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Guimarães

Guimarães dá 15 mil euros em prémio que homenageia D. Afonso, “príncipe da Beira”

Na área das ciências biomédicas

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

O Duque de Bragança, através da Fundação D. Manuel II, a Universidade do Minho e o Município de Guimarães instituíram o Prémio Príncipe da Beira Ciências Biomédicas, no valor de 15 mil euros, foi hoje anunciado.

Este galardão visa distinguir um investigador de excelência na área das ciências biomédicas, com menos de 40 anos de idade, pretendendo apoiar o seu plano de pós-graduação a realizar numa instituição de I&D nacional ou estrangeira.

Em nota enviada à imprensa, é referido que a iniciativa tem como objetivo primordial “premiar anualmente a excelência da investigação e contribuir para abrir novos caminhos na investigação aplicada e ética no domínio das ciências biomédicas”.

“Pretende também colaborar para o desenvolvimento de terapias avançadas e impulsionar o desenvolvimento de uma nova geração de investigadores com formação focada naquela área científica”, aponta a mesma nota.

Foi admitido a concurso um único plano de trabalho por candidato, o qual deveria ser executado por um período mínimo de um ano e ser enquadrado nos estudos pós-graduados, nomeadamente de doutoramento.

O júri incluiu personalidades e cientistas de mérito, como Manuel Braga da Cruz, Rui L. Reis, Miguel Oliveira, Adalberto Neiva de Oliveira, Adelina Paula Pinto e António Ferreira.

Depois de analisadas 44 candidaturas, a cerimónia de entrega do Prémio Príncipe da Beira em Ciências Biomédicas 2019 terá lugar no dia 4 de fevereiro 2020, pelas 12:00, no Salão Nobre da Câmara de Guimarães.

A cerimónia conta com a presença de representantes de todas as entidades envolvidas, nomeadamente da Universidade do Minho, da Câmara de Guimarães e ainda da Fundação D. Manuel II, contando ainda com a presença de D. Afonso, Príncipe da Beira, que entregará o prémio.

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Guimarães

Penas suspensas para organizadores de rali que matou três pessoas em Guimarães

Em 2014

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Foto: DR / Arquivo

O Tribunal de Guimarães condenou hoje a penas suspensas quatro organizadores de um rali realizado em setembro de 2014 naquele concelho que resultou na morte de três espetadores, atingidos por um carro que se despistou.

Os arguidos foram condenados por três crimes de homicídio por negligência.

A pena mais pesada, de 26 meses de prisão, foi para o diretor da prova, o presidente do Motor Clube de Guimarães, entidade que organizou o rali conjuntamente com a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

Outros três organizadores foram condenados a 22 meses de prisão.

Todas as penas ficam suspensas na sua execução.

Um outro membro da direção do Motor Clube de Guimarães e o mecânico da viatura que se despistou eram também arguidos no processo, mas foram absolvidos.

O acidente registou-se em 07 de setembro de 2014, no Rali Sprint de Guimarães, quando um carro se despistou e matou uma mulher de 48 anos, o seu filho de 8 e ainda um adolescente de 13.

Na acusação, o Ministério Público (MP) diz que o rali foi levado a cabo “em flagrante violação das normas que regem a segurança” deste tipo de corridas.

Diz ainda que o acidente foi induzido pelas alterações efetuadas ao carro que se despistou, nomeadamente o alargamento da carroçaria.

Segundo o MP, foram montados espaçadores nas jantes traseiras, as rodas ficaram mais longe da suspensão, a pressão quadruplicou, quatro parafusos rebentaram e o despiste aconteceu.

Em tribunal, os diretores do Motor Clube de Guimarães recusaram qualquer responsabilidade na morte dos três espectadores, alegando que a segurança do público era uma competência das autoridades policiais.

“O rali estava aprovado e licenciado por todas as entidades, tendo ficado claro que a segurança dos espectadores ficava a cargo das autoridades policiais”, disse o presidente do Motor Clube de Guimarães (MCG).

Segundo Eduardo Crespo, que era também o diretor da prova, aquelas autoridades é que decidiram o número de agentes necessários e os locais em que cada um seria colocado.

Disse ainda que as vítimas terão passado por uma zona onde estaria um agente da GNR para aceder ao local onde foram colhidos mortalmente.

A versão foi corroborada pelo então vice-presidente do MCG, João Júlio, que assegurou que os diretores do clube “não tinham qualquer poder decisório” sobre a segurança do público, porque as autoridades policiais “nunca lhes deram qualquer possibilidade”.

