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Braga

Grupo DST, de Braga, desenvolve material inovador a partir de resíduos de construções

Reciclagem

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Foto: Divulgação / DST

O projeto CirMat, da construtora dst sa, com sede em Braga, é um dos projetos selecionados pelo Ministério do Ambiente, no âmbito do concurso para a promoção da economia circular na construção, ao abrigo do programa EEA Grants Ambiente, anunciou hoje a empresa.

O projeto, que decorrerá ao longo de dois anos, é coordenado pela empresa do dstgroup, em conjunto com dois parceiros portugueses, a Universidade do Minho e o Instituto Superior Técnico, e um parceiro norueguês, a Norwegian University of Science and Technology.

O principal objetivo do CirMat – CIRcular aggregates for sustainable road and building MATerials – é o desenvolvimento industrial de materiais de construção inovadores a partir de resíduos de construção e demolição e de subprodutos, para demonstrar a sua aplicação em edifícios e infraestruturas de vias de comunicação. A par disso, propõe-se comunicar as vantagens ambientais, económicas e sociais deste tipo de produtos ou materiais, nomeadamente através do desenvolvimento de Declarações Ambientais de Produto.

A indústria da construção apresenta uma utilização intensiva de matérias primas e recursos energéticos, sendo também um dos sectores que mais contribui para a produção de resíduos em toda a Europa. José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do dstgroup, adianta que “a dst desenhou uma estratégia para o seu crescimento, de conciliação da sua atividade com o desenvolvimento sustentável. Este projeto pretende, nesse sentido, contribuir para um aumento da sustentabilidade no setor da construção através de uma mudança de paradigma com a implementação dos princípios da economia circular, por via do desenvolvimento industrial de produtos inovadores, assim como, através da disponibilização de Declarações Ambientais de Produto que demonstrem de forma unívoca o seu desempenho ambiental”.

Com o desenvolvimento destes produtos inovadores “queremos, por um lado, reduzir drasticamente a utilização de recursos naturais e produtos de elevada intensidade energética e, por outro, potenciar a reintrodução de resíduos e de subprodutos na cadeia de valor, no âmbito do conceito de economia circular”, sublinha José Teixeira. A pressão para o desenvolvimento de processos e produtos com menor impacte ambiental é cada vez maior, pelo que “o desenvolvimento de produtos que incorporem quer resíduos quer subprodutos é o caminho do futuro para a construção sustentável”, conclui.

Financiado em 85% pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu – EEA Grants, concretamente no âmbito do programa EEA Grants Ambiente, os oito projetos vencedores, escolhidos entre 25 candidaturas submetidas, são desenvolvidos em várias zonas do país com um financiamento total de 3,5 milhões de euros, ao abrigo do programa EEA Grants Ambiente.

Sobre os EEA Grants

Através do Acordo sobre o Espaço Económico Europeu (EEE), a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega são parceiros no mercado interno com os Estados-Membros da União Europeia. Como forma de promover um contínuo e equilibrado reforço das relações económicas e comerciais, as partes do Acordo do EEE estabeleceram um Mecanismo Financeiro plurianu- al, conhecido como EEA Grants.

Os EEA Grants têm como objetivos reduzir as disparidades sociais e económicas na Europa e reforçar as relações bilaterais entre estes três países e os países beneficiários.

Para o período 2014-2021, foi acordada uma contribuição total de 2,8 mil milhões de euros para 15 países beneficiários. Portugal beneficiará de uma verba de 102,7 milhões de euros.

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