Seguir o O MINHO

Braga

Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio representou Portugal num dos maiores Festivais Internacionais de Folclore da Europa

em

O Festival Internacional de Folclore da Montanha, realizado em Zakopane – Polónia, entre os dias 21 e 29 de agosto, é o evento cultural com mais importância deste país, sendo mesmo um dos maiores da Europa. Este ano, o festival contou com a presença de 16 grupos folclóricos, 4 provenientes de várias regiões da Polónia e outros 12 representando outros tantos países.

O evento realizou-se em Zakopane, a cidade mais alta da Polónia, junto ao Parque Nacional de Tatra, tendo como paisagem um conjunto belíssimo das altas montanhas do Parque. O Grupo visitou o topo das montanhas, fazendo-se representar por um par, para o já tradicional rito chamado “Das montanhas de Tatra para a cidade”, onde se juntaram os pares dos 16 grupos participantes deste Festival.

Depois de em 2013 o Grupo Folclórico da Camacha – Madeira ter marcado presença no festival e arrecadado um prémio, em 2015 foi a vez do Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio representar o país.

 

Ao participar neste Festival o Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio estava automaticamente inscrito para várias competições, sendo elas: Competição de Categoria; Competição de Músicos; Competição de Coros e Concurso de Miss Folclore.

Na competição de Categorias os grupos foram distribuídos pelo júri pelas três categorias, sendo estas Primeira – Tradicional; Segunda – Artística e Terceira – não definida. Na primeira inseriam-se os grupos que representavam de forma mais fiel possível uma região, na segunda os grupos com atuações coreografadas e não reconhecidos como tradicionais e na Terceira, os grupos que poderiam estar a representar um país e não apenas uma região, mas sem uma representação fiel nem enquadramento nas outras duas categorias.

O Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio foi inserido na primeira categoria – Tradicional, em que apenas estavam seis grupos que foram considerados aqueles que representavam uma região o mais fiel possível.

Com uma representação de um ato religioso, com referência à Nossa Senhora do Sameiro, o Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio arrecadou o 3º lugar, atrás da Itália (1º) e Sérvia (2º), tendo ainda o júri referido que a disputa entre o 2º e 3º lugar foi muito renhida. Assim trouxe para Braga o Machado Bronzeado dos Montanheses das Montanhas de Tatra.

Para além deste 3º prémio o Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio voltou a levar Portugal ao pódio no Concurso de Coros, com uma performance exímia das Cantadeiras do Grupo, cantando o “Loureiro”, juntando assim mais um prémio à sua sala de troféus – o sino dos montanheses das Montanhas de Tatra.

Para além das competições o Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio animou as ruas de Zakopane com a música tradicional, a riqueza e beleza dos trajes domingueiros do Baixo Minho.

Fez parte do extenso programa do Festival uma parada pelas ruas de Zakopane com o objetivo de dar a conhecer a todos os habitantes e visitantes os grupos presentes no festival. Esta parada contou com dois locais para breves atuações.

De notar as ruas cheias de gente para assistir a esta parada bem como a enorme quantidade de pessoas, incluindo crianças, vestidas com o traje característico da zona onde se insere Zakopane, mostrando o orgulho na cultura e na sua tradição.

Durante os 9 dias presentes na Polónia, o Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio atuou na cidade de Szczawnica, tendo efetuado ainda uma visita ao topo das suas montanhas, recebendo uma explicação de toda a envolvente que os rodeava por parte do Diretor daquela estância. Nesta cidade o grupo foi muito apreciado pelos locais e foi inclusivé elogiado em palco pelo seu carácter tradicional e pela sua performance, mostrando as belíssimas danças e músicas da nossa região.

No único dia livre do festival o grupo efetuou uma visita aos campos de concentração de Auschwitz, prestando ainda uma pequena homenagem a todos os que ali pereceram de forma tão cruel. Pelo caminho as guias do grupo brindaram o mesmo com uma surpresa ao parar na cidade de Wadowice, terra natal do Papa João Paulo II.

O Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio desafiou a câmara municipal de Braga a enviar um representante do município para acompanhar o grupo nesta deslocação a um dos maiores festivais de folclore da Europa. O município prontificou-se a enviar um representante, o Dr. Rui Ferreira, que aproveitou a visita para reunir ideias que possam trazer mais riqueza à cultura e ao folclore de Braga.

Para a presidente do Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio, Manuela Sá Fernandes, a ida à Polónia “foi uma experiência muito enriquecedora” dizendo que “os atuais componentes do Grupo não se recordam de ter participado num festival internacional com competição”. Frisa ainda que “o último troféu arrecadado pelo Grupo foi há mais de 10 anos em Issoire, na França” agradecendo assim a todos os que têm colaborado ao longo dos últimos anos para tornar possível alcançar o pódio no 1º Festival a competir de que há memória.

