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Cabeceiras de Basto

Empreendedorismo “qualificado e criativo” distinguido em Cabeceiras de Basto

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Foto: Divulgação

O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, marcou presença na sessão de encerramento da I Feira de Empreendedorismo Qualificado e Criativo, uma iniciativa organizada pelo projeto Creative Village, em parceria com a Câmara Municipal e com a Basto Empreende, que decorreu nos passados dias 13 e 14 de abril na Casa da Juventude de Cabeceiras de Basto. Estiveram também presentes nesta sessão o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, o diretor do Centro Distrital de Segurança Social de Braga, João Ferreira, e a mentora do projeto Creative Village, Benedita Aguiar.


O encerramento, que aconteceu no passado sábado, foi antecedido pela sessão solene de distinção de startups locais, algumas delas constituídas com o apoio do projeto Creative Village, onde estiveram em destaque dez investidores que criaram as suas empresas recentemente em Cabeceiras de Basto. São empresas ligadas as setores da engenharia e arquitetura, ourivesaria, imagem e fotografia, estofagem, restauração, apoio social e saúde.

Na oportunidade, segundo informou a autarquia, em nota enviada às redações, o presidente da Câmara destacou o empenho e trabalho dos jovens empreendedores cabeceirenses, afirmando que é intuito da Câmara Municipal tornar o concelho cada vez mais atrativo, capaz de fixar a população. Francisco Alves deu ainda os parabéns aos empresários que viram reconhecidos os investimentos através deste galardão atribuído pelo projeto Creative Village. O autarca louvou, ainda, esta iniciativa promovida pela Associação Famílias, com o apoio da Iniciativa Portugal 2020, com financiamento EU/FEDER, através do Programa POCI/COMPETE.

Por seu turno, o diretor da Segurança Social de Braga, João Ferreira, falou da importância do empreendedorismo na atualidade, com destaque para o empreendedorismo social que se assume como uma “alavanca para o desenvolvimento do setor social”.

Joaquim Barreto, presidente da Assembleia Municipal, deputado da Assembleia da República e também ele presidente da direção da Basto Empreende – Núcleo Associativo de Empresas, começou por evidenciar as “oportunidade e desafios” existentes no interior do país, como é o caso do concelho de Cabeceiras de Basto. Joaquim Barreto disse ser necessário “mudar as políticas para o interior”, políticas essas que “combatam a desertificação e que fomentem o povoamento” destes territórios de baixa densidade, onde o “sentido humanista e solidário” está mais presente.

Na sessão estiveram também presentes os vereadores Carla Lousada e Pedro Sousa, entre outros convidados e público em geral.

Durante os dois dias da I Feira de Empreendedorismo Qualificado e Criativo, sexta-feira e sábado, foi promovido o empreendedorismo qualificado e criativo, impulsionando-se a deteção de potenciais empreendedores, o estímulo e apoio às ideias inovadoras, bem como a capacitação de arranque de iniciativas empresariais.

O certame pretendeu ser, assim, um espaço com múltiplas atividades, sendo de salientar o apoio técnico, a disseminação de informações, a partilha de casos de sucesso e de iniciativas complementares.

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Ave

Jovem de 20 anos acusada de roubo a idoso em Cabeceiras de Basto

Justiça

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público (MP) acusou uma jovem de 20 anos pelo roubo a um idoso em Cabeceiras de Basto, em setembro de 2019, anunciou hoje a Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

Em nota publicada na sua página, a procuradoria refere que a arguida vai responder por roubo qualificado.

O MP considerou indiciado que a arguida e uma outra mulher decidiram, no dia 09 de setembro, abordar pessoas de idade avançada junto aos CTT de Cabeceiras de Basto, conduzi-las a um local ermo e ali retirar-lhes, com o uso da força, objetos e dinheiro que tivessem consigo.

Ainda segundo o MP, a arguida, na execução daquele propósito, abordou um homem de 74 anos, conseguindo que o mesmo a seguisse até um beco, “a pretexto de que lhe iria mostrar uma coisa”.

Naquele beco, estava uma outra mulher que “lançou as mãos” a um fio de ouro, no valor de 250 euros, que o idoso tinha ao pescoço e arrancou-o, fugindo com ele.

A arguida foi intercetada por um militar da GNR à civil que seguia nas imediações.

Aguarda julgamento sujeita à medida de coação de obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica.

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Ave

Enchimento da barragem de Daivões deverá começar a partir de outubro

Cabeceiras de Basto

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Foto: CM Cabeceiras de Basto

O enchimento da albufeira de Daivões, barragem localizada em Ribeira de Pena e inserida no Sistema Eletroprodutor do Tâmega, que serve o concelho minhoto de Cabeceiras de Basto e que estava previsto para junho, “não começará” até “ao final de outubro”, disse hoje a Iberdrola.

