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Futebol

Empresário de Guimarães dá tolerância de ponto a 250 funcionários para o Vitória-Arsenal

Marcado para novembro

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Foto: DR / Arquivo

O empresário Rui Machado, de Guimarães, anunciou que irá conceder tolerância na empresa têxtil Bestitch, de forma a que os funcionários interessados possam ver o jogo entre o Vitória SC e o Arsenal, marcado para o próximo dia 6 de novembro, às 15:50.

Também presidente de um clube das distritais, o Pevidém SC, Rui Machado revelou que a tolerância de ponto estará em vigor entre as 15:00 e as 18:45 daquele dia, mas apenas os funcionários que tenham bilhete para esse jogo e as respetivas quotas de sócio pagas podem beneficiar da medida.

O jogo corresponde à 4.ª jornada da Fase de Grupos da Liga Europa e esta medida acaba por ser um “protesto” contra o horário do jogo definido pela UEFA.

O empresário, em declarações ao Grupo Santiago, referiu que esta medida poderá ser um exemplo para outros empresários do concelho.

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Futebol

‘Task force’ da PSP analisa imagens de videovigilância do jogo em Guimarães

Caso Marega

em

Imagens via TVI 24

A PSP está analisar as imagens de videovigilância para que “rapidamente se consiga identificar o aparente elevado número de pessoas que participaram nos cânticos racistas” ao futebolista Marega, do FC Porto, revelou hoje o diretor nacional daquela polícia.

“Temos uma ‘task force’ a fazer isso [analisar as imagens de videovigilância] a tempo inteiro para que rapidamente consigamos identificar o aparente elevado número de pessoas que participaram nesses cânticos racistas”, disse à agência Lusa o diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Magina da Silva, à margem da tomada de posse do número dois da Polícia e do comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP).

O responsável pela Polícia de Segurança Pública considerou um comportamento “inadmissível” a situação que envolveu o jogador de futebol do FC Porto Marega, que pediu para ser substituído, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, por ter ouvido cânticos e gritos racistas de adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

“O comportamento a que assistimos no jogo de ontem [domingo] é inadmissível e vamos fazer tudo o que for possível para identificar todas as pessoas que entoaram os cânticos racistas”, garantiu Magina da Silva.

Segundo o diretor nacional da PSP, em causa podem estar eventualmente dois tipos de infrações, designadamente uma que é um crime previsto e punido pelo Código Penal e outra que é uma contraordenação no âmbito desportivo da lei do combate à violência no desporto.

Magina da Silva frisou que vão ter de “responder nestas duas sedes quando forem identificados”.

O diretor nacional da PSP disse também que a divulgação de mensagens racistas dentro de um campo de futebol é inédita com “esta dimensão e estes efeitos”, mas “infelizmente já aconteceu pontualmente noutras circunstâncias”.

Também o secretario de Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, que presidiu à cerimónia de tomada de posse do diretor nacional adjunto para a Unidade Orgânica de Operações e Segurança (UOOS) e do comandante da UEP, considerou “uma situação intolerável” o que se passou no domingo no estádio do Guimarães.

“A PSP está a fazer a identificação de todas as pessoas que se encontravam naquela bancada para tentá-las levar à justiça, seja desportiva, seja a justiça criminal. É esse o trabalho que está a ser feito e esperamos chegar a bom porto e depois as autoridades judiciárias decidiram em conformidade”, disse à Lusa Antero Luís.

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Futebol

Sindicato de Jogadores condena racismo e elogia “murro na mesa” de Marega

Caso Marega

em

Imagens via Sport TV

O presidente do Sindicato de Jogadores (SJ), Joaquim Evangelista, condenou hoje os insultos racistas a Marega e elogiou a coragem do futebolista maliano ao abandonar o jogo de domingo entre Vitória SC e FC Porto.

“Impõe-se condenar este comportamento. É inqualificável que isto aconteça num estádio de futebol. Não é só uma ofensa à dignidade do Marega enquanto ser humano e cidadão pleno, é também um atentado ao desporto e ao nosso modo de vida”, disse Joaquim Evangelista à agência Lusa, sublinhando: “Marega teve esta coragem que outros não tiveram. Deu um murro na mesa e obrigou-nos a refletir sobre o tema.”

