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Guimarães

Gasta um euro e ganha 10 mil na raspadinha em Guimarães

Sorte

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Foto: Pizzaria Azurém

Uma mulher do concelho de Guimarães ganhou 10 mil euros após apostar um euro numa raspadinha Tripla Sorte, na noite desta terça-feira, em Azurém, Guimarães.

A vencedora comprou uma raspadinha na pizzaria Azurém e foi bafejada pela sorte, mostrando-se mesmo incrédula com o prémio que recebeu.

Patrícia Cunha, proprietária do estabelecimento, conta a O MINHO que a cliente costuma frequentar o espaço comercial mas que nunca tinha lá vencido nenhum prémio.

“Quando percebeu que tinha ganho 10 mil euros, não cabia em si de contente”, revela a proprietária.

Aquela pizzaria parece ser um local de sorte. No início do mês de agosto, outro apostador venceu 10 mil euros na raspadinha Moedas da Sorte.

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Guimarães

Tribunal da Relação de Guimarães reduz pena aplicada a homem que matou jovem em Valpaços

De 25 para 22 anos

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Foto: DR/Arquivo

O Tribunal da Relação de Guimarães reduziu de 25 para 22 anos de cadeia a pena aplicada a um homem condenado por matar um jovem, em Valpaços, e por mais três tentativas de homicídio.

O tribunal de primeira instância de Vila Real condenou, em maio de 2019, o arguido a 25 anos de cadeia, em cúmulo jurídico, por ter disparado mortalmente contra um estudante de 22 anos, a 15 de abril de 2018, e ainda por mais três crimes de homicídio na forma tentada, detenção de arma proibida e dano.

Após recurso, o Tribunal da Relação de Guimarães julgou “parcialmente procedente o recurso interposto pelo arguido e alterou a qualificação jurídica dos factos de crimes de homicídio qualificado (um na forma consumada e três na forma tentada) para crimes de homicídio simples”.

Segundo nota publicada na página da internet da Procuradoria-Geral Distrital do Porto, em consequência “dessa alteração da qualificação jurídica, as penas concretas aplicadas aos crimes foram diminuídas”.

Assim, em cúmulo jurídico o Tribunal da Relação condenou o arguido a uma pena única de 22 anos de prisão.

O homem não apresentou recurso pelas penas aplicadas pela prática de um crime de detenção de arma proibida e dois crimes de dano.

O arguido, de 28 anos, foi condenado por, na madrugada do dia 15 de abril de 2018, num bar em Valpaços e nas suas imediações, na sequência de uma altercação, ter efetuado disparos com uma pistola na direção de quatro pessoas, atingindo três delas, tendo uma vindo a morrer por causa dos ferimentos sofridos.

O arguido disparou ainda contra um automóvel e montras de estabelecimentos comerciais.

Na primeira sessão do julgamento, no dia 10 de dezembro de 2018, o arguido disse ao coletivo de juízes de Vila Real que os disparos que mataram o jovem “não foram intencionais” e ocorreram durante “uma tentativa de recuperar a arma”.

Na leitura do acórdão, na primeira instância, o presidente do coletivo de juízes considerou que o que se passou foi “arrepiantemente chocante” e que, por isso, o tribunal tem que dar o exemplo.

Na sua opinião, o que o arguido fez naquela noite é “intolerável” e “inaceitável”, porque agiu “sem motivo”.

O magistrado considerou que a atitude da vítima mortal, que ainda chegou a desarmar o arguido, “foi heroica”.

Depois do crime, o arguido pôs-se em fuga e foi detido cerca de um mês depois, na Figueira da Foz, pela Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real.

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Guimarães

Capital Europeia da Cultura 2012 fez de Guimarães um “oásis” em época de crise

Viana do Castelo e Braga já anunciaram que vão apresentar uma candidatura

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Foto: DR/Arquivo

Guimarães teve em 2012 um dos “maiores desafios” da sua história ao ser Capital Europeia da Cultura, tornando-se “um oásis” em época de crise com um peso de 85 milhões de euros para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

A história do “ano de exceção” para a chamada cidade-berço começou em 2006, quando a então ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, anunciou que Guimarães era a eleita pelo Governo para ser Capital Europeia da Cultura (CEC) em 2012.

