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Eixo Atlântico defende aposta no turismo para reativar economia no pós-pandemia

Economia

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Ricardo Rio e Xoan Mao. Foto: Divulgação / CM Braga

O Eixo Atlântico defendeu hoje que o turismo é um instrumento crucial para reativar a economia e promover o território transfronteiriço no período pós-pandemia, pelo que importa apostar na qualificação da oferta e dos recursos humanos.

“Com a saída da pandemia, temos que apostar nas questões que movem a economia e priorizar o turismo”, disse à Lusa o secretário-geral do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, entidade que reúne 35 municípios do Norte de Portugal e da Galiza.

Xoan Mao falava no final de um seminário sobre estratégias de desenvolvimento turístico conjunto e a sua viabilidade no próximo Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP), um projeto financiado por fundos comunitários.

“Insistimos que o próximo POCTEP deve viabilizar projetos de turismo estruturados e que dinamizem a economia”, destacou o responsável, assinalando que a Eurorregião deve apostar num turismo de excelência, personalizado e “de autor” que possa captar público diferente daquele que procura o “low-cost”.

O futuro passa, assim, por apostar em estratégias de promoção turística agregadoras de todos os territórios, devendo, para Xoan Mao, evitar-se a duplicação de candidaturas de projetos semelhantes na Eurorregião Norte de Portugal – Galiza por entidades distintas “só pelo protagonismo”.

Também para o presidente do Eixo Atlântico, citado em comunicado, “todas as sinergias são importantes para fomentar o turismo de proximidade” no território transfronteiriço.

“Nesta Eurorregião, o turismo representa uma parcela fundamental para as empresas e para o emprego, apresentando um potencial de crescimento muito significativo”, sustentou Ricardo Rio.

O também presidente da Câmara de Braga defende que “não há turismo se não houver recursos que fomentem esse sector” e lembrou que, nos últimos anos, “o Eixo Atlântico tem efetuado um excelente trabalho em colaboração com cada um dos territórios para qualificar a oferta turística seja pela via de atividades culturais ou desportivas, pela valorização ambiental ou pela promoção do património”.

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