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Despesa em prestação de serviços e horas extra dava para contratar 5.000 médicos

Diz bastonário da Ordem dos Médicos

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Foto: DR / Arquivo

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, diz que a despesa em prestação de serviços e horas extraordinárias no ano passado na saúde daria para contratar mais de 5.000 médicos para os quadros dos hospitais.

“Os médicos são os campeões das horas suplementares/extraordinárias no serviço público (…) As pessoas não têm a noção, mas se somar as horas extra com os que se gasta com a prestação de serviços [o valor] servia para contratar mais de 5.000 médicos para os quadros dos hospitais, com horário de 40 horas, como assistentes”, afirmou.

Miguel Guimarães comentava desta forma o Relatório Social do Ministério da Saúde e do Serviço Nacional de Saúde, esta terça-feira divulgado, que indica que a despesa com os chamados médicos tarefeiros, em regime de prestação de serviços, subiu quase 7,3% no ano passado, ultrapassando os 105 milhões de euros.

Segundo o documento, em 2018, o pessoal médico realizou cerca de 5,7 milhões de horas suplementares, das quais aproximadamente 78% foram realizadas em presença física e 22% em regime de prevenção.

Considerando o número de médicos que realizaram trabalho suplementar durante o ano 2018, em média, cada um deles realizou 303 horas.

Miguel Guimarães sublinha que a quantidade de horas extraordinárias feitas pelos médicos mostra que, na melhor das hipóteses, há falta de médicos no SNS, sublinhando que, mesmo com os chamados tarefeiros, “os serviços têm dificuldades em dar resposta”.

“É preocupante. Não é deste Governo, é um problema que vem de trás, que se arrasta há demasiado tempo e tem vindo a subir”, afirmou Miguel Guimarães, considerando que se trata da “ponta do iceberg”.

“O número de profissionais de saúde que têm alguma das dimensões de ‘burnout’ e que estão em sofrimento ético é cada vez maior […] Qualquer dia não conseguem fazer isto com esta pressão, com este esmagamento de tempo. Não é bom, nem para médicos, nem para doentes”, acrescentou.

O bastonário considera que as deficiências de meios humanos no SNS se têm agravado – “mesmo que tenham sido contratados alguns médicos e enfermeiros” – porque “as necessidades das pessoas têm aumentado”, pois a população está cada vez mais envelhecida e tem cada vez mais doenças.

“A solução passa por dotar os quadros dos hospitais e dos cuidados de saúde primários dos profissionais necessários, médicos e não só”, disse o responsável, que considera essencial o Estado mudar as regras na contratação pública, permitindo aos hospitais contratar diretamente os profissionais que manifestem vontade de ali permanecer, dando incentivos como o tempo de férias, o patrocínio da formação e o abatimento nos impostos.

“Se não investirmos mais no SNS vamos continuar a depender cada vez mais do setor privado e social, das empresas prestadoras de serviços, vamos descaracterizar cada vez mais a essência do que é o verdadeiro Serviço Nacional de Saúde”, acrescentou.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO / Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 29 de maio: 4, 8, 11, 19 e 46 (números) e 4 e 8 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 17 milhões de euros.

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Restaurantes podem utilizar lotação total se colocarem acrílicos de separação

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os restaurantes podem voltar a utilizar a sua capacidade máxima, desde que consigam assegurar distanciamento de metro e meio entre as mesas e coloquem acrílicos entre os clientes, disse hoje o primeiro-ministro.

“Desaparece a regra da lotação máxima de 50% nos restaurantes, mantendo-se a necessidade de distanciamento de metro e meio, desde que, entre os clientes, seja colocada uma barreira física impermeável”, afirmou o chefe do Governo em conferência de imprensa no final da reunião de hoje do Conselho de Ministros, em Lisboa, que aprovou medidas para a terceira fase de desconfinamento durante a situação de calamidade devido à covid-19.

De acordo com António Costa, “os restaurantes poderão optar ou por manterem as normas da redução da lotação e o distanciamento de dois metros que está em vigor, ou podem evoluir para utilizarem a sua lotação a 100% com a necessidade de metro e meio de afastamento entre mesas, desde que existam barreiras físicas impermeáveis a separar os comensais numa mesma mesa”.

Esta é uma decisão “que ficará a cargo de cada estabelecimento de restauração”, assinalou.

“É o exemplo que tinha dado há 15 dias, de alguns refeitórios onde as mesas têm sido divididas com acrílicos que permitem uma maior proximidade em segurança, impedindo – porque são impermeáveis – a transmissão de gotículas e o risco de transmissão das doenças”, explicou o primeiro-ministro aos jornalistas.

António Costa transmitiu igualmente que na terceira fase do desconfinamento na sequência da pandemia de covid-19, que se inicia na segunda-feira, vão reabrir inclusivamente, “na generalidade do país”, os “restaurantes inseridos em centros comerciais”.

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Transavia France retoma voos para Portugal a partir de 15 de junho

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Transavia France anunciou hoje que vai retomar os voos para Portugal a partir de 15 de junho, de Lyon e Nantes para Faro, Porto e Lisboa, com as ligações de Paris e Montpellier previstas para dia 26.

Em comunicado, a companhia aérea ‘low-cost’ (baixo custo) do grupo Air France-KLM referiu que a partir de 15 de junho “abrirá as suas primeiras ligações para Portugal (Faro, Lisboa e Porto) de Lyon e Nantes e, a partir de 26 de junho, de Paris-Orly e Montpellier”.

“Os voos serão retomados progressivamente em função do levantamento das restrições nas fronteiras”, indicou a empresa, adiantando que “a partir de 26 de junho novos destinos e rotas serão propostos aos passageiros em Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Croácia, Irlanda e Islândia”.

No total, a empresa prevê realizar 25% do seu programa de voos.

A companhia aérea indica ainda que “a ampliação progressiva, e com precaução, do programa de voos está sujeita à evolução da epidemia em cada país”.

A Transavia France deu ainda conta de medidas que irá tomar na operação para maximizar a segurança, sendo que no ‘check-in’ os passageiros terão que chegar “duas horas antes do voo para permitir o cumprimento estrito das regras sanitárias”, haverá o uso obrigatório de máscaras, a “limpeza reforçada dos balcões de ‘check-in’ e entrega automática de bagagem”, a “disponibilização de gel hidroalcoólico nas zonas de ‘check-in’ e de embarque” e gestão de filas de espera, entre outras medidas.

No embarque, será medida a temperatura dos passageiros e estes serão organizados de forma a reduzir o contacto.

Durante o voo, a tripulação terá máscaras, haverá gel hidroalcoólico e será garantida a filtragem de ar “a cada três minutos com filtros HEPA, que garantem uma filtragem idêntica à dos blocos operatórios”.

No dia 26 de maio, a empresa anunciou que “a partir de 04 de junho, a Transavia voa de Amesterdão para seis destinos: em Portugal (Faro e Lisboa), Grécia (Atenas, Heraklion e Tessalonica) e Espanha (Málaga)”.

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