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Cabeceiras de Basto

Ex-presidente de junta acusado de desviar 34 mil euros em Cabeceiras de Basto

António Andrade liderou a JF de Pedraça durante 12 anos.

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Foto: Direitos Reservados

O anúncio foi feito pela Procuradoria Geral Distrital do Porto. O ex-autarca de Pedraça, Cabeceiras de Basto terá ficado com 34 mil euros da junta de freguesia de Pedraça, Cabeceiras de Basto, de que foi presidente durante 12 anos. E – diz aquele organismo – o Ministério Público da Comarca de Braga encontrou-lhe 598 mil euros, em bens e dinheiro, cuja origem não pôde explicar.

António Andrade, do Partido Socialista, ex presidente da junta, e antigo emigrante na Suiça, acaba de ser acusado de dois crimes, um de peculato e outro de falsificação.

O Ministério Público considerou indiciado que o arguido, “no exercício funcional como presidente da junta de freguesia de Pedraça, concelho de Cabeceiras de Basto, de março de 2010 a setembro de 2013, apropriou-se de 34.452 euros, pertença da autarquia”.

“A pretexto da execução de tarefas de pagamento a fornecedores e de liquidação de outros encargos, o arguido logrou que fossem preenchidos, assinados e postos em condições de ser pagos vários cheques, de que ficou portador e que logrou depositar em contas bancárias a que tinha acesso”, diz a acusação.

Em declarações a O MINHO, o atual presidente da freguesia, Luís Moita, do movimento Independentes por Cabeceiras, disse que, quando tomou posse, em outubro de 2013, encontrou diversas irregularidades na contabilidade.

Questionou, então, o presidente cessante, o qual deu apenas “respostas vagas”.

Pedraça. Foto: Divulgação

Andrade não se candidatou por ter atingido o limite de mandatos.

O novo Executivo aprovou as contas, mas sob reserva e, em simultâneo, elaborou um dossier com documentos que enviou para o Tribunal de Contas. Entre outras incongruências havia a da compra de equipamentos que nunca entraram na sede da autarquia.

O Ministério Público sublinha que fez uma investigação patrimonial e financeira ao arguido, e “liquidou 598.172 euros a título de património incongruente, isto é, património não compatível com os rendimentos lícitos do arguido, peticionando, por isso, que seja condenado, em julgamento, a pagar tal montante ao Estado”.

António Andrade, que não conseguimos contactar, era dono de uma loja de informática em Arco de Baúlhe.

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