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Esposende investe 371 mil euros em obras

Em Forjães e Vila Chã

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Esposende vai investir 371 mil euros no estacionamento de apoio à Igreja de Forjães e na recuperação das casas do Núcleo Arqueológico do Castro de S. Lourenço, em Vila Chã, anunciou hoje aquela autarquia.

Em comunicado enviado à Lusa, o município do distrito de Braga explica que “apesar da conjuntura atual da pandemia do COVID-19, continua focado na concretização do projeto de desenvolvimento delineado para o território concelhio” e que “neste contexto, e apesar das limitações e constrangimentos decorrentes do quadro atual” procura “dar seguimento aos processos de novos investimentos em todas as freguesias do concelho”.

A par daquelas empreitadas, a autarquia anunciou ainda que vai atribuir apoios financeiros às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho, num montante global que rondará os 160 000 euros, a distribuir por 18 instituições com respostas sociais, visando “contribuir para a qualificação, diversificação, rentabilização de recursos e aumento da cobertura das respostas dos equipamentos sociais e, consequentemente, para o desenvolvimento e coesão social do concelho.

Quanto à obra em Forjães, orçada em 371 000 euros, o objetivo “passa por reforçar a capacidade de estacionamento junto à Igreja, dando também apoio à capela mortuária, cemitério e Associação ACARF”, sendo que na Rua da Igreja, “para além da recuperação do muro e criação de um acesso ao estacionamento, será substituída a pavimentação existente, realçando o caráter pedonal da via”.

A intervenção no Núcleo Arqueológico do Castro de S. Lourenço, explica a autarquia, “visa a recuperação do revestimento das coberturas em colmo das casas, mantendo a autenticidade deste sítio arqueológico concelhio”.

“Apesar da complexa situação que vivemos, a todos os níveis, o município não pode ficar com a sua atividade em suspenso, impondo-se que, dentro dos possíveis, prossiga a sua ação. Nesta fase, há, portanto, que dar andamento aos processos, por forma a que, ultrapassada esta fase da pandemia, possamos arrancar em força com a concretização dos projetos que temos definidos para todo o território concelhio”, afirma no texto o presidente da autarquia Benjamim Pereira.

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Ponham de quarentena a politização do vírus, pede OMS

Covid-19

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Foto: OMS / Twitter

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu hoje reiteradamente para não politizarem a luta contra o novo coronavírus e insistiu para que “ponham em quarentena a politização do vírus”.

Tedros Adhanom Ghebreyesus falava numa conferência de imprensa ‘online’ na sede da OMS, em Genebra, comentando assim críticas à organização por parte do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que admitiu suspender a contribuição do país para a OMS, que, considerou, tem favorecido demasiado a China e tem administrado mal o combate à covid-19.

Já hoje o presidente da comissão da União Africana (UA) veio defender a OMS. “Surpreendido por saber da campanha do Governo dos Estados Unidos contra a liderança da Organização Mundial de Saúde”, escreveu Moussa Faki Mahamat, na sua conta na rede social Twitter, acrescentando que a União Africana “apoia totalmente” a organização e o seu diretor-geral, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Na conferência de imprensa o responsável da OMS, questionado sobre o assunto, não se referiu diretamente a Donald Trump, mas insistiu para que não se politize o vírus nem se use a covid-19 para “marcar pontos políticos”, porque há “outras formas de se darem provas”.

“Por favor metam em quarentena a politização do covid”, repetiu diversas vezes Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmando também que não se importa com ataques que lhe sejam dirigidos, porque está focado em salvar vidas.

“Não fazemos política na OMS”, afirmou, dizendo também que tem sido alvo de ameaças e de ataques pessoais, até racistas, acrescentando que tem orgulho na sua cor e que os ataques pessoais não o afetam, só o afetam quando é toda a comunidade africana a ser insultada.

Na conferência de imprensa Tedros Adhanom Ghebreyesus também pediu por duas vezes para que os Estados Unidos e a China se unam na luta contra a covid-19, e agradeceu aos Estados Unidos o “generoso apoio” na luta contra a pandemia.

O responsável insistiu na necessidade de união em cada país na luta contra o vírus, que aumenta com as divisões, alertando: “por favor não politizem este vírus, se não querem mais mortes não politizem”.

E insistiu também na importância da solidariedade global, dando o exemplo da luta para a erradicação da varíola, que juntou Estados Unidos e URSS, em plena “guerra fria”. “Agora também a China e os Estados Unidos têm de estar juntos nesta luta”, referiu, acrescentando: “Repito, este vírus é muito perigoso, precisamos de unidade, a unidade é a única opção para derrotar o vírus”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a OMS a declarar uma situação de pandemia.

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OMS avisa que “progresso frágil” não permite ainda aliviar medidas de contenção

Covid-19

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Foto: DR

A Organização Mundial de Saúde (OMS) avisou hoje que esta não é altura para aliviar as medidas de restrição à movimentação das populações, salientando que o progresso contra a pandemia da covid-19 é ainda demasiado frágil.

O diretor regional europeu da OMS, Hans Kluge, salientou que a diminuição do ritmo de aumento de novos casos em alguns dos países mais atingidos, como Itália e Espanha, “não representa uma vitória”.

Em conferência de imprensa virtual a partir de Copenhaga, revelou que os números atualizados de hoje em 53 países e territórios da Europa são de 687.236 casos confirmados e 52.824 mortes.

Sete dos 10 países mais afetados pela pandemia situam-se na região europeia: Espanha, Itália, Alemanha, França, Reino Unido, Turquia e Suíça, apontou.

