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Empresa 100% japonesa anunciou nova fase de expansão em Famalicão

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Empresa produz peças em alumínio para motores da Honda e tem planos para crescer no concelho

Com uma estrutura acionista 100 por cento japonesa, a Tesco é mais um bom exemplo da vocação exportadora e da atratividade de Vila Nova de Famalicão para o investimento estrangeiro, diz o município de Famalicão, em comunicado, reforçando que o concelho é notado por acolher várias empresas de dimensão mundial. Esta segunda-feira anunciou uma nova fase de crescimento.

Presente em Portugal desde 1993, a empresa especializada na produção de peças de alumínio fundido por alta pressão para motores de automóveis escolheu o concelho famalicense para crescer quando, em 2008, se fixou em Ribeirão em instalações construídas de raiz. É, de acordo com o município, um fornecedor fundamental para a fábrica da Honda, em Swindon, Inglaterra.

Desde então teve duas fases de expansão. E já equaciona a terceira, com o previsível reforço da produção.

“Ainda não podemos divulgar dados, mas o contrato com um novo cliente já está concluído”, disse o administrador Tuji Mochiznki, esta segunda-feira, 14 de março, durante a visita que o Presidente da Câmara, Paulo Cunha, realizou à empresa no âmbito do roteiro Famalicão Made IN.

Aquele responsável admitiu que o crescimento da Tesco terá reflexos positivos ao nível da criação de emprego e do reforço do seu peso no seio do grupo nipónico. Até porque a Tesco de Famalicão é a única base de produção na Europa, de um total de onze empresas.

“Tem um papel muito importante para a expansão dos negócios no mercado europeu”, enfatizou.

A Tesco exporta tudo o que produz (cerca de 4.800 toneladas de componentes de alumínio, anualmente) e emprega 360 pessoas que laboram em horário contínuo (24 horas por dia e sete dias por semana). Com mão-de-obra altamente especializada e tecnologia de última geração, produz peças que vão desde os sete gramas até aos seis quilos. Foi já reconhecida pela sua performance na área da qualidade.

Desde o arranque da atividade em Famalicão que a Tesco não parou de crescer. Nos últimos quatro anos, praticamente duplicou a faturação – de 13,5 milhões de euros em 2011 para 25 milhões de euros no ano passado, prevendo fechar o exercício atual nos 26 milhões.

“É mais um notável exemplo da força e diversidade empresarial do concelho de Famalicão”, diz o município famalicense, que Paulo Cunha quis conhecer e colocar no plano mediático.

“A Tesco é uma referência pela sua capacidade produtiva, pelo número de colaboradores e porque combina dois sectores muito importantes para a economia famalicense, a metalomecânica e o automóvel. Ficamos muito satisfeitos por Famalicão acolher uma das poucas empresas em Portugal com capital totalmente japonês”, apontou.

O autarca enalteceu ainda o facto de a Tesco, “à semelhança de outras multinacionais, permitir que Famalicão seja considerado um concelho atrativo para o investimento estrangeiro”.

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Guimarães

Relatório aponta Guimarães como referência no combate às alterações climáticas

Clima

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Foto: Divulgação

A cidade de Guimarães é uma das cidades “melhor preparadas e com mais capacidade de resposta” às alterações climáticas, adiantou hoje a autarquia, citando um relatório de fevereiro da Rede Carbon Disclosure Project (CDP).

Em comunicado divulgado pela Lusa, a Câmara de Guimarães realça ainda que, em fevereiro, aquela organização não-governamental considerou que o concelho é também “uma das cidades que mais valorizou e reforçou as suas preocupações ambientais”, sendo que obteve a segunda classificação mais alta da escala de avaliação, inserindo-se no grupo que representa 10% das cidades mais bem classificadas em todo o mundo.

Hoje, o CDP, num outro estudo, divulgou que centenas de cidades do mundo já estão a sentir os efeitos das alterações climáticas, como Lisboa, Porto, Braga, Cascais e Guimarães, em Portugal, mas só metade está a tomar medidas.

Já segundo o relatório de fevereiro, Guimarães é “uma cidade líder que demonstra melhores práticas em adaptação e mitigação, tem definidas metas ambiciosas e realistas, e tem demonstrado progresso para atingir essas metas”.

“Um dos eixos da política municipal desde 2013 é a candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia. Grupos temáticos e segmentados efetuaram um trabalho intenso no sentido de avaliar e reportar informação para que Guimarães seja hoje uma cidade líder que demonstra melhores práticas em adaptação e mitigação às alterações climáticas”, refere o primeiro relatório do CDP, datado de fevereiro.

