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Braga

Ecopontos da Braval incendiados, empresa desconfia de redes ilegais de recolha de lixo

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O diretor-geral da Braval, Pedro Machado, manifestou-se esta terça-feira convicto de que a “sistemática” destruição de ecopontos da empresa está relacionada com “redes paralelas e ilegais” de recolha de lixo.

“Parece evidente que não estamos, apenas e só, perante atos de irreverência juvenil. Tudo aponta para que haja aqui mão de redes paralelas e ilegais de recolha de lixo, interessadas em destruir pontos de reciclagem”, disse aquele responsável.

A Braval é a empresa que procede à valorização e tratamento dos resíduos sólidos dos municípios de Braga, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Amares, Vila Verde e Terras de Bouro.

Segundo Pedro Machado, só no espaço de uma semana foram incendiados oito ecopontos, nos concelhos de Braga, Póvoa de Lanhoso e Vila Verde, num prejuízo que ascende a 14 mil euros.

“Só no domingo, e no espaço de 10 minutos, foram incendiados cinco ecopontos, em Braga e Póvoa de Lanhoso. Não poderiam ter sido as mesmas pessoas, pelo que tudo nos leva a crer que se trata de um grupo organizado”, sublinhou.

Pedro Machado adiantou que, desde 2002, já foram destruídos mais de centena de meia de ecopontos da Braval.

“Os casos são tantos e tão recorrentes que, em 2014, o próprio seguro que tínhamos para o efeito deixou de cobrir esses riscos”, acrescentou.

Lamentou que a empresa tenha de usar os recursos financeiros de que dispõe para “repor” os índices de reciclagem, quando o objetivo “era, naturalmente, aumentá-los”.

“É com profunda revolta que assistimos a estes atos de vandalismo que destroem bens que são de toda a comunidade”, refere um comunicado da Braval, sublinhando que a população “acaba por ser a principal prejudicada”.

Acrescenta que os custos de reposição são “invariavelmente refletidos nas taxas de resíduos”.

Os atos de vandalismo são sempre reportados às autoridades competentes, mas, de acordo com Pedro Machado, “só uma vez, há cerca de 10 anos, é que foi identificada uma pessoa”.

Por isso, apela à “corresponsabilização” dos cidadãos, para que denunciem os culpados, caso tenham conhecimento dos autores daqueles “crimes” contra os bens públicos.

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