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Governo adia fim do período crítico de incêndios para 15 de outubro

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O Governo adiou esta terça-feira o fim do período crítico de incêndios para 15 de outubro, devido às condições meteorológicas, permanecendo a proibição, entre outras, de fumar ou de fazer lume e fogueiras em espaços florestais e agrícolas.


“O secretário de Estado das Florestas assinou já a portaria que prorroga até ao próximo 15 de outubro o período crítico do Sistema de Defesa da Floresta contra incêndio”, refere, em comunicado, o gabinete do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres.

O período crítico de incêndios, que deveria terminar na sexta-feira, foi prorrogado devido às “condições meteorológicas”.

“As condições meteorológicas determinam a adoção desta medida, tendo em conta que se prevê tempo seco e quente e ventos, ou seja, a conjugação de fatores amigos do fogo, que ajudam à propagação de incêndios e que podem transformar qualquer pequena ocorrência num enorme desastre”, refere o secretário de Estado, citado no comunicado.

Durante o período crítico de incêndios é proibido nos espaços florestais e agrícolas fumar, fazer lume ou fogueiras, fazer queimas e queimadas, lanças foguetes ou balões de mecha acesa, bem como fumigar ou desinfestar e fazer circular tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de fagulhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés.

Segundo a Autoridade Nacional da Proteção Civil, a área ardida este ano quase duplicou em relação a 2015, tendo os incêndios florestais consumido até 31 de agosto 107.128 hectares.

Em contrapartida, o número de ocorrências de fogo registadas, entre 01 de janeiro e 31 de agosto, desceu quase 25 por cento face ao mesmo período de 2015, segundo dados divulgados pela Autoridade Nacional da Proteção Civil a 06 de setembro.

 

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País

Doenças crónicas e falhas na saúde pública ‘alimentaram’ mortes por covid-19

Diz revista da especialidade

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Foto: DR

A interação da covid-19 com o aumento das doenças crónicas e fatores de risco associados, como a obesidade e a poluição, nos últimos 30 anos, criou a tempestade perfeita para ‘alimentar’ as mortes pelo novo coronavírus, defendem os cientistas.

Num estudo hoje publicado na revista The Lancet, os especialistas revelam que o aumento da exposição aos principais fatores de risco (incluindo hipertensão, açúcar elevado no sangue e colesterol elevado), combinada com o crescimento das mortes por doenças cardiovasculares em alguns países, “sugere que o mundo pode estar a aproximar-se de um ponto de inflexão nos ganhos em esperança média de vida”.

As conclusões são do Global Burden of Disease Study (GBD), que envolve especialistas que trabalham em mais de 1.100 universidades , centros de pesquisa e agências governamentais de 152 países e fornecem um novo olhar sobre como os países foram preparados em termos de saúde para a pandemia de covid-19 e estabelecem a verdadeira escala do desafio que representam as novas ameaças de pandemia.

O trabalho do GBD tem servido para suportar as políticas de saúde em diversos países, assim como para dar informação científica a organizações internacionais como o Banco Mundial ou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os autores sublinham que a promessa de prevenção de doenças através de ações ou incentivos governamentais que levem a comportamentos mais saudáveis e ao acesso a recursos de saúde não está a ter os mesmos resultados em todo o mundo.

“A maioria dos fatores de risco é evitável e tratável e enfrentá-los trará enormes benefícios sociais e económicos. Não estamos a conseguir mudar comportamentos prejudiciais à saúde, particularmente aqueles relacionados com a qualidade da dieta, ingestão calórica e atividade física, em parte devido à política inadequada de atenção e financiamento para saúde pública e pesquisa comportamental”, afirma Christopher Murray, da Universidade de Washington (EUA), que liderou o trabalho.

O estudo sublinha que vários fatores de risco e doenças não transmissíveis, incluindo a obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, estão associados ao aumento do risco de doenças graves e morte por covid-19, e destaca a importância dos fatores sociais para o resultado final.

