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Alto Minho

Viana aprova 1 milhão de euros de apoios sociais e de proteção civil

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo (Arquivo)

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje por unanimidade um reforço orçamental e apoios sociais e de proteção civil no valor de um milhão de euros para responder à pandemia de covid-19, disse o presidente da autarquia.

Contactado telefonicamente pela agência Lusa, no final da sessão ordinária da autarquia, José Maria Costa explicou que aquele montante será aplicado em “medidas de prevenção e mitigação socioeconómicas e em protocolos com Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS)” para responder à pandemia de covid-19.

José Maria Costa destacou “um apoio extraordinário de 20 mil euros à Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, cujo refeitório social está a servir cerca de 200 refeições por dia”, referindo outros apoios destinados à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, as conferências vicentinas o Gabinete de Apoio à Família (GAF)”.

“No total, entre o valor do reforço orçamental de 500 mil euros para a proteção civil, coesão social, freguesias e ação social escolar e estes apoios sociais aprovamos hoje uma verba cerca de um milhão de euros”, especificou.

A reunião camarária decorreu à porta fechada, com a presença de seis dos nove vereadores que compõem o executivo municipal.

Além do presidente da câmara estiveram presentes mais três vereadores socialista e duas vereadoras da oposição, uma do PSD e outra da CDU, todos instalados “com o devido distanciamento”.

Aos trabalhos presenciais juntaram-se, com recurso à videoconferência, mais dois elementos da maioria PS, o vice-presidente do município e o vereador do Ambiente, e o segundo elemento da bancada do PSD, Hermenegildo Costa.

José Maria Costa adiantou que a próxima sessão do executivo municipal, prevista para dentro 15 dias, será realizada “totalmente através de videoconferência”.

Da reunião de hoje, o autarca socialista realçou “a referência muito positiva” feita pela oposição às medidas tomadas e à forma como a autarquia respondeu ao surto do novo coronavírus”.

A vereadora do PSD, Cristina Veiga, contactada pela Lusa, confirmou o reconhecimento feito à atuação da maioria socialista.

Para a vereadora “houve uma preocupação em cobrir os diversos setores, sobretudo o social, com destaque para os idosos, através de medidas assertivas e adequadas” à fase atual da pandemia de covid-19.

“As preocupações que levantei durante o período antes da ordem do dia, nomeadamente quanto ao alojamento que está previsto caso a situação se agrave foram cabalmente respondidas, com a consciência de que as medidas terão de ser ajustadas à medida dos acontecimentos”, sustentou Cristina Veiga.

Ainda no período antes da ordem do dia, a vereadora da CDU, Cláudia Marinho, questionou a maioria socialista sobre os apoios previstos para os sem abrigo.

“Na cidade está assinalada apenas uma situação, por opção própria. No entanto e caso surjam outras situações o presidente da câmara afirmou que o município assumirá o alojamento dessas pessoas, avaliando caso a caso”.

Já relativamente à situação dos trabalhadores precários que asseguram Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) nas escolas do concelho, também colocada por Cláudia Marinho, o autarca responde, segundo aquela vereadora, “ter sido informado pela Direção-Geral da Educação (DGE) que até às férias da Páscoa o pagamento será feito como até agora, estando a ser avaliadas medidas para o futuro”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 480 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.

Em Portugal, registaram-se 60 mortes, mais 17 do que na véspera (+39,5%), e 3.544 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 549 novos casos em relação a quarta-feira (+18,3%).

O país está em estado de emergência até 02 de abril devido à pandemia.

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Alto Minho

A rara beleza do lobo-ibérico na neve do Gerês (pela lente de Carlos Pontes)

Biodiversidade

Foto: Carlos Pontes / Todos os direitos reservados

“O inverno é uma das épocas do ano mais difíceis para seguir lobos e as suas condutas”. Quem o afirma é Carlos Pontes, fotógrafo e videógrafo de natureza natural de Ponte da Barca e um dos mais bem informados ‘seguidores’ das alcateias de lobo-ibérico do Parque Nacional Peneda-Gerês.

