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Braga

Engenheiro e camionista entre os suspeitos de violar duas jovens em Espanha

Advogado adiantou a O MINHO que vai recorrer da prisão preventiva

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Foto: La Nueva España

Um engenheiro informático, um camionista e mais dois arguidos com estudos superiores são os quatro suspeitos de violarem duas jovens espanholas, num hotel em Espanha, depois de utilizarem objetos cortantes para as amedrontarem e ferirem, tendo filmado todos os atos sexuais completos, incluindo penetrações, segundo apurou O MINHO de fontes judiciais.

Mas o advogado espanhol Germán Ramón Inclán, que defende os quatro arguidos, dois dos quais – Alberto C. e Diego M. – se encontram em prisão preventiva, contactado telefonicamente por O MINHO, durante a noite desta segunda-feira, desmente que “os atos sexuais tenham sido forçados”, afirmando mesmo que “foram inteiramente consentidos”, por isso referiu ao nosso jornal que “já [está] a preparar o recurso, para as duas instâncias judiciais, visando a libertação, o mais rapidamente possível dos dois clientes que estão agora em prisão provisória”.

Germán Ramón Inclán, com escritório em Gijón, confirmou a O MINHO que “os outros dois jovens portugueses já se encontram em suas casas, em Portugal, tendo sido levados pelos familiares mais próximos”, confirmando que sendo todos residentes no distrito de Braga. “Tenho instruções para não revelar os municípios e muito menos as localidades onde habitam”, justificando que “eles estão muito zangados com a imprensa portuguesa”.

Por isso, Germán Ramón Inclán, explicando “estar a seguir instruções de todos os quatro e das suas famílias, que se dizem perseguidos injustamente desde o início deste caso por toda a imprensa portuguesa, que tem sido muito parcial no processo, sempre contra eles”, não confirmou nem desmentiu que sejam residentes em Famalicão, concretamente na freguesia de São Cosme do Vale, conforme avança hoje a Fama TV.

Críticas aos políticos espanhóis

Em conversa telefónica com O MINHO, o advogado espanhol não poupou igualmente os principais políticos do Principado das Astúrias, nem os altos representantes naquela província do Governo do Reino de Espanha, afirmando que “influenciaram”, mesmo indiretamente, as decisões dos dois magistrados, culminando na prisão preventiva dos principais dois suspeitos e na libertação provisória dos outros dois alegados autores da violação em grupo vitimando duas jovens espanholas.

O asturiano criticou “o papel que os políticos têm desempenhado em relação ao processo judicial”, nomeando o presidente do Principado das Astúrias, Adrián Barbón, assim como a alcaldesa-presidenta de Gijón, Ana González “ao terem condenado e desde logo na praça pública os meus quatro clientes, com declarações que fizeram poucas horas depois das detenções”.

Germán Ramón Inclán admite processar os políticos que acusou de “exercer pressão sobre a justiça, porque essas mesmas declarações influenciam muito os juízes”, considerando que “barbáries” as declarações de personalidades como a ministra da igualdade ,Irene Montero, ou a Delegada do Governo nas Astúrias, Delia Losa.

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