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Gal Costa apresenta em Portugal “esperançoso” disco “A Pele do Futuro”

Cantora brasileira

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A cantora Gal Costa apresenta este mês, em dois espetáculos em Portugal, o seu novo álbum, “A Pele do Futuro”, que definiu como “esperançoso” e que “fala do amor, sob toda as formas”.

A cantora regressa a Portugal para atuar no dia 23 na Casa da Música, no Porto, e no dia 25 no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, depois de em março do ano passado se ter apresentado com Gilberto Gil e Nando Reis, no âmbito do projeto Trinca de Ases, criado em homenagem ao advogado Ulysses Guimarães (1916-1992), opositor à ditadura militar no Brasil.

“Regressar a Portugal para mim é sempre muito bom”, disse a cantora que elogiou o “público acolhedor” e a “boa gastronomia”, mas realçou que o que torna “especial” estas duas atuações é “trazer um disco alegre”.

“Este disco fala do amor sob todas as formas, de todas as maneiras, e é um disco alegre. Eu acho que vivemos hoje tempos tristes e violentos no mundo inteiro, parece que estamos no final dos tempos, e eu quis fazer um disco que trouxesse uma luz e trouxesse uma mensagem de esperança”, disse a cantora à agência Lusa.

A cantora apresenta em Portugal “A Pele do Futuro”, um espetáculo sob a direção de Marcus Preto, no qual decidiu “pegar em todos os grandes sucessos” da sua carreira, mas “no ambiente [musical] do disco”, a que se referiu como “dance-music, leve mas com uma mensagem”.

“A Pele do Futuro”, editado em setembro passado, é o primeiro álbum de originais da cantora desde 2015. O disco conta com a participação de compositores e autores como Djavan, Nando Reis, Adriana Calcanhotto, Guilherme Arantes, Jorge Mautner, Erasmo Carlos, Emicida, Marília Mendonça e Gilberto Gil, que compôs especialmente para a voz de Gal a canção “Viagem Passageira”.

O título do álbum, que é “contra os tempos obscuros que estamos vivendo, de guerra, em que se barram pessoas nas fronteiras”, foi retirado de um verso de uma balada composta por Gilberto Gil.

“É um álbum para cima”, visando “contrariar os tempos obscuros e de guerra que estamos vivendo, com pessoas fugindo da guerra que tentam entrar noutros países e são barradas; há sinais que parece que o mundo vai acabar, não digo que vai acabar, mas se continuar assim vai acabar mesmo”.

Questionada pela Lusa sobre a presidência de Jair Bolsonaro, iniciada este ano, Gal Costa afirmou que “está começando agora, e é esperar para ver”, clarificando que não votou no atual presidente, tendo escolhido Ciro Gomes, do Partido Democrático Trabalhista, na primeira volta das presidenciais, e Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, na segunda volta.

Gal Costa celebrou 50 anos de carreira em 2017 e na ocasião, em declarações à Lusa, afirmou que se considerava “uma cantora muito emblemática” antes de explicar: “Comecei influenciada pela Bossa Nova, mas eu ouvi toda a geração anterior a mim, pois cantei ainda antes de falar”, referindo em seguida o movimento “Tropicalismo” com o qual se comprometeu.

“A minha carreira tem uma riqueza de detalhes e uma riqueza musical”, realçou.

“Meu Bem, Meu Mal”, “Modinha para Gabriela”, “Baby”, “Meu nome é Gal”, “Tigresa”, são algumas das suas canções que fizeram êxito dentro e fora do Brasil.

Gal Costa, 73 anos, de seu nome de registo Maria da Graça Costa Penna Burgos, natural de Salvador da Bahia, estreou-se em agosto de 1964, no espetáculo “Nós, por exemplo”, ao lado de Maria Bethânia, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Participou no I Festival Internacional da Canção, em 1966, no Rio de Janeiro, e, no ano seguinte, editou o seu primeiro álbum, “Domingo”, iniciando um percurso discográfico que conta 30 álbuns de estúdio e nove gravados ao vivo, alguns destes com Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia.

Em janeiro de 2016 a edição brasileira da revista Rolling Stone apontou-a como “uma das maiores vozes do Brasil” e destacou o facto de Gal Costa continuar a renovar o seu público.

A revista Veja, de fevereiro desse ano, fazendo um balanço do cinquentenário artístico da cantora, referiu-se a Gal Costa como “musa eterna do Tropicalismo”, que “não parou no tempo” e se “continua reinventando”.

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País

Salgado “perplexo” com condenação por violação de prevenção de branqueamento

Banco Espírito Santo

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Foto: Twitter

O ex-presidente do BES declarou, esta quarta-feira, ao Tribunal da Concorrência, em Santarém, a sua “perplexidade” pela condenação, pelo Banco de Portugal (BdP), por violação de normas de prevenção de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

Ricardo Salgado está, esta quarta-feira, a prestar declarações no âmbito do julgamento da impugnação que interpôs junto do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão (TCRS), juntamente com o ex-administrador do Banco Espírito Santo (BES) Amílcar Morais Pires, às coimas aplicadas pelo BdP em maio de 2017, de 350.000 e 150.000 euros, respetivamente.

