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Covid-19: Mais 13 mortos, 552 infetados e 192 recuperados no país

Covid-19

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Foto: DR

Portugal regista hoje mais 13 mortos e 552 novos casos de infeção por covid-19, em relação a sábado, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).


De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 68.577 casos de infeção confirmados e 1.912 mortes.

Há ainda 45.596 recuperados, mais 192 do que ontem.

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Covid-19: Mais 19 mortos, 2.577 infetados e 1.035 recuperados no país

Covid-19

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Foto: Facebook / Arquivo

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 19 mortos e 2.577 casos de infeção por covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

O país conta agora com 2.316 óbitos e 118.686 casos confirmados desde o início da pandemia.

Em termos de recuperados, 68.877 já foram dados como curados da doença, 1.035 nas últimas 24 horas.

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Anestesista infetada com covid-19 obriga Hospital de Santarém a desviar grávidas urgentes

Covid-19

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Foto: DR

O Hospital de Santarém pediu ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) para encaminhar situações críticas de urgência de grávidas para outros hospitais, tendo em conta que uma médica anestesista teve resultado positivo ao novo coronavírus.

A presidente do Conselho de Administração do Hospital Distrital de Santarém (HDS), Ana Infante, disse hoje à Lusa que o resultado do teste foi conhecido no sábado, tendo sido hoje testados os sete anestesistas que tiveram contacto com aquela profissional de saúde, os quais se encontram em isolamento profilático até serem conhecidos os resultados.

Afirmando que, neste momento, o HDS tem apenas três anestesistas ao serviço (que não tiveram contacto com a médica infetada), Ana Infante adiantou que, por prevenção, foi pedido ao CODU o encaminhamento das grávidas que necessitem de tratamento urgente, em particular as que precisem de cesariana, para os hospitais de referência (Vila Franca de Xira, Tomar e Abrantes).

A presidente do HDS disse que os resultados dos testes realizados aos sete anestesistas, colocados de imediato em isolamento profilático por indicação da delegada de saúde, deverão ser conhecidos até ao final do dia de hoje, realizando-se de imediato uma reunião do Conselho de Administração “para decidir o que fazer perante o resultado”.

“Provavelmente não estarão positivos, é a nossa esperança, e se não estiverem poderão regressar ao trabalho”, disse.

Contudo, se se mantiverem afastados, o hospital “terá de avaliar que valências” pode não conseguir assegurar, afirmou, apontando o caso das cirurgias programadas.

Ana Infante adiantou que, mesmo que tenha de adiar cirurgias programadas, o HDS tem condições para assegurar as cirurgias urgentes, uma vez que três dos 11 anestesistas do hospital se mantêm ativos.

Num ponto de situação sobre os profissionais afastados do serviço devido à covid-19, a presidente da administração do HDS afirmou que há, neste momento, cerca de 40 infetados e mais cerca de 75 em isolamento profilático por terem tido contactos de risco.

“Claro que, dos primeiros, os que estiverem curados começarão a regressar brevemente, vão regressando gradualmente”, disse.

Quanto aos doentes com a covid-19 internados no HDS, atualmente encontram-se 27 em enfermaria e três na Unidade de Cuidados Intensivos, adiantou.

Ana Infante assegurou que o hospital “continua a dar a resposta necessária aos seus utentes, com muito esforço das equipas” que se mantêm a trabalhar, reforçando os seus horários.

Além deste reforço, o HDS tinha contratado 15 enfermeiros, o que “permitiu alguma margem para os que estão ausentes”, além de que alguns enfermeiros (grupo que foi mais afetado) “que estavam em segundos elementos de chefia foram deslocados para a prestação de cuidados”.

“Portanto, em termos de cuidados está tudo assegurado”, disse, realçando ainda o esforço dos enfermeiros da saúde ocupacional, que “chegam a sair do hospital às 03:00 para fazer todos os contactos, reportar à tutela os dados, definir normas para as famílias” dos profissionais em isolamento.

“Há um acréscimo de trabalho de todos, mas está assegurado”, declarou.

Portugal contabiliza pelo menos 2.297 mortos associados à covid-19 em 116.109 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Médicos alertam para “grave sobrecarga” nas urgências com pessoas que não estão doentes

SNS

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Foto: DR

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) alertou hoje que a atuação da Linha SNS 24, no âmbito da covid-19, causa uma “grave sobrecarga” nas urgências, pelo que defende alterações na referenciação dos doentes.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a SRCOM “considera inadmissível a forma como está a ser feita a referenciação dos doentes através da Linha SNS 24 e solicita uma atuação urgente por parte do Ministério da Saúde e da Direção-Geral da Saúde (DGS) que têm mantido, até agora, uma inexplicável passividade na resolução deste problema”.

“A Ordem dos Médicos tem recebido numerosas queixas de médicos de toda a região Centro que alertam para o encaminhamento errado, do ponto de vista clínico, através da Linha SNS 24”, é referido.

Segundo a nota, “situações não urgentes ou em que nem sequer existe doença estão a ser encaminhadas, quer para as urgências de adultos, para as urgências pediátricas e até para as unidades de cuidados de saúde primários, estando em causa a ‘grave sobrecarga’ dos serviços”.

“Estão a chegar às urgências, via SNS 24, utentes sem qualquer sintoma, nalguns casos porque estiveram em contacto com pessoas suspeitas de terem covid-19 ou porque testaram positivo, o que não constitui, só por si, indicação para serem atendidos em ambiente de urgência. Noutros casos, são doentes com sintomas ténues cuja indicação é manterem-se no seu domicílio”, explica Carlos Cortes, presidente daquela estrutura.

O responsável, citado no comunicado, alerta que o Ministério da Saúde “está a permitir, também, que as urgências sejam postos de colheita para testagem do SARS-CoV-2 e isso assume contornos muito perigosos, já que o número de patologias graves, nomeadamente descompensações de patologias crónicas, estão a ser cada vez mais frequentes e precisam de atendimento urgente”.

“De forma a evitar descoordenação, o Ministério da Saúde e a DGS têm de atualizar os procedimentos e garantir o acompanhamento e a melhor assistência nos serviços de urgência aos doentes com covid-19 e com todas as outras patologias”, defende Carlos Cortes.

A SRCOM apela ao Ministério da Saúde e à DGS que tornem públicos “os protocolos e algoritmos em vigor na Linha SNS 24 (808 24 24 24), de forma a que os médicos possam dar um contributo eficaz para melhorar o encaminhamento de doentes”.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 42,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.297 pessoas dos 116.109 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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