“As doenças não interagem apenas biologicamente, elas também interagem com fatores sociais. É preciso uma ação urgente para abordar a coexistência de doenças crónicas, desigualdades sociais e covid-19”, defende Murray, referindo-se à interação de várias epidemias que exacerbam a carga de doenças em populações já sobrecarregadas e que aumentam sua vulnerabilidade.

Os autores frisam que há um reconhecimento tardio da importância do desenvolvimento social e económico para a saúde geral e apontam a necessidade de uma abordagem muito mais ampla, que preste mais atenção “a todos os impulsionadores da saúde da população”.

“Dado o impacto avassalador do desenvolvimento social e económico sobre o progresso da saúde, intensificar as políticas e estratégias que estimulam o crescimento económico, ampliam o acesso à educação e melhoram a condição das mulheres deve ser nossa prioridade coletiva”, diz Murray.

Segundo o estudo, embora a expectativa de vida saudável global – o número de anos que uma pessoa pode esperar viver de boa saúde – tenha aumentado continuamente (em mais de 6,5 anos) entre 1990 e 2019, não cresceu tanto quanto a expectativa de vida geral em 198 dos 204 países avaliados neste estudo e as pessoas estão a viver “mais anos com problemas de saúde”.

A deficiência, mais do que a morte precoce, tornou-se uma parcela cada vez maior da carga global de doenças, passando de 21% em 1990 para mais de um terço (34%) em 2019, destaca.

Em 11 países – incluindo Singapura, Islândia, Noruega, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e Qatar – mais de metade de todas as perdas de saúde (medida por anos de vida ajustados com as deficiências – DALYs) devem-se a problemas causados por doenças não transmissíveis e lesões.

Os esforços globais de saúde para combater as doenças infeciosas e abordar os cuidados pré-natais tiveram sucesso na melhoria da saúde de crianças menores de 10 anos nas últimas décadas (com a carga geral de doenças a cair cerca de 55%), “mas isso não foi igualado por uma resposta semelhante em grupos de idade mais avançada”, sublinham os especialistas.

Segundo o estudo, os 10 principais contribuintes para o aumento das perdas de saúde em todo o mundo nos últimos 30 anos incluem seis causas que afetam amplamente os adultos mais velhos: doença cardíaca isquémica, diabetes, acidente vascular cerebral, doença renal crónica, cancro do pulmão e perda auditiva relacionada com a idade.

Além disso, quatro causas são comuns desde a adolescência até a velhice – HIV / AIDS, os problemas musculoesqueléticos, dor lombar e distúrbios depressivos.

Os responsáveis lembram que o aumento de problemas de saúde “ameaçam sobrecarregar os sistemas de saúde mal equipados para lidar com as condições crónicas associadas ao crescimento e envelhecimento das populações”.

Indicam igualmente que, na última década, os países em desenvolvimento obtiveram “ganhos impressionantes na saúde”, em grande parte “como resultado de esforços bem-sucedidos contra doenças infecciosas, maternas e neonatais”, mas frisam que os sistemas de saúde destes países “não estão bem equipados para lidar com a crescente carga das doenças não transmissíveis – que subiu de cerca de um terço da carga geral de doenças em 1990 para quase dois terços em 2019”.

Além disso, destacam, “enquanto as mortes devido a doenças infecciosas caíram substancialmente nos países em desenvolvimento, as mortes por doenças não transmissíveis estão a aumentar”.

Em contraste, “as melhorias na saúde começaram a estagnar na maioria dos países desenvolvidos e até mesmo reverteram em vários países, particularmente nos Estados Unidos, onde a taxa de perda de saúde padronizada por idade aumentou quase 3% na última década”.

Os autores acreditam que as razões para essa falta de progresso podem incluir o aumento das taxas de obesidade, bem como a diminuição do potencial para reduzir o tabagismo e para fazer mais melhorias na cobertura dos tratamentos para hipertensão e colesterol alto, que serão necessárias para manter a redução das mortes por doenças cardiovasculares.

