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Barcelos

Empresa de Barcelos distribui três milhões de máscaras pelo país e deixa críticas ao CITEVE

Covid-19

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Garland, da Maia, assegura a logística. Foto: Divulgação / Garland

A empresa Naturimprove, sediada em Aldreu, Barcelos, leva a cabo a distruibuição de cerca de três milhões de equipamentos de proteção individual a várias unidades de saúde do país, foi hoje anunciado.

O material consiste em máscaras cirúrgicas, máscaras KN95 (FFP2), viseiras e óculos de proteção, disse Judith Oliveira, responsável da administração da empresa, em declarações a O MINHO.

A marca barcelense está a abastecer entidades como o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o IPO do Porto e as misericórdias, por entre 40 instituições.

Durante a próxima semana, chega um avião fretado ao Aeroporto de Lisboa com mais material, proveniente da China, para ser distribuído pelo Grupo Garlando, operador logístico, que armazena o equipamento no Centro logístico da Maia I para distribuição a nível nacional.

“Dada a urgência das unidades de saúde, motivada pela necessidade de resposta à propagação da covid-19, a distribuição será efetuada em 12 a 24 horas”, assegurou o distribuidor, em declarações à agência Lusa.

Máscaras sociais produzidas por empresas de Barcelos

A crise no têxtil face à ausência de matéria-prima e queda nas exportações levou a que várias empresas do ramo estejam a atravessar dificuldades para manter as linhas de produção ativas.

Judith conta a O MINHO que, atualmente, a Naturimprove está a “dar trabalho a empresas do setor privado” para o fabrico de máscaras de uso social. Uma dessas empresas é a PLF, sediada na freguesia de Carapeços.

“São vários os pedidos de pequenas empresas para a confeção destas máscaras, mas a PLF tem sido a que dispõe de maior amplitude para a sua produção”, sublinha.

CITEVE atrasa processo de certificação mas já há um “plano B”

Esta operação que tem ajudado o tecido empresarial do concelho iniciou “há cerca de 15 dias”, mas encontrou entraves na certificação, a cargo do CITEVE, sediado em Famalicão.

Judith acusa o organismo de atrasar o processo de certificação, chegando ao ponto de “não atenderem o telemóvel”. A empresária iniciou, entretanto, um “plano B”, conseguindo a certificação a nível internacional, que é válida também em Portugal, segundo decretou a Direção-geral da Saúde.

“Neste momento estou a redigir o processo para certificadores internacionais, pois não é só o CITEVE que certifica as máscaras sociais a utilizar em Portugal”, expõe.

“O CITEVE está a fazer uma triagem bastante dúbia em relação às empresas a quem atribui os certificados, e estamos há mais de um mês à espera do nosso”, sublinha.

O MINHO tentou contactar o CITEVE mas não obteve respostas até ao momento da publicação desta notícia.

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