Considerando que existem “conquistas civilizacionais que não podem ser postas em causa”, o líder do SJ apelou à união da família do futebol no combate ao racismo e vincou que o que sucedeu na noite passada em Guimarães “foi um ataque ao homem, à dignidade, mas foi também um ataque aos valores de relacionamento, civilizacionais e à sociedade” em geral.

“Temos de olhar para o problema e mobilizar agentes desportivos e poder político para evitar que isto volte a acontecer. É um combate de todos os cidadãos. Veja-se o crescimento dos grupos de [extrema] direita, em Portugal e na Europa, à volta destes temas. Ninguém pode ser indiferente. Há valores que não podem ser negociados. A maioria das pessoas está ao lado do Marega, mas não podemos estar só por estar”, defendeu.

Embora veja a educação como a principal solução para tentar resolver o problema do racismo, até por considerar que “há muito racismo que não é visível, mas que existe no subconsciente”, Joaquim Evangelista exigiu também punições “severas e exemplares de condenação destes energúmenos” e pediu a intervenção imediata e concertada das autoridades desportivas.

“Tem de haver dos responsáveis desportivos uma posição que não seja titubeante. Uma posição firme, corajosa, e dar um sinal aos adeptos de que não podemos pactuar com isto. Os dirigentes têm de se reunir, não basta comunicados. Faz todo o sentido a FPF ou a Liga convocarem os presidentes e darem um sinal claro aos adeptos de que querem mudanças efetivas e condenarem igualmente todos os atos desta natureza”, defendeu.

O presidente do SJ foi ainda mais longe e, em solidariedade com Marega, admitiu uma hipotética paragem coletiva, caso continuem a verificar-se episódios racistas nos estádios.

“Se isto continuar assim, terão de tomar uma posição no futebol português que seja definitiva, e quando digo definitiva, eventualmente, pararem todos os jogadores. Hoje foi o Marega, mas o mais pequeno caso deve merecer condenação igual”, concluiu.

No domingo, Marega pediu para ser substituído ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, entre o FC Porto e o Vitória SC, depois de ter sido alvo de cânticos e gritos racistas por parte de adeptos da equipa minhota.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

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Futebol

Marega distinguido com prémio mérito e valores Porto

Caso Marega

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Foto: Divulgação / FC Porto

O futebolista internacional maliano Moussa Marega recebeu hoje o prémio mérito e valores Porto, entregue pelo FC Porto, um dia após ter pedido para ser substituído no jogo com o Vitória SC, devido a insultos racistas.

No domingo, Marega foi substituído ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, depois de ter sido alvo de cânticos e gritos racistas por parte de adeptos da equipa minhota.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

Nas redes sociais, o avançado, que tinha marcado o segundo golo do FC Porto aos 60 minutos, explicou o que sentiu.

Marega qualificou os adeptos que o insultaram de “idiotas”, contestando ainda o comportamento da equipa de arbitragem, liderada por Luís Godinho, que disse não o ter defendido e ainda lhe ter mostrado um cartão amarelo.

“E também agradeço aos árbitros por não me defenderem e por terem me dado um cartão amarelo porque defendo minha cor da pele. Espero nunca mais encontrá-lo em um campo de futebol! Você é uma vergonha!”, escreveu o maliano.

Hoje, os ‘dragões’ entregaram a Marega o prémio mérito e valores Porto, ilustrando essa mesma entrega junto a Otávio, distinguido pela Liga como o melhor jogador em campo no triunfo de domingo.

Otávio foi criticado por adeptos, por tentar acalmar e tentar impedir Marega de sair de campo, mas hoje o maliano fez questão de apoiar o médio brasileiro.

“É meu irmão! Ele apenas tentou acalmar-me como um irmão e eu sei que ele está comigo”, escreveu o avançado na sua conta na rede social Instagram, agradecendo ainda a todos pelo apoio que tem sentido.

As reações de repúdio aos incidentes no Estádio D. Afonso Henriques surgiram de vários quadrantes, desde o desportivo, de clubes, entidades e outros jogadores, à esfera social e política, nomeadamente, do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Governo.

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