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Estaleiros Viana: Material da sede de grupo fundado por trabalhadores vai a leilão

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O material da sede que o Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo vai ter que abandonar até final do ano, depois de meio século, vai ser vendido na sexta-feira em leilão.

Segundo os anúncios publicados pela coletividade e consultados esta segunda-feira, a venda do material, desde mobiliário, aparelhos de som e imagem a eletrodomésticos, entre outros, vai decorrer por meio de licitação em sobrescrito fechado.

De acordo com o edital da direção do Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (GDCTENVC), o material que vai ser leiloado na sexta-feira “pode ser observado esta segunda entre as 18h00 e as 19h00 e na quarta-feira, no mesmo horário”, ainda no edifício que serve de sede desde a fundação, há quase meio século.

“Os interessados deverão apresentar as propostas em carta fechada e depositá-las em local próprio no Tombadilho – um outro espaço que o GDCTENVC tem na cidade-, discriminando o preço individual, por referência de material.

A entrega de propostas poderá ser efetuada até à data limite de sexta-feira, pelas 15h00 e a abertura das propostas está marcada para as 18h00 do mesmo dia.

Em novembro, o presidente da direção da coletividade, Manuel Ramos, explicou que até 31 de dezembro o GDCTENVC “vai ter que deixar o espaço que ocupa há quase 50 anos e mudar-se para outro local dentro da cidade”.

O responsável adiantou que a duração do contrato e o valor da renda foram as razões que inviabilizaram o acordo com o proprietário do imóvel.

Desde a fundação do Grupo Desportivo e Cultural, em 1967, e até ao encerramento dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), a renda do imóvel foi sempre paga pela empresa pública, mas após a subconcessão ao grupo Martifer foi denunciado o contrato com efeito até 31 de agosto.

“O inquilino deixou de ser a empresa ENVC e passou a ser o grupo desportivo. Tentamos renovar o contrato com o proprietário, mas não chegámos a acordo. Primeiro porque o proprietário não quis fazer um contrato superior a três anos e nós queríamos por tempo indeterminado para garantir a continuidade da sede, e depois porque o valor da renda passou a ser incomportável para a coletividade”, explicou Manuel Ramos.

O edifício, no centro de Viana do Castelo, dispõe de uma sala para convívio, espaço para jogos de mesa, uma biblioteca e uma sala de leitura.

Algumas das valências – por exemplo, um auditório para projeção de cinema – são utilizadas pela comunidade local.

No edital de venda agora publicado, a direção da coletividade sublinha que as propostas serão avaliadas, “reservando-se o direito de não efetuar a venda, caso entenda que as propostas não satisfaçam os melhores interesses do GDCTENVC”.

Caso as propostas dos interessados recolham aprovação, o material adquirido deverá ser levantado “no máximo até ao dia 18 de dezembro”.

“Na eventualidade de o adquirente não recolher o objeto no prazo determinado, será efetuada a adjudicação ao licitante subsequente por ordem de classificação”, refere ainda o documento.

O Grupo Desportivo e Cultural foi fundado a 09 de fevereiro de 1967 e reúne cerca de mil sócios, sobretudo antigos funcionários da empresa pública atualmente em processo de liquidação.

A reabertura num novo espaço, um edifício também situado no centro da cidade, deverá ocorrer no início de 2016, após a conclusão de algumas obras, “com vista a criar as condições mínimas ao funcionamento da coletividade”.

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