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Braga

Dois hotéis de Braga acusados de ameaçar, perseguir e humilhar trabalhadores

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O PCP denunciou “pressões, ameaças, perseguição e humilhações” da administração dos hotéis Mercure e Íbis, de Braga, dirigidas “fundamentalmente” aos trabalhadores com contratos de trabalho permanente, exigindo saber que medidas pretende o Governo tomar para salvaguardar os direitos daqueles funcionários.


Numa pergunta dirigida ao ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o grupo parlamentar do PCP, através da deputada eleita pelo círculo de Braga, Carla Cruz, adianta que na sequência as práticas descritas, “porque as humilhações se tornam insuportáveis, cerca de uma dezena de trabalhadores rescindiu o contrato abdicando de receber a totalidade dos direitos”.

Além do “clima de pressão e chantagem”, o PCP alega existirem “vários atropelos” à legislação laboral no funcionamento daquelas unidades hoteleiras. Assim, o PCP questiona o ministério tutelado por Vieira da Silva sobre “que medidas tenciona o Governo tomar para salvaguardar os interesses e direitos” daqueles trabalhadores.

O grupo parlamentar comunista quer ainda saber se a “Autoridade para as Condições do Trabalho já realizou ou vai realizar atividade inspetiva naquela empresa” e “quais os resultados dessa atividade”.

 

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Braga

Braga: Escapa quase ileso a aparatoso acidente à entrada da autoestrada

Acidente

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Um homem de 33 anos, de nacionalidade chinesa, escapou com ferimentos ligeiros a um desastre automóvel, ao início da noite de quinta-feira, no acesso à autoestrada, em Braga.

O condutor seguia no sentido Norte – Sul quando perdeu o controlo da carrinha de mercadorias IVECO, acabando por embater contra os separadores centrais da A3, no lanço de acesso às portagens.

A carrinha acabou por raspar nos separadores durante alguns metros, acabando por tombar numa posição complicada para os socorristas, que demoraram cerca de quatro horas a retirar o condutor.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Preso pelas pernas, o homem foi sempre acompanhada pela equipa médica da VMER de Barcelos, enquanto elementos da Companhia de Bombeiros Sapadores de Braga procederam ao corte da carrinha para conseguir extrair a vítima sem causar ferimentos.

A equipa que inicialmente estava a proceder aos trabalhos acabou por ser rendida por outra, cerca das 21:30, com elementos do turno da noite, que entraram às 20:00 ao serviço. O alerta foi dado às 19:07.

E ferimentos, poucos tinha, quando, pouco depois das 22:30, conseguiu finalmente sair da viatura para ser estabilizado pelos bombeiros e transportado para a unidade hospitalar local.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Acabou por sofrer ferimentos nos pés e nas pernas, mas nada de sério, devendo ter alta nas próximas horas. Fonte dos socorristas explicou que “a posição da viatura” dificultou toda a operação.

A carrinha transportava bens alimentares para Aveiro quando sofreu o acidente. Uma outra carrinha da mesma empresa acabou por chegar ao local do sinistro para transferência da carga.

Apesar dos trabalhos na via, não houve registo de filas, estando a faixa mais à esquerda totalmente desimpedida para circulação rodoviária.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

A Brigada de Trânsito da GNR controlou as operações enquanto que elementos da BRISA sinalizaram e também deram assistência no acidente. Foram os primeiros a chegar ao local.

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Braga

Incêndio noturno em Vila Verde

Incêndio florestal

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Foto: Ilustrativa / DR

Um incêndio florestal está a consumir zona de mato no concelho de Vila Verde, com alerta dado ao início da noite desta quinta-feira.

As chamam lavram em floresta no lugar da Roda, na freguesia de Valdreu.

No local estão 38 operacionais e dez viaturas, segundo informações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

 

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Braga

Pedida condenação de mulher que ficou com objetos furtados a Domingos Névoa

Assaltos milionários no Minho

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Foto: O MINHO / Arquivo

O Ministério Público pediu, esta quinta-feira, no Tribunal de Braga a condenação pelo crime de recetação de uma mulher de Braga julgada sob a acusação do Ministério Público de ter assaltado, em 2015, com o seu então companheiro, Mário Fernandes, a casa do empresário Domingos Névoa, em Braga, furtando um Mercedes e 35 objetos valiosos.

Pedido que estendeu aos outros nove arguidos, alegadamente membros de dois grupos que assaltaram o banco Santander, em Braga e dez vivendas nos distritos de Braga e de Viana do Castelo

A Procuradora considerou, nas alegações finais, que a arguida não terá participado no assalto, mas aceitou ficar com os objetos, bem sabendo que lhe não pertenciam, no caso, e entre outros, com uma mala Luís Vitton e uns óculos da marca Prada, propriedade da filha do empresário.