Ricardo Salgado começou por fazer um depoimento ao tribunal, no qual procurou explicar as medidas adotadas pelo BES junto das unidades no estrangeiro em causa no processo – os bancos em Angola, Cabo Verde, Miami e Macau –, no sentido de implementar estruturas e normas de “compliance”, frisando que o grupo BES foi “pioneiro” nesta matéria em Portugal.

O antigo presidente do BES questionou o sentido de ter sido condenado por conduta dolosa em relação a estas quatro das 26 unidades internacionais do banco, nada sendo apontado em relação às principais sucursais, em concreto Nova Iorque, Londres e Paris.

Em relação ao Banco Espírito Santo Angola (BESA), Ricardo Salgado reafirmou que os quadros colocados nessa unidade tinham provas dadas no BES, incluindo Álvaro Sobrinho, que presidiu à Comissão Executiva do BESA até ser destituído, em 2012 (com efeitos a partir de 2013), e que, acusou, foi o responsável pelas “situações escondidas” e pelas “falhas de reporte”.

Frisando que as próprias entidades de supervisão, tanto angolana como portuguesa, e a auditora externa KPMG nunca reportaram nenhuma situação grave, Salgado afirmou que teve sempre “fundados motivos” para acreditar que as instruções sobre o cumprimento das normas de prevenção de branqueamento estavam a ser cumpridas.

Ricardo Salgado reafirmou a convicção de ter sido diretamente visado pelo BdP neste e nos restantes processos que tem em curso, voltando a dizer que não tratava de questões técnicas e que as decisões eram tomadas de forma “colegial” e a declarar a sua estranheza por outros elementos com funções executivas não serem visados pelo supervisor.

No início do depoimento, que vai prosseguir durante a tarde, o advogado de Ricardo Salgado lamentou a publicação de notícias de “forma cirúrgica” no dia em que os arguidos prestam declarações, referindo-se a uma notícia desta quarta-feira do jornal Público sobre um processo que, disse, está ainda em segredo de justiça.

“A defesa não se vai deixar condicionar por táticas plantadas sempre pela mesma fonte”, declarou Adriano Squilacce.

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EasyJet abre rota Porto-Berlim e aumenta 15% da capacidade no Porto para 2020

Ligação será feita com o aeroporto de Berlin Schoenefeld (SXF)

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Foto: DR

A easyJet vai inaugurar uma nova rota no Porto com destino a Berlim, aeroporto de Berlin Schoenefeld (SXF), e vai aumentar em 15% a capacidade da companhia aérea no aeroporto daquela portuguesa em 2020, face ao ano anterior.

O novo trajeto vai ter início na cidade alemã em 29 de março pelas 06:00 (hora local), e regresso previsto para as 09:10 com partida do Porto, realizando-se quatro vezes por semana até 24 de outubro deste ano.

O diretor da easyJet Portugal, José Lopes, sublinhou a satisfação da companhia aérea ao reforçar “o compromisso” com a cidade do Porto, estando preparada para “reforçar a sua aposta” nos aeroportos nacionais, segundo comunicado da companhia aérea.

Como parte de uma estratégia de crescimento, esta é a 19.ª nova rota a servir o Porto, juntando-se às ofertas de verão da companhia aérea com destino a Funchal, Ibiza, Bordéus, Basileia, Lyon, Toulouse e Genebra.

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PSP deteve 361 pessoas e apreendeu 16 armas de fogo na operação de Carnaval

“Carnaval em Segurança”

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A PSP deteve 361 pessoas e apreendeu 16 armas de fogo e mais de 10 mil artigos pirotécnicos durante a operação “Carnaval em Segurança” que terminou na terça-feira, indicou, esta quarta-feira, aquela força de segurança.

Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública refere que, no âmbito da operação “Carnaval em Segurança”, que se iniciou a 17 de fevereiro, foram feitas 361 detenções, 125 das quais por condução com excesso de álcool, 65 por condução sem habilitação legal para conduzir e 32 por tráfico de droga.

Nos nove dias da operação, a PSP apreendeu 715 doses de droga, 16 armas de fogo, cinco outras armas e 10.666 artigos pirotécnicos.

Na sua área de responsabilidade, os centros urbanos, a PSP registou 1.406 acidentes, que provocaram cinco mortos, 19 feridos graves e 385 feridos ligeiros.

Durante a operação, a PSP fiscalizou mais de 31 mil viaturas e realizou cerca de mil ações de fiscalização nas estradas, de segurança privada e controlo de suspeitos.

No total foram mobilizados para a operação “Carnaval em Segurança” 9.367 polícias e 4.087 meios materiais.

 

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