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Alto Minho

Covid-19: Primeiros casos confirmados em Valença e Ponte da Barca

Coronavírus

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Esta quarta-feira, foram confirmados os primeiros casos de Covid-19 nos concelhos de Valença e Ponte da Barca, no Alto Minho.


O presidente da Câmara de Valença, Manuel Lopes, confirmou, através de comunicado publicado na página oficial do município no Facebook, o primeiro caso no concelho de infeção pelo novo coronavírus.

Na nota publicada nas redes sociais, a autarquia presidida pelo autarca social-democrata refere que o caso “já se encontra isolado, acompanhado e monitorizado pelas autoridades de saúde, bem como a serem rastreados os seus percursos e contactos, pelas autoridades competentes”.

Em Ponte da Barca, um homem com 33 anos, infetado durante um internamento no hospital é o primeiro caso confirmado de infeção no concelho, informou, também, o presidente da câmara.

Segundo Augusto Marinho, o homem, da freguesia de Paço Vedro de Magalhães, encontra-se em casa, bem de saúde e sem sintomas da doença, sendo que a mãe, com quem reside, “já está a ser acompanhada pelas autoridades de saúde.

De acordo com as informações que o autarca social-democrata recolheu junto homem, “o contágio terá ocorrido durante um internamento no hospital de Viana do Castelo, onde foi sujeito a uma intervenção cirúrgica”.

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Alto Minho

Verdes exigem fiscalização a recuperação de antiga mina em Cerveira

Ambiente

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Foto: DR

Os Verdes exigiram hoje a fiscalização das obras de recuperação ambiental de uma antiga mina em Covas, Vila Nova de Cerveira, denunciando a “degradação e rutura das estruturas de drenagem e retenção de lixiviados na área”.

Numa pergunta dirigida ao Ministério do Ambiente e Ação Climática, a que a Lusa teve hoje acesso, a deputada Mariana Silva explicou tratar-se da antiga “Área Mineira de Covas” situada na freguesia de Covas, concelho de Vila Nova de Cerveira, distrito de Viana do Castelo, que ocupava 427,35 hectares e envolvia várias minas, nomeadamente a mina de Valdarcas, onde decorreu, de forma regular entre 1952 e 1984, a exploração mineira de estanho, tungsténio e volfrâmio, outorgado à Geomina.

“Esta exploração, a exemplo de muitas outras, em Portugal, deixou um passivo com impactos ambientais negativos muito significativos, ao nível da paisagem, da segurança das populações e dos recursos hídricos. Foi avaliado que, só nos últimos dez anos, a exploração mineira gerou 320 toneladas de concentrados de volfrâmio que originaram cerca de 500.000 metros cúbicos de material de escombreira”, sustenta Mariana Silva.

A deputada de Os Verdes adianta que, “em 2007, por forma a dar cumprimento à Lei de Bases do Ambiente e ao Decreto-Lei n.º 198-A/2001 de 6 de julho, foi dado início à recuperação ambiental desta área pela Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM), entidade a quem está conferida a missão de proceder à recuperação ambiental de zonas degradadas por antigas explorações mineiras”.

Já em 2008, adiantou, “esta intervenção foi dada por concluída, tendo beneficiado de um investimento total de 1.300.000 euros, no âmbito do POR Norte (POE/PRIME)”, sendo que, “na informação atualmente disponível na página oficial desta entidade, o valor do investimento referido é somente de 567.643,20 euros”.

“Ainda segundo a informação da EDM, dada em 2008, a obra traduziu-se na modelação, estabilização e confinamento das escombreiras e na selagem de poços e galerias, bem como na execução de um sistema de drenagem e revegetação, integrando o espaço reabilitado nas povoações de Vilares e Frágua e veio criar as necessárias condições de segurança e indispensável renaturalização e recuperação paisagística em harmonia com os ecossistemas locais e regionais”, especifica.

Segundo Mariana Silva, “passados 12 anos, sobre a conclusão da recuperação ambiental desta área mineira, a situação que Os Verdes encontraram numa visita que fizeram ao local, acompanhados pela Associação COREMA e pelo Movimento S.O.S Serra d’Arga, levantam muitas preocupações pelos impactos que a degradação da obra pode vir a ter sobre o ambiente, a saúde e a segurança das populações, nomeadamente, sobre os recursos hídricos”.

“As situações de degradação da obra que reportamos localiza-se na zona das lavarias, situada nas abas da Serra d’Arga, na margem esquerda do rio Coura, no qual vai desaguar o ribeiro para o qual escorrem estes lixiviados”, identifica.

O partido quer saber se Ministério do Ambiente tem conhecimento da situação e quem é responsável por garantir a fiscalização às áreas reabilitadas, depois da obra terminada.

