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Cávado

Criar ecovia de 46 Km faz parte da carta de intenções para Rio Cávado

Carta de intenções assinada pelos presidentes de Barcelos e Esposende.

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A criação “no imediato” de uma ecovia de 46 quilómetros, desde o Rio Homem até Esposende, é um dos objetivos da carta de intenções para valorização do rio Cávado, que foi hoje assinada pelos presidentes de Barcelos e Esposende.

“Estamos hoje aqui a dar início formal a um olhar diferente para o Rio Cávado”, disse o presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa, na cerimónia de assinatura da carta de intenções para a valorização do Rio Cávado, considerando que um dos seus “desejos imediatos” era conseguir meter em marcha a criação da ecovia.

“O nosso desejo é que isto fosse feito já no imediato (…). Temos de ultrapassar dificuldades”, como os problemas do direito à propriedade, disse o autarca, alertando os cidadãos para a necessidade de partilha do espaço, sem violar o direito à propriedade privada.

O presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira, afirmou na cerimónia, por seu turno, que hoje era “um dia histórico em relação àquilo que é a cooperação entre os municípios” e à “valorização” de um património único – o Rio Cávado -, referindo que uma meta importante era a “resolução do problema” da “barra, do assoreamento do estuário”.

“Se pudermos dar também corpo à resolução de um problema grave que temos em Esposende, que é o problema da barra (…), melhor será”, assumiu Benjamim Ferreira, acrescentando que o trabalho começava hoje.

“Isto começa aqui. Tudo começa hoje. É um plano para uns anos pela frente. E não estamos preocupados com os ciclos autárquicos. Vamos continuar a trabalhar em tudo isto. Vamos operacionalizar. Tentaremos começar já a ter ganhos, mas é evidente que é um trabalho para uma década. Eu diria que é um trabalho que nunca vai acabar”.

Ambos os autarcas consideram que a carta de intenções para valorizar o Rio Cávado é o resumo de vontades para operacionalizar um plano numa área “muito abrangente”.

“É preciso conhecer para amar, dizem, e para preservar, diria eu, e hoje vamos mais ricos daqui. O potencial é muito grande em termos desportivos (…), o património relacionado com o Rio Cávado é fundamental. A componente desportiva é muito importante salvaguardar”, considerou o autarca de Esposende, apontando para a canoagem e para o ‘paddle’, como exemplos náuticos a acarinhar.

Miguel Costa conclui que a “decisão política fundamental e importante está feita”, e lança o repto também aos vereadores e outros técnicos para “passaram a formalizar esta carta de intenções de uma forma diferente”.

“Este ato é fundamental, porque vai validar aquilo que pretendemos como autarcas, melhorando a qualidade de vida dos nossos cidadãos, e tentar aproveitar esta riqueza até em benefício da economia, da nossa imagem e de emprego”, acrescentou.

A bacia hidrográfica do Rio Cávado é limitada, a norte, pela bacia dos rios Neiva e Lima e, a este e sul, pelas bacias do rio Douro e do rio Ave, tendo uma área de 1600 quilómetros quadrados.

Um estudo da Universidade do Minho de 2008 sobre a Valorização e Desenvolvimento Estratégico dos Rios Cávado e Homem propunha, no relatório final, a criação de espaços de recreio e lazer, como parques de campismo e parques de merendas, criação de percursos ecopistas e percursos pedestres, associados a locais de interesse natural, patrimonial e de valor paisagístico, usos aquáticos, por exemplo.

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