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Guimarães e Viana recomendadas pelo jornal The Times como “cidades secretas” a visitar na Europa

“Já fez Paris e Barcelona mais do que muitas vezes?”

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Foto: DR

O jornal inglês The Times destaca Guimarães e Viana do Castelo numa lista de “30 cidades secretas para visitar” na Europa, para quem já conhece os principais destinos de massas. Num artigo publicado na passada sexta-feira (acessível a assinantes), a publicação britânica propõe-se a apresentar alternativas menos conhecidas a quem “já fez Paris e Barcelona mais do que muitas vezes”.


Guimarães e Viana do Castelo, no Minho, são dois dos seis locais escolhidos em Portugal – Amarante, Arraiolos, Azeitão e Olhão são os outros quatro.

Guimarães

Sobre a cidade berço, o The Times começa, logo, por destacar ter sido ali que nasceu o país, e, como tal, é um local para mergulhar na história e cultura.  “Os castelos e as igrejas dominam a cidade Património da UNESCO, que foi escolhida como capital de Portugal quando (D.) Afonso Henriques se auto-proclamou rei em 1139″, lê-se.

A arquitectura em granito, as ruas do centro medieval, que “impressionam” de tão bem preservadas que estão, são outras duas justificações para o destaque dado à cidade.

Numa visita, é sugerido descansar as pernas na Praça da Oliveira, depois de passar pelo Palácio dos Duques de Bragança, Museu Alberto Sampaio e Museu Martins Sarmento.

A estrela Michellin ganha, este ano, pelo chef António Loureiro também é citada no artigo, onde é sugerida a gastronomia local a começar, precisamente pelo seu espaço, o restaurante A Cozinha.

A Cozinha por António Loureiro, uma nova estrela Michelin que nasceu em Guimarães

O Emaj Boutique Hotel, “que ocupa um belíssimo edifício do século XIX” é o local recomendado para dormir: “Tem quartos duplos com pequeno almoço, desde 80 euros”, é referido.

Viana do Castelo

A capital do Alto Minho, que ainda há uns dias foi eleita “um dos destinos mais bonitos da Europa à beira-mar”, pelo também inglês The Telegraph, volta a ser destacada pela sua localização, que permite explorar uma grande extensão da costa e praias selvagens, e que deu à cidade “um importante papel na história de Mar do país, como um importante centro de construção naval e como importante base do século XVI, quando Portugal se afirmou como uma potência global”.

Viana é “um dos destinos mais bonitos à beira-mar” para o jornal The Telegraph

“A riqueza obtida com o comércio com a Europa e o Brasil levou a que fossem edificadas várias mansões opulentes”, explica a publicação aos leitores, destacando, também, os “edifícios góticos e renascentistas, na Praça da República, no coração da cidade”, onde é chamada a atenção para a Igreja da Misericórdia.

Na capital do folclore minhoto, rica em artesanato, é recomendada uma visita ao Museu do Traje.

A Capela de Nossa Senhora da Agonia, com a sua escultura da Nossa Senhora das Dores, padroeira dos pescadores, é outro local de visita obrigatória para o The Times, que não se esquece de referir as festas da Agonia, “todos os anos a 20 de agosto, uma das romarias mais coloridas de Portugal”.

A arquitectura contemporânea da Biblioteca Municipal e do Centro Cultural, assinadas pelos vencedores dos prémios Pritzker, Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura, também são mais valias para convencer os leitores sobre a riqueza cultural da cidade.

“Praias gloriosas que se estendem de norte a sul da cidade – quanto mais andar, mais vazias as irá encontrar”.

Para ficar alojado, o The Times manda os turistas a percorrer “35 minutos para interior”, para “a vila mais antiga de Portugal”, Ponte de Lima, onde irão encontrar o charmoso Carmo’s Boutique Hotel, “com quartos duplos desde 210 euros”.

 

 

 

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Alto Minho

Comandante dos Bombeiros de Arcos de Valdevez ferido a combater incêndio

Incêndio urbano

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Foto: Bombeiros de Arcos de Valdevez

O comandante dos Bombeiros de Arcos de Valdevez sofreu ferimentos após uma queda durante o combate a um incêndio urbano, esta terça-feira.

Filipe Guimarães terá sofrido uma luxação no ombro, resultante da queda quando se encontrava a combater o fogo que deflagrou na churrasqueira O Braseiro, no centro daquela vila minhota.

Com alerta dado às 18:00 horas, no local estiveram 19 operacionais daquela corporação, apoiados por quatro viaturas.

O incêndio terá deflagrado no sistema de extração de fumo do restaurante, causando labaredas na parte superior, onde existem apartamentos.

