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Região

Dezenas esperaram Costa no Aeroporto do Porto com ‘t-shirts’ do Movimento Zero

Convocados através das redes sociais

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Dezenas de pessoas envergaram hoje ‘t-shirts’ do Movimento Zero (MO) durante chegada do primeiro-ministro, António Costa, à zona VIP do Aeroporto Sá Carneiro, no Porto.


Entoaram um grande coro de assobios e pronunciaram a palavra de ordem “zero”.

O primeiro-ministro deslocou-se ao Porto de avião para participar, hoje à tarde, na cerimónia de assinatura de contratos para aquisição de novas composições para o metro da cidade.

Os presentes, convocados pelo M0 através das redes sociais, começaram por se concentrar na zona de partidas do aeroporto cerca das 10:00, mas só três horas depois convergiram para a zona VIP envergando as ‘t-shirts’ identificativas do movimento.

Um forte dispositivo policial foi deslocado para a zona, mas não houve qualquer intervenção.

os manifestantes foram mantidos a cerca de 100 metros do local onde se encontrava o carro à espera do primeiro-ministro, que seguiu viagem sem qualquer contacto com grupo do M0.

Estava previsto que os aderentes à iniciativa também se envolvessem na distribuição de brinquedos e alimentos, mas tal não se verificava cerca das 13:00.

Em Lisboa, o M0 concentrou hoje de manhã cerca de 100 manifestantes junto ao Aeroporto de Lisboa. Em Faro e no Funchal, a vigília não registou tanta adesão.

O M0 – movimento social inorgânico criado em maio de 2019 por elementos da PSP e da GNR – optou por protestos em aeroportos para mostrar a quem viaja para Portugal por via aérea “a forma vergonhosa como o terceiro país mais seguro do mundo trata as suas forças de segurança”, segundo notas publicadas por elementos daquele movimento nas redes sociais.

A PSP fez saber na segunda-feira que não recebeu qualquer pedido de autorização para a realização de vigílias na zona dos aeroportos portugueses.

Em comunicado, a Direção Nacional da PSP relembrou o Plano Nacional de Segurança da Aviação Civil, que estabelece que no interior dos aeroportos “só podem ser desenvolvidas atividades diretamente relacionadas com a prestação do serviço de transporte em aviação civil, tendo qualquer outra atividade de ser antecedida de pedido de autorização e aceitação expressa por parte das entidades competentes”.

No comunicado, a Direção Nacional da PSP nunca se referiu ao M0, mas sim às previstas “concentrações de cidadãos junto aos aeroportos internacionais, designadamente de Lisboa, Porto e Faro”.

A PSP apelou ainda a todos os cidadãos para que “mantenham uma conduta de irrepreensível cidadania, seguindo escrupulosamente as orientações e informações disponibilizadas pelos polícias na sua missão de segurança pública”.

Ainda hoje e no âmbito da luta laboral dos polícias, sete sindicatos da PSP e a Associação dos Profissionais da Guarda organizam concentrações em frente do estádio de Braga, onde vai decorrer a ‘Final Four’ da Taça da Liga em futebol, junto do Ministério das Finanças, em Lisboa, e no jardim Manuel Bivar, em Faro.

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícias, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que o protesto “terá mais força em Braga”, onde, além da concentração, um grupo de cerca de 20 polícias vai entrar no estádio juntamente com os restantes adeptos e estender uma faixa que terá a inscrição “Polícias exigem respeito”.

Entre as reivindicações estão o pagamento do subsídio de risco, atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, criação de legislação relacionada com higiene e saúde, aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

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Alto Minho

Carro abalroado por comboio em Caminha. Mãe e filhos escapam ilesos

Acidente

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Passagem de nível de Coura, Seixas. Foto: JF de Seixas

Um carro foi abalroado por um comboio, ao início da manhã desta sexta-feira, na passagem de nível de Coura, em Seixas, Caminha, mas os ocupantes conseguiram escapar, confirmou O MINHO junto de fontes da GNR e dos bombeiros.

O carro ficou preso na passagem de nível e os ocupantes abandonaram a viatura antes do embate, pelo que não há feridos a registar.

Segundo a Rádio Vale do Minho, que avançou a notícia, no carro seguiam três pessoas.

Trata-se de uma mãe que ia levar os filhos à escola. “Ao atravessar a linha uma das rodas da viatura ficou presa e já não consegui tirar o carro. Eu e os meus filhos conseguimos sair do carro muito antes do comboio passar. Ainda tentei com a ajuda de uns amigos retirar o carro mas não conseguimos”, contou ao Jornal C a condutora, residente naquela freguesia.

A passagem de nível não tem sinalização.

O alerta foi dado às 07:52.

Os Bombeiros de Caminha prestaram socorro com quatro operacionais e duas ambulâncias.

Além da GNR, também esteve no local um representante da REFER.

Entretanto, a viatura já foi retirada do local e circulação na Linha do Minho reposta.

Notícia atualizada às 09h56 com mais informação.

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Região

Homem de Braga encontrado morto em Apúlia

Óbito

em

Foto: DR

Um homem, com cerca de 50 anos, foi encontrado morto, esta quinta-feira, dentro de uma habitação em Apúlia, no concelho de Esposende, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

A vítima, natural de Braga, estava desaparecido desde a passada sexta-feira, sendo hoje encontrado pelas autoridades na moradia, na rua Beco da Facha.