Em Itália e Espanha, “15 a 20 dias” após a aplicação de restrições severas à mobilidade das pessoas, com a imposição de estado de emergência e confinamento das pessoas em casa, “o ritmo de aumento de novos casos parece ter abrandado”, mas trata-se de “um progresso frágil”.

“Esta não é altura de relaxar medidas, mas de dobrar ou triplicar o esforço coletivo”, defendeu Hans Kluge, apontando exemplos como a Turquia, em que houve “um aumento dramático” de novos casos durante a última semana, “60 por cento dos quais na cidade de Istambul”, o que demonstra que a transmissão comunitária ainda marca o progresso da pandemia.

“Ainda falta um longo caminho nesta maratona”, afirmou o responsável europeu da OMS, reforçando que o alívio de medidas de restrição social “requer ponderação cuidadosa”.

Essencial continua a ser a proteção da “força de trabalho do setor da saúde”, treinando-a e garantindo que tem equipamentos de proteção individual e o ataque “ao motor da pandemia”, testando, isolando casos suspeitos ou confirmados e seguindo a rede de contactos das pessoas infetadas.

O consultor da OMS Bruce Aylward, que esteve em missão em Espanha, assinalou a velocidade com que o novo coronavírus se espalhou naquele país, passando em cerca de duas semanas de um a dois novos casos por dia (no fim de fevereiro) para mais de 500 casos por dia.

Depois de contactar com as equipas médicas que atacam a doença em Espanha, Bruce Aylward notou ainda como a população ativa é duramente atingida pela covid-19, apesar de a letalidade se verificar mais nos idosos.

Bruce Aylward afirmou que em Espanha “63% das pessoas colocadas em cuidados intensivos tem menos de 69 anos”.

“É errado pensar [na covid-19] como apenas uma pneumonia”, destacou, indicando que doentes que passaram três semanas em unidades de cuidados intensivos “necessitam de um longo período de reabilitação” porque a covid-19 “tem um impacto extraordinário no corpo”.

Hans Kluge apelou a que “ninguém fique para trás” no esforço para conter o avanço da pandemia, destacando populações vulneráveis como os sem-abrigo, a quem é preciso garantir “testes adequados, acesso a alimentação e a alojamento seguro”.

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África ultrapassa 500 mortes e regista mais de 10.500 infeções

Covid-19

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Foto: DR

O número de mortes provocadas pela covid-19 em África ultrapassou as 500 nas últimas horas num universo de mais de 10.500 casos registados em 52 países, de acordo com a mais recente atualização dos dados da pandemia naquele continente.

Segundo o boletim do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (CDC África), nas últimas 24 horas o número de mortes registadas subiu de 487 para 535, com 10.692 infeções confirmadas.

O CDC África registou também 1.096 doentes recuperados após a infeção.

A pandemia afeta já 52 dos 55 países e territórios de África, com quatro países – África do Sul, Argélia, Egito e Marrocos – a concentrarem mais de metade das infeções e mortes associadas ao novo coronavírus.

A África do Sul é o país com mais casos confirmados da doença (1.749), registando 13 mortes.

Argélia (1.468 casos e 193 mortes), Egito (1.450 casos e 94 mortes) e Marrocos (1.184 casos e 90 mortes) são outros países com números expressivos.

Em pelo menos uma dezena de outros países, o número de casos confirmados é na ordem das centenas.

Todos os países africanos lusófonos registam casos da doença, com a Guiné-Bissau a ser o mais afetado, contabilizando 33 pessoas com infeções pelo novo coronavírus.

Angola soma 17 casos confirmados de covid-19, contabilizando duas mortes.

Moçambique mantém 10 casos declarados de infeção pelo novo coronavírus e Cabo Verde totaliza sete casos de infeção desde o início da pandemia, entre os quais um morto.

São Tomé e Príncipe, o último país africano de língua portuguesa a detetar casos da doença no seu território, regista quatro casos confirmados.

Na Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, estão confirmados 16 casos positivos de infeção pelo novo coronavírus.

Com o continente a ultrapassar a barreira dos 10 mil casos de infeção pelo novo coronavírus, a diretora da Organização Mundial da Saúde para África, Matshidiso Moeti, manifestou hoje preocupação com a rapidez de propagação da doença para fora das grandes cidades africanas.

“A covid-19 tem potencial não só de causar milhares de mortes, mas também para desencadear devastação económica e social. A sua propagação para fora das grandes cidades significa a abertura de uma nova frente na luta contra este vírus”, disse.

De acordo com Matshidiso Moeti, esta nova frente “exige uma resposta descentralizada e adaptada ao contexto local”.

“As comunidades precisam de ser capacitadas e os governos provinciais e locais têm de garantir que têm meios e conhecimento para responder ao surto”, acrescentou.

Por seu lado, o diretor da OMS para o Mediterrâneo Oriental, Ahmed Al-Mandhari, considerou que África ainda tem oportunidade para reduzir e retardar a transmissão da doença.

“Todos os países devem acelerar e intensificar rapidamente uma resposta global à pandemia, incluindo uma combinação adequada de medidas comprovadas de saúde pública e de distanciamento físico. No âmbito desse processo, os Estados-Membros devem visar o controlo efetivo do surto, mas preparar-se para o pior”, afirmou.

“O isolamento precoce de todos os casos, incluindo os ligeiros, é uma das principais medidas de controlo, juntamente com a deteção, o tratamento e o rastreio dos contactos”, acrescentou.

Sublinhou a importância de ter dados epidemiológicos “precisos e fiáveis” como uma das “mais importantes ferramentas” para estruturar resposta à pandemia.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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