Houve necessidade de evacuar o restaurante e dois dos apartamentos em causa, face ao avanço das labaredas, que chegaram a ter quatro metros de altura.

Graças à rápida intervenção daquele corpo de bombeiros, situado a poucos metros do local sinistrado, o incêndio foi rapidamente extinto.

A churrasqueira ficou sem condições para se manter aberta face à elevada quantidade de fumo que se acumulou no interior, resultando em vários danos materiais.

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Braga

Hospital de Braga já fez 29 mil testes covid: “Não queremos voltar ao início”

Covid-19

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Foto: Município de Braga

O Hospital de Braga já fez mais de 29 mil testes de despistagem à covid-19. O anúncio foi feito esta terça-feira pelo presidente do Conselho de Administração daquela unidade hospitalar pública.

João Porfírio de Oliveira falava num curto vídeo divulgado nas redes sociais no âmbito da campanha de sensibilização “Braga Fecha a Porta ao Vírus”.

Explica ainda que foram internados mais de 250 doentes naquela unidade desde que a pandemia começou a atingir Portugal, em março de 2019.

O administrador indicou ainda que o hospital reestruturou-se para “fazer face às necessidades da população”, mas deixou o desabafo: “Não queremos voltar ao início”.

“Contámos com todos para a prevenção. Siga as recomendações das autoridades de saúde”, finalizou o responsável.

O concelho de Braga registava vinte novas infeções pelo novo coronavírus entre quinta-feira e as 09:30 do passado sábado.

Durante o mesmo período, não houve casos de recuperações do SARS CoV-2, totalizando o concelho 1.393 casos recuperados desde o início da pandemia.

Em termos acumulados, são já 1.698 casos de pessoas infetadas com a doença.

Lamentam-se ainda 74 óbitos, número que permanece igual desde o passado dia 16 de junho.

Existiam, no sábado, 231 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga.

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Braga

Terras de Bouro é o 2.º concelho do país onde mais cresceu o consumo no verão

Turismo

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Foto: DR

O concelho de Terras de Bouro é o segundo do país onde o consumo global registado através de operações bancárias mais aumentou neste verão, só ficando atrás de Manteigas, no distrito da Guarda.

Os dados são do SIBS Analytics, que considerou o valor das operações por cada concelho no país face a 2019, destacando a variação de Terras de Bouro, que teve um aumento global de 16% relativamente a 2019.

Manteigas (34%), Porto Santo (5%) e Grândola (3%) foram os restantes concelhos onde se registou aumento relativamente ao ano anterior.

As maiores quebras no consumo deste verão foram registadas nas principais cidades: Lisboa (-32%), Porto (-23%) e Algarve (-15%), que estará em linha com a quebra de 48% relativamente a cartões bancários internacionais, que apontam para turistas estrangeiros.

A análise da SIBS, publicada na segunda-feira, refere que, em termos globais, Portugal assistiu a uma quebra de 9% na movimentação dos cartões bancários, nacionais e internacionais. Em termos de cartões portugueses, a quebra foi de 3%.

Estes dados revelam o perfil do novo turista, de nacionalidade portuguesa e que procura fugir dos locais mais óbvios de férias, procurando refúgio no interior.

Houve ainda um aumento significativo no investimento pago com cartões portugueses em alojamento turístico, cerca de 25%. Já as operações com cartões estrangeiros para alojamento quebraram 41%.

O registo de cartões provenientes dos Estados Unidos aponta a maior quebra, cerca de 78%, seguundo-se Reino Unido, com 52%. Espanha, França e Alemanha tiveram reduções entre os 30 e os 35%.

“O verão de 2020 trouxe alterações relevantes nos padrões de consumo de portugueses e estrangeiros. Nenhuma evolução pode ser dissociada do contexto sem precedentes que vivemos de combate à covid-19. O consumo dos portugueses atenuou a quebra global do consumo neste verão mas foi insuficiente para compensar a redução de 48% de consumo de cartões estrangeiros em Portugal”, disse o diretor da SIBS, Gonçalo Amaro.

“Os dados do SIBS Analytics revelam que o turismo tem sido um dos setores mais afetados pela evolução da pandemia mas existem casos positivos de crescimento das operações em regiões com menos concentração populacional e que tiveram maior procura de turistas nacionais como Grândola, a Serra da Estrela, o PN Peneda Gerês ou a ilha de Porto Santo. Pelo contrário, as principais regiões do litoral como Lisboa, Porto e o Algarve foram bastante impactadas pela redução do turismo internacional ”, vincou.

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