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Este não é o momento para o PAN estar no Governo – André Silva

Eleições legislativas 2019

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André Silva. Foto: Divulgação / PAN

O porta-voz do PAN está convicto de que “vai contribuir para o PS não ter maioria absoluta” nas eleições legislativas, mas recusa integrar o Governo, considerando que o partido “é ainda uma criança” e este “não é o momento”.

“O PAN, enquanto partido político, é ainda uma criança que está em crescimento e, por isso, cometemos alguns erros de vez em quando, e assumimos, e estamos a fazer correções”, disse André Silva.

Em entrevista à agência Lusa no âmbito das eleições legislativas de 06 de outubro, o líder do Pessoas-Animais-Natureza salientou que “este não é o momento de o PAN estar no Governo”.

“O futuro dirá, mas este não é o momento”, reforçou, advogando que “o PAN, para influenciar as políticas governativas, não precisa de estar no Governo, não precisa de ter qualquer pasta”.

Mostrando-se convicto de que o partido vai conseguir aumentar a representação atual na Assembleia da República (André Silva é deputado único), e formar um grupo parlamentar, o porta-voz salientou que “o PAN vai contribuir para o partido socialista não ter maioria absoluta”.

“Independentemente de o Partido Socialista e outros partidos terem agora na sua narrativa objetivos muito nobres relativamente a algumas matérias, as pessoas sabem, os portugueses sabem, que elas só avançam com um PAN forte, mais reforçado. Isso eu estou convencido que vai acontecer e que o Partido Socialista não terá maioria absoluta”, assinalou.

O também cabeça de lista pelo círculo de Lisboa alertou que uma maioria absoluta acarta “um afunilamento democrático”, uma vez que “os partidos deixam de ouvir e há uma arrogância governativa” e, por isso, considerou ser “fundamental que o Partido Socialista não tenha maioria absoluta”.

Apesar de não “correr o risco superficial” de transpor o resultado das eleições europeias – nas quais elegeu o primeiro eurodeputado – para as legislativas, o deputado disse que o resultado de maio dá “o alento de perceber” que o partido pode “não chegar aos dois, mas chegar eventualmente aos três ou aos quatro deputados, ter um grupo parlamentar mais alargado”.

Apesar de recusar participar num executivo, o porta-voz do PAN não deixa de lado uma negociação com vista a encontrar uma solução governativa como a dos últimos quatro anos.

“Em função dos resultados, o PAN estará à altura das suas responsabilidades e, se os portugueses entenderem que o Partido Socialista não deve governar sozinho, ou que outro partido não deve governar sozinho, e que poderá depender do apoio, ou não, do PAN, estaremos sempre disponíveis, para já, apenas para nos sentarmos e para falarmos”, adiantou à Lusa.

Ainda assim, e apesar das “cedências e convergências” que possam acontecer, André Silva antevê “difíceis negociações que possam vir a ocorrer” devido à “narrativa de António Costa”.

“Aquilo que posso dizer é que, relativamente ao Partido Socialista, não vejo neste momento, face aquilo que são as suas grandes opções para a economia, grandes cedências ao programa do PAN, naquilo que são as respostas que temos de dar à crise climática e à emergência ambiental”, explicou, ressalvando que “tudo pode mudar em sede de negociação”.

Questionado sobre as condições que o PAN levará para essa eventual negociação, o deputado único afirmou que “há uma série de setores económicos que têm que, de facto, ser repensados de uma forma adulta e responsável, de uma vez por todas”.

“Eu acho que é fundamental era percebermos em sede de negociação se, setorialmente, em cada um dos pilares da economia que tem que ser, de facto, bastante intervencionado, com vista, a descarbonização, à neutralidade carbónica, se há ou não há disponibilidade de convergência, de cedência por parte do Partido Socialista em antecipar metas”, indicou.

Ainda assim, o PAN tem “uma visão do mundo e da sociedade” que, “neste momento, não se compagina com nenhum dos outros partidos”.

Da última legislatura, o partido faz um “balanço extremamente positivo” da sua atuação na Assembleia da República e assinala que houve “uma série de questões em termos de matérias ambientais que, até o momento, não tinham sido debatidas”.

“Quando entrei, em 2015, nem eu nem as pessoas sabiam o que é que nos esperava” do ponto de vista “da burocracia, da forma como se trabalhava na Assembleia da República”, recordou.

“Mais do que a quantidade, o importante para nós foi, no fundo, a qualidade das iniciativas que apresentámos e a variedade dos temas e a introdução de novos temas, temas que ninguém tinha trazido ou que não havia coragem para os trazer. Acho que isso é o mais significativo, o mais importante”, vincou André Silva.

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País

Unicef apela a ministro da Educação para ouvir alunos sobre o regresso às aulas

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A diretora da Unicef Portugal apelou ao ministro da Educação para que oiça as crianças e jovens sobre o confinamento e o que esperam da escola antes de tomar medidas sobre o regresso às aulas presenciais.

Os alunos também devem ser ouvidos sobre o recomeço da escola e a experiência que tiveram das aulas à distância, defendeu a diretora executiva da Unicef Portugal, Beatriz Imperatori, em declarações à Lusa no âmbito do Dia Mundial da Criança, que se celebra na segunda-feira, dia 01 de junho.

A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) entende que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, deveria ouvir os alunos sobre o que querem manter e o que mudar na escola, de forma a que as medidas para o arranque do próximo ano letivo possam ter em conta as suas opiniões.