A mulher foi encontrada, em fevereiro de 2017, pela filha de Névoa na Farmácia Pipa com a mala, que a reconheceu, dado que, a tinha personalizado, aquando da compra. Dirigiu-se-lhe, mas ela fugiu do local. Mais tarde, pesquisou no Facebook e viu que tinha postado uma foto com uns óculos iguais aos seus.

O MP diz que o casal, desagradado com os termos de um acordo de pagamento de uma dívida para com a firma Carclasse, do empresário, decidiu assaltar a sua vivenda. Ao todo, o carro furtado e os 35 objetos, valem 117 mil euros.

Em julho de 2017, a GNR encontrou na casa de Cristina e de Mário, quatro dos objetos furtados.

Todos condenados

Ontem, o MP pediu a condenação dos dez arguidos julgados por assaltos ao banco Santander e a vivendas na região minhota, embora em alguns, poucos, casos, tenha «deixado cair», pedindo a absolvição, alguns crimes.

O julgamento envolveu dois grupos diferentes: um o que fez o assalto ao Santander (quatro milhões de euros) e à vivenda do cantor Delfim Júnior, nos Arcos de Valdevez – que rendeu 280 mil euros – e a um restaurante em Ponte de Lima, onde foram furtados 200 mil.

Para este grupo, que inclui o agente da PSP Carlos Alfaia e três outros arguidos, a magistrada pediu a condenação por associação criminosa e por furto qualificado.

Para o outro, que fez assaltos mais pequenos ou menos rendosos, solicitou a absolvição deste crime, embora sugerindo a condenação por furto. Neste caso, considerou que, e ao contrário do que assaltou o Santander não houve uma estrutura organizativa, de tipo criminoso, entre os envolvidos.

4,7 milhões

Conforme O MINHO tem divulgado, o Ministério Público avaliou, na acusação, em 4,7 milhões de euros, sem contabilizar a moeda estrangeira, o dinheiro furtado. Só no banco levaram 2,6 milhões em dinheiro e 400 peças guardadas em 52 cofres. Ao todo, quatro milhões. De entre os lesados estão, também, o empresário Domingos Névoa, o cantor limiano Delfim Júnior, e o médico e antigo atleta do SC Braga, Romeu Maia.

Associação criminosa

O MP considera como mentor da “associação criminosa” o arguido Joaquim Marques Fernandes (de Priscos, Braga) que terá criado o gangue com Vítor Manuel Martins Pereira (de Vila do Conde), Luís Miguel Martins de Almeida (Braga) e Rui Jorge Dias Fernandes (Braga). Os quatro estão em prisão preventiva.

Oito dos nove arguidos estão acusados de associação criminosa e de furto qualificado. O caso envolve o agente da PSP Carlos Alberto Alfaia da Silva, de Ponte de Lima que dava informações, a troco de dinheiro, sobre quais as casas a assaltar. Engloba, ainda, Paulo Sérgio Martins Pereira, (irmão do Vítor), de Famalicão, Mário Marques Fernandes, de Braga, André Filipe Pereira, de Famalicão, e Manuel Oliveira Faria, de Braga.

O bando atuou “pelo menos desde 2017 até Junho de 2018, em Braga, Viana do Castelo, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez”. Utilizava recursos tecnológicos sofisticados para praticar os assaltos, como inibidores de telecomunicações, de alarmes, e até para neutralizar cães.

Classe média alta

Escolhiam casas de pessoas da classe média alta e estudavam os hábitos dos seus proprietários. Usavam sete viaturas.

Os assaltos, feitos de noite, passaram pela casa de José Rodrigues Ribeiro, em Mire de Tibães, Braga. Os objetos, dinheiro, ouro e informática, eram transportados para casa de um deles e divididos de imediato. No dia seguinte, iam pagar dívidas e depositar dinheiro.

Seguiu-se uma residência na Areosa, em Viana do Castelo, (de onde nada levaram) depois outra em Tenões, Braga. Em 2018, fizeram uma no Areal de Cima, em Braga e a Quinta da Carcaveira, em Ponte de Lima. Seguiu-se uma casa em Braga, com quadros valiosos. Para guardar os objetos alugaram um armazém em Barcelos.

Cantor e empresário

Em abril foram a casa do cantor Delfim Júnior, nos Arcos de Valdevez. Trouxeram 190 mil em notas e várias outras estrangeiras. Levaram, ao todo, 230 mil.

Outra vítima foi o médico Romeu Maia Barbosa, ex-atleta e diretor clínico do SC Braga. O bando começou por lhe furtar um BMW. Depois assaltaram-lhe a casa, levando dezenas de produtos.

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