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Futebol

“Há mérito do Gil”

3.ª jornada da I Liga levou o SC Braga até Barcelos

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Declarações após o jogo Gil Vicente-SC Braga (1-1), da terceira jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no domingo no Estádio Cidade de Barcelos:

Foto: Imagens GVTV

Vítor Oliveira (treinador do Gil Vicente): “Na primeira parte o Braga foi melhor e limitou-se a aproveitar os nossos erros. Na primeira meia hora falhámos sistematicamente o passe e a receção e sujeitámo-nos a ir para o intervalo a perder. Reagimos nos últimos dez minutos da primeira parte e equilibrámos o jogo, sem ficar por cima.

Na segunda parte fomos muito melhores. Retificámos algumas coisas, os jogadores perceberam que alguma coisa tinha de mudar e fomos a única equipa que fez tudo para marcar e ganhar o jogo. Criámos situações em número suficiente e fizemos uma segunda parte que me deixa satisfeito e otimista para o futuro.

Tivemos momentos fracos na primeira parte, algo que faz parte do crescimento desta equipa. Precisávamos de muito mais tempo para trabalhar esta equipa e para que os jogadores se adaptassem ao futebol português, mas o campeonato começou e crescer em competição é difícil.

Felizmente, têm sido voluntariosos e conseguimos um ponto, que é sempre importante contra uma equipa como o Sporting de Braga. Com um bocadinho de sorte teríamos conseguido um resultado melhor.

A paragem não nos prejudicou. Continuámos determinados e arrancámos para uma boa exibição. Agora, os nossos jogadores têm de pensar e executar mais rápido, fazerem um melhor preenchimento do espaço, serem mais agressivos com e sem bola e aproveitarem os três corredores.

Temos de erradicar alguns erros primários e é extremamente perigoso se não pontuarmos com alguma regularidade. É evidente que temos um início de temporada difícil e nas cinco primeiras jornadas só nos faltará jogar com o Sporting. Pelos profetas da desgraça teríamos zero pontos ou eventualmente ganharíamos ao Vitória de Setúbal. Já temos quatro pontos e ainda faltam os jogos com Setúbal e Benfica para essas cinco primeiras jornadas. Não é muito, mas estamos satisfeitos com a prestação dos jogadores”.

Foto: DR / Arquivo

Ricardo Sá Pinto (treinador do SC Braga): “A primeira parte foi bem conseguida e podíamos ter feito mais do que um golo. Na segunda parte há mérito do Gil, que apareceu diferente, teve mais qualidade em posse e jogou mais rápido.

Foi difícil jogarmos o nosso jogo, muito também porque a maior parte dos jogadores que coloquei tem qualidade e talento, mas não tem tido ritmo de jogo. Por isso é normal que não se consiga ter o mesmo nível exibicional ou a mesma frescura física e mental para jogar uma segunda parte com o mesmo controle de jogo.

O Gil teve muito volume ofensivo na segunda parte. Não teve muitas oportunidades e teve aquele golo um pouco caricato. Tivemos pouca sorte na forma como sofremos, mas acho que o resultado se aceita.

Revolução no ‘onze’? Não considero [uma estratégia] muito arriscada. Temos um volume de jogos acumulado muito grande. Foram muitas alterações, mas tinha de as fazer. Foi o risco que tive de tomar neste jogo, porque na quinta-feira está em causa o primeiro grande objetivo do Braga.

Não descurámos este jogo. Viemos cá para ganhar e mostrámos capacidade. Gostava de ter tido oportunidade para mexer na equipa de outra forma, mas não o pude fazer e fui tentando refrescá-la para ter mais bola e outra saída. Mas nunca soubemos sair em condições, não criámos os desequilíbrios que queria em termos ofensivos e não decidimos como devíamos ter decidido”.

