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Braga

Empresa portuguesa é a única na Europa com certificação para limpar locais do crime

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Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Uma firma portuguesa, a Deathclean, é a única empresa europeia certificada para limpeza e desinfeção especializada de locais do crime, contaminados por situações de homicídios, suicídios, decomposições, sangue outros fluidos corporais, tendo marcado presença no 5º Congresso de Investigação Criminal, que terminará já durante esta sexta-feira, em Braga.

Segundo disse a O MINHO Pedro Badoni, o fundador e responsável pela Deathclean, “a empresa surgiu para intervenções em casos de risco biológico”, mas sempre numa lógica de acompanhar a evolução social e de servir o mercado, “estamos agora a fazer formação na área do bioterrorismo e igualmente em cenários agentes químicos e biológicos, na sua desinfeção e descontaminação, o que ocorrerá já depois da fase de investigação criminal”.

Inspirado num filme norte-americano “Cleaner”, Pedro Badoni destaca ainda que “nós já estamos a fazer formação nas áreas química, nuclear e radiológica, para poder acorrer a situações que ocorram também em Portugal, colaborando ainda nesse aspeto com as autoridades”.

Por outro lado, “além da eficiência, pretende-se poupar os familiares e amigos das vítimas a ficarem com um trauma ao limparem um local de morte”, salientou ainda Pedro Badoni, explicando que “trabalhamos também em situações de insalubridade”, como a limpeza de acumulação compulsiva, vírus, bactérias e fungos, além dos casos de remoção de odores.

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Braga

Adepto do Sporting agredido em Braga

Jogo entre Sporting e SC Braga

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Um jovem adepto do Sporting, de 26 anos, foi agredido, esta terça-feira à noite, em Braga, alegadamente por adeptos do SC Braga, após jogo da meia-final da Taça da Liga, que pôs frente-a-frente os dois clubes.

Ao que O MINHO apurou, Joel e a namorada foram comer qualquer coisa à Taberna Belga, após o jogo, que viram na televisão. Lá dentro, o jovem foi abordado por um adepto do Braga, que lhe disse que, se não tirasse a camisola que levava vestida (do Sporting), não acabava de comer.

Entretanto, Joel foi à rua fumar um cigarro, e três adeptos do SC Braga, incluindo o que o ameaçou, seguiram-no e começam a bater-lhe com um bastão.

A namorada, que também veio à rua, também foi agredida.

Joel ficou com um hematoma profundo numa perna e com a cabeça rachada (levou sete pontos).

Face à situação, gerou-se grande confusão em frente àquele conhecido espaço de restauração, com mais agressões a adeptos do Sporting e com a vinda de mais um grupo de adeptos do SC Braga.

Posteriormente, com a chegada da Equipa de Prevenção e Reação Imediata e da Equipa de Intervenção Rápida da PSP, entretanto chamadas ao local, os ânimos ficaram mais calmos.

Os alegados adeptos do SC Braga acabaram por fugir e ninguém foi identificado.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Joel Martins foi transportado para o Hospital de Braga pelos Bombeiros Sapadores de Braga. A namorada  também foi levada na mesma ambulância, não tendo sido possível apurar se seguiu viagem como acompanhante da vítima ou como ferida.

Após sair do hospital, o adepto do Sporting foi à esquadra da PSP, onde apresentou queixa.

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Braga

Grupo de polícias exibe tarja na meia-final da Taça da Liga

No SC Braga-Sporting, em Braga

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Foto: Paulo Jorge Magalhães /O MINHO

Um grupo de polícias exibiu hoje uma tarja a exigir respeito pela classe, durante a primeira meia-final da Taça da Liga de futebol, entre o SC Braga e o Sporting, em Braga.

“Polícias exigem respeito”, podia ler-se na tarja que foi mostrada aos 21 minutos do encontro em Braga, por um grupo de polícias colocados na bancada nascente, onde estão os adeptos do Sporting e que está de frente para as câmaras da transmissão televisiva.

Elementos da PSP e da GNR realizaram hoje protestos em simultâneo em Braga, Lisboa e Faro, numa ação convocada pelos sindicatos.

Organizadas por sete sindicatos da PSP e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), as concentrações realizaram-se em frente do estádio de Braga, junto do Ministério das Finanças, em Lisboa, e no jardim Manuel Bivar, em Faro.

