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Caminha

Grupo de teatro de Caminha declara “guerra” ao plástico em palco

Projecto sensibiliza para a poluição marítima

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Foto: Krisálida

O grupo de teatro Krisálida, em Caminha, vai promover uma “guerrilha antiplástico”, utilizando o palco e marionetas de plástico apanhado nas praias do Alto Minho para sensibilizar crianças e adultos para a poluição marítima causada por aquele material.

Em causa está o projeto “OPER(A)ÇÃO PLASTIKUS” que a companhia profissional de teatro está a desenvolver depois de ter recebido um apoio da Direção-Geral das Artes (DGArtes) “para utilizar o palco para abordar um dos maiores problemas da humanidade”, referiu, em comunicado, a Krisálida – Associação Cultural do Alto Minho.

“É um problema que já está a afetar as nossas vidas. Utilizar o teatro como ferramenta de trabalho para espoletar o pensamento crítico e o debate de problemáticas sociais sempre foi objetivo da Krisálida nas suas criações”, explica a diretora artística da companhia, Carla Magalhães.

Durante o ano, “o projeto ‘OPER(A)ÇÃO PLASTIKUS’ inclui dois espetáculos teatrais, um para crianças e outro para adultos, que vão abordar, em palco, o problema do plástico e a ameaça que representa ao não ser biodegradável para a vida como a conhecemos”.

“Recorrendo a uma parceria estabelecida com a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, teremos o apoio na componente científica do tema”, explica ainda a diretora da Krisálida.

O espetáculo para a infância, que “recorrerá à linguagem da arte da marioneta, será criado em residência artística com direção plástica e encenação do grupo Teatro e Marionetas Mandrágora”.

As marionetas do espetáculo “serão construídas com plásticos recolhidos na costa litoral norte, território onde a Krisálida atua”.

Numa segunda residência artística, “será desenvolvido o espetáculo para adultos, com o encenador Graeme Pulleyn, encenador britânico convidado da Krisálida para esta abordagem e que em Portugal já trabalhou também como ator e diretor artístico em dezenas de projetos”.

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Caminha

População de três freguesias em Caminha concentra-se para exigir permanência de padre

Seixas, Lanhelas e Vilar de Mouros

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Foto: DR

As populações de Seixas, Lanhelas e Vilar de Mouros, em Caminha, convocaram para domingo uma concentração pacífica para exigir a permanência do pároco local a quem a diocese de Viana do Castelo terá comunicado a mudança, em setembro, para Valença.

A iniciativa de apoio à permanência do padre de 36 anos partiu de um grupo de jovens da freguesia de Seixas, uma das mais populosas do concelho de Caminha. Na sexta-feira, os jovens lançaram uma petição online para enviar ao bispo da diocese de Viana do Castelo, já assinada por cerca de 700 pessoas, e criaram uma página nas redes sociais, intitulada “Fica Padre Ricardo Esteves”, onde apelam à mobilização dos paroquianos.

As freguesias de Seixas, Lanhelas e Vilar de Mouros têm cerca de 3.246 habitantes.

GRANDE CONCENTRAÇÃO DE APOIO À PERMANÊNCIA DO PADRE RICARDO ESTEVES NAS PARÓQUIAS DE SEIXAS LANHELAS E V.MOUROSAmigos…

Publicado por Fica Padre Ricardo Esteves em Sexta-feira, 9 de agosto de 2019

“O padre Ricardo Esteves está perfeitamente integrado nas paróquias e durante os últimos dez anos em que esteve à frente das mesmas conseguiu agregar e chamar muitos cristãos que, embora o sendo, estavam afastados da igreja. Não nos conformamos com esta decisão e lutaremos até ao fim para que a mesma seja revogada”, lê-se na petição que será enviada ao bispo Anacleto Oliveira.

Contactada pela agência Lusa, fonte do secretariado diocesano de Viana do Castelo informou que o bispo Anacleto Oliveira “não faz qualquer comentário sobre o assunto”.