“Depois destes meses de confinamento é preciso refletir sobre que escola é esta e essa reflexão deve ser feita com as crianças. É preciso definir esta nova escola com a participação das crianças nos processos de decisão política”, considerou Beatriz Imperatori, acrescentando que é preciso também perceber se conseguiram aprender durante a pandemia.

Esse foi precisamente o trabalho que a Unicef já iniciou e, das conversas com os mais novos, descobriu que, apesar das diferentes histórias de vida, houve pontos em comum entre muitas crianças.

Muitos alunos reconheceram que estar em casa “foi giro, mas não se aprendeu o mesmo” e a maioria dos pais admitiu ter sido “muito difícil apoiar os filhos”, disse Beatriz Imperatori.

Além disso, neste momento, a maior parte dos alunos “está a viver uma situação de ambivalência, porque sentem saudades da escola e falta dos amigos e dos professores, mas também gostam de estar em casa, em família, perto dos pais”, resumiu.

Beatriz Imperatori disse que para os mais novos é difícil gerir esta dualidade de sentimentos: “neste momento eles querem manter-se perto dos pais, mas também regressar à escola”.

A Unicef recorda que a escola é o espaço que lhes permite socializar, aprender e ter modelos de referência. Mesmo que o ensino à distância revele vantagens, a diretora da Unicef mantém-se uma defensora do ensino presencial, do contacto entre crianças e professores.

Neste período de pandemia, as crianças e jovens passaram demasiado tempo em frente ao écran e afastaram-se das outras pessoas.

No entanto, a Unicef reconhece que o confinamento foi importante para perceber a importância de uma escola mais intimista, composta por grupos mais pequenos, turmas mais pequenas que favorecem a aprendizagem e as relações humanas.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância apela a que a escola possa trabalhar com os mais novos para recuperar os valores da vida e da ligação aos outros assim como a natureza como pilar fundamental para as crianças.

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Marcelo pede que não se passe do “8 para o 80” e alerta para imagem do país

Covid-19

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Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Twitter de António Costa

O Presidente da República reiterou hoje o apelo à população para que não se passe “do 8 para o 80” nas medidas de prevenção da covid-19, alertando para os riscos da imagem do país “cá dentro e lá fora”.

Em declarações aos jornalistas depois de participar numa celebração religiosa na Mesquita de Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a dirigir um apelo especial aos mais jovens para que pensem que “um terço da população portuguesa é de risco”, entre pessoas idosas ou com problemas de saúde.

“Até para pensarem no seguinte: nós precisamos de solidificar a imagem cá dentro e lá fora de que este processo é irreversível, não vai conhecer recuos, não levanta dúvidas e objeções, para querermos ter turismo, investimento, para querermos ter pessoas que possam vir e circular cá dentro e lá fora”, salientou.

O chefe de Estado alertou que se Portugal continuar a ter “picos de infetados”, apesar de não se traduzirem em aumento de internados ou de pessoas nos cuidados intensivos, fica “uma imagem que não dá segurança cá dentro e permite lá fora formular juízos que não correspondem ao que tem sido conseguido até agora”.

“É uma questão de bom senso, de não passar do 8 para o 80. É passar do 8 para 16, depois para 24, depois para 48 e por aí adiante até chegar aos 80”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade, admitida pela ministra da Modernização do Estado e da Administração Publica Alexandra Leitão, de não haver aumentos salariais na função pública em 2021 ou até de congelamento de carreiras, o chefe de Estado escusou-se a comentar para já esses temas.

“Eu não gostava de estar a comentar esta matéria neste momento, primeiro pelo local em que em encontro, pelo significado que tem a minha presença aqui e também porque isso terá de ser ponderado no quadro do orçamento suplementar, que ainda está a ser preparado”, disse.

Numa entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, Alexandra Leitão disse que não espera que, no quadro da pandemia de covid-19, haja uma política de redução de rendimentos, mas quanto a um eventual congelamento das progressões de carreira na Administração Pública afirmou que é uma questão que “não está em cima da mesa”, mas admitiu que essa possibilidade, depende do evoluir da situação económica e não pode ser excluída “liminarmente”.

Alexandra Leitão assumiu também que não pode garantir que seja possível manter o compromisso do aumento salarial de 1% para a função pública previsto para 2021.

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Serviços do SNS nas zonas com novos surtos sem retoma da atividade normal

Covid-19

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Marta Temido. Foto: DR

A ministra da Saúde admitiu hoje que os serviços do SNS nas zonas da Grande Lisboa que estão a responder aos surtos de covid-19 nesta região não poderão retomar a sua atividade normal devido a este aumento da procura.

Marta Temido falava na conferência diária sobre a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal, numa altura em que mais de 85% dos novos casos se registam na região da Grande Lisboa.

Por esta razão, as autoridades estão a focar o trabalho de contenção do novo coronavírus nesta região, tendo-se hoje reunido com vários responsáveis dos municípios envolvidos.

Segundo a ministra, estão a trabalhar na resposta a estes surtos específicos os Agrupamentos dos Centros de Saúde de Loures, Odivelas, Amadora e Sintra.

Por estarem pressionados por esta maior procura, estas unidades de saúde são confrontadas com a “inviabilidade” de retomarem a sua atividade normal, o que já teria acontecido se os surtos não tivessem ocorrido, segundo a ministra da Saúde.

Portugal regista hoje 1.410 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que no sábado, e 32.500 infetados, mais 297, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de sábado, em que se registavam 1.396 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (32.500), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 297 casos do que no sábado, o que representa um aumento de 0,9% em relação ao dia anterior.

A região Norte continua a ser a que regista o maior número de mortos (784), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (357), do Centro (238), do Algarve e dos Açores (ambos com 15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sábado, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

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