Desta vez, e pós várias horas de espera, conseguiu vislumbrar três lobos adultos, capturando o momento em fotografia. O colaborador da National Geographic conta que estes lobos, “assim como nós humanos, pelo menos em crianças, recebem com alegria a neve e insistem em aproveitar cada momento”.

“Em algum lugar, longe de pressões e barulhos desagradáveis, dois lobos adultos aproveitam a oportunidade de um sol que se revelou após dias de tempestades, nevoeiros densos e frio extremo”, conta Carlos, sempre “concentrado no cenário”.

“Os bichos mantinham alguma distância entre eles, chegaram a dormir cerca de uma hora em que a única acção que tinham era sacudir a neve e, volta e meia, levantar a cabeça para vigiar a envolvente. Eu esperava acontecimentos e tomava um café quentinho”, relata o profissional.

Foto: Carlos Pontes / Todos os direitos reservados

“Mais tarde e sem pressa, entra em cena um outro lobo, um pouco maior e mais escuro. Aquela silhueta, no alto da encosta, exibia uma pose e imponência que me deixou mais empolgado ainda, pois de imediato se reuniram e começaram a festa. Entre reviravoltas na neve, saltos sem jeito e corridas com escorrega, estes três lobos fizeram delícias como cachorros acabados de se encontrar no parque”, detalha Carlos Pontes.

Foto: Carlos Pontes / Todos os direitos reservados

“Apenas de café tomado, percebi, naquele exato momento, que realmente não sentia nada a não ser uma alegria enorme por todas aquelas imagens que presenciei e pude registar, porque os pés, as mãos e as restantes partes do corpo demoraram a reaparecer e fazerem-se sentir (risos)”, remata.

“Momento raro”. Cria de lobo-ibérico fotografada no Gerês

Quem é Carlos Pontes?

Um apaixonado pela fotografia de fauna selvagem. Natural de Ponte da Barca, desde criança que tem contacto com o Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG), não só com a área inserida em Ponte da Barca mas também em Arcos de Valdevez e Melgaço, zonas com as quais mais se identifica.

Aos 35 anos, é hoje considerado um autor diferenciador dos animais e paisagens do PNPG. Esteve sempre em contacto com serras e animais, enquanto se formou em design e buscou conhecimentos em biologia. Com grande habilidade técnica no mundo da natureza e fotografia, estuda teoria e prática sobre as áreas e espécies que fotografa.

Carlos Pontes em trabalhos junto ao rio Vez. Foto: Luís Fernandes

Venceu alguns prémios em concursos nacionais de fotografia, colaborou com documentários de vida selvagem transmitidos pela televisão portuguesa e colaborou em publicações da National Geographic

Mais recentemente, colaborou como câmara no novo projeto “DEHESA – el bosque del lince” do aclamado produtor e realizador de filmes de natureza, Joaquin Gutierrez Acha.

Esta produção, sobre sobre Portugal e Espanha é da autoria de um dos melhores realizadores da Europa onde só entram dois portugueses: Carlos Pontes e João Cosme.

“Conhecer Carlos Pontes é perceber que o seu ADN é marcado pelas serras e os animais, particularmente o lobo-ibérico (canis lupus signatus)”, diz a biografia que o autor partilhou com O MINHO.

Desde os nove anos que vê lobos em estado selvagem, mas desde os vinte anos que começou a mostrar mais interesse. Os lobos são, hoje, a sua “principal fonte de inspiração”.

‘Set’ improvisado no monte por Carlos Pontes. Foto: Facebook de Carlos Pontes

Através de exposições, Carlos Pontes quer ajudar a valorizar o lobo como “um elemento crucial não só da biodiversidade regional, mas também da identidade cultural e tradição populares”.

“Desmistificar a falsa ideia do lobo mau pode permitir que as entidades governativas da região vejam na sua imagem e no rico património cultural a ele associado no contexto ibérico uma mais valia para o desenvolvimento económico e turístico”, refere o autor.