Começava assim um percurso “por vezes atribulado”, mas que culminaria num “enorme sucesso e exemplo” que colocou “Portugal no mapa da Cultura na Europa”.

Capital Europeia da Cultura levou Guimarães a “assumir-se como polo cultural”

A cidade minhota foi a terceira a hastear a bandeira portuguesa com o titulo de CEC, depois de Lisboa, em 1994, e do Porto em 2001, sendo que o título voltará a Portugal novamente em 2027.

“Depois da classificação do Centro Histórico pela UNESCO como Património da Humanidade, tendo em conta todo o movimento associativo que sabíamos ter e a autoconfiança que construímos, sabíamos que Guimarães 2012 seria um ano de exceção. E assim foi”, lembrou à Lusa a vereadora da Cultura à data, Francisca Abreu.

O caminho “nem sempre foi fácil”, admitiu a responsável, “mas analisando com a devida distância também foram essas dificuldades que levaram a ganhar a capacidade de superar tudo o que era esperado”.

Guimarães 2012 teve dificuldades logo com a equipa e modelo de gestão escolhidos para liderar o projeto.

A opção recaiu sobre a criação de uma Fundação inicialmente liderada por Cristina Azevedo, que acabou por sair em rutura com a estrutura, depois das críticas das associações da cidade, que achavam que estavam a ser postas de lado, pelos atrasos nos fundos comunitários e pela dificuldade em “desenhar uma linha de orientação” que agregasse a cidade e os vimaranenses.

“Tu fazes parte” foi o lema final da CEC 2012 que “uniu” cidade, associações cívicas, instituições e a população em torno do projeto, já sob a égide de João Serra, que substituiu Cristina Azevedo na presidência da Fundação Cidade de Guimarães.

“Da possibilidade de um fracasso passámos ao sucesso inquestionável”, salientou Francisca Abreu.

Para a responsável, “o balanço de 2012 não se pode fazer só por números e indicadores económicos, vai muito além disso e perdura no tempo”.

Ainda assim, o balanço numérico foi feito pela Universidade do Minho, em 2013, e, “contas feitas”, Guimarães 2012 teve um peso no PIB de 85 milhões de euros: ” Valor excelente que reflete o sucesso financeiro, mas que não reflete todo sucesso do evento”, lembrou à data João Serra.

Segundo o referido relatório, em receitas fiscais, a CEC2012 atingiu os 30,8 milhões de euros, mais três milhões de euros do que o que Estado investiu no evento, “pelo que não houve prejuízo” para o erário público.

O turismo e o comércio foram as “duas grandes áreas” beneficiadas pelo evento: “Numa época em que Portugal vivia uma crise económica profunda, sob assistência financeira, Guimarães foi uma espécie de oásis. Cresceram lojas, negócios, aumentou o turismo”, enumerou Francisca Abreu.

Os números corroboram: Em 2012, os turistas em Guimarães gastaram mais 12,38 milhões de euros do que em 2011, as dormidas na cidade aumentaram 43% e houve um aumento do volume de negócios na ordem dos 80%, além de terem sido criados mais de 2.100 empregos.

A inauguração da CEC Guimarães 2012 foi em 21 de janeiro de 2012 e o encerramento em 23 de dezembro do mesmo ano. Pelo meio, foram realizadas mais de mil atividades nas áreas da música, teatro, dança, arquitetura, cinema e fotografia, além de cinco espetáculos “apoteóticos” dos La Fura del Baus.

“A Capital acabou, mas ficou a cultura”, lembrou a ex-vereadora.

Portugal acolhe novamente em 2027, juntamente com uma cidade da Letónia, a Capital Europeia da Cultura.

Aveiro, Leiria, Faro, Viana do Castelo, Coimbra, Évora, Braga, Guarda e Oeiras já anunciaram que vão apresentar uma candidatura.