Na questão, a deputada de Os Verdes quer ainda ser informada sobre “o número de fiscalizações feitas à “Área Mineira de Covas” desde 2008, data de finalização da obra, se existem relatórios dessas fiscalizações e se as mesmas registaram problemas”.

“Têm sido feitas análises à qualidade da água do Rio Coura a jusante da entrada do Ribeiro Negro, afluente para o qual escorrem estes lixiviados, que medidas pretende o Ministério do Ambiente tomar para que esta situação, lesiva do ambiente e perigosa para a saúde, seja rapidamente reparada”, são outras das questões colocadas ao Ministério tutelado por João Pedro Matos Fernandes.

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Alto Minho

Transportadora de Viana do Castelo paga parte de salários de junho

‘Lay-off’

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Foto: DR / Arquivo

O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN) informou hoje que a Auto Viação Cura, em Viana do Castelo, “pagou parte dos salários de junho e comprometeu-se a liquidar o restante até final da semana”.

“A empresa pagou 70% dos salários, o montante atribuído pela Segurança Social ao abrigo do regime de ‘lay-off’. Os trabalhadores que operam com a mesma entidade bancária da empresa já viram hoje o dinheiro nas suas contas. Os restantes devem ter a verba depositada na conta a partir de terça-feira. A empresa comprometeu-se ainda a liquidar o valor restante até final desta semana”, explicou hoje à agência Lusa o coordenador do STRUN, José Manuel Silva.

José Manuel Silva adiantou que, “face à garantia assumida pela empresa, os trabalhadores da Auto Viação Cura decidiram desconvocar a concentração prevista para terça-feira, à porta da empresa, situada no centro de Viana do Castelo”.

Na sexta-feira, em declarações à Lusa, o dirigente sindical disse que “a empresa pagou metade do salário de março e que, a partir de abril, entrou em ‘lay-off’ e pagou a todos os trabalhadores”.

“Em maio, continuou em ‘lay-off’ mas metade dos trabalhadores não receberam nem os 70% assegurados pela Segurança Social, nem o restante pago pela empresa. Sabemos que a empresa já recebeu a comparticipação da Segurança Social relativa ao mês de junho, mas ainda não pagou a nada a nenhum trabalhador”, explicou na ocasião.

José Manuel Silva adiantou que ter sido foi “enviado um ofício para à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) a denunciar a situação”.

Segundo o coordenador do STRUN, “a empresa emprega cerca de 30 trabalhadores, sendo que apenas entre cinco a seis trabalhadores não estão em regime de ‘lay-off’.

Na altura, contactado pela Lusa, o porta-voz daquela empresa de transporte público, Rui Matos, explicou que “os meses de março, abril e maio estão totalmente liquidados”.

O responsável admitiu “que o mês de junho está por liquidar, que a empresa já recebeu os 70% de comparticipação da Segurança Social, mas que tem um acordo com a comissão de trabalhadores para que os salários possam ser pagos até ao dia 15 do mês seguinte, o que faz ainda mais sentido nesta fase de pandemia de covid-19 que estamos a viver e em que não temos trabalho”.

“Os salários não são só a comparticipação da Segurança Social. Não percebo tanto barulho, nem sabia deste plenário porque há um acordo com a comissão de trabalhadores que os salários podem ser pagos até ao dia 15 do mês a seguir. Hoje ainda é dia 10 e, de facto, o que está em atraso é o mês de junho”, especificou Rui Matos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 569 mil mortos e infetou mais de 12,92 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.662 pessoas das 46.818 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Alto Minho

Administradora da Águas do Alto Minho demite-se

Inês Alves

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Inês Alves. Foto: AdAM

A administradora executiva da Águas do Alto Minho (AdAM) apresentou a demissão, adianta o Jornal de Notícias (JN).

Segundo aquele jornal, que cita fonte ligada à empresa, a saída de Inês Alves estará relacionada com “cansaço e desilusão”, face ao complicado início de atividade da AdAM e que “já está encaminhada a sua substituição por uma outra técnica”.

PSD pede demissão de administradora da Águas do Alto Minho devido a 15 mil erros de faturação

Entretanto, a empresa esteve nos últimos dias a braços com falhas no abastecimento de água em freguesias de Ponte de Lima.

O PSD tinha pedido a demissão da administradora executiva devido aos 15 mil erros de faturação cometidos no primeiro trimestre de atividade da empresa.

Freguesias de Ponte de Lima vários dias sem água

O início da atividade da AdAM foi marcado por problemas de faturação que levaram a suspensa da mesma até que os erros fosse corrigidos.

Entretanto, como O MINHO noticiou, nos últimos registaram-se problemas de abastecimento em freguesias de Ponte de Lima que estiveram vários dias sem água.

A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

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