Governo propõe aumento para 4,90 euros nas refeições das cantinas do Estado

Economia
Governo propõe aumento para 4,90 euros nas refeições das cantinas do estado
Foto: Eulália Vieira / Facebook

O Governo propôs hoje aos sindicatos da administração pública um aumento do preço de venda da refeição tipo a fornecer nas cantinas aos trabalhadores dos serviços e organismos públicos, dos atuais 4,10 euros para 4,90 euros.

“O preço de venda da refeição tipo a fornecer aos trabalhadores da administração pública nos refeitórios dos serviços e organismos da administração central e local, bem como dos institutos públicos que revistam a natureza de serviços personalizados ou de fundos públicos, é fixado em €4,90 (quatro euros e noventa cêntimos), incluindo o imposto sobre o valor acrescentado”, pode ler-se na proposta a que a Lusa teve acesso.

O preço não era atualizado desde 2012, segundo disse à Lusa o líder da Federação de Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesap), José Abraão.

“Ainda assim, não me parecem os tempos adequados para atualizar o preço, numa altura em que a inflação é enorme e em que as pessoas têm cada vez menos dinheiro”, defendeu o dirigente sindical.

José Abraão lembrou que o subsídio de alimentação dos trabalhadores da administração pública foi aumentado “em apenas 43 cêntimos” este ano, para 5,20 euros, enquanto a proposta de aumento do preço da refeição é de 80 cêntimos. Ou seja, o aumento do subsídio de refeição fica aquém da subida proposta para o valor da refeição.

A proposta do Governo, apresentada aos sindicatos mais representativos dos trabalhadores da administração pública, nas reuniões de hoje no Ministério da Presidência, em Lisboa, fixa também o preço de venda das refeições a pagar pelos reformados da administração pública em 2,45 euros.

Segundo José Abraão, na reunião o Governo informou que os serviços sociais da administração pública servem por ano 635 mil refeições, o que significa que o aumento em 80 cêntimos da refeição para os trabalhadores dará cerca de 500 mil euros por ano, “um valor que o Estado ou os serviços deviam suportar numa altura como esta”.

 
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