A Lusa tentou ouvir o padre Ricardo Esteves, mas sem sucesso.

As nomeações sacerdotais são habitualmente realizadas antes do início do novo ano pastoral, em setembro.

No texto que acompanha a recolha de assinaturas pela permanência do padre Ricardo Esteves, os paroquianos dizem “não se conformarem” com a sua substituição e apelam ao bispo “que repense e volte atrás na decisão de o transferir para outra paróquia”.

“Queremos que ele permaneça à frente das obras sociais e projetos que tem vindo a desenvolver junto da comunidade, e que são muitos, sendo os mesmos transversais a todas as idades, com especial destaque para os jovens”, reforça o documento.

Alertam o bispo da Diocese de Viana do Castelo para os efeitos da saída do padre: “Com a sua decisão de o retirar para outra paróquia corremos o risco de vermos afastados muitos fiéis, principalmente jovens que veem no padre Ricardo um exemplo de bondade e solidariedade para com os outros”.

“Queremos que continue a traçar connosco este caminho de fé que ao longo de 10 anos construímos juntos”, reforça o texto da petição.

Na página criada no Facebook, os paroquianos apelam a uma “grande” participação na concentração que tem início marcado para as 09:00 junto à igreja paroquial de Vilar de Mouros.

Os participantes chegarão cerca das 10:00 à freguesia de Lanhelas, sendo que a ação terminará em Seixas pelas 11:00, com “uma concentração com todas as freguesias no Largo de São Bento”.

“Está na hora de todos nos unirmos e mostrarmos que juntos podemos e somos fortes. Não se esqueçam que a união faz a força. Vamos todos gritar bem alto para que o Senhor bispo ouça, em Viana do Castelo, que o padre Ricardo fica porque é essa a nossa vontade”, sublinha o apelo do grupo de jovens de Seixas.

Além das três freguesias de Caminha, em Viana do Castelo, a população de Santa Leocádia de Geraz do Lima, “opõe-se completamente” à nomeação do novo pároco indicado há três meses pela diocese.

Na terça-feira, no final de uma reunião que juntou, “cerca de 400 habitantes”, o porta-voz dos paroquianos, Agostinho Lima disse à Lusa ter sido aprovada “uma carta aberta a enviar a todos os órgãos eclesiásticos quer em Portugal, quer em Roma”.

“No documento, a população opõe-se completamente à nomeação do padre Adão Lima. Se a diocese [de Viana do Castelo] insistir e indicar uma data para a tomada de posse do novo padre, a população não irá comparecer, nem quer ser informada dessa tomada de posse”, afirmou Agostinho Lima.

O porta-voz declarou que “se a diocese não recuar, a freguesia prefere continuar sem padre”.

O impasse na paróquia de Santa Leocádia de Geraz do Lima, com cerca de dois mil habitantes e 1.150 eleitores, situada a cerca de 20 quilómetros da cidade de Viana do Castelo, arrasta-se há três meses na sequência da morte do pároco anterior, João Cunha, e da nomeação, pela diocese, do sucessor, padre Adão Lima.

“Qualquer outro padre será bem recebido, menos o que foi nomeado pela diocese”, sustentou na ocasião o porta-voz dos paroquianos.

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Alto Minho

Aberto concurso para concessão do Forte da Ínsua, em Caminha, durante 50 anos

Localizado num ilhéu, a Ínsua de Santo Isidro, na foz do Rio Minho, junto à fronteira com Espanha, a acessibilidade ao Forte faz-se através de barco

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Os investidores interessados na concessão do Forte da Ínsua, em Caminha, podem apresentar propostas até 06 de novembro de acordo com o concurso público hoje lançado ao abrigo programa Revive, informou a secretaria de Estado do Turismo.

