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Futebol

“É um orgulho muito grande fazer parte de um grupo de jogadores que luta até ao fim”

Ricardo Soares

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Foto: Gil Vicente FC / Facebook

Declarações após o jogo Tondela-Gil Vicente (1-0), da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio João Cardoso, em Tondela.

Ricardo Soares (treinador do Gil Vicente): “É um orgulho muito grande fazer parte de um grupo de jogadores que luta até à exaustão pelo melhor resultado possível e, por outro lado, também chegar ao balneário e ver um conjunto de jogadores revoltados pelo resultado que o jogo deu.

Ao intervalo, falámos e corrigimos alguns posicionamentos e, na segunda parte, estivemos sempre em jogo e criámos bastantes dificuldades ao Tondela e deveríamos ter saído daqui com, pelo menos, um ponto.

Os meus jogadores tiveram um equilíbrio emocional muito grande e cumpriram à risca aquilo que foi pedido, principalmente na segunda parte, estivemos sempre em jogo, pena foi que não levássemos daqui um ponto, porque era merecido para quem tanto lutou e trabalhou.

Há decisões que, às vezes, são determinantes para os resultados finais.

No futebol português parece que dá jeito fazer barulho e, sinceramente, não queria muito fazer barulho, sou educado por natureza. Só queria lembrar que o videoárbitro era o Luís Godinho. É importante as pessoas saberem quem era o videoárbitro.

No primeiro lance parece-me, claramente, que não há ali volumetria nenhuma no meu jogador. Aceito o penálti se ele o fizesse, não concordando, mas aceito, mas nunca a expulsão, isso então é ridículo. Se o penálti já é mau, a expulsão é ridícula.

A acabar é um penálti claríssimo, não sei qual é que é a dúvida, não sei o que é que o VAR está a fazer lá na cidade do futebol. Até aceito que o Rui Costa possa ter algumas dúvidas e deixou seguir, mas devia marcar penálti. Na dúvida tem de marcar, porque favorece o ataque, e não o fez.

Quem está na cidade do futebol que tem tempo, e mais do que tempo suficiente, que foi aquele tempo que faltou, por exemplo, no penálti, que aquilo foi com uma clareza e com uma evidência no nosso penálti impressionante, que demorou pouquíssimo tempo, mas depois no outro não tivemos o tempo suficiente para ver que o meu jogador foi carregado”.

Pako Ayestarán (treinador do Tondela): “Começámos muito bem e tivemos duas, três, quatro situações muito claras, em que o guarda-redes [do Gil Vicente] esteve muito bem.

Não fomos capazes de aproveitar a nossa superioridade.

Perdemos um pouco o controlo da bola nos últimos 20 minutos e depois perdemos duas oportunidades e ficas um pouco nervoso e creio que foi esse nervosismo que nos fez perder um pouquito a bola.

[Reação à afirmação do treinador do Gil Vicente que disse que merecia um ponto] Merecia um ponto? Tem de rever o jogo. Tem de rever o jogo e, se depois de o ver outra vez, continuar a pensar que merecia um ponto, então não sei nada de futebol.

O mais importante é que estamos a cair nos jogos fora, mas estamo-nos a levantar muito rápido em casa.”

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