“É um prazer representar Portugal num Festival Internacional com tanta importância, tanto rigor e trazer dois prémios para Braga. Só demonstra que todo o trabalho que temos vindo a fazer vale a pena.” refere a Presidente do Grupo Folclórico mais antigo do Baixo Minho.

 

 

“Temos feito esforços para conseguir participar em festivais Nacionais ou Internacionais de renome pelo menos uma vez por ano, dando assim a oportunidade aos componentes de conhecerem e se darem a conhecer noutros locais, convivendo durante mais do que um ensaio ou uma atuação.” acrescentando ainda que “depois de assumir o cargo de Presidente fomos a França em 2013, depois dentro de portas fomos à Camacha na Madeira em 2014 e este ano à Polónia. Sendo que o grupo já representou Portugal em vários países por mais do que uma vez, contando já com atuações em 10 países diferentes.”

Rematou dizendo que “vamos continuar a representar Portugal pelo Mundo, com o rigor e a dignidade que sempre tivemos.”

 

Texto enviado pelo Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio, em comunicado.

Anúncio

Braga

Grupo de polícias exibe tarja na meia-final da Taça da Liga

No SC Braga-Sporting, em Braga

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães /O MINHO

Um grupo de polícias exibiu hoje uma tarja a exigir respeito pela classe, durante a primeira meia-final da Taça da Liga de futebol, entre o SC Braga e o Sporting, em Braga.

“Polícias exigem respeito”, podia ler-se na tarja que foi mostrada aos 21 minutos do encontro em Braga, por um grupo de polícias colocados na bancada nascente, onde estão os adeptos do Sporting e que está de frente para as câmaras da transmissão televisiva.

Elementos da PSP e da GNR realizaram hoje protestos em simultâneo em Braga, Lisboa e Faro, numa ação convocada pelos sindicatos.

Organizadas por sete sindicatos da PSP e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), as concentrações realizaram-se em frente do estádio de Braga, junto do Ministério das Finanças, em Lisboa, e no jardim Manuel Bivar, em Faro.

Entre as reivindicações estão o pagamento do subsídio de risco, atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, criação de legislação relacionada com higiene e saúde, aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

As concentrações de hoje vão dar início aos protestos que os elementos da PSP e GNR pretendem organizar mensalmente até que o Governo responda às reivindicações, estando a ser ponderadas a entrega das armas e uma greve de zelo.

O Ministério da Administração Interna (MAI) definiu um calendário específico das matérias objeto de diálogo com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, tendo sido já realizado três reuniões.

A primeira reunião sobre o pagamento dos retroativos dos suplementos não pagos em período de férias decorreu sem um acordo, das outras, sobre o plano plurianual de admissões na PSP e da GNR e suplementos remuneratórios, ainda não há resultados.

O ministro Eduardo Cabrita já anunciou o recrutamento de 10 mil elementos para a PSP, GNR e SEF até 2023 no âmbito do plano plurianual da admissão.

Os sindicatos acusam o MAI de falta de abertura em acolher as propostas das estruturas sindicais.

No âmbito das reuniões com o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna vão decorrer ainda reuniões em 13 de fevereiro sobre a lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança e em 05 de março sobre segurança e saúde no trabalho.

Continuar a ler

Braga

Encontrou amigo de escola e começou a extorqui-lo e a forçá-lo. Vai ser julgado em Braga

Por sequestro, extorsão e furto

em

Foto: O MINHO / Arquivo

Vai ser julgado por sequestro, extorsão e furto qualificado. António Cabrera Ribeiro, de 27 anos, de Braga, foi acusado pelo Ministério Público do Tribunal local por ter tentado extorquir dinheiro a um antigo colega de escola, João Morant.

Diz a acusação que os dois se encontraram no início de 2018, no bairro do Fujacal, depois de vários anos sem se verem. A certa altura, o Cabrera propôs-lhe a compra de umas sapatilhas da marca Nike, dizendo-lhe que “depois falavam no preço”. Morant aceitou.

Passados alguns dias, António Cabrera começou a telefonar ao amigo, a exigir dinheiro e a começar a ameaçá-lo. Fê-lo por duas ou três vezes, dizendo que “tinha de dar de comer aos filhos!”.

Como resposta, o comprador das sapatilhas disse-lhe que só recebia o salário no começo de maio. Apesar disso, intimidado, foi-lhe entregar dez euros. Em sete de maio, o Cabrera fez mais um telefonema e, em resposta, foi-lhe dito que lhe daria mais 40 euros já que as Nike não valiam mais do que 50. Ameaçado, deu-lhe 40 euros e acabou por lhe entregar mais 50. Mas o caso não ficou por aqui.

Sequestro e furto

De facto, a 10 de maio, o Cabrera telefonou-lhe pedindo-lhe mais dinheiro, por que estava “com problemas”. Insistiu em marcar um encontro e explicou-lhe que “tinha uma dívida a uns ciganos de Barcelos, oriundos da Galiza, que teria de pagar “para não ter problemas”. Ingénuo – diz o MP- Morant voltou a encontrar-se com ele, mas disse-lhe que não tinha dinheiro. Ato contínuo, o arguido deu um murro na proteção lateral do vidro do carro, partindo-o.