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Futebol

“Hoje tivemos o lance mais escandaloso da I Liga até agora”

Declarações de Ricardo Sá Pinto

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Imagem via YouTube

Declarações após o jogo entre SC Braga e Paços de Ferreira, da 14.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, este domingo disputado em Braga e que terminou com a vitória dos pacenses, por 1-0:

– Ricardo Sá Pinto (Treinador do SC Braga): “Sem inspiração não posso concordar, pouco eficazes, sim, tivemos muitos bolas de golo, voltámos a ser uma equipa que criou e fez o suficiente não para empatar o jogo, mas para ganhá-lo.

Hoje tivemos o lance mais escandaloso da I Liga até agora, uma falta sobre o Galeno que, depois, dá o golo do Paços de Ferreira. Acho inacreditável e não consigo entender como é possível não marcar essa falta. O árbitro não foi ajudado na decisão pelo VAR. A lei diz que quando um golo é precedido de falta, deve ser anulado. O VAR não ajuda, não consigo perceber.

Esta equipa só tem uma cara, em 90 por cento dos jogos dominou os adversários, com exceção de dois ou três jogos, como com o Benfica, a segunda parte com o Gil Vicente e na semana passada [com o Desportivo das Aves], mas ainda assim merecíamos outro resultado.

Houve influência no resultado, como já aconteceu noutros jogos. Na Liga Europa temos tido uma arbitragem, e sem VAR, e aqui outra. Esta equipa merece mais, como no antijogo, e até acho que deve ser como no futsal, quando algum jogador é assistido, o cronómetro deve parar, para haver mais verdade e tempo útil de jogo.

É a segunda oportunidade que perdemos para chegar lá acima, hoje não nos deixaram, não foi só sofrer o golo, é animicamente também. Só quero verdade desportiva, não quero ser ajudado, contra nós não tem sido igual.”.

Pepa (Treinador do Paços de Ferreira): “Se foi um resultado justo? Isso vale o que vale, já tivemos muitos jogos assim, com muito volume ofensivo, muitos remates, cantos e não somámos qualquer ponto, por isso, sobre isso, é marcar mais golos.

O Braga teve uma entrada muito forte, com muita qualidade no jogo interior e exterior e se não nos sufocou, andou lá perto. Só quando alterámos o sistema é que conseguimos equilibrar o jogo, conseguimos sair a jogar com algum critério e respirar com bola.

Fizemos um bom golo e, na segunda parte, foi mais do mesmo, com o Braga a entrar forte, mas depois é saber sofrer, com muito espírito de solidariedade. Tivemos algumas dificuldades, o Ricardo Ribeiro também fez uma grande exibição.

[Lance do golo do Paços de Ferreira] Valorizo é o passe do Luiz Carlos e o remate do Douglas Tanque. São situações do jogo.

[O Eustáquio] É mais um para ajudar, é um jogador com qualidade e provas dadas em Portugal, quer voltar a ser feliz. Mercado de Inverno? É agarrar-me com tudo aos jogadores que tenho aqui. A maior parte dos que jogaram hoje, na época passada estavam na II Liga, e vir jogar com o Braga, que tem um dos melhores plantéis dos últimos anos, sofremos, mas soubemos sofrer, hoje fomos felizes, tivemos a sorte do jogo, mas ela procura-se.

Ninguém se escondeu do jogo, o grupo é muito humilde e já merecia uma vitória destas. Esta é uma semana muito importante para nós, temos o Sporting de Espinho daqui a dois dias, é um sonho poder chegar aos quartos de final da Taça de Portugal e, no domingo, temos mais um mata mata, com o Braga outra vez, para acesso à final four da Taça da Liga”.

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Futebol

António Salvador fala em falta não assinalada no golo do Paços de Ferreira

Lance sobre Galeno que precedeu o golo da vitória do Paços de Ferreira

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Imagens PressNet

O presidente do SC Braga pediu, este domingo, ao Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que esclareça um lance sobre Galeno que precedeu o golo da vitória do Paços de Ferreira e que não foi sancionado.

O único golo da partida da 14.ª jornada da I Liga surgiu aos 38 minutos, por Douglas Tanque, mas os responsáveis do Braga queixam-se de uma falta sobre Galeno, no início jogada, que não foi assinalada pelo árbitro Fábio Veríssimo, nem pelo VAR.