Como exemplos de “medidas de adaptação”, a autarquia aponta a construção das bacias de retenção, inauguradas em junho de 2015, uma intervenção que “teve como principal objetivo a melhoria e a manutenção da função hidráulica da Ribeira da Costa, constituindo uma solução para evitar cheias no centro da cidade”.

Foram assim criadas, salienta o município, “três bacias de retenção a funcionarem apenas em alturas de picos de pluviosidade intenso, no sentido de evitar inundações na parte baixa da cidade. Desde 2015, após a entrada em funcionamento das bacias de retenção, não houve mais nenhum episódio de cheias na zona baixa da cidade, até então crítico no que diz respeito às inundações no espaço urbano”.

Outra medida adotada por Guimarães foi a construção da Academia de Ginástica, inaugurada em 2017, sendo “um edifício ambientalmente sustentável e de referência, com um elevado grau de eficiência energética, ao consumir a energia produzida pela própria infraestrutura, com recuperações de calor e consumos energéticos compatíveis com o uso, próximos da autossustentabilidade”, que se “interliga igualmente com a Ecovia de Guimarães, cuja inauguração foi em 2018”.

A câmara refere ainda outras medidas: “a abertura do concurso para adjudicação de serviço de transporte público com uma taxa superior a 50% de autocarros 100% elétricos, a criação de mais de três dezenas de Brigadas Verdes (com o objetivo da proteção do património natural), a transformação de prédios sociais em edifícios ambientalmente sustentáveis, a intervenção, em concurso de obra, de mais de 300 habitações sociais”, enumera.

“Acresce a todas estas ações os programas educativos ambientais em todas as Escolas, com 50 estabelecimentos de ensino considerados ‘Eco Escolas’ e o ‘Ecoparlamento’, um dos projeto-chave do Programa Ecológico de Guimarães para a Aprendizagem do Desenvolvimento Ambiental Sustentável – PEGADAS”, lê-se.

De realçar ainda, segundo a autarquia, que “além da regeneração da fauna e flora autóctones das margens dos rios, verifica-se um aumento das áreas verdes em todo o município, onde se integra a rota da biodiversidade da montanha da Penha”

A autarquia garante também a existência de “planos estratégicos e abrangentes para assegurar que as ações que estão a adotar reduzirão os impactos climáticos e a vulnerabilidade dos cidadãos, empresas e organizações instaladas no território”.

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Famalicão

Pena suspensa para solicitador que lesou empresa de Famalicão

Condenado pelo desvio de 12 mil euros

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Foto: Facebook

O tribunal criminal de São João Novo, no Porto, condenou um solicitador de execução a dois anos e meio de prisão, pena suspensa, por desviar mais de 12 mil euros de processos executivos em que trabalhou.

Segundo o acórdão, datado de 03 de outubro e divulgado esta terça-feira pela Procuradoria Distrital do Porto, o arguido terá também de pagar ao Estado a quantia correspondente à vantagem que obteve com a prática do crime.

O coletivo de juízes determinou que a suspensão da pena fica sujeita ao regime de prova, assente no cumprimento de um plano de reinserção social.

Os factos do processo ocorreram de 2008 a 2011 e, segundo a acusação, o solicitador de execução “cobrou e recebeu diversos montantes, num total de 12.301,66 euros, por conta das quantias exequendas, montantes que guardou, fez seus e usou como quis, ao invés de os entregar aos credores nos processos, a quem pertenciam”.

Foram lesadas várias sociedades dos distritos do Porto (concelhos de Maia, Paços de Ferreira, Penafiel, Porto e Valongo) Aveiro (capital do distrito), Braga (Vila Nova de Famalicão) e Faro (Portimão).

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Fafe: Atira arma para debaixo do carro em “operação stop” mas acaba detido

Crime

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Foto: GNR

Um jovem de 24 anos foi detido por militares do Posto Territorial de Fafe da Guarda Nacional Republicana (GNR) por posse de arma proibida, anunciou esta terça-feira aquela força policial.

De acordo com nota enviada pela guarda, o indivíduo, no passado sábado, terá saído “repentinamente” de uma viatura na sequência de a mesma ter sido “mandada parar” numa operação de fiscalização rodoviária.

O homem terá atirado “um objeto” para debaixo do veículo, de acordo com os militares que procediam à fiscalização, tendo estes verificado que se tratava de uma arma proibida.

“Apurou-se ser uma pistola de alarme, que tinha sido adaptada para calibre 6.35mm com três munições, tendo a mesma sido apreendida”, refere o comunicado da GNR.

O detido foi constituído arguido e os factos remetidos ao Tribunal Judicial de Fafe.

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