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França vai ser capital da cultura portuguesa em 2021

“Momento único de termos todas as dimensões da cultura nacional em todo o território francês”

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Foto: DR/Arquivo

A temporada cruzada entre Portugal e França, que vai promover o intercâmbio cultural entre os dois países, do verão de 2021 à primavera de 2022, já está a ser preparada, como “montra única” das artes nacionais em terras gaulesas.

“É um momento único de termos todas as dimensões da cultura nacional em todo o território francês, assim como os franceses também estarão em Portugal. Vai-se mostrar o que temos no cinema, no teatro, nas exposições, mas também no domínio científico e até no campo gastronómico e na nossa arte de viver”, disse o embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira, em declarações à agência Lusa.

Foi durante a receção oficial que se realizou hoje e marcou as comemorações do Dia de Portugal, na embaixada, situada no 16.º bairro de Paris, que o embaixador português anunciou aos convidados esta iniciativa conjunta dos dois países, assim como a participação de Portugal como país convidado do Festival de História da Arte de Fontainebleau, em 2021.

“É como se França se transformasse na capital da cultura portuguesa durante esses meses”, resumiu o embaixador.

Apesar de o convite do Presidente Emanuel Macron, para este intercâmbio cultural, ter surgido na visita a Portugal em 2018, as formalidades da iniciativa começam agora a tomar forma, com França a promover oficialmente o concurso para o seu comissário desta temporada cultural, que se realizará entre 2021 e 2022.

“É uma temporada de acontecimentos com largo espectro cultural, desde a gastronomia ao turismo, e passa por todas as áreas clássicas da cultura, onde em Portugal se apresentem projetos franceses e em França se apresentam projetos portugueses”, explicou João Pinharanda, conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em França.

França promove esta iniciativa com diferentes países desde 1985, tendo já organizado temporadas com cerca de 60 países. O balanço da Roménia, país que está a terminar agora a sua temporada cruzada em terras gaulesas, é positivo.

“Para nós foi muito importante, nunca tivemos tanta divulgação. Tivemos mais de mil artigos na imprensa francesa e artigos positivos, algo que nem sempre é fácil. Também permitiu dar a conhecer a parte mais moderna da Roménia através da nossa criatividade, do nosso cinema, música e exposições. Foi uma oportunidade única”, afirmou Luca Niculescu, embaixador da Roménia em França, que também esteve presente nas celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.

O embaixador romeno considera que a situação de Portugal e da Roménia em França são diferentes, já que Portugal é um país com mais divulgação, mas João Pinharanda, apesar de reconhecer o dinamismo, considera que falta enquadramento às iniciativas culturais nacionais.

“Portugal precisa de enquadramento. Acontecem muitas coisas, mas elas estão muito dispersas e é preciso que tenham uma continuidade”, disse o conselheiro.

Este momento de partilha cultural vem acentuar uma tendência, segundo o embaixador português.

“A chegada do Presidente Macron ao poder marcou um novo ciclo aqui em França, e nós temos constatado que há uma grande intensidade dos contactos políticos dos dois lados. Os indicadores da relação económica e o número de turistas aponta para um grande dinamismo e, havendo esta circunstância significativa de Portugal ter a presidência do Conselho da União Europeia no primeiro semestre de 2021, e os franceses terem no primeiro semestre de 2022, o Presidente e o primeiro-ministro concordaram que seria oportuno lançar esta iniciativa”, indicou Jorge Torres Pereira à Lusa.

A presença de Portugal no Festival de História de Fontainebleau é também relevante, já que se trata de um dos maiores encontros mundiais deste ramo académico, promovendo mais de 300 conferências no seu programa, e tendo uma parte aberta ao grande público.

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Incêndios: Proteção Civil alerta para agravamento de risco até sexta-feira

O uso de fogo-de-artifício só é permitido com autorização da câmara municipal.

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Foto: DR / Arquivo

A Proteção Civil alertou esta segunda-feira para o agravamento do risco de incêndio até sexta-feira para valores “muito elevados a máximos” em todo o território, com o aumento da temperatura e a diminuição da humidade.

Num “aviso à população” hoje emitido pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) é referido que, de acordo com informações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), até sexta-feira a temperatura vai subir, variando entre os 30 e os 35 graus, podendo atingir valores superiores no interior.

Ainda segundo os dados fornecidos pelo IPMA, o valor da humidade relativa do ar diminuirá para entre 20% e 30% e mesmo durante a noite não se registarão valores superiores a 50%, inclusivamente no litoral.

O vento deverá ser fraco a moderado, temporariamente com rajadas fortes, até 40 km/h.

Como “efeitos expectáveis” destas condições meteorológicas, a Proteção Civil aponta o “incremento do perigo de incêndio para valores muito elevados a máximos, na generalidade do território” e o “aumento das ignições”.

A ANEPC recorda que durante o período crítico de incêndios, entre 01 de julho e 30 de setembro, é proibido fazer queimadas extensivas ou queima de amontoados sem autorização, não é permitido utilizar fogareiros e grelhadores nas zonas críticas do espaço rural, nem fumar ou fazer qualquer tipo de lume nos espaços florestais.

