicionada e faseada dos serviços com normas de funcionamento temporárias, foi hoje anunciado.

Neste âmbito, a entrada, circulação e permanência de leitores nas instalações das bibliotecas deverá acontecer no estrito cumprimento das regras estipuladas pela Direção Geral de Saúde e será condicionada à lotação de cada biblioteca e de cada sala, respeitando as regras de distanciamento entre pessoas e com recurso ao uso obrigatório de máscaras pelos leitores.

O acesso às salas de leitura e às estantes será também condicionado ao estritamente necessário e será orientado pelos técnicos da biblioteca. Após a consulta, os livros ou documentos manuseados deverão ser entregues ao técnico para cumprimento dos devidos cuidados posteriores. A permanência nos espaços das bibliotecas será por tempo determinado e para o estritamente necessário.

Nesta fase, a Biblioteca Municipal funcionará para atendimento presencial à segunda feira, das 14:00 às 18:00 e de terça a sexta feira, das 10:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00, mas os polos terão horários diferenciados.

Apesar da reabertura ao público, o livre acesso às Bibliotecas de Famalicão permanece limitado e condicionado. Os interessados podem conhecer as normas de funcionamento temporárias das bibliotecas através do site.

Para evitar deslocações em vão, os interessados devem privilegiar o contacto prévio com a sua Biblioteca, através de telefone ou email, e solicitar as informações e os esclarecimentos que necessitar.

O arranque desta 3.ª fase, a 1 de junho, coincide com a data em que se celebra o dia mundial da criança, os 28 anos da inauguração do atual edifício da Biblioteca Municipal e a data da morte do seu patrono, o escritor Camilo Castelo Branco.

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Juntas e Câmara de Celorico de Basto exigem reabertura das extensões de saúde

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Juntas de freguesia de Celorico de Basto, apoiadas pela câmara, exigem a reabertura das extensões de saúde encerradas em março e o “regresso à normalidade” no atendimento no centro de saúde.

José Sousa, presidente da Junta de Ribas, porta-voz dos autarcas de freguesia, disse hoje à Lusa não se entender a razão pela qual se mantêm encerradas as quatro extensões de saúde (Mota, Rego, Gandarela e Fermil), impedindo o acesso aos atos médicos de milhares de pessoas.

O autarca sublinha que as extensões de saúde encerradas devido à pandemia de covid-19 (prevê-se a reabertura na Mota, na segunda-feira) situam-se em zonas rurais e distantes da sede do concelho, “complicando a vida às pessoas com poucos recursos e sem transportes”.

“Muitas estão há meses sem consultas e exames e isso não é inaceitável”, lamentou.

José Sousa acrescentou que os contactos das freguesias com a direção do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Baixo Tâmega, no sentido da reabertura das extensões, têm esbarrado na justificação de que não haverá pessoal auxiliar disponível para assegurar a reabertura.

O autarca de Ribas diz haver disponibilidade da câmara para assegurar os recursos humanos necessários, o que foi hoje confirmado à Lusa pelo presidente daquele município do distrito de Braga, Joaquim Mota e Silva.

“Se for necessário dar formação às pessoas também garantiremos isso”, acrescentou, enquanto sublinhava o desconforto dos munícipes face à situação atual.

Para o presidente da câmara, já é tempo de os serviços de saúde pública, como está a acontecer noutros setores do Estado, se adaptarem à fase atual de desconfinamento, “regressando progressivamente à normalidade, com os devidos cuidados”.

Joaquim Mota e Silva critica a situação que se vive no centro de saúde, que ainda “continua a trabalhar como há um ou dois meses”, sem se “adaptar à nova realidade”.

“O centro de saúde tem de reabrir, com os devidos cuidados”, reforçou.

A situação no centro de saúde é descrita pelo presidente da Junta de Ribas como “lamentável”, falando de um cenário de filas com “muitas pessoas no exterior à espera para serem atendidas” por alguém à janela, a partir do interior das instalações.

“Onde está a privacidade das pessoas”, questiona, falando da “revolta” que se observa entre a população, nomeadamente a mais idosa, obrigada a recorrer ao centro de saúde naquelas circunstâncias.

A Lusa contactou a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), questionando o organismo do Estado sobre as questões suscitadas pelas autarquias de Celorico de Basto.

Sobre o encerramento das extensões, refere-se que “o ACES Baixo Tâmega, ao abrigo do plano de contingência do covid-19, teve necessidade de encerrar vários postos de atendimento, não só em Celorico de Basto, mas também noutros concelhos, dado que não reuniam condições exigíveis para se manterem em funcionamento”.

A ARS-N não esclareceu sobre a reabertura das extensões, assinalando, porém, que a direção do ACES “está a trabalhar com as equipas de saúde no sentido da retoma da atividade e a progressiva e sustentada reabertura dos polos, mantendo os princípios de segurança para os profissionais e utentes”.

O organismo acrescenta que “as sedes de todos os centros de saúde continuaram a funcionar, assegurando os serviços mínimos, consultas de vigilância e consulta aberta com um sistema de triagem à entrada que ainda se mantém”.

“Os utentes são triados e orientados em conformidade”, lê-se no esclarecimento enviado à Lusa, que não responde, todavia, à questão da alegada falta de funcionários, bem como a recetividade da câmara para disponibilizar recursos humanos que permitam a reabertura das extensões de saúde.

Portugal contabiliza 1.369 mortos associados à covid-19 em 31.596 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

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