“As atividades necessárias para o fechamento do túnel de desvio do rio estão em curso neste verão. Em todo o caso, os caudais no rio durante o verão são muito baixos e o enchimento da albufeira, propriamente dito, não começará até ao final de outubro”, esclareceu a elétrica espanhola numa resposta escrita.

A agência Lusa pediu um ponto de situação à Iberdrola, que apontava junho de 2020 como o mês em que se iniciaria o enchimento da albufeira de Daivões. A empresa prevê ainda que a exploração comercial deverá arrancar em 2021.

O Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), que foi concessionado à espanhola Iberdrola e inclui a construção das barragens de Daivões, Gouvães e Alto Tâmega, no distrito de Vila Real, tem tido um percurso polémico.

O projeto hidroelétrico foi apresentado oficialmente em 2009, no ano a seguir perdeu uma das quatro barragens inicialmente previstas por imposição da Declaração de Impacto Ambiental (DIA), as obras começaram em 2014 e as previsões apontam a sua conclusão para 2023.

De acordo com dados fornecidos pela empresa, o SET tem impacto em 59 casas, das quais 49 situam-se em Ribeira de Pena e, destas, 43 são diretamente afetadas pela albufeira de Daivões.

As restantes casas ficam situadas em Boticas, Chaves e Vila Pouca de Aguiar e serão atingidas pela albufeira de Alto Tâmega.

Algumas famílias queixaram-se das indemnizações pagas pela concessionária espanhola, tendo sido apontados casos em que o valor indemnizatório não chegava para a construção ou aquisição de uma nova casa.

Os processos de desalojamento dos moradores foram revistos, uma negociação intermediada pela Câmara de Ribeira de Pena e acompanhada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN).

Em dezembro, foi acordado o pagamento pela Iberdrola de mais 1,4 milhões de euros de indemnização às famílias afetadas, tratando-se de uma compensação adicional para a construção de casa. Os primeiros cheques foram entregues em maio.

Esta compensação adicional ao processo de expropriação tem como base a medida 29 do Plano de Ação Socioeconómico da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), aprovado em 2015.

No início deste ano trabalhavam no SET cerca de 1.800 pessoas, das quais perto de 370 eram dos municípios da região.

Em março, preocupado com a pandemia de covid-19 e a grande mobilidade de trabalhadores, nomeadamente espanhóis, o presidente da Câmara de Ribeira de Pena pediu a suspensão temporária, mas imediata, das obras nas três barragens que fazem parte do SET, o que nunca viria a acontecer.

No final de abril, num ponto de situação feito à Lusa, a empresa espanhola disse que as obras estavam a avançar “praticamente ao ritmo normal com aproximadamente 1.000 trabalhadores”. Deste número “apenas 5%” eram trabalhadores transfronteiriços.

O SET é um dos maiores projetos hidroelétricos na Europa, nos últimos 25 anos, e representa um investimento de 1.500 milhões de euros.

Os três aproveitamentos hidroelétricos que integram a “gigabateria do Tâmega” (Gouvães, Daivões e Alto Tâmega), totalizam uma potência de 1.158 megawatts (MW), alcançando uma produção anual de 1.760 gigawatts hora (GWh), ou seja, 6% do consumo elétrico do país.

O projeto hidroelétrico foi apresentado oficialmente pela Iberdrola em janeiro de 2009 e, na altura, foi anunciado que as quatro barragens do Alto Tâmega deveriam estar em funcionamento até 2018.

Em Junho de 2010, foi aprovada a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) que chumbou a barragem de Padroselos, prevista para o rio Beça, por causa do mexilhão-de-rio do Norte, uma espécie protegida pela legislação europeia e que chegou a ser dada como extinta em Portugal.

Os concelhos afetados pelo Sistema Eletroprodutor do Tâmega são: Ribeira de Pena, Boticas, Vila Pouca de Aguiar, Chaves, Valpaços, Montalegre e Cabeceiras de Basto.

O plano de ação socioeconómico, assinado com as sete câmaras, destina cerca de 50 milhões de euros para o desenvolvimento económico, social e cultural da região onde estão a ser construídas as três barragens.

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Ave

Cabeceiras de Basto isenta feirantes até ao final do ano

Covid-19

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Foto: CM Cabeceiras de Basto (Arquivo)

A Câmara de Cabeceiras de Basto aprovou um conjunto de apoios à atividade económica local, do qual se destaca apoios a 127 feirantes.

Em reunião do executivo, a Câmara Municipal decidiu isentar os feirantes do pagamento de taxas de ocupação de terrado na feira semanal, entre 01 de abril e 31 de dezembro, aplicando-se esta isenção automaticamente, não sendo necessário qualquer requerimento por parte dos beneficiários.

A feira semanal esteve encerrada entre março e maio, tendo reaberto no dia 01 de junho, “situação que trouxe inevitavelmente perda de receitas aos feirantes/comerciantes” e que a Câmara procura “minimizar com este importante apoio”.

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