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Alto Minho

Missas suspensas na vila de Melgaço face ao aumento de casos

Covid-19

Foto: Ilustrativa (Arquivo)

A Unidade Pastoral Paulo VI decidiu suspender as missas na vila de Melgaço, foi hoje anunciado.

De acordo com uma publicação nas redes sociais efetuada pelos párocos Arcélio Sousa e Carlos Martins, as missas deixam de ter fieis a partir de hoje e durante um período de 15 dias.

Esta medida aplica-se apenas às paróquias daquela unidade pastoral e não às de todo o concelho.

“Face ao aumento de casos Covid-19 no nosso município de Melgaço, a Unidade Pastoral Paulo VI decidiu suspender as celebrações de Eucaristia a partir do dia de hoje, 16 de Janeiro de 2021, num período de 15 dias”, pode ler-se na nota publicada nas redes sociais.

Indicam ainda que os fiéis podem assistir às celebrações “através dos meios de comunicação digitais e celebrar nas vossas Igrejas Domésticas”.

Melgaço somou mais 30 novas infeções entre quarta e sexta-feira, contabilizando atualmente 119 casos ativos e 337 confirmados desde o início da pandemia. Já morreram 14 pessoas e recuperaram 204.

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Alto Minho

Águas do Alto Minho regulariza consumos suspensos em 2020 por erros nas faturas

AdAM explicou que irá enviar aos consumidores “uma fatura adicional, de cor amarela, referente ao valor dos consumos não faturados em 2020”

Foto: DR

A empresa de gestão das redes de água em baixa e de saneamento Águas do Alto Minho (AdAM) anunciou hoje o início da regularização dos consumos não faturados em 2020, na sequência de erros que afetaram 15 mil consumidores.

Em comunicado hoje enviado à agência Lusa, a AdAM explicou que irá enviar aos consumidores “uma fatura adicional, de cor amarela, referente ao valor dos consumos não faturados em 2020”.

“Esta fatura é enviada na mesma carta da fatura de janeiro de 2021. Ou seja, os clientes receberão duas faturas, uma normal, referente ao período dos últimos 30 dias, e outra, de cor amarela, referente ao valor não faturado em 2020”, especifica a empresa.

A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP)e, em 49%, pelos municípios de Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

A faturação foi suspensa em abril, depois de terem sido detetados erros que afetaram 15 mil consumidores, e reiniciada em junho de 2020.

“A AdAM suspendeu a faturação aos seus clientes por um período de 35 a 90 dias, numa média de cerca de dois meses. Esta suspensão teve como objetivo resolver problemas no sistema de faturação e evitar cobranças não devidas”, explica a empresa na nota de imprensa hoje enviada.

A AdAM informa que os consumidores poderão regularizar os consumos “na totalidade, pelos canais de pagamento usuais, ou de forma fracionada, bastando não realizar a liquidação imediata”.

“Valores inferiores a 30 euros serão pagos em seis frações, cobrada nas faturas dos seis meses seguintes e os valores superiores a 30 euros serão pagos em 12 frações, cobradas nas faturas dos 12 meses seguintes”, explica a empresa.

“No caso de débito direto, o fracionamento será automático, com os mesmos critérios, mas não será remetida a fatura pela totalidade às entidades bancárias”, acrescenta.

A empresa adianta que “irá manter em funcionamento as lojas no período de confinamento, reforçar o número de balcões de atendimento e o atendimento telefónico”.

A nova empresa começou a operar em janeiro, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

A constituição da empresa tem sido contestada por vários partidos e pela população de alguns concelhos, que se queixam do aumento “exponencial” das tarifas e do “mau funcionamento dos serviços”.

Em agosto último, a empresa pediu desculpa por nova “incorreção” detetada num “lote” de leituras dos consumos de maio, que afetou as faturas de 495 clientes de seis concelhos da região, garantindo estar a processar notas de crédito.

Nessa altura, numa manifestação convocada através das redes sociais, a população realizou protestos nos sete concelhos integrados na AdAM, junto aos edifícios camarários, exigindo o regresso da gestão de redes de água em baixa e de saneamento às autarquias.

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