O coordenador do estudo lembra que, com uma população global que envelhece rapidamente, a “procura de serviços de saúde para lidar com problemas incapacitantes e condições crónicas, que aumentam com a idade, exigirão maiores níveis de financiamento, forte compromisso político, responsabilidade apoiada por melhores dados e um esforço global coordenado que dê prioridade aos mais vulneráveis”.

O estudo refere que durante a última década “houve aumentos particularmente grandes e preocupantes (mais de 0,5% ao ano em todo o mundo) na exposição a vários riscos altamente evitáveis” – obesidade, açúcar elevado no sangue, uso de álcool e uso de drogas -, que estão a contribuir para o peso crescente das doenças não transmissíveis.

“O maior impacto cumulativo na saúde vem do aumento notável dos riscos metabólicos (Índice de Massa Corporal [IMC] elevado, níveis elevados de açúcar no sangue, hipertensão e colesterol alto), que subiram 1,5% ao ano desde 2010”, explicam os autores, sublinhando que entre os principais riscos de doenças não transmissíveis, apenas o tabagismo diminuiu substancialmente.

O estudo refere ainda que o impacto dos fatores de risco também varia amplamente entre regiões: Em grande parte da América Latina, Ásia e Europa, a hipertensão, açúcar elevado no sangue, IMC alto e uso de tabaco são os que mais contribuem para problemas de saúde, enquanto na Oceânia os principais riscos são a desnutrição e a poluição do ar.

As diferenças mais marcantes estão na África Subsaariana, que é dominada pela desnutrição.

“Simplesmente fornecer informações sobre os malefícios desses riscos não é suficiente”, afirma a coautora Emmanuela Gakidou, acrescentando: “Uma vez que as escolhas individuais são influenciadas por considerações financeiras, educação e disponibilidade de alternativas, os governos devem colaborar globalmente em iniciativas para tornar o comportamento mais saudável possível para todos”.

“E, tirando lições de décadas de controlo do tabagismo, quando há um grande risco para a saúde da população, como obesidade, pode ser necessária uma ação governamental concertada por meio de regulamentação, tributação e subsídios”, sublinha.

Num editorial que acompanha o estudo na revista The Lancet é ainda deixado o alerta: “A menos que as desigualdades estruturais enraizadas na sociedade sejam combatidas e que uma abordagem mais liberal às políticas de imigração seja adotada, as comunidades não serão protegidas de futuros surtos infecciosos e a saúde da população não alcançará os ganhos que os defensores da saúde global buscam”.

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Centro Antivenenos recebe mais 340% de chamadas por causa do álcool-gel

Covid-19

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O Centro de Informação Antivenenos (CIAV) do INEM registou este ano um aumento de 340 por cento de chamadas relacionadas com a exposição ao álcool gel, mas com relatos de situações de baixa gravidade.

Fátima Rato, médica responsável pelo Centro de Informação Antivenenos explicou em declarações à agência Lusa que em 2019 receberam 150 chamadas relacionadas com situações de exposição ao álcool gel e que em 2020 e até à meia-noite de quarta-feira foram feitos 531 contactos com o CIAV.

“Isto é facilmente explicável uma vez que é um produto que não usávamos quase nunca e que agora passamos a viver com ele”, disse adiantando que se verificou uma prevalência de chamadas em março, abril e maio, que atribui ao facto de as famílias estarem mais em casa com acesso mais facilitado ao produto.

Segundo Fátima Rato, 52 por cento dos casos eram situações com adultos e 48 por cento com crianças, especialmente entre 1 e 4 anos (174 casos).

Em todos os casos de atendimento na linha 800 250 250 as situações relatadas eram de baixa gravidade, mas a responsável do Ciav alertou para uma maior vigilância relativa a estes produtos, em especial no transvase para recipientes não identificados.

“A gravidade é baixa e sem grandes consequências. Até durante o período de confinamento conseguimos controlar a esmagadora maioria das situações em casa”, disse adiantando que é sempre uma mais valia ligar para o CIAV antes de tomar qualquer medida em caso de contacto ocular ou ingestão da substância aconselhando a nunca provocar o vómito.

