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Guimarães

Guimarães vai recolher máscaras usadas para reciclar e criar novos produtos

Ambiente

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

Recolher e valorizar: é o mote de um novo projeto que será lançado em Guimarães, na Semana Europeia de Prevenção de Resíduos (21 a 29 de novembro), e que prevê uma forte campanha de sensibilização, recolha e valorização de máscaras, foi hoje anunciado.


Em comunicado, a Câmara de Guimarães explica que “este é um projeto integrado, agregador e multidisciplinar que também engloba a empresa TO-BE-GREEN e o CVR-Centro para a Valorização de Resíduos, que terão a responsabilidades, a partir das máscaras recolhidas, criar novos produtos feitos à base de fibras têxteis ou valorizá-las em placas poliméricas e briquetes”.

Reconhecendo-se que as máscaras comunitárias e descartáveis representam hoje um resíduo crescente, com forte impacto nos ecossistemas, nomeadamente marinhos, uma sinergia criada entre Município de Guimarães, Laboratório da Paisagem, VITRUS e a Estrutura de Missão Guimarães 2030, possibilitará o lançamento de uma campanha de recolha de máscaras em contexto escolar e a sua valorização em novos produtos.

O processo de recolha será realizado nas sedes dos Agrupamentos Escolares, inserido no programa Ambiental PEGADAS, para o qual foi desenvolvido um contentor personalizado, construído a partir de plásticos mistos reciclados.

“Este é mais um projeto que integra o plano estratégico para a Economia Circular (G4CE – Guimarães For Circular Economy), que tem sido alvo de reconhecimento nacional e internacional por contribuir para uma gestão eficiente de recursos, com o envolvimento dos cidadãos e do setor privado”, refere a nota da autarquia.

Guimarães foi a primeira cidade portuguesa a assinar a declaração Europeia das Cidades Circulares, reforçando o trabalho que tem vindo a desenvolver na transição da economia linear para circular. Também em 2019, o Município assinou a declaração de redução dos plásticos de uso único da rede europeia EuroCities.

Atualmente, e liderado pelo Laboratório da Paisagem, está a ser desenvolvido o projeto Aqualastic financiado pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e da Transição Energética e que sensibiliza para a necessidade de moderação do consumo e da importância da redução e valorização de resíduos.

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Guimarães

Atenção, Guimarães. Trânsito condicionado este sábado na rotunda de Silvares

Obras públicas

Foto: CM Guimarães

O trânsito na rotunda de Silvares, em Guimarães, estará condicionado este sábado, 16 de janeiro, foi hoje anunciado.

Segundo a autarquia, este condicionamento decorre “dos trabalhos de pavimentação associados à empreitada em curso, da responsabilidade de execução da Infraestruturas de Portugal”.

“Aconselha-se a utilização de percursos alternativos ao nó de Silvares e da saída da Autoestrada A11 (Guimarães Centro), usando como alternativa o Nó Guimarães Sul. Em todos os trabalhos será acautelada a presença das Autoridades responsáveis pela gestão da circulação rodoviária”, aconselha a Câmara de Guimarães.

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Guimarães

Leonel Cosme, poeta natural de Guimarães, morre aos 86 anos

Óbito

Foto: DR

O poeta, ficcionista e ensaísta Leonel Cosme, antigo jornalista da rádio e da imprensa, morreu na quinta-feira, aos 86 anos, em Gondomar, distrito do Porto, informou hoje a família.

“Há um tempo de chegar e um tempo de partir… Chegou a hora de o meu pai, Leonel Cosme, partir”, escreve a filha Ariana Cosme, na sua página do Facebook.

Na publicação, Ariana Cosme recorda que o pai deixou escrito no seu último livro “Homo Sum: Tempo de Partir e Chegar” (no prelo na Unicepe) a sua última vontade: “Quando eu morrer quero apenas sobre a campa uma lápide ou tampa com o meu nome, pois ele diz o que eu valer (…)”.

De acordo com informações disponibilizadas por familiares e amigos, o velório decorre esta manhã, na capela da Ressurreição de S. Cosme, Gondomar, e o funeral realiza-se às 14:30.

Leonel Cosme nasceu em Guimarães, em 1934, e viveu 30 anos em Angola, para onde partiu, em 1950, com a família.

Radicou-se naquela então colónia portuguesa, onde foi funcionário público e exerceu jornalismo, tendo regressado a Portugal em 1975.

Em 1982, voltou a Angola e ali permaneceu até 1987, ano em que regressou definitivamente a Portugal.

Prosseguiu, no Porto e em Lisboa, a atividade jornalística que já desenvolvia em Angola, na imprensa e na rádio, e, em 1990, retirou-se do jornalismo profissional para se dedicar à atividade literária, representada por colaboração em jornais e revistas da especialidade, obras de ficção e ensaio histórico-literário.

Publicou as novelas “Um Homem na Rua” (1958) e “A Dúvida” (1961), os contos “Quando a Tormenta Passar” (1959) e “Graciano” (1960), e ainda o livro de poemas “Ecce Homo” (1973).