“Disseram que ou faziam a prova como eles queriam ou não se fazia prova nenhuma”, referiu.

Por sua vez, o mecânico também refutou qualquer responsabilidade, afirmando que não teve qualquer intervenção nas alterações do carro e assegurando que se limitou a fazer uma espécie de revisão, antes da prova, por ser amigo do piloto dono da viatura.

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Guimarães

“Casa torcida” em Guimarães vence prémio mundial de arquitetura

Prémios ArchDaily

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Foto: Ivo Tavares

A Casa A, do atelier de arquitetura REM’A, com sede em Guimarães, venceu a categoria de “Melhor Produto Aplicado” nos prémios “Building Of The Year 2020”, organizado pelo prestigiado portal de arquitetura ArchDaily, foi hoje anunciado.

O projeto, também conhecido como “casa torcida”, foi desenvolvido pelos arquitetos Romeu Ribeiro e José Pedro Marques, do atelier REM’A, e localiza-se num loteamento dentro da cidade de Guimarães.

Casa A em Guimarães do atelier de arquitetura REM’A. Foto: Ivo Tavares Studio

Casa A em Guimarães do atelier de arquitetura REM’A. Foto: Ivo Tavares Studio

“O betão e a madeira fundem-se numa escala de cinzas, numa constante mutação cromática”, escreveu, a propósito da obra, o Diário Imobiliário.

A engenharia ficou a cargo da Fortunato & Paulo e a construção é obra das Construções Bairro do Sol, ambas de Fafe. A obra foi concluída em 2019 ocupando uma área total de 450 metros quadrados.

Casa A em Guimarães do atelier de arquitetura REM’A. Foto: Ivo Tavares Studio

Casa A em Guimarães do atelier de arquitetura REM’A. Foto: Ivo Tavares Studio

A Casa A foi escolhida entre mais de quatro mil projetos a concurso, sendo a mais votada nos cinco finalistas da categoria de produto aplicado.

Para além da obra vimaranense, a Casa Monsaraz, do atelier Aires Mateus, venceu na categoria “Casas”.

O ArchDaily é um weblog que cobre notícias, projetos, produtos, eventos, entrevistas e competições de arquitetura, artigos de opinião, entre outros, atendendo a arquitetos, designers e outras partes interessadas.

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Guimarães

Deputado de Guimarães eleito pelo PSD assume problemas de alcoolismo

Pedro Rodrigues

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Foto: Twitter

O deputado Pedro Rodrigues, natural de Guimarães, assumiu esta quinta-feira, através das redes sociais, ter “um problema de alcoolismo”, de forma a evitar “ataques pessoais inaceitáveis” que, diz, tem vindo a ser alvo.

É que Pedro Rodrigues, contra alguma da corrente atual do partido, foi o primeiro subscritor de uma iniciativa de um grupo de deputados do PSD que pediu uma consulta popular (referendo) sobre a eutanásia, ao invés de ser aprovado apenas pelos deputados.

Eleito pelo círculo eleitoral de Lisboa, onde tem vivido nos últimos anos, o advogado de 40 anos e ex-líder da JSD nacional revela que, face ao problema de que é alvo, há quem “considere” que o mesmo não é capaz de defender “uma posição política de princípio”, a propósito dos projetos-lei sobre a despenalização da eutanásia, aprovados esta quinta-feira na Assembleia da República.

“Sim tenho um problema de alcoolismo. É um tema que apenas diz respeito à minha intimidade e à minha família. Tenho vivido esse tema com o firme apoio da minha mulher e da minha família. Decidi hoje assumi-lo porque além do sofrimento pessoal em que estou mergulhado tenho sofrido ataques pessoais inaceitáveis”, escreveu.

“A ideia de que não posso assumir uma posição política de princípio, porque alguém considera que não sou capaz é algo que me repugna profundamente. Não estarei hoje na Assembleia da República como devia. Peço desculpa aos que acreditam em mim. Mas não consigo fazê-lo… Estarei junto dos meus sempre… Mas jamais deixarei de lutar intransigentemente por aquilo em que acredito…”, vinca.

Pedro Rodrigues é licenciado e doutorando em Direito, desempenhando funções como advogado. Já havia sido eleito deputado à Assembleia da República na XI legislatura (2009) pelo círculo eleitoral de Braga.

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