Na quarta-feira o Instituto de Toxicologia e Ciências Forenses espanhol detetou um aumento de 900 por cento em intoxicações acidentais com álcool gel em crianças durante a pandemia.

O dado é considerado significativo uma vez que foram detetadas 90 consultas em 2019 relacionadas com este tipo de intoxicações enquanto em 2020 foram registadas 874.

Dos 874 casos, 585 foram envenenamentos de crianças, 368 delas menores de dois anos, segundo nota do Ministério da Justiça espanhol.

Esses dados representam um aumento de mais de 900% nas intoxicações até o momento em 2020, em relação ao total de 2019, pelo que o ministro da Justiça, Juan Carlos Campo, já enviou uma mensagem às famílias alertando para o aumento de casos de envenenamento pedindo o máximo de cuidado no uso de gel quando houver crianças por perto.

A maioria desses envenenamentos ocorreu acidentalmente. Mais de 84% aconteceu por via oral; 7% pela mucosa ocular; cerca de 3% por inalação e mais de 2% por exposição da pele.

Mais de 80% das consultas recebidas devem-se a sintomas leves que se revertem em pouco tempo, sendo os mais comuns irritação do aparelho digestivo, vómitos, diarreia, tosse, vermelhidão nos olhos, visão turva, entre outros.

O instituto tem dado especial ênfase à necessidade de manter esses produtos fora do alcance das crianças, lembrando que o seu “uso deve ser sempre supervisionado por um adulto”.

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Estudo com astrónomos portugueses revela indícios de planeta com água líquida

Astronomia

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Um estudo hoje divulgado, com a participação de quatro astrónomos portugueses, aponta para indícios de um planeta fora do Sistema Solar com “um grande oceano de água líquida”, a orbitar uma estrela pouco mais velha do que o Sol.

O estudo, publicado na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics, teve o contributo de astrónomos que fazem investigação no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, que divulgou em comunicado os resultados do trabalho.

Segundo um dos investigadores, João Faria, “existe uma grande probabilidade de existir água líquida à superfície” do planeta LHS 1140 b, “que está na zona de habitabilidade” da estrela LHS 1140, uma anã vermelha a 41 anos-luz da Terra, na direção da constelação da Baleia.

A água líquida é um elemento fundamental para a vida tal como se conhece.

Por isso, de acordo com o mesmo astrónomo, citado no comunicado, este exoplaneta constitui “um dos melhores alvos para futuras pesquisas por biomarcadores”.

Para chegarem à conclusão de que LHS 1140 b poderá ter a superfície coberta de água líquida, os astrónomos calcularam a densidade do planeta e caracterizaram a sua composição interna a partir de dados recolhidos pelo telescópio espacial TESS e pelo espetrógrafo ESPRESSO, no Chile.

Com as mesmas fontes de dados, conseguiram detetar vestígios de mais dois planetas em torno da anã vermelha (além dos outros dois que tinham sido descobertos anteriormente, incluindo LHS 1140 b).

A estrela LHS 1140 tem cerca de cinco mil milhões de anos (o Sol terá 4,6 mil milhões de anos) e uma temperatura à superfície a rondar os 3.000ºC, “pouco mais de metade da temperatura do Sol”.

Sendo a LHS 1140 menos quente do que o Sol, a “zona de habitabilidade” da estrela – zona que oferece condições para planetas rochosos na sua órbita, como o LHS 1140 b, terem água líquida à superfície – “está mais próxima”.

“Este é mais um grande passo que demos na procura de uma outra Terra”, sublinha o astrónomo Sérgio Sousa, igualmente citado no comunicado do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.

Considerado do tipo terrestre, o planeta extrassolar LHS 1140 b orbita a sua estrela em 24,7 dias e tem 1,7 vezes o diâmetro da Terra e 6,5 vezes a sua massa.

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