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“Há que investir em animais, plantas e habitats, não em passadiços, baloiços e outras modas”

Miguel Dantas da Gama, membro do Conselho Estratégico do Parque Nacional da Peneda-Gerês

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Foto: INDAGATIO / Reprodução

Miguel Dantas da Gama, membro do Conselho Estratégico do Parque Nacional da Peneda-Gerês, defende que sem natureza “conservada e preservada” não existe futuro para a humanidade, apontando à possibilidade de captar fundos para investir na proteção da floresta e da fauna portuguesa, e não em “modas” invasoras que atraem focos de poluição.

Em entrevista à revista online WILDER, o também representante da Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, assume que a presidência portuguesa da União Europeia pode ser um momento “mais favorável” e uma “grande oportunidade” para obter ajuda para um “grande projeto nacional” que vise recuperar a floresta portuguesa, “livrando-a da eucaliptaçao e de outras monoculturas e infestações”.

“Nas parcelas do território definidas como prioritárias para a conservação da natureza, que esta seja realmente a prioridade. Nas verbas destinadas para este fim, há que investir em animais, plantas e habitats, não em passadiços, baloiços e outras modas que em muitos casos aceleram a destruição da natureza”, reforçou.

O especialista crê que o restauro da floresta portuguesa é “uma questão central num plano estratégico que Portugal reclama” e espera, em 2021, “um efetivo reconhecimento por parte do Homem de que sem natureza conservada e preservada (não são a mesma coisa) não temos futuro”.

“E que rapidamente reconheçamos que o tempo que temos para arrepiar caminho extingue-se a cada dia que passa. Quem o diz são aqueles que cientificamente acompanham o desastre que estamos a provocar e insistentemente nos alertam para o abismo de que nos aproximamos”, sublinha Miguel Dantas da Gama.

À mesma publicação, o especialista revelou estar a ultimar “mais uma edição sobre o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) com uma mensagem conservacionista”.

“Em defesa do seu património natural, tendo como principal objetivo a sua valorização, tentando desta forma contribuir para colmatar uma falta da informação que melhor o defenda. É um projeto iniciado em 2014, após conclusão de anteriores e cuja data de lançamento e apresentação, este ano, estão condicionados pela evolução da pandemia”, vincou.

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