Famalicão recebe centro tecnológico para investigação no setor das carnes

Setor “prioritário” para o concelho

Um novo centro tecnológico dedicado à investigação, desenvolvimento e promoção das indústrias das carnes foi hoje criado em Vila Nova de Famalicão com o objetivo de “projetar um setor” encarado como “prioritário” para o concelho.

Em comunicado, aquela autarquia do distrito de Braga explica que o Centro de Competências do Agroalimentar, instalado Centro de Investigação, Inovação e Ensino Superior (CIIES) de Vila Nova de Famalicão, nas antigas instalações da Didáxis de Vale São Cosme, é “único no país” e prevê receber os primeiros investigadores a partir de outubro.

A nova valência pretende “encontrar as respostas para os desafios” do futuro, assume o responsável Amândio Santos.

“O que está aqui a nascer em Vila Nova de Famalicão é algo que é muito importante para o setor das carnes. Surge como uma resposta às necessidades desta indústria que, trabalhando em rede, vai poder tirar partido da transversalidade de conhecimento que este Centro Competências vai permitir”, diz no texto.

Para o presidente da autarquia de Famalicão, o novo centro é uma “ferramenta decisiva para a projeção futura do setor”.

“Dentro de pouco tempo vamos ver este espaço a trabalhar, com investigadores, formação, experimentação e desenvolvimento, para que as nossas empresas possam produzir e exportar mais e para que os nossos trabalhadores possam adquirir mais competências e ser melhor remunerados”, aponta.

A criação do Centro de Competências do Agroalimentar implicou um investimento de cerca de um milhão de euros, contando com uma comparticipação do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) de 812 mil euros.

“O setor do agroalimentar é, de resto, identificado como prioritário na agenda do plano estratégico concelhio. É no concelho famalicense que estão sediadas inúmeras empresas altamente competitivas e tecnologicamente avançadas que fazem já de Famalicão um dos mais relevantes municípios neste setor”, refere a autarquia.

O Tecmeat tem como entidades sócio fundadoras a AMECAP – Associação de Matadouros e Empresas de Carnes de Portugal, a Associação Integralar – Intervenção de Excelência no Setor Agroalimentar, a CESPU – Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário, o CENTITVC – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos Funcionais e Inteligentes, o CITEVE – Centro Tecnológico das Industrias Têxteis e de Vestuário de Portugal, a CONFAGRI – Confederação Nacional de Cooperativas Agrícolas e de Crédito Agrícola, a FPAS – Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores, a Universidade Lusíada, o IPVC – Instituto Politécnico de Viana do Castelo, a Universidade Católica Portuguesa, a Universidade do Minho e a UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

 
Total
0
Partilhas
Artigo Anterior

Presidente de Junta em Braga infetado com covid-19: "Parece que me caiu o céu em cima"

Próximo Artigo

UMinho lança plataforma “inovadora” para ensinar e aprender Português

Artigos Relacionados
x