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Guimarães

Capital Europeia da Cultura levou Guimarães a “assumir-se como polo cultural”

Viana do Castelo e Braga já anunciaram que vão apresentar uma candidatura

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Foto: DR/Arquivo

A Capital Europeia da Cultura (CEC) Guimarães 2012 foi há sete anos, mas “ainda perdura”, seja no simbólico coração que o evento “eternizou”, seja no “ânimo criativo” que continua e que levou a cidade a “assumir-se como polo cultural”.

Na chamada cidade-berço, os efeitos de Guimarães 2012 continuam visíveis nas lojas, no posto de Turismo, nos monumentos, na “referência cultural” que Guimarães se tornou para a “criação de cultura”.

Pelas ruas da cidade, o coração que serviu de apresentação e representação de Guimarães2012 é visível em praticamente todas as lojas, “tornou-se símbolo da cidade”, explicam os lojistas, que, embora reconheçam que o evento continua a marcar o pulsar do comércio, referem que os anos seguintes a 2012 foram “duros e de retrocesso” no negócio.

“Tudo naquele ano foi bom. Havia atividades diárias, espetáculos, o renascer da nossa história, da nossa portugalidade. Abriram muitas lojas de artesanato, galerias, a restauração teve um impulso, foi, sem dúvida, o momento mais marcante de Guimarães, depois da classificação pela UNESCO do nosso centro histórico como Património da Humanidade”, descreveu à Lusa a ex-vereadora da Cultura da autarquia, Francisca Abreu, que exerceu o cargo nos anos que antecederam a CEC e até 2013.

Capital Europeia da Cultura 2012 fez de Guimarães um “oásis” em época de crise

Para a responsável, mesmo com o poder político a “antecipar de alguma forma o efeito ressaca, que é normal depois de um ano tão intenso”, ainda assim “muita coisa perdurou”.

“Se a cidade já tinha uma dinâmica cultural invejável e pouco comum à dimensão de Guimarães, com a CEC isso não acabou, pelo contrário, a cultura e as atividades culturais enraizaram-se no dia-a-dia dos vimaranenses”, apontou.

O “símbolo” CEC levou também Guimarães a assumir-se como “um centro cultural mais desenvolvido e como um novo polo turístico de excelência”, com o aumento do número de visitantes aos monumentos da cidade a “manter um nível de crescimento consistente”.

“A cidade mudou. Não só pelas estruturas que surgiram, como a Plataforma das Artes e da Criatividade, ou a Casa da Memória, ou muitas outras mais pequenas que foram criadas para aquele ano, mas que perduram, mas também por iniciativas como a Outra voz (Coro comunitário) que ainda se mantêm ativas”, referiu Francisca Abreu.

Os vimaranenses, “mas não só, começaram a encarar a Cultura como uma coisa do dia-a-dia, que deve ser acessível a todos e não como uma atividade de elites”.

Para a então responsável, esse foi um dos “grandes legados” da CEC: “A democratização da cultura, a perceção de que a cultura é um bem essencial e não um luxo”, refletiu.

A CEC teve importância para a cidade “também para cimentar e alargar os horizontes de eventos que já aconteciam”, como o Guimarães Jazz, os Festivais internacionais de Teatro ou o Guidance, festival internacional de dança.

No entanto, há um outro lado da medalha: “Não podemos negar que sete anos depois desapareceram muitos dos negócios criados naquele ano, que se perderam oportunidades de cimentar novas criações, e que, apesar do muito que foi feito, mais podia ter sido feito”, disse.

Por isso, a responsável deixa um alerta à próxima cidade a ostentar o título de CEC.

“Tão importante é preparar o ano em si como o ano anterior e acautelar os anos seguintes. Uma CEC não é um evento de apenas um ano e é bom ter isso em consciência”, disse.

Portugal voltará a ter uma Capital Europeia da Cultura em 2027, simultaneamente com uma cidade da Letónia, tendo sido Guimarães a terceira cidade portuguesa a ostentar aquele título, depois de Lisboa, em 1994, e do Porto, em 2001.

Aveiro, Leiria, Faro, Viana do Castelo, Coimbra, Évora, Braga, Guarda e Oeiras já anunciaram que vão apresentar uma candidatura.

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