Entre as reivindicações estão o pagamento do subsídio de risco, atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, criação de legislação relacionada com higiene e saúde, aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

As concentrações de hoje vão dar início aos protestos que os elementos da PSP e GNR pretendem organizar mensalmente até que o Governo responda às reivindicações, estando a ser ponderadas a entrega das armas e uma greve de zelo.

O Ministério da Administração Interna (MAI) definiu um calendário específico das matérias objeto de diálogo com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, tendo sido já realizado três reuniões.

A primeira reunião sobre o pagamento dos retroativos dos suplementos não pagos em período de férias decorreu sem um acordo, das outras, sobre o plano plurianual de admissões na PSP e da GNR e suplementos remuneratórios, ainda não há resultados.

O ministro Eduardo Cabrita já anunciou o recrutamento de 10 mil elementos para a PSP, GNR e SEF até 2023 no âmbito do plano plurianual da admissão.

Os sindicatos acusam o MAI de falta de abertura em acolher as propostas das estruturas sindicais.

No âmbito das reuniões com o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna vão decorrer ainda reuniões em 13 de fevereiro sobre a lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança e em 05 de março sobre segurança e saúde no trabalho.

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Braga

Encontrou amigo de escola e começou a extorqui-lo e a forçá-lo. Vai ser julgado em Braga

Por sequestro, extorsão e furto

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Foto: O MINHO / Arquivo

Vai ser julgado por sequestro, extorsão e furto qualificado. António Cabrera Ribeiro, de 27 anos, de Braga, foi acusado pelo Ministério Público do Tribunal local por ter tentado extorquir dinheiro a um antigo colega de escola, João Morant.

Diz a acusação que os dois se encontraram no início de 2018, no bairro do Fujacal, depois de vários anos sem se verem. A certa altura, o Cabrera propôs-lhe a compra de umas sapatilhas da marca Nike, dizendo-lhe que “depois falavam no preço”. Morant aceitou.

Passados alguns dias, António Cabrera começou a telefonar ao amigo, a exigir dinheiro e a começar a ameaçá-lo. Fê-lo por duas ou três vezes, dizendo que “tinha de dar de comer aos filhos!”.

Como resposta, o comprador das sapatilhas disse-lhe que só recebia o salário no começo de maio. Apesar disso, intimidado, foi-lhe entregar dez euros. Em sete de maio, o Cabrera fez mais um telefonema e, em resposta, foi-lhe dito que lhe daria mais 40 euros já que as Nike não valiam mais do que 50. Ameaçado, deu-lhe 40 euros e acabou por lhe entregar mais 50. Mas o caso não ficou por aqui.

Sequestro e furto

De facto, a 10 de maio, o Cabrera telefonou-lhe pedindo-lhe mais dinheiro, por que estava “com problemas”. Insistiu em marcar um encontro e explicou-lhe que “tinha uma dívida a uns ciganos de Barcelos, oriundos da Galiza, que teria de pagar “para não ter problemas”. Ingénuo – diz o MP- Morant voltou a encontrar-se com ele, mas disse-lhe que não tinha dinheiro. Ato contínuo, o arguido deu um murro na proteção lateral do vidro do carro, partindo-o.

Foram, depois, a um café em Maximinos. Aí, a vítima, que trazia um telemóvel Samsung, pediu à dona que lho guardasse, temendo que o outro lho tirasse. Na ocasião, meteu o cartão multibanco numa sapatilha, para o esconder.

A seguir, como que o obrigou a entrar para o carro, para irem ter com os tais indivíduos, que descreveu como “traficantes periogosos”.

Pediu-lhe para ir levantar 120 euros a um multibanco em Ferreiros, o que João Morant fez, mas com o cartão de outra conta, onde só tinha três euros.

Quis, então, sacar-lhe o telemóvel, mas ele disse que não o trazia. Cabrera revistou-o e ligou para o telemóvel para ver se o escondia.

“Não brinques comigo”, ameaçou. Ao todo, obrigou Morant a andar três horas de carro, às voltas, sempre proferindo ameaças.

Telemóvel de 789 euros

No dia seguinte, pelas 07:45 da manhã foi ao café, suspeitando que tinha lá ficado. Pediu-o à dona, esta disse que não tinha nada, mas ele ligou o ouviu-o a tocar. Acabou por sair com ele, furtando-o.

O MP concluiu que o arguido agiu para privar a vítima da “sua liberdade” e acusou-o de sequestro, extorsão e furto. Vai ser julgado ainda este mês.

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