Após alerta dado por populares, a GNR e os Bombeiros de Fão deslocaram-se ao local e encontraram o homem já cadáver e em estado de decomposição.

O cadáver do homem foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Viana do Castelo.

O alerta foi dado às 17:00.

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Braga

Violência doméstica e sexual na disciplina de Cidadania é pedido das Mulheres de Braga

Violência doméstica

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Foi hoje apresentada em comissão parlamentar na Assembleia da República uma proposta para incluir formação na prevenção de violência doméstica e abuso sexual de menores aos professores que lecionam a disciplina de Cidadania. A presença da associação na Assembleia da República decorre da recolha de assinaturas levada a cabo durante o último ano para este efeito.

A proposta decorreu de uma reunião da Associação Mulheres de Braga com os diferentes partidos com assento parlamentar e acompanhou ainda a sugestão de incluir centros de ajuda a mulheres vítimas de violência doméstica fora das grandes cidades.

Presidente da AR “fez questão” de receber “em mãos” petição das Mulheres de Braga

A O MINHO, a presidente da associação, Emília Santos, deu conta das propostas, enfatizando uma “necessidade” de os professores que lecionam Cidadania e Desenvolvimento passarem a explicar melhor às crianças, independentemente da idade, quais os sinais a que devem estar atentos para detetar violência doméstica entre os pais ou tentativas de abuso perante menores.

“A comissão explicou que já se abordavam esses assuntos, mas estou em crer que não é suficiente. Deve haver, a partir dos três anos, uma educação ao nível de sensibilizar as crianças, com cada idade a ter um diferente tipo de abordagem, mas que seja esclarecedora”, argumenta.

Emília Santos garante que ainda não existe esse tipo de ensino. “Há professores que até podem perceber que aquela criança tem algum problema em casa, mas não têm uma formação especifica, e era importante para ensinarem o que é um toque de carinho ou um toque de abuso, por exemplo”, diz.

Emília Santos recebida em comissão parlamentar. Foto: DR

“Geralmente, os agressores começam por toques nas partes intimas e isso tem de ser ensinado aos meninos, caso contrário vão normalizar este tipo de abuso e podem tornar-se vítimas ou até agressores quando forem adultos”, acrescenta.

Emília Santos diz receber na associação testemunhos de pessoas que só aos doze anos é que percebiam que aquilo que lhes era feito por familiares seria abuso.

“A cidadania também é proteger as crianças e aprender o que são os abusos e a violência doméstica”, vinca.

Violência doméstica

Outra das propostas apresentadas pela associação consiste na agilização judicial em resposta às vítimas de violência doméstica, independentemente de serem homens ou mulheres.

“Houve recentemente uma alteração da lei, agora o apoio judiciário às vítimas é imediato, quando antigamente levava mais de um mês. Essa foi uma proposta que já tínhamos apresentado em fevereiro e que foi ouvida. Esperemos que as restantes também sejam”, aduz.

A associação pede ainda “mais formação” para polícias e juízes para entenderem melhor o que passa uma vítima de violência doméstica, pois “nem sempre têm a sensibilidade adequada para tratar desses casos”.

Mulheres de Braga entregam petição contra violência doméstica na Assembleia da República

Pede ainda um “reforço de gabinetes” fora das grandes cidades, dando como exemplo vários locais do Minho onde os casos de agressão por violência doméstica “são uma constante”, mas o gabinete de apoio está longe, em Braga ou em Viana.

Quer ainda uma “ligação” direta entre polícia e juízes: “A partir do momento que a vítima apresenta queixa na polícia, o sistema judicial intervir logo para que a mulher não tenha de ser deslocada quilómetros ou pior, que fique com o agressor e acabe por desistir da queixa”.

Outra das propostas passa por ter uma equipa de policia especializada nestes assuntos que esteja disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, porque estes casos “não escolhem dia nem hora para acontecer”.

Emília Santos destaca a “maravilhosa” aceitação das propostas por parte dos parlamentares, que vão levar agora as mesmas a plenário para votação, não existindo ainda uma data definida.

“Disseram que devia haver mais associações expontâneas como a nossa no resto do país e mostraram-se muito abertos para estudar as nossas propostas”, finalizou.

Brinquedos no tribunal de Braga por alegado abusador da filha ter ficado em liberdade

Presentes na comissão estiveram representantes de PS, PSD, PCP, Bloco de Esquerda e a deputada independente Joacine Katar Moreira. Já os partidos Chega, IL, CDS, PAN e a deputada independente Cristina Rodrigues faltaram ao encontro.

A ausência do Chega motivou críticas por parte da presidente da associação, por considerar que o abuso de menores é uma bandeira do partido.

Mulheres de Braga

A associação Mulheres de Braga começou com um movimento expontâneo nas redes sociais, depois do trágico assassinato de uma mulher às mãos do ex-companheiro, na cidade de Braga, há precisamente um ano.

Braga: Lençóis brancos nas varandas para relembrar vítimas de violência doméstica

De grupo de Facebook passou a associação, promovendo vigílias por vítimas de violência doméstica, manifestações, recolha de assinaturas e encontros com governantes para expor soluções contra a violência doméstica.

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