É igualmente proibido lançar balões de mecha acesa e foguetes, “fumigar ou desinfestar apiários exceto se os fumigadores tiverem dispositivos de retenção de faúlhas”, usar motorroçadoras (exceto se possuírem fio de nylon), corta-matos e destroçadores.

O uso de fogo-de-artifício só é permitido com autorização da câmara municipal.

A Proteção Civil recomenda ainda “a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural, nomeadamente através da adoção das necessárias medidas de prevenção e precaução, na utilização do fogo em espaços rurais, observando as restrições em vigor e tomando especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias”.

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Combustíveis: Rio diz que Governo não sai beneficiado da crise energética

Rui Rio de visita ao Alto Minho

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Foto: DR / Arquivo

O presidente do PSD, Rui Rio, afirmou esta segunda-feira que o Governo não sai beneficiado da crise energética, por alegadamente ter assumido uma postura “eleitoralista e não de serviço ao cidadão”.

Em Caminha, à margem de uma visita à exposição Arte da Leira, na Serra d’Arga, Rui Rio acrescentou que “uma grande parte do problema existiu” porque o Governo estava fixado nas legistativas de 06 de outubro.

“Não acho nada que o Governo saia beneficiado”, sublinhou, frisando que o conflito poderia “seguramente” ter sido resolvido mais rapidamente.

Além disso, disse que “uma greve nunca beneficia os portugueses” e “o Governo só deve sair beneficiado quando os portugueses saem beneficiados”.

Para o líder do PSD, o problema prolongou-se porque o Governo quis tirar “benefícios eleitorais”, optando por “servir o PS” em vez de servir o país.

“Ficou claro que grande parte do problema existiu porque o Governo se aproveitou do problema para tentar benefícios eleitorais”, afirmou.

Para Rio, o Governo optou pela “dramatização” e por “montar um circo” à volta da greve dos motoristas de matérias perigosas, tendo-se colocando do lado da entidade patronal, em detrimento dos motoristas,

“O que o Governo tentou, foi à custa da greve dos motoristas, tirar popularidade para si próprio (?).Quando abandonou essa postura e se tornou um bocado mais isento, em 48 horas a greve terminou”, disse ainda.

Para Rio, o Governo “não estava interessado em resolver mais cedo” o conflito, mas quando a greve se começou “a agudizar, teve de recuar e assumir uma posição equidistante”.

O líder do PSD disse que o Governo “estava completamente articulado com a entidade patronal para ter dividendos eleitorais”.

“Era o Governo a servir o PS e não a servir o país”, apontou.

O primeiro-ministro anunciou a intenção de declarar o fim da crise energética, decretada há nove dias, pelas 24:00 de hoje, assim como extinguir a Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA) exclusiva e aumentar o limite máximo de consumo de combustível pelos particulares para 25 litros, a partir das 10:00.

“O Governo não era parte neste conflito, portanto não ganhou nem perdeu. Cumpriu a sua função de assegurar que o país respeitasse o direito à greve que era fundamental respeitar e que, por outro lado, pudesse continuar a funcionar dentro da normalidade possível. Foi um grande sinal de maturidade do país”, disse, fazendo agradecimentos aos serviços públicos “que contribuíram para o planeamento”, às Forças Armadas e forças de segurança “pelo serviço extraordinário” e aos parceiros sociais por “ultrapassarem o conflito e chegarem a nova fase de diálogo”.

O Conselho de Ministros declarara em 09 de agosto a situação de crise energética, para o período compreendido entre as 23:59 desse dia e as 23:59 de 21 de agosto, para todo o território nacional.

A situação de crise energética teve como objetivo garantir os abastecimentos energéticos essenciais à defesa, ao funcionamento do Estado e dos setores prioritários da economia, bem como à satisfação dos serviços essenciais de interesse público e das necessidades fundamentais da população durante a greve dos motoristas.

Foi também constituída a REPA, integrando postos de abastecimento exclusivo para entidades prioritárias e veículos equiparados, como Forças Armadas, forças de segurança, proteção civil, emergência médica ou transporte público de passageiros e uma rede para abastecimento público com bombas abertas ao público em geral, mas com restrições na quantidade de abastecimento.

A greve dos motoristas de pesados começou em 12 de agosto por tempo indeterminado. Quinta-feira, o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) desconvocou a paralisação, mas o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas manteve-a e só a desconvocou o protesto domingo, após um plenário de trabalhadores.

Para a próxima terça-feira está marcada uma reunião no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, para a retoma de negociações entre a associação patronal Antram e o SNMMP.

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Atropelamento ferroviário corta circulação na Linha do Norte

Em Vila Nova de Gaia

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Foto: DR / Arquivo

A circulação na Linha do Norte está interrompida nos dois sentidos em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, devido a um atropelamento ferroviário

A ocorrência foi registada por volta das 15:00, estando a via interrompida desde essa altura.

Segundo a fonte da CP, a circulação encontra-se interrompida entre as estações de Vila Nova de Gaia e da Granja.

Segundo a página da Autoridade Nacional e Emergência e Proteção Civil, que regista o incidente como um atropelamento ferroviário, estão no local 19 homens, apoiados por seis viaturas.

Questionadas pela Lusa, as fontes não souberam especificar a gravidade da vítima.

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