“Vi o que toda a gente viu. O CA também viu e, a exemplo do que aconteceu na semana passada, quando fez um esclarecimento de um lance num determinado jogo [Belenenses SAD-FC Porto], espero que, nas próximas horas, também venha esclarecer este lance”, afirmou o dirigente após a derrota caseira com os pacenses.

Para António Salvador, a equipa minhota foi “prejudicada” e saiu sem pontos “quando não devia”.

“Hoje tivemos o lance mais escandaloso da I Liga até agora”

“Depois não se admirem quando vier um estudo a dizer que o campeonato português está na cauda da Europa em tempo útil de jogo. Isso só acontece porque as nossas arbitragens permitem que se faça antijogo, daí o tempo útil insuficiente para as equipas desenvolverem o seu futebol. E depois não se dá o tempo de compensação necessário. Se isso acontecesse talvez estivéssemos melhor na Europa”, disse.

Três pontos ‘por um canudo’ após derrota do Braga na ‘pedreira’

O líder dos arsenalistas frisou manter “uma confiança grande nos jogadores e no treinador”.

“Estamos tristes, mas temos vários desafios pela frente e acredito piamente que vamos alcançar os objetivos. Percebo a tristeza dos adeptos, mas há que ter confiança e dizer-lhes para apoiarem esta equipa. Além da infelicidade, temos estes lances como o de hoje, um dos mais escandalosos deste campeonato, como disse o nosso treinador. Agora é olhar para quarta-feira porque é outro grande objetivo da temporada”, disse sobre o jogo com o Benfica, em Lisboa, para os oitavos de final da Taça de Portugal.

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Futebol

“O balanço [da I Liga, até agora] é razoável”

Declarações de Ivo Vieira

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Foto: DR / Arquivo

Declarações de Ivo Vieira após o jogo entre Gil Vicente e Vitória de Guimarães, para a 14.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado este domungo,em Barcelos e que terminou empatado 2-2:

– Ivo Vieira (Treinador do Vitória SC): “Num jogo com um relvado fantástico, não existimos na primeira parte. Houve muito mérito do Gil, mas fomos muito passivos. Não tivemos muito tempo para preparar este jogo, mas conhecíamos as dinâmicas ofensivas do Gil. Quisemos jogar muito com o fator estatuto pelo que temos feito, mas é preciso ser-se intenso e ganhar duelos.

O resultado na primeira parte era inteiramente merecido para o Gil Vicente. Na segunda parte, tivemos o Vitória em campo, a tentar ganhar duelos e a querer atacar a baliza adversária. De forma justa, chegámos ao empate. Ficaram 45 minutos.

85% a 90% destes atletas não jogaram em Frankfurt [para a Liga Europa}. Tinham a obrigação de dar uma resposta muito mais intensa. Não basta pensarmos que somos melhores. Houve jogadores que fizeram um jogo fantástico em Frankfurt, mas confiei a responsabilidade nestes. Na primeira parte, não estivemos à altura.

Em termos de motivação, a Liga Europa é completamente diferente de jogar para o campeonato. Esta é a competição fundamental que pode dar, no futuro, uma possível nova entrada na Liga Europa. Mas não consigo trabalhar [os jogadores] ao ‘comando’. Por vezes, o subconsciente pode influenciar a motivação.

Uma equipa faz-se de jogadores que trabalham muito, de tecnicistas, de valia no jogo aéreo. Se se tirar o Mikel [Agu] e o Al Musrati, a nossa equipa é extremamente baixa do meio-campo para a frente. Mas a perder por 2-0, tinha de fazer tudo por tudo e coloquei ali o Pepê para dar mais qualidade ao jogo na construção ofensiva

Eu esperava que pudéssemos ter mais pontos. O balanço [da I Liga, até agora] é razoável. Está num patamar intermédio. Para o que nós podemos fazer, poderíamos ter somado mais”.

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