Em comunicado, a secretaria de Estado do turismo adiantou que o Forte da Ínsua “será concessionado durante 50 anos, para exploração para fins turísticos”.

“O Forte da Ínsua é uma imóvel único, que testemunhou vários séculos da história de Portugal. Dar-lhe novamente vida através do Revive é uma forma de voltar a ter um uso que lhe permitirá sem dúvida ser mais um atrativo ímpar para o posicionamento internacional de Portugal”, informou a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, citada naquela nota.

O Forte da Ínsua “é uma fortificação marítima abaluartada, com planta estrelada irregular, cuja construção inicial remonta a 1392, por ordem do rei D. João I. Possui no seu interior um convento, de origem franciscana, erigido na mesma altura, tendo sido ampliado e restaurado nos séculos seguintes”.

“O Forte assumiu a forma atual, com cinco baluartes e revelim, durante a remodelação que ocorreu entre 1649 e 1652, que coincidiu com o período da Guerra da Restauração. Desde 1834, ano de extinção das ordens religiosas, que o Forte da Ínsua foi apenas ocupado pelo Exército, tendo o seu último governador sido nomeado em 1909”, especifica a nota.

Localizado num ilhéu, a Ínsua de Santo Isidro, na foz do Rio Minho, junto à fronteira com Espanha, a acessibilidade ao Forte faz-se através de barco.

“No seu interior conta com um poço de água doce, algo raro – só existem outros dois poços de água doce no mar em todo o mundo”, acrescenta a nota.

O Forte da Ínsua “é um dos 33 imóveis inscritos no Revive, um programa conjunto dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças com a colaboração das autarquias locais”.

Pretende-se com este programa “valorizar e recuperar o património sem uso, reforçar a atratividade dos destinos regionais e o desenvolvimento de várias regiões do país”, sendo que 12 destes imóveis estão localizados em territórios do interior”.

Em julho, o Governo lançou a segunda edição do Revive, com 15 novos imóveis, sete dos quais no interior.

O concurso público para a concessão do Forte da Ínsua “é o décimo oitavo lançado no âmbito do Revive”. Além deste, “atualmente estão abertos os concursos para a concessão do Mosteiro de Lorvão, em Penacova, e do Castelo de Vila Nova de Cerveira, no Alto Minho.

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Caminha

Moledo vira capital do rock psicadélico

Festival Sonic Blast

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Foto: Facebook de Sonic Blast

O festival Sonic Blast dá hoje início à 9.ª edição, em Moledo, no concelho de Caminha, com atuações de bandas como Graveyard, Earthless, Lucifer, entre outras.

Até sábado, o Centro Cultural de Moledo vai acolher atuações de nomes maiores do rock psicadélico em dois palcos, contando-se no cartaz Orange Goblin, Dopethrone, Eyehategod e Om, para além de muitos outros conjuntos.

Apesar do cancelamento de The Obsessed e Harsh Toke, o festival, que se estendeu a três dias este ano, está completamente esgotado, desde os passes gerais aos bilhetes diários.

“Esta 9.ª edição é bastante especial para nós, não só pelo cartaz, mas pelo terceiro dia de festival, algo que já ambicionávamos há bastante tempo”, disse o organizador Ricardo Rios à agência Lusa, em julho.

O festival de rock psicadélico e ‘stoner rock’ conta, pela primeira vez, com três dias de programação, devido ao crescimento nas últimas edições, lê-se em comunicado.

“Ao longo destes nove anos, temos vindo a esgotar os passes rapidamente. E com um cartaz como este, com Om e Orange Goblin, por exemplo, seria de prever que as coisas seguissem o mesmo caminho”, referiu o diretor artístico.

“Desde o princípio que notamos um grande interesse por parte das pessoas, tanto que vendemos muitos bilhetes para o estrangeiro, fora da Península Ibérica, como a Alemanha, Austrália, Estados Unidos, França, Inglaterra”, acrescentou Ricardo Rios à Lusa.

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