No domínio do ensaio, publicou “A Separação das Águas – Angola 1975-1976”, “Cultura e Revolução em Angola” (1978), “Agostinho Neto, a Poesia e o Homem” (1984), “Muitas são as Áfricas” (2006).

Escreveu ainda uma ‘pentalogia’, genericamente intitulada “A Revolta”, iniciada na década de 1980, de que fazem parte títulos mais recentes como “A Terra Da Promissão” e “A Hora Final”.

Em Angola, colaborou na revista Cultura, de Luanda (1957-1961), e no Boletim Cultural de Huambo, publicado na então cidade de Nova Lisboa (1948-1974) e foi um dos fundadores e diretor das Edições Imbondeiro, de Sá da Bandeira (hoje Lubango), onde prefaciou e publicou, em parceria com Garibaldino de Andrade, as que foram consideradas – pelo conteúdo e pelo momento histórico da edição – as mais importantes antologias da nova literatura angolana: “Contos d’ África” (1961), “Novos Contos d’África” (1962) e “Antologia Poética Angolana” (1963).

Leonel Cosme é também o autor do catálogo da Primeira Exposição de Bibliografia Angolana (Sá da Bandeira, hoje Lubango, 1962), com cerca de 700 títulos distribuídos por seis áreas: História e Sociologia, Etnografia, Literatura e Ficção, Viagens e Narrativas, Vários Estudos, Antropologia.

Participou em congressos, seminários e colóquios, promovidos, designadamente, por institutos universitários de Portugal, do Brasil e de Itália.

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Guimarães

Guimarães mantém mercado e (algumas) feiras abertas, mas encerra cemitérios

Estado de emergência

Foto: CM Guimarães

A Câmara de Guimarães vai manter aberto o mercado municipal, encerrando apenas as lojas de venda de bens “não essenciais”, anunciou hoje a autarquia.

No âmbito das restrições do novo confinamento que entra em vigor a partir das 00:00 horas desta sexta-feira, Guimarães mantém também algumas feiras abertas, como é o caso da feira grossista de frutas e legumes, as feiras de S. Torcato, Caldelas e Pevidém, mas apenas para venda “exclusiva de bens alimentares”.

A feira retalhista irá encerrar, assim como os cemitérios municipais de Atouguia e Monchique.

Em termos de serviços, o atendimento presencial passa a ser feito por marcação através do contacto telefónico (253 421 200), e-mail [email protected] ou Balcão Virtual (ver aqui).

Em termos de transportes, é assegurada “a manutenção da atual oferta do serviço público de transportes de passageiros, de âmbito municipal”.

No que diz respeito aos resíduos urbanos, os serviços municipais e da Vitrus Ambiente vão manter a recolha de resíduos nos moldes habituais. A recolha de resíduos volumosos será feita mediante marcação.

Lista de equipamentos culturais e desportivos encerrados

Biblioteca Municipal Raul Brandão e respetivos polos;
Arquivo Municipal Alfredo Pimenta
Centro de Ciência Viva
Centro Cultural Vila Flor
Casa da Memória de Guimarães
Centro Internacional das Artes José de Guimarães
Loja Oficina
Multiusos de Guimarães
Piscinas Municipais
Pista de Atletismo Gémeos Castro
Academia de Ginástica
Pavilhões Municipais, exceto para as atividades desportivas escolares
Teleférico de Guimarães
Parques Infantis e espaços polidesportivos
Encerramento dos serviços de SPA, Termas, Polidesportivo e Piscina Termal (Taipas Turitermas)

Linhas de Emergência

Município de Guimarães disponibiliza linhas de emergência de Apoio Social e Psicológico, através dos contactos: 253 421 255; 969 264 803 ou 969 264 761.

Estrutura Municipal de Retaguarda

A Estrutura Municipal de Retaguarda em funcionamento no apoio ao Hospital de Guimarães, para atendimento a doentes infetados com a covid-19 ou sem retaguarda familiar e com necessidade de cumprir isolamento profilático;

Equipas Multidisciplinares

Equipas Multidisciplinares de Saúde de Apoio às Escolas e à Comunidade.

Teleconsultas “SNS24 Balcão”

Programa de teleconsultas “SNS24 Balcão”, instalado na sede da Junta de Freguesia de Brito que permite o acesso aos serviços de saúde de uma forma rápida e segura.

Vamos Salvar Portugal

Participação no projeto “Vamos Salvar Portugal”, em cooperação com o Ministério da Saúde e os Militares das Forças Armadas.

Centro de Acolhimento para sem-abrigo

Guimarães mantém ativo o Centro de Acolhimento para pessoas sem-abrigo, ou sem retaguarda familiar, criado no âmbito da pandemia com o objetivo de dar uma resposta imediata através da Rede de Apoio Social de Emergência.

Testagem

Protocolo de Colaboração com o Instituto de Ciências da Vida e da Saúde da Escola de Medicina da Universidade do Minho, a Associação Centro de Medicina P5 e o Hospital Senhora da Oliveira Guimarães, para a testagem da população sénior residente em lares e instituições.

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