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Governo prepara mais de mil ações de promoção de empresas em 76 mercados

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Foto: DR

O secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, anunciou esta quinta-feira a preparação e desenvolvimento de mais de mil ações de promoção de empresas portuguesas em 76 mercados estrangeiros em 2019.

O governante falava aos jornalistas após a reunião trimestral do Conselho Estratégico para a Internacionalização da Economia (CEIE), que também serviu para abordar o ‘Brexit’ (saída do Reino Unido da União Europeia), e foi presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, na residência oficial do chefe do Governo, no Palácio de São Bento, Lisboa.


“Preparámos aquilo que é a nossa promoção externa em 2019 e apresentámos um conjunto de iniciativas em 76 mercados diferentes. São mais de 1.010 ações de promoção externa do país em 2019, cruzando AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) e associações empresariais de forma multissetorial e com um esforço muito importante de valorizar a ‘marca Portugal’ e aumentar a escala da promoção externa”, disse, sobre os planos de promoção e de capacitação para a internacionalização.

No CEIE estão representados o executivo português, a AICEP e representantes de diversas organizações do setor empresarial privado.

“Temos um plano de capacitação muito orientado às pequenas e médias empresas, onde já temos mais de 135 ações de capacitação orientadas aos temas da internacionalização e mercados externos. Estamos a trabalhar bem em conjunto com o objetivo central de em meados da próxima década ter um peso das exportações de 50% do Produto Interno Bruto (PIB)”, continuou Brilhante Dias.

Segundo o secretário de Estado da Internacionalização, 2018 tem sido um “ano fantástico na contratualização de investimento direto estrangeiro”, com Portugal praticamente a duplicar o valor, comparando com 2017, para aproximadamente mil milhões de euros.

Sobre o ‘Brexit’, além das “oportunidades” originadas pelas “dificuldades” do processo, Brilhante Dias garantiu que estão a ser prestados “informação” e “apoio” às empresas portuguesas no mercado britânico, com a duplicação do valor da promoção externa de bens e serviços portugueses para cinco milhões de euros e a inclusão de mais 550 empresas num mercado para onde já exportam perto de 3.800 empresas lusas, o quarto maior destino comercial de Portugal.

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País

Espanha reabre fronteiras com Portugal a 22 de junho

Desconfinamento

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Foto: DR

A ministra espanhola da indústria, comércio e turismo acabou de anunciar a data de 22 de junho para a reabertura das fronteiras terrestres com Portugal e com França.

Reyes Maroto falava ao país em conferência de imprensa sobre as medidas de desconfinamento espanhol.


Embora a medida ainda não esteja aprovada, a ministra indicou que a quarentena obrigatória para portugueses e espanhóis deverá ser levantada.

(em atualização)

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País

Comissão Europeia “otimista” sobre rápida retoma económica em Portugal

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Comissão Europeia diz estar “razoavelmente otimista” sobre uma “rápida recuperação” económica de Portugal após a crise gerada pela covid-19 e considera que a forma como o país “controlou” a pandemia beneficiará a retoma do turismo este verão.

“De momento, estou razoavelmente otimista relativamente a Portugal”, afirmou em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas, o comissário europeu do Emprego, Nicolas Schmit.


O responsável recordou que “Portugal foi bastante afetado pela crise anterior”, de há 10 anos, “que teve contornos muito sérios no país e afetou especialmente jovens, com alguns dos quais a terem de deixar o país para encontrar novas oportunidades”.

Porém, desta vez a situação será diferente, segundo Nicolas Schmit.

“Prevemos que a recuperação económica em Portugal aconteça relativamente rápido, o que permitirá também que o desemprego baixe mais rapidamente do que aconteceu na crise anterior”, comparou o comissário europeu.

Em previsões económicas divulgadas no início de maio, a Comissão Europeia disse estimar para Portugal uma contração da economia de 6,8%, menos grave do que a média europeia, mas projeta uma retoma em 2021 de 5,8% do PIB, abaixo da média da UE (6,1%) e da zona euro (6,3%).

Foi ainda projetada uma taxa de desemprego de 9,7% em 2020, diminuindo para 7,4% no ano seguinte.

“As previsões de que dispomos apontam para um aumento no desemprego em Portugal este ano, à semelhança dos outros Estados-membros”, notou Nicolas Schmit.

E, segundo o responsável luxemburguês, isto já está a acontecer.

“Já estamos a assistir a um aumento do desemprego – porque já há pessoas a perder os seus postos de trabalho –, mas é preciso pôr em prática as medidas certas para o limitar e para ajudar Portugal a recuperar vigorosamente”, apelou.

Segundo Nicolas Schmit, aqui entra a proposta da Comissão Europeia de um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de euros para reparar os danos provocados pela pandemia da covid-19, do qual Portugal “também é um beneficiário”, ajudando a “encurtar esta severa recessão”.

A proposta prevê que, do montante global do fundo, a ser angariado pela própria Comissão nos mercados, 500 mil milhões sejam canalizados para os Estados-membros através de subsídios a fundo perdido, e os restantes 250 mil milhões na forma de empréstimos.

Portugal poderá arrecadar um total de 26,3 mil milhões de euros, 15,5 mil milhões dos quais em subvenções e os restantes 10,8 milhões sob a forma de empréstimos (voluntários) em condições muito favoráveis, mas a decisão sobre o aval da proposta cabe aos líderes europeus.

Na entrevista à Lusa, Nicolas Schmit elogiou também o facto de Portugal ter conseguido “controlar bastante bem a pandemia”, numa altura em que se registam cerca de 33 mil casos de infeção no país – mais de 20 mil dos quais recuperados – e 1.447 mortes por causa da covid-19.

“Não foi um dos países mais afetados e penso que isto é um elemento positivo para Portugal e para o setor do turismo”, considerou o comissário europeu.

Nicolas Schmit disse, ainda, esperar que este verão não seja “uma temporada perdida” no país, apesar de reconhecer que o setor turístico português terá “um ano mais difícil”.

“Espero que estas consequências sejam limitadas”, concluiu.

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País

Comércio a retalho com quebra de quase 20% em abril na zona euro

Eurostat

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Foto: O MINHO / Arquivo

As vendas a retalho sofreram uma forte quebra na zona euro e União Europeia (UE) em abril, devido às medidas de confinamento ligadas à pandemia da covid-19, divulga hoje o Eurostat.

Face a abril de 2019, o volume das vendas a retalho recuou 19,6% na zona euro e 18,0% na UE, depois de em março ter diminuído respetivamente 8,8% e 7,6%, com Portugal a registar uma quebra acima da média (-22%).


Na comparação com março, mês em que o indicador tinha já sofrido uma quebra de 11,1% e 10,1%, as perdas acentuaram-se para os 11,7% na zona euro e 11,1% na UE, com Portugal a apresentar uma taxa acima da média, de -7,7%.

Na variação homóloga, todos os Estados-membros sofreram quebras nas vendas a retalho e as maiores descidas foram registadas em França (-31,1%), Espanha (-29,8%), Malta (-24,8%) e Luxemburgo (24,7%).

Face a março, os maiores recuos observaram-se em Malta (-25,1%), na Roménia (-22,3%) e na Irlanda (-21,9%), com uma única subida registada da Finlândia (0,3%) e a Suécia a manter-se estável.

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