Foram, depois, a um café em Maximinos. Aí, a vítima, que trazia um telemóvel Samsung, pediu à dona que lho guardasse, temendo que o outro lho tirasse. Na ocasião, meteu o cartão multibanco numa sapatilha, para o esconder.

A seguir, como que o obrigou a entrar para o carro, para irem ter com os tais indivíduos, que descreveu como “traficantes periogosos”.

Pediu-lhe para ir levantar 120 euros a um multibanco em Ferreiros, o que João Morant fez, mas com o cartão de outra conta, onde só tinha três euros.

Quis, então, sacar-lhe o telemóvel, mas ele disse que não o trazia. Cabrera revistou-o e ligou para o telemóvel para ver se o escondia.

“Não brinques comigo”, ameaçou. Ao todo, obrigou Morant a andar três horas de carro, às voltas, sempre proferindo ameaças.

Telemóvel de 789 euros

No dia seguinte, pelas 07:45 da manhã foi ao café, suspeitando que tinha lá ficado. Pediu-o à dona, esta disse que não tinha nada, mas ele ligou o ouviu-o a tocar. Acabou por sair com ele, furtando-o.

O MP concluiu que o arguido agiu para privar a vítima da “sua liberdade” e acusou-o de sequestro, extorsão e furto. Vai ser julgado ainda este mês.

Continuar a ler

Braga

Polícias e guardas mostram cartões vermelhos ao Governo no Estádio de Braga

A última revisão salarial destas forças de segurança aconteceu em 2009

em

Foto: O MINHO

Dezenas de elementos da PSP e da GNR mostraram, esta terça-feira, cartões vermelhos ao Governo junto ao Estádio Municipal de Braga, num protesto que tem nos aumentos salariais a principal reivindicação.

Além dos cartões vermelhos, os manifestantes também fizeram uso de apitos para “marcar as faltas” que consideram estarem a ser cometidas pelo executivo de António Costa no que se refere ao tratamento dado às forças de segurança.

“O principal motivo da nossa revolta é a falta de atualização salarial, que já vem desde 2009”, disse o líder da Associação Sócio-Profissional da Polícia.

Segundo Paulo Rodrigues, a não atualização ganha contornos “mais dramáticos” face aos “baixos salários” auferidos pelas forças de segurança.

Imagem: Divulgação

Sublinhou que um polícia em início da carreira ganha 789 euros, “só mais 39 euros que o salário mínimo”.

Há também polícias com 31 anos de serviço que, sem suplementos, ganham 1.200 euros. “É miserável”, referiu.

As queixas são extensivas à GNR, como disse César Nogueira, da Associação de Profissionais da Guarda.

“O Governo vai falando e mostrando abertura em relação a algumas questões, como a dos equipamentos, mas o ponto fulcral é o salarial”, referiu, adiantando que a proposta da associação é que um guarda em início de carreira ganhe um quarto do vencimento do comandante-geral.

“Com os atuais salários, como é que um guarda pode fazer aos encargos familiares?”, questionou.

Além da questão salarial, entre as reivindicações na base do protesto, estão o pagamento do subsídio de risco, atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, criação de legislação relacionada com higiene e saúde, aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

Organizada por sete sindicatos da PSP e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), a manifestação teve como “pano de fundo” o jogo entre o SC Braga e o Sporting Clube de Portugal, da “Final Four” da Taça da Liga em futebol.

“Temos de aproveitar a visibilidade que um jogo destes tem para fazermos ouvir a nossa voz. A sociedade tem de saber em que condições trabalhamos”, referiu Paulo Leite, do Sindicato dos Profissionais da Polícia.

Paulo Leite apontou o caso do Comando de Braga, em que “são os polícias que compram os aquecedores e as ventoinhas com dinheiro do seu bolso”.

Esta concentração e outras que decorreram também esta terça-feira em outros pontos do país deram início aos protestos que os elementos da PSP e GNR pretendem organizar mensalmente até que o Governo responda às reivindicações, estando a ser ponderadas a entrega das armas de serviço e uma greve de zelo.

No âmbito do calendário de negociações com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, já se realizaram três reuniões no Ministério da Administração Interna sobre pagamento dos retroativos dos suplementos não pagos em período de férias, plano plurianual de admissões e suplementos remuneratórios.

Estão previstas outras duas reuniões, uma em 13 de fevereiro sobre a lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança, e a outra em 05 de março sobre segurança e saúde no trabalho.

O ministro Eduardo Cabrita já anunciou o recrutamento de 10 mil elementos para a PSP, GNR e SEF até 2023, no âmbito do plano plurianual de admissões.

Continuar a ler

Populares